O retorno do Império Otomano é possível?

Tropas turcas e azeris em exercícios militares conjuntos na província de Kars, leste da Turquia (Foto: Reuters).

A Turquia governada por Recep Tayyp Erdogan, um admirador do Império Otomano, vem ganhando destaque internacional nos últimos tempos, com ações na Síria, em apoio ao Azerbaijão, e obtendo proeminência inclusive em tecnologias militares. Mas até que ponto isso pode significar o renascimento de um “novo” Império Otomano?

Afeganistão: um eterno campo de batalha geopolítico

Um T-62 em posição de tiro em algum lugar nas montanhas Hindu Kush, no Afeganistão, entre 1984 e 1985 (Foto: Sergey Novikov, da 5º Cia. Aerotransportada do Exército Vermelho/Wikimedia Commons).

Em sentido geográfico e histórico, o Afeganistão é um lugar difícil e os afegãos são pessoas difíceis. Quando a tecnologia trava uma guerra contra as montanhas, geralmente as montanhas vencem. E no Afeganistão, foram as Hindu Kush que finalmente saíram vitoriosas. Inegavelmente, os Estados Unidos e a OTAN falharam nessa invasão equivocada, ficando com nada além de humilhação.

Afeganistão: o Cemitério de Impérios e a nova realidade geopolítica na Ásia

Afegãos praticando Buzkashi, esporte nacional do país (Foto: Nasim Dadfar/Unsplash).

Depois de vinte anos, os Estados Unidos estão deixando o Afeganistão, encerrando aquela que foi a guerra mais longa de sua história. Essa retirada traz implicações e altera o cenário geopolítico, com impactos não apenas locais. Também traz oportunidades que poderiam ser aproveitadas pelo Brasil.

O que significa voltar a aderir à Europa?

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltemberg, participam da cúpula da OTAN, em Bruxelas (Foto: Reuters).

“A UE parece relutante em iniciar ações de longo alcance contra a China, preferindo ações mais modestas e menos arriscadas … A clareza da missão da OTAN na Guerra Fria já não existe. Em uma questão fundamental para os Estados Unidos, retornar à Europa traz retornos mínimos.”

A OTAN defender a Europa é um sonho impossível

O Secretário-Geral da OTAN, Jens Stoltenberg, em coletiva de imprensa na sede da OTAN em Bruxelas, na Bélgica (Foto: Emmanuel Dunand/AFP/Getty Images).

A OTAN hoje não pode defender a Europa, e nem a Europa pode defender a Europa, a menos que grandes mudanças sejam feitas refletindo um compromisso dos EUA com a aliança.

A integridade territorial do Azerbaijão não tem nada em comum com o Nagorno-Karabakh

Soldados do Exército de Defesa do Nagorno Karabakh liderado pela Armênia em um caminhão seguindo para a cidade de Martakert, em 29 de setembro de 2020 (Foto: Narek Aleksanyan/AFP).

É opinião comum que o Nagorno-Karabakh é um conflito insolúvel, pois dois princípios do direito internacional se contradizem: o direito à autodeterminação e o direito à integridade territorial. Mas a situação parece ser diferente, já que o Artsakh –nome histórico armênio do Nagorno-Karabakh – não tem nada em comum com a integridade territorial do Azerbaijão, e, neste artigo, a autora mostra por quê.

General diz que pico nas interceptações de aeronaves russas cria tensão nas tripulações da USAF no Alasca

Caça F-22 Raptor intercepta um bombardeiro Tu-95 Bear russo no espaço aéreo internacional perto do Alasca (Foto: NORAD).

Os F-22 são aeronaves com custo muito alto para essas missões; militares consideram empregar outros jatos, como os F-16, de quarta geração e menor custo.

Radar Semanal 16/04/2021

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan (Foto: Adem Altan/AFP).

Nesta edição do Radar, uma análise de como a Rússia vem tomando partido das fraquezas demonstradas pela Europa; o equilíbrio da Turquia entre EUA, Rússia e China; e como o acordo Irã-China mina a efetividade de uma das ferramentas de pressão mais importantes dos EUA, as sanções econômicas.

Caças Su-30SM e Su-35 da Rússia aumentam capacidade de manobra

Sukhoi Su-35 da Força Aérea da Rússia (Foto: Toshi Aoki/JP Spotters/CC BY-SA 3.0).

Os caças Su-30SM e Su-35 preservaram a aerodinâmica de seu antecessor Su-27, mas adquiriram propulsores mais potentes e aviônicos avançados.

Marinha da Rússia aposta em novos navios de guerra menores carregados com mísseis

Longe de ser a força enfraquecida da década de 1990, após a Guerra Fria, a Marinha da Rússia agora tem um papel maior e mais importante na estratégia de defesa do país.