Radar Semanal 27/08/2021

O presidente Joe Biden fala sobre a situação em Cabul, Afeganistão, sendo questionado por repórteres na Casa Branca, na quinta-feira 26 de agosto (Foto: Drew Angerer/Getty Images).

Esta edição do Radar se concentra mais uma vez no Afeganistão. Além do desastroso desfecho da retirada aliada, muitas análises indicam que os recentes acontecimentos estão levando a uma quebra de confiança na liderança americana.

Radar Semanal 20/08/21

Joe Biden sai sem responder perguntas depois de discursar sobre a crise no Afeganistão na Casa Branca em 16 de agosto de 2021 em Washington (Foto: Anna Moneymaker/Getty Images).

Neste Radar: Apesar das lições da Guerra do Vietnã, os EUA repetiram o erro no Afeganistão; Artigo analisa algumas inverdades no discurso de Biden sobre o caos no Afeganistão; As dificuldades da Rússia em aumentar sua influência na América Latina; e a descoberta de uma terceira base de ICBM preocupa estrategistas dos EUA.

Joe Biden e o caos do Afeganistão

Centenas de pessoas correm ao lado de uma aeronave de transporte C-17 da USAF enquanto ele taxia pela pista do aeroporto de Cabul, Afeganistão, em 16 de agosto de 2021 (Foto: Politico/UGC via AP).

Apesar de afirmar que é sua a responsabilidade pela decisão da retirada americana, Joe Biden colocou toda a culpa nos próprios afegãos e em Donald Trump pela impressionante e veloz retomada do Afeganistão pelo Talibã.

Radar Semanal 13/08/21

Combatente do Talibã na cidade de Farah, capital da província de Farah, a sudoeste de Cabul, Afeganistão, na quarta-feira, 11 de agosto de 2021 (Foto: Economic Times).

O Radar desta semana se concentra no Afeganistão, que traz preocupações de segurança e aguça apetite de atores regionais; O Talibã tomou capitais em todo o país; EUA e Grã-Bretanha enviam tropas para apoiar retirada de diplomatas; Análises de inteligência indicam que Cabul pode cair em até três meses.

Afeganistão: um eterno campo de batalha geopolítico

Um T-62 em posição de tiro em algum lugar nas montanhas Hindu Kush, no Afeganistão, entre 1984 e 1985 (Foto: Sergey Novikov, da 5º Cia. Aerotransportada do Exército Vermelho/Wikimedia Commons).

Em sentido geográfico e histórico, o Afeganistão é um lugar difícil e os afegãos são pessoas difíceis. Quando a tecnologia trava uma guerra contra as montanhas, geralmente as montanhas vencem. E no Afeganistão, foram as Hindu Kush que finalmente saíram vitoriosas. Inegavelmente, os Estados Unidos e a OTAN falharam nessa invasão equivocada, ficando com nada além de humilhação.

Afeganistão: o Cemitério de Impérios e a nova realidade geopolítica na Ásia

Afegãos praticando Buzkashi, esporte nacional do país (Foto: Nasim Dadfar/Unsplash).

Depois de vinte anos, os Estados Unidos estão deixando o Afeganistão, encerrando aquela que foi a guerra mais longa de sua história. Essa retirada traz implicações e altera o cenário geopolítico, com impactos não apenas locais. Também traz oportunidades que poderiam ser aproveitadas pelo Brasil.

Alemanha conclui retirada de tropas do Afeganistão

Militares do Bundeswehr (Forças Armadas alemãs) em um acampamento no Afeganistão, em 25 de março de 2018 (Foto: Michael Kappeler/Reuters).

Ministra da Defesa alemã disse que um capítulo histórico chega ao fim, acrescentando que esta foi uma implantação intensiva e desafiante para o Bundeswehr, que provou seu valor em combate.

Porta-aviões USS Ronald Reagan opera na 5ª Frota em apoio à retirada do Afeganistão

O porta-aviões USS Ronald Reagan navegando no Mar do Sul da China em 18 de junho de 2021 (Foto: Rawad Madanat/US Navy).

A US Navy disse que o porta-aviões irá operar com parceiros regionais e apoiar as forças americanas e da coalizão na retirada das tropas do Afeganistão.

EUA manterão cerca de 650 tropas no Afeganistão após a retirada

Tropas de operações especiais dos EUA embarcam em aeronave no Afeganistão (Foto: Jaerett Engeseth/US Army).

Tropas atuarão na segurança da embaixada dos EUA e no aeroporto de Cabul; será deixado um sistema C-RAM, tropas para operá-lo, e uma tripulação para apoio de helicópteros.

Foguetes visam as tropas dos EUA e empreiteiros em bases militares iraquianas

Caça iraquiano F-16 Fighting Falcon decola da Base Aérea de Balad, no Iraque, em 17 de junho de 2019 (Foto: Luke Kitterman/USAF).

Os ataques são os mais recentes de uma sequência desde que Joe Biden assumiu a presidência e tem como alvo a presença dos EUA no Iraque, visando bases militares e a Zona Verde de Bagdá.