Radar Semanal 08/10/21

Soldados da China e da Índia participam do exercício conjunto Hand-in-Hand 2018 realizado em Chengdu, na província de Sichuan, China (Reuters).

**Exclusivo Assinantes** Valor econômico do Ártico aumenta com derretimento do gelo; PLA vê cooperação militar Índia-EUA com preocupação, mas não considera a Índia grande ameaça; Signatários do JCPOA devem desenvolver plano B em relação ao Irã; China intensifica influência nos Bálcãs com a Iniciativa Belt and Road e levanta preocupações na Europa.

China rejeitou telefonemas de Lloyd Austin “depois que o secretário de defesa dos EUA solicitou a pessoa errada”

O secretário de Defesa Lloyd Austin, à esquerda (Foto: AP).

Especialistas em relações internacionais disseram que os canais de comunicação entre os governos dos dois países e os militares foram quase suspensos depois das acaloradas discussões entre seus principais diplomatas no Alasca, em março.

Poder militar e “pontos de ignição” mudam do Ocidente para o Oriente

Imagem: Times of India.

Nas duas últimas décadas, os Estados Unidos vêm destacando mais tropas para o Leste Asiático e o Pacífico do que na Europa e Oriente Médio. A Ásia atualmente responde por metade dos desdobramentos de tropas americanas no exterior.

Radar Semanal 21/05/2021

O brigadeiro-general Esmail Ghaani, então recém-nomeado comandante da Força Quds do Irã, lê o testamento do major-general Qassem Soleimani, durante o memorial de quarenta dias no Grand Mosalla em Teerã, Irã, em 13 de fevereiro de 2020 (Foto: Nazanin Tabatabaee/WANA/Reuters).

Nesta edição do Radar, a postura da Turquia, e porque, na visão do autor do artigo, ela não deve retornar à esfera de influência do ocidente; a real efetividade das sanções americanas contra as vendas de armas da Rússia; o recente conflito entre Israel e Palestina pode conter lições militares para a Coreia do Sul; e as novas milícias iraquianas criadas pelo Irã, que reportam à Força Quds.

Japão intensifica suas capacidades de defesa em novos domínios

Aeronave de vigilância da Força de Autodefesa Marítima do Japão sobrevoa as disputadas ilhas que a China chama de Diaoyu e o Japão chama de Senkaku. Tóquio está aprimorando suas capacidades de defesa em novos domínios, com foco na defesa de seu território (Foto: Kyodo).

Analistas dizem que o foco de Tóquio no espaço, ciberespaço e espectro eletromagnético é puramente defensivo; País criou unidade de guerra eletrônica e os planos incluem mais satélites, hackers de combate e uma aeronave projetada para bloquear radares inimigos.

Crise em Mianmar

A crise desencadeada pelo golpe de estado em Mianmar, antiga Birmânia, no último dia 1º de fevereiro, oferece uma interessante possibilidade de avaliar as posições e comportamentos das potências em confronto: de um lado a China, com interesses econômicos no país, e do outro, o novo governo dos EUA (e, em sua esteira, a UE), eleito sob a bandeira da defesa dos direitos humanos.

Você conhece o livro “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu?

A Arte da Guerra é um livro espetacular que merece uma leitura reflexiva. Não só por sua incrível abrangência ao tratar de aspectos estratégicos e táticos, como por sua incrível atualidade, mesmo passados 2,5 mil anos de sua redação.

Holandeses no Brasil Colônia

O extenso e rico litoral do Brasil Colônia encorajou aventuras de diversos países e a Holanda não foi diferente, atuando em vários locais incluindo a Amazônia, Pernambuco, Bahia e o Espírito Santo. Em todos os casos, obtiveram êxito temporário até serem finalmente vencidos pelas lutas patrióticas dos luso-brasileiros e pela falência da Companhia das Índias Ocidentais, financiadora dessas operações.

Testemunhas da História

A ruína dos grandes impérios normalmente acontece muito mais por fatores internos do que externos. Independente de interferências de fora, são agentes internos que permitem sua infiltração, minando as bases que o construíram e causando sua derrocada. É possível que, infelizmente, estejamos presenciando um momento único na História.

As Cruzadas

Apesar da motivação religiosa, as Cruzadas não foram campanhas militares movidas exclusivamente pela fé cristã. Além da libertação de locais sagrados, essas empreitadas tiveram diversos objetivos: tais como a contenção da expansão muçulmana, o restabelecimento de linhas de comunicação e rotas comerciais e a cobiça colonial por novas terras, além de redirecionar tensões sociais vividas na Europa.