Radar Semanal 30/07/21

Imagem: Erika Wittlieb/Pixabay.

Nesta edição do Radar: Forças dos EUA sofrem derrota em simulação de combate em Taiwan e alarmam Joint Chiefs; Tunísia enfrenta sua pior crise política desde a Primavera Árabe; Crise afegã se deteriora e China quer substituir os EUA; Negociação é única saída para o Afeganistão.

Afeganistão: um eterno campo de batalha geopolítico

Um T-62 em posição de tiro em algum lugar nas montanhas Hindu Kush, no Afeganistão, entre 1984 e 1985 (Foto: Sergey Novikov, da 5º Cia. Aerotransportada do Exército Vermelho/Wikimedia Commons).

Em sentido geográfico e histórico, o Afeganistão é um lugar difícil e os afegãos são pessoas difíceis. Quando a tecnologia trava uma guerra contra as montanhas, geralmente as montanhas vencem. E no Afeganistão, foram as Hindu Kush que finalmente saíram vitoriosas. Inegavelmente, os Estados Unidos e a OTAN falharam nessa invasão equivocada, ficando com nada além de humilhação.

Terrorismo em Moçambique

Militantes do ISIS (Foto: The Reference/Jericho Walls).

A quantidade de mortes e a crise humanitária gerada pelos deslocados fazem com que a situação em Moçambique seja gravíssima, existindo ainda o risco de espalhar o terrorismo islâmico pela África Austral, problema até então pouco comum na região.

A nova estratégia de segurança russa

Tropas aerotransportadas da Rússia desfilam em Moscou (Foto: Zhuravlevzhuravleva/Pixabay).

A nova Estratégia de Segurança da Rússia, assinada por Vladimir Putin no início deste mês, reflete as preocupações atuais dos estrategistas do país. O documento traça as “linhas vermelhas” que os russos consideram que não devem ser ultrapassadas pelo Ocidente, e preocupa o fato de não coincidirem com as linhas traçadas pela OTAN e pelos EUA.

Radar Semanal 23/07/2021

Foto: Geopolitical Monitor.

A edição desta semana do Radar traz uma análise da situação de Cuba, com quatro possíveis desfechos; um sumário das ações da Rússia em suas zonas de influência; uma avaliação da política americana para o Sul do Cáucaso; e a notícia de que a China quer maior aproximação de seus militares com o público.

Afeganistão: o Cemitério de Impérios e a nova realidade geopolítica na Ásia

Afegãos praticando Buzkashi, esporte nacional do país (Foto: Nasim Dadfar/Unsplash).

Depois de vinte anos, os Estados Unidos estão deixando o Afeganistão, encerrando aquela que foi a guerra mais longa de sua história. Essa retirada traz implicações e altera o cenário geopolítico, com impactos não apenas locais. Também traz oportunidades que poderiam ser aproveitadas pelo Brasil.

Xi Jinping: Rejuvenescimento nacional da China é uma “inevitabilidade histórica”

O presidente chinês, Xi Jinping, discursa durante as comemorações do 100º aniversário da fundação do Partido Comunista da China (Foto: Reuters).

Em discurso no centenário de fundação do PCC, o presidente Xi Jinping exaltou o curso “irreversível” da China, de colônia humilhada a grande potência, apresentando-se de forma desafiadora aos rivais, afirmando que ninguém terá permissão para “nos intimidar, nos oprimir”.

Perfil: Donald Rumsfeld, o “Falcão do Pentágono”

Donald Rumsfeld durante uma coletiva de imprensa no Pentágono em 23 de dezembro de 2003 (Foto: Alex Wong/Getty Images).

Sempre pronto para uma briga, Donald Rumsfeld ganhou muitas batalhas durante sua vida, até que a invasão do Iraque marcou negativamente o final de sua carreira quando era secretário de Defesa dos Estados Unidos. Faleceu na última terça-feira, aos 88 anos.

Democratas querem gastar mais do que Biden na aquisição de armas

O contratorpedeiro americano USS John S. McCain com navios da Marinha Real Australiana e da Força de Autodefesa Marítima do Japão no Mar do Sul da China para um exercícios em 19 de outubro de 2020 (Foto: US Navy).

A legislação provavelmente desencadeará debate partidário, como pontos o fechamento de Guantánamo, a exigência de pagamento de salário mínimo pelas empreiteiras de defesa, e a negativa de apoio às operações militares ofensivas no Iêmen.

Alemanha conclui retirada de tropas do Afeganistão

Militares do Bundeswehr (Forças Armadas alemãs) em um acampamento no Afeganistão, em 25 de março de 2018 (Foto: Michael Kappeler/Reuters).

Ministra da Defesa alemã disse que um capítulo histórico chega ao fim, acrescentando que esta foi uma implantação intensiva e desafiante para o Bundeswehr, que provou seu valor em combate.