Radar Semanal 20/08/21

Joe Biden sai sem responder perguntas depois de discursar sobre a crise no Afeganistão na Casa Branca em 16 de agosto de 2021 em Washington (Foto: Anna Moneymaker/Getty Images).

Neste Radar: Apesar das lições da Guerra do Vietnã, os EUA repetiram o erro no Afeganistão; Artigo analisa algumas inverdades no discurso de Biden sobre o caos no Afeganistão; As dificuldades da Rússia em aumentar sua influência na América Latina; e a descoberta de uma terceira base de ICBM preocupa estrategistas dos EUA.

Irã, a Fênix do Oriente Médio

Vista panorâmica de Persépolis, capital cerimonial do Império Persa, no sudoeste do Irã (Foto: Carole Raddato/Wikimedia Commons/CC BY-SA 2.0).

No decorrer de sua longa história, o Irã, antigo Império Persa, foi capaz de manter sua identidade como civilização, mesmo tendo sido conquistado diversas vezes. Especialmente no Oriente Médio, conhecer a história ajuda a entender a atualidade, pois ali, o que aconteceu há séculos ainda é lembrado e vivenciado por muitos cidadãos comuns.

Joe Biden e o caos do Afeganistão

Centenas de pessoas correm ao lado de uma aeronave de transporte C-17 da USAF enquanto ele taxia pela pista do aeroporto de Cabul, Afeganistão, em 16 de agosto de 2021 (Foto: Politico/UGC via AP).

Apesar de afirmar que é sua a responsabilidade pela decisão da retirada americana, Joe Biden colocou toda a culpa nos próprios afegãos e em Donald Trump pela impressionante e veloz retomada do Afeganistão pelo Talibã.

Radar Semanal 13/08/21

Combatente do Talibã na cidade de Farah, capital da província de Farah, a sudoeste de Cabul, Afeganistão, na quarta-feira, 11 de agosto de 2021 (Foto: Economic Times).

O Radar desta semana se concentra no Afeganistão, que traz preocupações de segurança e aguça apetite de atores regionais; O Talibã tomou capitais em todo o país; EUA e Grã-Bretanha enviam tropas para apoiar retirada de diplomatas; Análises de inteligência indicam que Cabul pode cair em até três meses.

Por que os EUA perdem guerras

Suprimentos são lançados às tropas americanas na província de Ghazni, no Afeganistão, em maio de 2007 (Foto: Nicolas Asfouri/AFP/Getty Images).

A noção de vitória dos EUA passa pela transformação moral de sociedades antigas que não se acham imorais. Um princípio moral em terreno conhecido com armas adequadas para isso, funciona. Um princípio moral sobre terreno desconhecido e armas inadequadas é bem menos eficaz. O Afeganistão demonstra essa tese.

Vinte anos de guerra no Afeganistão

Um homem com seu filho observa soldados americanos preparando-se para uma batida em sua casa no sudeste do Afeganistão, em novembro de 2002 (Foto: Scott Nelson/Getty Images).

Depois de Alexandre, o Grande, o Império Britânico duas vezes no século XIX e os soviéticos no século XX, os Estados Unidos reiteram o mito da invencibilidade dos afegãos diante dos grandes impérios da história. O “Cemitério de Impérios” permanece desafiador.

Radar Semanal 06/08/21

Militar afegão (Foto: Xinhua/Saifurhaman Safi/Getty Images).

Uma abordagem da postura geopolítica da Índia em relação à China; artigo avalia que uma melhor estratégia para os EUA seria atrair a Rússia para o Ocidente, isolando a China; três cenários possíveis para o futuro do Afeganistão; e a ineficácia das sanções dos EUA contra os drones iranianos.

O retorno do Império Otomano é possível?

Tropas turcas e azeris em exercícios militares conjuntos na província de Kars, leste da Turquia (Foto: Reuters).

A Turquia governada por Recep Tayyp Erdogan, um admirador do Império Otomano, vem ganhando destaque internacional nos últimos tempos, com ações na Síria, em apoio ao Azerbaijão, e obtendo proeminência inclusive em tecnologias militares. Mas até que ponto isso pode significar o renascimento de um “novo” Império Otomano?

Radar Semanal 30/07/21

Imagem: Erika Wittlieb/Pixabay.

Nesta edição do Radar: Forças dos EUA sofrem derrota em simulação de combate em Taiwan e alarmam Joint Chiefs; Tunísia enfrenta sua pior crise política desde a Primavera Árabe; Crise afegã se deteriora e China quer substituir os EUA; Negociação é única saída para o Afeganistão.

Afeganistão: um eterno campo de batalha geopolítico

Um T-62 em posição de tiro em algum lugar nas montanhas Hindu Kush, no Afeganistão, entre 1984 e 1985 (Foto: Sergey Novikov, da 5º Cia. Aerotransportada do Exército Vermelho/Wikimedia Commons).

Em sentido geográfico e histórico, o Afeganistão é um lugar difícil e os afegãos são pessoas difíceis. Quando a tecnologia trava uma guerra contra as montanhas, geralmente as montanhas vencem. E no Afeganistão, foram as Hindu Kush que finalmente saíram vitoriosas. Inegavelmente, os Estados Unidos e a OTAN falharam nessa invasão equivocada, ficando com nada além de humilhação.