Irã, a Fênix do Oriente Médio

Vista panorâmica de Persépolis, capital cerimonial do Império Persa, no sudoeste do Irã (Foto: Carole Raddato/Wikimedia Commons/CC BY-SA 2.0).

No decorrer de sua longa história, o Irã, antigo Império Persa, foi capaz de manter sua identidade como civilização, mesmo tendo sido conquistado diversas vezes. Especialmente no Oriente Médio, conhecer a história ajuda a entender a atualidade, pois ali, o que aconteceu há séculos ainda é lembrado e vivenciado por muitos cidadãos comuns.

O retorno do Império Otomano é possível?

Tropas turcas e azeris em exercícios militares conjuntos na província de Kars, leste da Turquia (Foto: Reuters).

A Turquia governada por Recep Tayyp Erdogan, um admirador do Império Otomano, vem ganhando destaque internacional nos últimos tempos, com ações na Síria, em apoio ao Azerbaijão, e obtendo proeminência inclusive em tecnologias militares. Mas até que ponto isso pode significar o renascimento de um “novo” Império Otomano?

Para o Irã, armas nucleares podem esperar

Com uma população se afastando cada vez mais da religião e tendendo a preferir um governo secular, o regime dos aiatolás do Irã estaria mais inclinado a priorizar a recuperação da economia, gravemente afetada pelas sanções e pela pandemia do Covid-19, do que a obtenção de armas nucleares.

A estratégia americana para o Irã

Embora a política de Joe Biden para o Irã não esteja bem definida, o que parece claro é que há um imperativo político de desfazer as políticas implementadas por Donald Trump. O retorno ao status da era Obama parece ser o desejo implícito, mas na atual configuração geopolítica da região, essa estratégia provavelmente é impossível.

EUA bombardeiam instalações na Síria

Na primeira ação militar do governo de Joe Biden, aeronaves americanas atacaram alvos na Síria, atingindo infraestruturas que seriam utilizadas por milícias apoiadas pelo Irã. A operação é uma retaliação aos ataques com foguetes por milícias iraquianas contra pessoal americano em meados de fevereiro em Irbil, Iraque.

As reversões de Joe Biden

Passado o período de promessas eleitorais, Joe Biden, agora empossado como o 46º presidente dos Estados Unidos, deverá lidar com a realidade das pressões sofridas pelos ocupantes da Casa Branca. Em relação à política externa, não será fácil cumprir todas as suas promessas de campanha frente às realidades que terá que enfrentar. Biden agora corre o risco de ser condenado pelo que fizer e pelo que não fizer.

Nas monarquias árabes, o absolutismo pode estar diminuindo

As oito monarquias do mundo árabe estão entre as últimas monarquias absolutistas remanescentes na Terra. Em alguns aspectos, eles se mostraram surpreendentemente duráveis. Em comparação com as repúblicas árabes, Jordânia, Marrocos e os seis países do GCC (Gulf Cooperation Council, Conselho de Cooperação do Golfo) – Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã, Qatar, Bahrein e Kuwait – escaparam dos levantes da Primavera Árabe relativamente imperturbáveis. Mas alguns dos reinos árabes também estão enfrentando novos desafios que ameaçam encerrar décadas de governo monárquico.

Mudanças na geopolítica do Oriente Médio

Os “Acordos de Abraão”, como vem sendo chamados os tratados entre Israel e, até o momento, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, com anuência da Arábia Saudita, indicam uma mudança importante na região. Palestinos, que percebem uma redução do apoio árabe à sua causa, e iranianos, que vem sendo vistos como o principal fator de risco na região, são os maiores insatisfeitos com o contexto que vem se desenhando.