Reflexões sobre Poder: A China, o Ocidente e o Brasil

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Com a queda da URSS e o fim da bipolaridade da Guerra Fria, os Estados Unidos se consolidaram como potência hegemônica, impondo sua visão e valores durante as décadas seguintes. No Século XXI, o crescimento da China e consequente embate com os EUA requer uma análise cuidadosa. O fato é que avaliar a ascensão da China por uma ótica puramente ocidental levará inevitavelmente a erros de avaliação.

Poder militar e “pontos de ignição” mudam do Ocidente para o Oriente

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Nas duas últimas décadas, os Estados Unidos vêm destacando mais tropas para o Leste Asiático e o Pacífico do que na Europa e Oriente Médio. A Ásia atualmente responde por metade dos desdobramentos de tropas americanas no exterior.

A OTAN defender a Europa é um sonho impossível

O Secretário-Geral da OTAN, Jens Stoltenberg, em coletiva de imprensa na sede da OTAN em Bruxelas, na Bélgica (Foto: Emmanuel Dunand/AFP/Getty Images).

A OTAN hoje não pode defender a Europa, e nem a Europa pode defender a Europa, a menos que grandes mudanças sejam feitas refletindo um compromisso dos EUA com a aliança.

Radar Semanal 02/04/2021

O presidente russo, Vladimir Putin, em Sochi, Rússia, outubro de 2019 (Foto: Sergei Chirikov/Reuters).

As recentes implantações de tropas russas próximo da Ucrânia; uma análise do novo modelo de forças do Reino Unido; as apostas e barganhas que mantém Putin no poder na Rússia; Um sumário das capacidades desestabilizadoras do Irã no Oriente Médio; e o uso de inteligência artificial para analisar a cada vez maior massa de dados coletada pela marinha dos EUA.

A ascenção da China, a hegemonia norte-americana e a Armadilha de Tucídides

A impressionante velocidade do crescimento da China e sua expansão nos campos econômico, tecnológico e militar levam inevitavelmente a um choque com os interesses dos Estados Unidos, a potência – até então – hegemônica. Com o acirramento das tensões devido à forte competição, conseguirão estes países evitar a Armadilha de Tucídides?

Bilionários, democracia e poder: Vladimir Putin e os oligarcas da Rússia

Após a queda da União Soviética, a Rússia de Boris Yeltsin foi dominada por um grupo de bilionários que ficou conhecido como “os oligarcas”. Por meio de esquemas escusos, eles acumularam fortunas gigantescas e controlaram os meios de comunicação e a economia do país. Quando ascendeu ao poder, Vladimir Putin pôs fim a essa geração de bilionários que controlavam o estado – e substituiu-os por outra, sob seu controle.