Bilionários, democracia e poder: Vladimir Putin e os oligarcas da Rússia


Albert Caballé Marimón*


O presidente da Rússia, Vladimir Putin (Foto: Mikhail Metzel/Tass/Getty).

Após a queda da União Soviética, a Rússia de Boris Yeltsin foi dominada por um grupo de bilionários que ficou conhecido como “os oligarcas”. Por meio de esquemas escusos, eles acumularam fortunas gigantescas e controlaram os meios de comunicação e a economia do país. Quando ascendeu ao poder, Vladimir Putin pôs fim a essa geração de bilionários que controlavam o estado – e substituiu-os por outra, sob seu controle.


Com a queda da União Soviética, um pequeno número de empresários, que ficaram conhecidos como “oligarcas”, concentrou grande parte da riqueza da Rússia por meio de acordos e conexões obscuras. Durante a era soviética, operadores do mercado negro atuavam acumulando itens escassos para venda, providenciando cirurgiões para clientes que podiam pagar altas quantias, fazendo acordos com gerentes nos bastidores das fábricas, etc.

Conforme a teoria geralmente aceita, por volta de 1986, com a perestroika, esses operadores usaram seus contatos para formar associações que posteriormente se transformaram em corporações. Por exemplo, Vladimir Gusinsky, que mais tarde se tornou dono da Media-Most, um poderoso grupo de comunicações, negociava fio de cobre no mercado negro; Boris Berezovsky, que veio a controlar uma das maiores emissoras de TV russas, negociava com carros alemães; Mikhail Khodorkovsky, futuro banqueiro e proprietário da petrolífera Yukos, usou conexões na Liga da Juventude Comunista para garantir contratos de software. Isso explicaria como, após a privatização que se seguiu à queda da União Soviética, esses homens obtiveram uma imensa vantagem sobre os russos “comuns”, pois já detinham estruturas e redes de negócios operando.

Por meio de esquemas fraudulentos, comuns na Rússia na década de 1990, os oligarcas tiraram proveito de uma população que não tinha nenhuma experiência em economia de mercado e era facilmente enganada por papéis com aspecto oficial. Entrando no mercado de comunicações, eles logo compreenderam que o verdadeiro poder da mídia é a influência sobre a política. Assim, na Rússia, como nos Estados Unidos, ganhar dinheiro geralmente é um objetivo secundário. O principal é a capacidade de influenciar os políticos e o eleitorado.

Logo, os mais ricos e poderosos entre eles formaram o que ficou conhecido como “Grupo dos Sete” ou “Big Seven”, liderados por Boris Berezovsky e que incluía Vladimir Gusinsky, Mikhail Khodorkovsky, Vladimir Potanin, Vladimir Vinogradov, Alexander Smolensky e Mikhail Fridman.

O enorme poder acumulado por eles lhes permitiu influenciar eleições e controlar o governo, indicando pessoas de sua confiança para cargos importantes e por vezes ocupando-os eles próprios. Começaram a sentir que eram os governantes reais da Rússia – e eram, de facto. Controlando a mídia e os bancos, eles reelegeram Boris Yeltsin, um presidente que iniciou sua campanha para reeleição com apenas 3% nas pesquisas. Parecia que nada poderia detê-los.

Mas não foi assim.


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Em 1999, a OTAN realizou uma intervenção militar na Iugoslávia, decisão que foi extremamente impopular na Rússia. Em 24 de março, Yevgeny Primakov, então primeiro-ministro russo, voava aos EUA para uma visita oficial e, ainda durante o voo, foi informado da intervenção por Al Gore, então vice-presidente americano. Primakov ordenou que o avião fizesse meia volta e retornasse a Moscou. Como a Rússia dependia de ajuda financeira do Ocidente, Yeltsin não quis confrontar os americanos; nada fez pelos sérvios e substituiu Primakov por Sergei Stepashin.

A intervenção teve grande impacto na Rússia. Para muitos russos, o bombardeio da Iugoslávia foi sinal de que os EUA não eram confiáveis e que atacariam a Rússia se tivessem oportunidade. Em 11 de junho, militares russos tomaram o aeroporto de Pristina, no Kosovo. Yeltsin perdera o controle sobre eles. Em 10 de agosto, ele demitiu Sergei Stepashin e o substituiu por Vladimir Putin, um desconhecido ex-oficial da KGB e ex-chefe do FSB.

Ninguém conhecia Putin, que tinha sido vice-prefeito de São Petersburgo por pouco tempo e tinha pouca experiência política, mas sua popularidade logo aumentaria. Sua retórica sobre democracia e mercado aberto e, principalmente, sua resposta firme na guerra da Chechênia, caíram bem entre a população russa. Os índices de popularidade de Putin subiram rapidamente e, depois de anos com a liderança pusilânime de Boris Yeltsin, parecia que a Rússia finalmente voltava a ter um líder forte.

Na véspera do Ano Novo de 2000, Yeltsin fez um discurso inesperado, anunciou que estava deixando a presidência e que Vladimir Putin assumiria interinamente. Em março, Putin foi eleito presidente com apoio dos oligarcas, que chegaram a criar um partido político, o Unidade (atual Rússia Unida), com esse objetivo. Acreditaram que Putin manteria o status quo de que desfrutavam com Yeltsin. Mas em pouco tempo ficou claro que, ou não prestaram atenção à retórica de Putin, ou acreditaram que essa retórica se destinava apenas a impressionar o eleitorado.

Putin agiu com grande velocidade. Anunciou que criaria regras que valeriam para todos, inclusive os oligarcas. Dividiu o país em distritos federais, cada distrito sendo controlado por um governador nomeado por ele. Cinco dos sete homens nomeados por Putin eram ex-KGB ou oficiais militares, todos leais a ele.

Em julho de 2000, Putin reuniu os 18 empresários mais poderosos da Rússia para uma conversa. Na reunião, disse a eles, em termos inequívocos, que “a festa terminara” e os denunciou como criadores de um estado corrupto. Na sequência, o Kremlin iniciou processos criminais contra Vladimir Gusinsky, Vladimir Potanin, Vagit Alekperov, Roman Abramovich, Boris Berezovsky e suas empresas.


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Seis meses depois, em 24 de janeiro de 2001, Putin voltou a reunir-se com 21 oligarcas e disse que esperava que as  coisas tivessem mudado para melhor desde a última reunião. Em suma, esperava que eles aprendessem a lição. Putin enfatizou que o estado russo não planejava nacionalizar a economia, mas deixou claro que eles deveriam mostrar um “sentimento de responsabilidade para o povo e o país” e pediu-lhes uma doação de US$ 2,6 milhões para um fundo que estava criando para ajudar famílias de soldados feridos ou mortos em combate.

Em resumo, Putin disse a eles que deveriam jogar de acordo com suas regras, ou desistir do jogo. Esses homens não estavam acostumados com um presidente russo tratando-os dessa forma, e Putin sabia que ainda não era suficientemente forte para enfrentar todos ao mesmo tempo. Assim, o primeiro de sua lista de alvos foi Vladimir Gusinsky e o conglomerado Media-Most.

Vladimir Gusinsky

Em 1996, o Media-Most tomou um empréstimo de US$ 211 milhões garantido pela Gazprom, empresa de energia controlada pelo estado. Gusinsky não conseguiu pagar o empréstimo e a dívida foi saldada pela Gazprom, que com isso aumentou sua participação na composição acionária do Media-Most. Depois que Putin assumiu, a Gazprom não se dispôs a assumir mais patrimônio e passou a exigir pagamentos em dinheiro. Em 11 de maio de 2000, Gusinsky foi preso como suspeito num caso de fraude envolvendo a privatização de uma empresa de televisão de São Petersburgo. Um dos homens mais ricos da Rússia, que se achava intocável, foi jogado na superlotada Butyrskaya, a prisão mais famosa de Moscou, construída no século XVIII.

Putin foi questionado sobre o escândalo, mas disse que era apenas questão de disputas comerciais. Afirmou que Gusinsky tomara emprestados US$ 1,3 bilhão para a Media-Most e “não devolveu quase nada”. Acrescentou que “vários dias atrás, Gusinsky não pagou outro empréstimo de US$ 200 milhões e a Gazprom pagou novamente a dívida pendente. Eu me pergunto por que a Gazprom deveria gastar dinheiro com isso.” O plano do Kremlin era brutalmente simples: forçar Gusinsky a pagar todos os empréstimos de uma vez, levando-o à falência. Ele foi acusado de fraude e libertado em 16 de junho.

No total, Gusinsky devia US$ 473 milhões à Gazprom. Foi-lhe apresentado um ultimato: se vendesse seu império à Gazprom por US$ 300 milhões, seria libertado. Na época, Gusinsky disse que “Havia ameaças constantes de me colocar em celas com prisioneiros tuberculosos e pessoas com AIDS… eu era de fato um refém. Quando você tem uma arma apontada para a sua cabeça, você tem duas opções: aceitar as condições dos bandidos ou levar uma bala na cabeça”.

Em 20 de julho, ele assinou um acordo concordando em vender a empresa pelos US$ 300 milhões e, em 27 de julho, os promotores anunciaram que as acusações seriam retiradas. Gusinsky embarcou para a Espanha e nunca mais retornou à Rússia. Na Espanha, ele mudou de ideia sobre o negócio, o que acabou resultando em mandados de prisão por meio da Interpol. Ele foi detido na Espanha duas vezes, mas os tribunais espanhóis rejeitaram o caso. Em abril, a Gazprom assumiu o controle da NTV, uma das empresas de Gusinsky. Em 14 de abril ela foi invadida por homens armados e um novo diretor assumiu o controle. O Sevyodna, primeiro jornal de Gusinsky, foi fechado.


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Gusinsky era judeu, e Putin foi acusado de antissemitismo. No Ocidente, a mídia afirmou que se tratava de um ataque à liberdade de expressão. O presidente dos EUA, Bill Clinton, conversou com Putin intercedendo por Gusinsky. Nada adiantou: ele devia ter aceitado os US$ 300 milhões enquanto pôde, mas acreditou que podia confrontar Putin. Agora estava tudo acabado, e as ações de Putin estavam apenas começando.

Boris Berezovsky

Depois de Gusinsky, alguns oligarcas acharam que poderiam escapar, mas estavam enganados. Boris Berezovsky foi o próximo da lista de Putin. Um assessor do Kremlin, Alexander Voloshin, teria dito a Berezovsky que ou ele desistia do controle da ORT, a maior rede estatal de televisão, em duas semanas, ou ele acompanharia Gusinsky. Berezovsky teria respondido que “Essa não é a maneira de falar comigo. Você está se esquecendo que eu não sou Gusinsky”. Ele conseguiu uma reunião com Putin, na qual o presidente, muito sério, leu um documento que detalhava a corrupção na ORT. Percebendo que seria inútil continuar e que acabaria na prisão, Berezovsky concordou em vender sua participação na ORT e deixou o país, mudando-se para a Inglaterra.

No entanto, Berezovsky não resistiu à tentação de se envolver na política russa. Em 2002, fundou o partido Rússia Liberal para fazer oposição a Putin. De Londres, continuou a fazer acusações contra Moscou, até que o Kremlin ficou farto dele. Em março de 2003, ele foi preso em Londres por acusações de fraude na empresa automobilística LogoVAZ, mas conseguiu se livrar da extradição.

No início de abril de 2003 ele anunciou que iria concorrer às eleições legislativas na Rússia. Se eleito, gozaria de imunidade parlamentar, mas ele era extremamente impopular e não conseguiu se eleger.

Berezovsky esteve por trás da MSI, empresa de marketing esportivo que fez uma parceria com o time de futebol paulista Corinthians em 2004. A MSI era representada no Brasil pelo iraniano Kia Joorabchian. A MSI faria investimentos no Parque São Jorge, sede do time paulistano, contrataria jogadores e construiria um novo estádio. Em 2004, a MSI contratou os jogadores argentinos Carlitos Tévez e Javier Mascherano, entre diversos outros que ficaram conhecidos como “Os Galácticos”. Em julho de 2007, a Justiça Federal de São Paulo acatou denúncia do Ministério Público e pediu a prisão de Joorabchian, Berezovski e outros envolvidos, com denúncias de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Os bens da MSI no Brasil foram congelados e, em 24 de julho de 2007, o Corinthians anunciou o fim da parceria.

Com uma fortuna estimada em US$ 10 bilhões, Berezovsky passou seus últimos anos sob o nome de Platon Elenin, alternando entre suas residências em Londres e no sul da França. Foi encontrado morto no apartamento de Londres em 23 de março de 2013, aos 67 anos de idade. As causas da morte nunca foram totalmente esclarecidas.


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Mikhail Khodorkovsky

Khodorkovsky rejeitou o ultimato de Putin – continuar com os negócios com o compromisso de não procurar influenciar a política – e, ao invés disso, o confrontou, investindo milhões em seus opositores e procurando promover uma legislação que beneficiasse sua empresa petrolífera, a Yukos. Assim, tornou-se o próximo alvo na lista de Putin.

Em 2003, Khodorkovsky foi preso sob a acusação de fraude e evasão fiscal. Em 2005, foi considerado culpado de seis das sete acusações e foi condenado a uma pena de nove anos de prisão, mais tarde reduzida para oito. Em 2007, pouco antes dele obter direito à liberdade condicional, foram apresentadas novas acusações de peculato e lavagem de dinheiro. Ele foi considerado culpado em 2010 e sua pena estendida em mais sete anos.

Em uma apelação em maio de 2011, o veredito foi mantido, mas a pena total de Khodorkovsky foi reduzida em um ano, significando que ele passaria a ser elegível a libertação condicional em 2016. Khodorkovsky foi considerado por Putin como a personificação dos piores excessos dos oligarcas, e disse que sua prisão era um símbolo da reforma democrática que ele pretendia promover na Rússia.

Em dezembro de 2013, depois de mais de uma década na cadeia, Khodorkovsky recebeu um perdão como parte de uma anistia pelos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi, na Rússia. Depois da libertação, Khodorkovsky foi viver em Londres e se tornou um crítico ferrenho de Putin.

Em 2015, a Rússia emitiu um mandado de prisão contra Khodorkovsky com várias acusações, entre elas o assassinato de um prefeito da Sibéria em 1998, que ele nega. Em 2019, foi lançado Citizen K, documentário que conta a trajetória de Khodorkovsky na visão do diretor, o norte-americano Alex Gibney.

Seguindo as regras

Putin pareceu disposto a permitir que alguns bilionários permanecessem nos negócios se estivessem de acordo com suas regras. Um exemplo foi Roman Abramovich, que se tornou governador na região de Chukotka, na Sibéria. Ele usou seu próprio dinheiro para melhorar a região, expandiu laços comerciais e conseguiu investimentos de países estrangeiros.

O ponto mais importante é que Abramovich parece não ter tentado obter influência política. Segundo uma teoria, foram dadas duas opções a Abramovich: ele podia escolher entre ir para a Sibéria e ajudar o povo na condição de governador, ou ir como prisioneiro. Mais tarde, Abramovich mudou-se também para Londres, onde vive até hoje, e se tornou proprietário do time de futebol inglês Chelsea Football Club.

Quanto aos demais componentes do “Grupo dos Sete”, Vladimir Vinogradov teve decretada a falência de seu Inkombank em 2000. Houve acusações de transferência ilegal de fundos para o exterior, mas nada ficou provado. Vinogradov morreu em Moscou, em 29 de junho de 2008, aos 52 anos, em consequência de um derrame. Alexander Smolensky teve um mandado de prisão expedido em 1999 por acusações de peculato e lavagem de dinheiro. Esse mandado foi posteriormente retirado. Atualmente Smolensky controla o jornal Novaya Gazeta. Mikhail Fridman, do conglomerado Alfa-Group, viveu muitos anos em Moscou e em 2015 mudou-se para Londres. Em 2016 anunciou que deixará sua fortuna para a caridade. Vladimir Potanin, com um patrimônio de US$ 24,7 bilhões segundo a revista Forbes, é um dos homens mais ricos da Rússia.

Apesar de suas afirmações, Putin sabe que não eliminou os oligarcas – inclusive mantém reuniões periódicas com eles. Mas os antigos oligarcas foram substituídos por uma nova geração de bilionários com conexões políticas com Putin. Velhos amigos dele, como Gennady Timchenko e os irmãos Arkady e Boris Rotenberg, com quem Putin praticou artes marciais na juventude, hoje são multimilionários. Suas empresas têm contratos de alto valor com o governo para a construção de gasodutos e infraestrutura crítica. A diferença parece ser que Yeltsin era controlado pelos oligarcas, e Putin os controla.

Os oligarcas detinham o dinheiro, eram donos de todos os meios de comunicação, controlavam altos funcionários do governo e grande parte dos políticos regionais – prefeitos, governadores, conselhos locais, etc. Controlavam inclusive boa parte da polícia. Afinal, talvez a Rússia de 1999 não fosse tão diferente dos Estados Unidos de hoje: uma oligarquia de bilionários não democráticos que controlam a informação, a mídia e boa parte da classe política.


*Albert Caballé Marimón possui formação superior em marketing. Depois de atuar trinta e sete anos em empresas nacionais e multinacionais, há cinco anos dedica-se à atividade de pesquisador nas áreas de História Militar, Defesa e Geopolítica. É fotógrafo profissional e editor do blog Velho General. Já atuou na cobertura de eventos como a Feira LAAD, o Exercício CRUZEX, a Operação Acolhida, o Exercício Treme Cerrado e proferiu palestras na AFA, Academia da Força Aérea. É colaborador da revista Tecnologia & Defesa e do Canal Arte da Guerra. E-mail caballe@gmail.com.

Referências

COWGILL, Justin. The Silent Coup: Putin vs. the Oligarchs. National Vanguard, 29 de maio de 2012. Disponível em: https://nationalvanguard.org/2012/05/the-silent-coup-putin-vs-the-oligarchs/.

FOY, Henry. The Russian oligarchs are gone. Long may they prosper! Financial Times, 2 de julho de 2019. Disponível em: https://www.ft.com/content/8fbcf652-9c10-11e9-9c06-a4640c9feebb.

SHILLING, Ian. Putin’s Rise to Power and His Fight Against the Russian Oligarchs. Investment Watch Blog, 29 de dezembro de 2018. Disponível em: https://www.investmentwatchblog.com/putins-rise-to-power-and-his-fight-against-the-russian-oligarchs/.


15 comentários sobre “Bilionários, democracia e poder: Vladimir Putin e os oligarcas da Rússia

  1. A Rússia sempre foi dirigida por homens fortes desde os tempos da Rússia de Kiev, e não é diferente com Putin, Boris Yeltsin apenas destoou nesta longa história.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Bom dia Caballé.
    Gosto muito dos artigos do Velho General, mais esse eu adorei. Mandei para um monte de amigos.
    muito obrigado pelo artigo
    Enviado do tablet Samsung.

    Curtido por 1 pessoa

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