Resignado com um renascimento do acordo nuclear, Golfo se envolve com o Irã

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, fez um discurso televisionado no Irã, em 4 de junho de 2021 (Site oficial de Khamenei/via Reuters).

Autoridades do Golfo temem não ter a mesma influência no governo Biden que tinham com Trump; segundo analista, os países da região acham que os EUA podem voltar ao acordo nuclear, mas precisam que todos levem em consideração as preocupações com a segurança regional.

Radar Semanal 04/06/2021

Artigos recentes da internet na China alegam que o bombardeio da OTAN em 1999 contra a embaixada de Pequim na Iugoslávia foi intencional, alegando que a embaixada abrigava secretamente os restos mortais de um caça stealth americano F-117 Nighthawk abatido na região semanas antes (Foto: Reuters).

No Radar desta semana, um artigo questiona se não há interesses escusos por trás das críticas ao F-35; uma análise geopolítica dos interesses no Chifre da África; uma avaliação do recente pedido de desculpas francês pelo genocídio em Ruanda; e uma curiosa história, talvez incrível demais, sobre qual seria a verdadeira razão do bombardeio da embaixada chinesa na Iugoslávia em 1999.

O Kharg, navio logístico da Marinha do Irã, pega fogo e afunda no Golfo de Omã

O Kharg, maior navio da Marinha do Irã, foi escalado para participar de exercícios de treinamento quando pegou fogo em circunstâncias não esclarecidas e afundou (Foto: Wana/Reuters).

O Kharg datava de antes da Revolução Islâmica de 1979. Construído na Grã-Bretanha e lançado em 1977, foi entregue para a marinha iraniana em 1984. Autoridades do país disseram foi iniciada uma investigação para determinar as causas.

Teerã saúda iniciativa saudita de paz com o Irã

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Saeed Khatibzadeh (Foto: Anadolu).

O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que os dois países podem entrar em um novo capítulo de cooperação para alcançar a paz regional.

EUA disparam tiros de advertência contra barcos de ataque rápido iranianos

O Harth 55, da marinha do IRGC, à esquerda, cruza a proa do barco de patrulha da Guarda Costeira americana USCGC Monomoy, à direita, enquanto este patrulhava ao sul do Golfo Pérsico (Foto: US Navy).

De acordo com a marinha americana, o menor ponto de aproximação entre as embarcações foi de 68 jardas tanto para o Firebolt quanto para o Baranoff.

Israel notifica EUA que atacou navio iraniano no Mar Vermelho

O navio de contêineres de bandeira iraniana Shahr e Kord no porto de Haydarpasa em Istambul, Turquia, 13 de dezembro de 2019 (Foto: Yoruk Isik/Reuters).

Embora oficialmente listado como um navio mercante, o Saviz era provavelmente uma base avançada secreta do IRGC.

A visita de Lavrov ao Oriente Médio

Embora seja nebuloso – e arriscado – tentar adivinhar os rumos da política dos Estados Unidos para o Oriente Médio, não há dúvida de que os relacionamentos estão mudando. A visita de Sergei Lavrov ao Oriente Médio, na semana passada, mostra que Moscou está atenta, e procura capitalizar sobre as mudanças de rumo implementadas por Biden.

B-52 sobrevoam o Oriente Médio – mais uma vez

Biden parece decidido a restabelecer o tratado nuclear com o Irã, mas ao fazer disso um objetivo fundamental de seu governo, pode levar os iranianos a acreditar que ele está desesperado pelo acordo. De seu lado, Teerã, ao parecer inflexível, aposta que criará problemas políticos para Biden e exige concessões antes de considerar um retorno.

As primeiras ações de Biden no Oriente Médio

Os movimentos iniciais de Joe Biden em relação ao Irã e ao Oriente Médio parecem indicar uma mudança radical na política externa americana para a região. É difícil prever quais poderão ser os resultados efetivos, mas, como sempre pode acontecer, ainda que uma política pareça virtuosa seus resultados podem se distanciar muito das intenções.

As reversões de Joe Biden

Passado o período de promessas eleitorais, Joe Biden, agora empossado como o 46º presidente dos Estados Unidos, deverá lidar com a realidade das pressões sofridas pelos ocupantes da Casa Branca. Em relação à política externa, não será fácil cumprir todas as suas promessas de campanha frente às realidades que terá que enfrentar. Biden agora corre o risco de ser condenado pelo que fizer e pelo que não fizer.