Israel notifica EUA que atacou navio iraniano no Mar Vermelho

O navio de contêineres de bandeira iraniana Shahr e Kord no porto de Haydarpasa em Istambul, Turquia, 13 de dezembro de 2019 (Foto: Yoruk Isik/Reuters).

Embora oficialmente listado como um navio mercante, o Saviz era provavelmente uma base avançada secreta do IRGC.

A visita de Lavrov ao Oriente Médio

Embora seja nebuloso – e arriscado – tentar adivinhar os rumos da política dos Estados Unidos para o Oriente Médio, não há dúvida de que os relacionamentos estão mudando. A visita de Sergei Lavrov ao Oriente Médio, na semana passada, mostra que Moscou está atenta, e procura capitalizar sobre as mudanças de rumo implementadas por Biden.

B-52 sobrevoam o Oriente Médio – mais uma vez

Biden parece decidido a restabelecer o tratado nuclear com o Irã, mas ao fazer disso um objetivo fundamental de seu governo, pode levar os iranianos a acreditar que ele está desesperado pelo acordo. De seu lado, Teerã, ao parecer inflexível, aposta que criará problemas políticos para Biden e exige concessões antes de considerar um retorno.

As primeiras ações de Biden no Oriente Médio

Os movimentos iniciais de Joe Biden em relação ao Irã e ao Oriente Médio parecem indicar uma mudança radical na política externa americana para a região. É difícil prever quais poderão ser os resultados efetivos, mas, como sempre pode acontecer, ainda que uma política pareça virtuosa seus resultados podem se distanciar muito das intenções.

As reversões de Joe Biden

Passado o período de promessas eleitorais, Joe Biden, agora empossado como o 46º presidente dos Estados Unidos, deverá lidar com a realidade das pressões sofridas pelos ocupantes da Casa Branca. Em relação à política externa, não será fácil cumprir todas as suas promessas de campanha frente às realidades que terá que enfrentar. Biden agora corre o risco de ser condenado pelo que fizer e pelo que não fizer.

Um ano intenso no Oriente Médio

O ano de 2020 começou com alto grau de tensão no Oriente Médio, com a morte do general Qassim Suleimani, das IRGC, pelos EUA em janeiro. Entre os vários acontecimentos que se desenvolveram desde então, Israel normalizou relações diplomáticas com diversos países árabes com mediação dos EUA de Donald Trump, surpreendendo a muitos. Israel, Arábia Saudita e Irã estão atentos à nova administração norte-americana, que, prometendo retornar ao JCPA, pode definitivamente aproximar os sauditas dos israelenses contra o Irã. No entanto, no Oriente Médio, surpresas nunca devem realmente surpreender.

Radar Semanal 11/12/2020

Entre os assuntos desta semana, algumas matérias sobre armamento nuclear, exercícios marítimos no Indo-Pacífico e atividades no Golfo Pérsico; EUA devem sancionar Turquia pelo S-400, e um militar da US Navy rebaixado. E, claro, não poderia faltar um artigo sobre Chuck Yeager.

Mudanças na geopolítica do Oriente Médio

Os “Acordos de Abraão”, como vem sendo chamados os tratados entre Israel e, até o momento, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, com anuência da Arábia Saudita, indicam uma mudança importante na região. Palestinos, que percebem uma redução do apoio árabe à sua causa, e iranianos, que vem sendo vistos como o principal fator de risco na região, são os maiores insatisfeitos com o contexto que vem se desenhando.

O Barril de Pólvora Asiático

A Ásia, com mais da metade da população do planeta, dois terços das maiores cidades do mundo e sete das dez maiores potências militares, é um caldeirão em constante ebulição.

EUA e IRÃ: a tensão no Golfo continua

A decisão do presidente Trump de suspender os ataques ao Irã na semana passada foi o ápice de semanas de tensão militar. EUA e Europa negociam, mas as notícias do Oriente Médio parecem indicar que a tensão continua a aumentar.