Incremento da capacidade de resposta e sobrevivência em ataques ativos

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Tom Fox/Dallas Morning News-TNS.

Por Adriano Enrico Ratti de Andrade e Valmor Saraiva Racorti*

Tom Fox/Dallas Morning News-TNS.

Preparação adequada pode salvar vidas, portanto é fundamental que as pessoas e instituições estejam preparadas e saibam como agir no caso de um ataque ativo.


Nos últimos anos têm se visto nos EUA e no Brasil uma recorrência de incidentes que chamam a atenção pela covardia e violência com que são praticados, principalmente contra pessoas que não podem se defender.

Os causadores de tais ataques foram denominados como “atirador ativo”, pois geralmente utilizavam armas de fogo para realizá-los. Esse termo apareceu pela primeira vez com seu significado atual no jornal Denver Post de abril de 1999, após o Massacre de Columbine. Até então, o termo referia-se a atiradores esportivos ou recreativos que tinham grande assiduidade em seus treinamentos.

Desde então, muitos autores divergem do termo, pois não seria suficientemente descritivo, propondo então uma variedade de termos novos; contudo, o termo “atirador ativo” ganhou seu lugar no vernáculo americano.

No Brasil, Racorti e Ratti (2023) adotam e propõem o termo “ataque ativo”, que pode ser entendido como um “incidente crítico dinâmico em que um ou mais indivíduos, estão ativamente motivados a matar indiscriminadamente o maior número possível de pessoas em determinado local, podendo fazer uso de quaisquer meios à sua disposição”.

Há evidências que na maioria dos casos, os causadores deste tipo de ataque se inspiram em ataques pretéritos para a realização de seus próprios (LANKFORD; MADFIS, 2017). Não há um perfil pronto para fácil detecção precoce do causador deste tipo de incidente, porém grande parte possui traços de psicopatia ou doenças mentais que afetam sua capacidade de percepção da realidade (RACORTI; LIMA, 2022).

Também se verifica que as motivações do causador de tais atos variam de retribuição por uma injustiça percebida à sua ótica, até atos de terror para atingir um objetivo social ou político. Trata-se de uma queixa interna direcionada a uma fonte externa (PAJUNEN, 2015).

Fases da resposta em Incidentes Críticos

Em seu livro sobre sobrevivência a desastres, Ripley (2008) identifica os padrões de resposta comuns das pessoas em situações de desastre. Ela argumenta que três fases de resposta são comumente vistas. Estas são a negação, a deliberação e o momento decisivo.

Negação


IMAGEM 1: Reboot Foundation (tradução nossa).

Ripley descobriu em seu estudo que, ao contrário da impressão de pânico que se pode imaginar num início de incidente, era mais comum as pessoas negarem que ele ocorria. A investigação concluída pelo National Institute of Standards and Technology (NIST)* (2005) sobre o colapso das torres do World Trade Center em 11 de setembro de 2001 constatou que, em média, as pessoas nos andares inferiores dos edifícios esperaram três minutos para iniciar a evacuação e os mais próximos dos pisos de impacto esperaram em média cinco minutos antes de começar a evacuar. Os ocupantes frequentemente indicavam que passavam esse tempo conversando com outras pessoas sobre o que estava acontecendo e reunindo pertences.

* Traduzido como Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia, é um órgão do Departamento do Comércio dos EUA.

Quando as pessoas começaram a evacuar, não entraram em pânico ou debandaram. Elas se moveram propositadamente para as saídas de incêndio e saíram de forma ordenada. Isso apesar de terem ouvido uma enorme explosão que sacudiu o prédio e da presença de fumaça e fogo em vários andares (NIST, 2005; RIPLEY, 2008).

Ripley (2008) atribui isso ao viés de normalidade. Ou seja, nosso cérebro tende a interpretar as informações como se fossem parte de nossa experiência cotidiana. Por causa disso, as pessoas tendem a subestimar tanto a probabilidade de um desastre quanto os possíveis efeitos do desastre.

Deliberação


IMAGEM 2: Deliberação (Universidade de Berkeley, Califórnia).

Neste ponto, as pessoas em um desastre precisam decidir o que fazer. Se a pessoa não tiver um plano preexistente, isso cria um problema sério porque os efeitos do estresse que ameaçam a vida em seus sistemas corporais limitam severamente sua capacidade de perceber informações e fazer planos.

O estresse aumenta os batimentos cardíacos e produz uma série de alterações fisiológicas no corpo humano, afetando a nossa capacidade de tomar decisões apropriadas, senão vejamos (GROSSMAN; CHRISTENSEN, 2008).

  • Condição Branca (60 batimentos por minuto): Frequência cardíaca normal em repouso. Essa condição geralmente ocorre quando você está em um ambiente confortável e seguro;
  • Condição Amarela (90 batimentos por minuto): As habilidades motoras finas começam a se deteriorar. Essa condição ocorre quando seu corpo está em um estado de alerta elevado;
  • Condição Vermelha (120 batidas por minuto): As habilidades motoras complexas se deterioram – desempenho físico máximo na coordenação motora grossa. Você é mais forte, mais rápido e sangrará menos. Um ataque é iminente ou está em andamento;
  • Condição Cinza (150 batimentos por minuto): O processamento cognitivo se deteriora, visão de túnel, exclusão auditiva, dilatação do tempo. O ambiente está ficando pesado;
  • Condição Preta (175 batimentos por minuto): Sobrecarga do sistema, congelamento, esvaziamento dos intestinos e da bexiga.

Cérebro Reptiliano x Cérebro Humano


IMAGEM 3: IMS Consulting & Expert Services (tradução nossa).

Para o propósito deste estudo, enxergaremos o cérebro como tendo dois sistemas operacionais básicos, sendo o Cérebro Reptiliano e o Cérebro Humano.

O Cérebro Reptiliano corresponde às estruturas cerebrais mais antigas e primitivas (cérebro emocional), enquanto o Cérebro Humano corresponde às estruturas cerebrais mais modernas (cérebro racional). Todos os animais têm um sistema cerebral reptiliano. Os seres humanos têm o cérebro racional mais desenvolvido de todos os animais.

Quando a informação é recebida de um desses sentidos, ela se divide em dois fluxos. Um alimenta o sistema racional e o outro o sistema emocional. Uma das vantagens do cérebro reptiliano é que ele é rápido. A desvantagem dessa velocidade é que ela é limitada a um conjunto de respostas pré-programadas. Não há necessidade de pensar quando o cérebro reptiliano está controlando algo.

Quando estamos conscientes do que está ocorrendo, estamos usando o cérebro humano. A grande vantagem deste sistema é que ele é flexível. O cérebro humano nos permite aprender, considerar opções e desenvolver planos. Isso vem ao custo da velocidade.

Quando se trata de tempo de reação, o cérebro humano é muito mais lento que o cérebro reptiliano. Também é preciso esforço para envolver o cérebro humano, e o cérebro humano não funciona bem sob estresse. Nosso cérebro tem uma série de sistemas de alarme que são ativados para nos preparar para lidar com a ameaça. Um barulho alto, por exemplo, pode ativar nosso reflexo de sobressalto (o que pode nos fazer estremecer). Nestes casos, o reflexo de sobressalto inicia o processo de nos preparar para agir. À medida que a série de alarmes é ativada (frequência cardíaca, respiração, fluxo sanguíneo para grandes músculos), nosso corpo se concentra na ameaça. Essas mudanças nos tornam mais rápidos, mais fortes e mais focados. Esse processo está em grande parte no cérebro reptiliano.

À medida que o estresse aumenta, a capacidade de pensar racionalmente diminui. Com estresse suficiente, todos se tornam estúpidos. Este é o nosso cérebro humano desligando e nosso cérebro reptiliano assumindo o controle. Em altos níveis de estresse, as pessoas só podem fazer o que está pré-programado no cérebro reptiliano. Para muitas pessoas, essas ações se limitam a lutar, congelar ou fugir.

É possível a presença de vários efeitos colaterais sensoriais comuns a altos níveis de estresse, que muitos policiais relatam ter percebido durante o uso de força letal (CHRISTENSEN; ARTWOHL, 2019):

  • Visão de túnel: seu campo de foco pode se restringir apenas à ameaça mais imediata e você pode não ver detalhes periféricos;
  • Exclusão de áudio: você pode parar de ouvir o que está acontecendo;
  • Dilatações do tempo: as coisas podem parecer se mover em câmera lenta;
  • Experiências fora do corpo: você pode se sentir como se estivesse fora de seu corpo observando o evento acontecer;
  • Habilidades motoras reduzidas: você pode experimentar eficiência reduzida de suas habilidades motoras finas.

Estes são efeitos colaterais do sistema de resposta ao estresse preparando o corpo para lidar com uma ameaça. Essas respostas do cérebro reptiliano às ameaças se desenvolveram durante uma época em que a ameaça mais provável ao homem vinha de uma única fonte com a qual se precisava lidar, física e imediatamente. Por exemplo, um predador saltando de arbustos na frente de um humano primitivo, que precisava lutar ou fugir.


LIVRO RECOMENDADO:

Sistema de Gerenciamento de Incidentes e Crises

• Wanderley Mascarenhas de Souza, Márcio Santiago Higashi Couto, Valmor Saraiva Racorti e Paulo Augusto Aguilar (Autores)
• Em português
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O ambiente de ameaças enfrentado pelas pessoas hoje costuma ser muito mais complicado. Uma pessoa pode enfrentar situações em que é confrontada com vários suspeitos armados e vítimas inocentes.

Embora o cérebro reptiliano tenha seus usos, está claro que o cérebro humano é necessário em muitas das situações perigosas que uma pessoa pode enfrentar hoje. As sugestões a seguir explicam como manter o cérebro humano funcionando por mais tempo.

Usar a Força de Vontade

No caso de um encontro violento, o cérebro reptiliano está disparando uma variedade de alarmes de pânico. Exercendo força de vontade, uma pessoa está tentando fazer com que o cérebro humano anule esses alarmes. Isso pode ser feito, mas requer um esforço consciente. A força de vontade é, no entanto, um recurso limitado. Ela pode prevenir ou retardar algumas situações de estresse, mas em algum momento falhará. A Respiração de Combate pode ajudar a utilizar a força de vontade. Respirar pelo nariz contando até três, prender a respiração contando até dois, expirar contando até três e, em seguida, fazer uma pausa para contar até dois antes de iniciar a próxima respiração reduz drasticamente os batimentos cardíacos das pessoas por um curto período de tempo e pode ajudar a contornar os alarmes do cérebro reptiliano.

Cuidar-se

Pesquisas mostram que pessoas mais aptas também são geralmente mais capazes de lidar com o estresse. Isso pode ser devido, em parte, ao sistema regulador de uma pessoa em forma ser mais capaz de lidar com as oscilações fisiológicas causadas pelo estresse, e em parte pode ser devido à força de vontade. O exercício requer o uso da força de vontade. Melhores hábitos de dieta e sono também podem reduzir seu nível básico de estresse.

Agir

Congelar é quase sempre a resposta errada. Leva a um sentimento de impotência. Quando as pessoas se sentem desamparadas, seus níveis de estresse aumentam, o que dificulta ainda mais o funcionamento. A ação, através de qualquer atitude, pode ajudar a dar uma sensação de controle e reduzir a resposta ao estresse.

O Momento Decisivo

Uma vez tomada a decisão, deve-se agir de forma rápida e decisiva. Deixar de agir rapidamente pode resultar na permanência em posição de ser ferido ou morto durante um evento de ataque ativo. Quanto mais rápido se passar pelas fases de Negação e Deliberação, mais rápido pode-se chegar ao Momento Decisivo e começar a tomar medidas que podem salvar vidas.

O Protocolo Evitar, Negar, Defender

Evitar

É melhor Evitar a situação ao primeiro sinal de que algo ruim está acontecendo, deixando o local. Ligar para 190 é importante, mas pode não ser a coisa mais importante a fazer naquele momento. Durante um ataque iminente, a prioridade imediata é evitar o atacante, devendo ser chamada a polícia assim que for seguro fazê-lo.

A saída não deve se limitar às portas, devendo ser consideradas saídas secundárias como janelas, se necessário. O pânico induzido pelo estresse torna coisas cotidianas simples como fechar e trancar uma porta, quase impossíveis de se realizar. Parece muito óbvio para outras pessoas que não estão sob esse estresse.


IMAGEM 4: “Evitar” (Joint Base Langley-Eustis).

Negar

Se não for possível escapar do invasor saindo da estrutura, a próxima opção é Negar o acesso do invasor às pessoas. Isso pode ser feito entrando-se em uma sala e trancando a porta. Contudo, este deve ser apenas o primeiro passo, pois uma porta trancada, por si só, servirá como um obstáculo temporário para alguém que se dedica a entrar na área.


IMAGEM 5: “Negar” (ABC News).

Para isso, devem ser utilizados móveis ou quaisquer objetos dentro da sala para barricar a porta e qualquer ponto de acesso ao local. Portas que se abrem para dentro são muito mais fáceis de barricar do que as que se abrem para fora. Mesas, arquivos, cadeiras e objetos grandes são bons itens para usar como barricada.

Existem objetos próprios para trancar portas que abrem para fora, mas na sua ausência, vários itens cotidianos de acesso imediato podem ser usados para manter a porta fechada, tais como a alça de uma bolsa ou cinto. Móveis e outros objetos também podem ser empilhados na frente da porta. Se o atacante derrotar a fechadura e as barricadas, os itens na porta ou ponto de acesso serão a próxima barreira que o atirador deve derrotar. Na maioria das circunstâncias, isso exigirá que o atacante tire pelo menos uma mão da arma para passar pela barreira. Isso pode fornecer uma oportunidade de passar para a próxima opção, Defender, com o atacante em desvantagem.

Negar o acesso à localização atual não deve ser considerado um estado final. Se possível deve-se tentar a fase de Evitar novamente, procurando por outras saídas, incluindo janelas ou salas adjacentes.

Defender


IMAGEM 6: “Defender” (HSI).

Se não for possível evitar e houver o acesso negado da melhor maneira possível, deve-se permanecer quieto, fora de vista e silenciar o telefone. Para a próxima etapa, caso seja necessário, deve ser assumido um papel ativo na defesa das vidas inocentes.

Lembre-se que a vida é um direito indisponível e todos têm o direito de se defender, porém, possuir esse direito não equivale automaticamente a ter essa capacidade de defesa, que deve ser praticada. Caso ocorra uma situação em que as tentativas de Evitar e Negar falharam, deve-se Defender.

Estudos demonstram que na maioria das situações, as vítimas superarão o atacante em 10, 20 ou 50 para um. Essas são boas chances se for possível que outras pessoas ajudem a cercar o atacante. As melhores posições para se defender são os locais onde seja possível surpreender o atacante, perto da porta, ao longo de uma parede e fora de vista. Uma mudança nas condições de iluminação, bem como obstáculos adicionais colocados, fornecerá uma janela de oportunidade para a defesa.

Como se portar com os Primeiros Interventores e Socorristas

A chamada de um ataque ativo trará uma resposta de várias agências. Policiais uniformizados serão normalmente os primeiros a chegar ao local; No entanto, isso nem sempre é verdade. Policiais civis, policiais de folga e outros agentes à paisana podem ouvir a solicitação e responder à chamada. A maioria dos policiais à paisana usará algo que os identifique como policiais, mas às vezes isso é sutil, como distintivos ou peças de uniforme como um colete sob as vestes.


IMAGEM 7: Primeiros interventores (Dallas Morning News).

É importante saber que os policiais trabalham com prioridades durante um ataque ativo. Sua primeira prioridade é avançar, contornando os feridos e confrontando o atacante, sendo que, assim que sua ação homicida for impedida, os policiais passarão a fornecer assistência médica aos feridos mais graves e a vasculhar o restante do prédio em busca de quaisquer ameaças em potencial e vítimas feridas.

Também é importante entender que essas cenas serão caóticas. Deve-se tentar entender a cena sob a ótica dos policiais. Eles não sabem quem é o atacante e foram treinados para tratar todos como “desconhecidos” até que sejam positivamente identificados como inocentes. Os policiais também estarão enfrentando altos níveis de estresse e, assim como o público em geral, alguns lidam com essas situações melhor do que outros.

É vital que todos acatem as ordens dos policiais adequadamente, mantendo suas mãos visíveis o tempo todo, a menos que seja ordenado de outra forma. Todos os comandos emanados pelos policiais devem ser seguidos, independentemente de parecerem razoáveis ou não naquele momento. Caso se saiba de outra ameaça dentro da área, os policiais devem ser informados assim que possível. As pessoas podem ser solicitadas a fazer algo contra sua política interna, porém neste momento as ordens do policial superam as políticas da empresa ou escola.

Na maioria das circunstâncias, os socorristas médicos não adentrarão o local até que seja considerado seguro pelos policiais. Isso significa que a polícia e outras pessoas dentro da estrutura terão que ser os provedores médicos iniciais para muitas das vítimas. Ferimentos por arma de fogo e outros traumas penetrantes causam sangramento, que deve ser rapidamente controlado. As pessoas podem ser solicitadas pelos policiais para ajudar, caso sejam capazes.

Ataques ativos são eventos traumáticos, e mesmo que todos escapem fisicamente ilesos do evento, é possível que as vítimas experimentem traumas mentais e emocionais. Muitos sobreviventes de eventos de atiradores ativos relatam sintomas de choque, pesadelos, transtorno de estresse pós-traumático e culpa do sobrevivente. É importante que empresas, escolas e comunidades tenham planos de gerenciamento de estresse de incidentes críticos para lidar com essas feridas muitas vezes invisíveis que ocorrem devido ao evento.


*Adriano Enrico Ratti de Andrade é capitão da PMESP, instrutor pela Universidade do Texas/Programa ALERRT e instrutor de Tiro Defensivo na Preservação da Vida “Método Giraldi” desde 2006. É bacharel em Direito pela UNIBAN e especialista em Direito Público pela UNAR, bacharel e mestrando em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública. Possui formação em Negociação de Crises com Reféns pela PMESP, Segurança Multidimensional em Fronteiras pela USP e Fundamentos para Repressão ao Narcotráfico e ao Crime Organizado pela UFSC. Foi comandante de força patrulha e força tática nos batalhões em que serviu de 2004 a 2016 e chefe de seção de investigação na Corregedoria de 2016 a 2018. Desde 2018 desempenha as funções de comandante de companhia e coordenador operacional interino no 44º Batalhão de Polícia Militar do Interior.

*Valmor Saraiva Racorti é coronel da PMESP e instrutor pela Universidade do Texas/Programa ALERRT. Comandou o Batalhão de Operações Especiais, que compreende o GATE e o COE. Realizou o Curso Preparatório de Formação de Oficiais em 1990-1991. Graduado em Direito pela UNISUL, é bacharel, mestre e doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública pelo Centro de Altos Estudos de Segurança “Cel PM Nelson Freire Terra”. Foi comandante de Pelotão ROTA no 1º BPChq de 1994 a 2006, Chefe Operações do COPOM em 2006, Oficial de Segurança e Ajudante de Ordens do Governador do Estado de 2007 a 2014, Comandante de Companhia ROTA no 1º BPChq de 2014 a 2016 e Comandante do GATE de 2016 a 2019. Já atuou em mais de 500 incidentes críticos.


Referências

ADVANCED LAW ENFORCEMENT RAPID RESPONSE TRAINING. Avoid/Deny/Defend. San Marcos: Texas State University, 2015. Disponível em: https://www.avoiddenydefend.org/.

BLAIR, Pete et al. Active Shooter Events and Response. Boca Raton: Taylor and Francis, 2013. ISBN 9781466512313.

CHRISTENSEN, Loren; ARTWOHL, Alexis. Deadly Force Encounters, Second Edition: Cops and Citizens Defending Themselves and Others. Independently published, 2019. ISBN 9781650012193.

GROSSMAN, Dave; CHRISTENSEN, Loren. On Combat: The Psychology and Physiology of Deadly Conflict in War and in Peace. Millstadt: Warrior Science Publications, 2008. ISBN 978-0964920545.

HEAL, Syd. Preparando para o próximo atirador Ativo. CATO News, 2019.

LANKFORD, Adam; MADFIS, Eric. Don’t Name Them, Don’t Show Them, But Report Everything Else: A Pragmatic Proposal for Denying Mass Killers the Attention They Seek and Deterring Future Offenders. American Behavioral Scientist, September 2017. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/319560751.

NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY. World Trade Center Investigation. NIST, 2005. Disponível em: https://www.nist.gov/world-trade-center-investigation.

RACORTI, Valmor; LIMA, Vanderlei. Psicopata e autor de Ataque Ativo: prevenções, ações e alertas à população, aos operadores do direito e aos legisladores. Botas no Chão, 2022. Disponível em: https://botasnochao.com.br/sem-categoria/psicopata-e-autor-de-ataque-ativo-prevencoes-acoes-e-alertas-a-populacao-aos-operadores-do-direito-e-aos-legisladores.

RACORTI, Valmor; RATTI, Adriano. Ataques Ativos: análise do fenômeno e propostas de atuação em amplo espectro. Velho General, 2023. Disponível em: https://velhogeneral.com.br/2023/04/07/ataques-ativos-analise-do-fenomeno-e-propostas-de-atuacao-em-amplo-espectro/.

RIPLEY, Amanda. The Unthinkable: Who survives when disaster strikes – and why. New York: Harmony, 2009. ISBN 978-0307352903.

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