Itália prende oficial da marinha por espionagem e expulsa diplomatas russos

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O Ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio (Foto: Riccardo Antimiani/ANSA via AP).

O Ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio (Foto: Riccardo Antimiani/ANSA via AP).

A Itália expulsou dois diplomatas russos nesta quarta-feira depois que a polícia disse que eles prenderam um oficial da marinha italiana que passava documentos para um oficial russo em troca de dinheiro em uma reunião clandestina.

O italiano, capitão-de-fragata, e o russo, oficial militar credenciado na embaixada, foram acusados ​​de “crimes graves relacionados à espionagem e à segurança do Estado” após o encontro na noite de terça-feira, disse a polícia italiana Carabinieri. As identidades de ambos não foram reveladas.

A Itália imediatamente convocou o embaixador russo Serguei Razov e expulsou dois funcionários russos que se acreditava estarem envolvidos no que o ministro das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, chamou de “assunto extremamente grave”.

O oficial da marinha italiana foi preso. As autoridades não disseram se o oficial do exército russo que o encontrou era um dos dois expulsos. A agência de notícias russa Interfax citou um legislador russo dizendo que Moscou retribuiria as expulsões, prática padrão em tais casos.

No entanto, declarações de Moscou sugeriram que a Rússia fez questão de minimizar o incidente. O Ministério das Relações Exteriores russo foi citado como tendo dito que lamenta as expulsões, mas que elas não ameaçam as relações bilaterais.

Anteriormente, o Kremlin disse não ter informações sobre as circunstâncias do caso, mas espera que os dois países mantenham laços positivos e construtivos.

O incidente foi o último de uma série de acusações de espionagem nos últimos meses contra russos em países europeus. A Bulgária expulsou autoridades russas sob suspeita de espionagem em março, e a Holanda fez o mesmo em dezembro.

Documentos da OTAN estão entre os arquivos que o italiano repassou ao oficial russo, disse a agência de notícias Ansa, levantando possíveis preocupações com a segurança de outros membros da aliança militar ocidental.

As prisões foram ordenadas por promotores de Roma após uma longa investigação conduzida pela inteligência italiana com apoio dos militares, disse a polícia.

A polícia não especificou onde ocorreram as prisões. Nenhum outro comentário será feito até que um magistrado aprove a prisão, eles disseram.

O Kremlin desconhece os detalhes da apreensão do funcionário do escritório do adido militar russo, mas espera a preservação de relações positivas com a Itália.

“No momento, não temos nenhuma informação sobre as razões ou circunstâncias dessa prisão”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a jornalistas nesta quarta-feira. “No entanto, em qualquer caso, esperamos que a natureza muito positiva e construtiva das relações russo-italianas continue e seja preservada”, disse o porta-voz.

Fonte: Agências Reuters e Tass.

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