PMESP e órgãos de segurança realizam Simulação de Resposta a Ações de Terrorismo Criminal

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Efetivos do BOPE/COE da PMESP durante a simulação (Foto: BOPE/PMESP).

Na madrugada do último dia 16 de dezembro (01h00), na Praça 8 de Dezembro, no bairro do Taboão em Guarulhos-SP, ocorreu uma simulação de ação criminosa com resposta por parte do BOPE-SP e outros órgãos de segurança. O local foi selecionado por contar com uma base da PMESP e com diversas agências bancárias.


Com coordenação realizada pelo BOPE-SP, o exercício simulado teve a participação de equipes do próprio BOPE (COE/GATE), CPA-M7 (Comando de Policiamento de Área Metropolitano/Guarulhos), Guarda Civil Metropolitana de Guarulhos, Polícia Rodoviária Federal, SAMU, Corpo de Bombeiros e CET. Contou também com a colaboração de empresas setor privado (Brink’s Transporte de Valores e Banco Itaú-Unibanco).

Estiveram presentes ao exercício, pela PMESP, o coronel Rogério Silva, comandante do CPChq, o coronel Marco Antônio de Oliveira Campos, comandante do CPA-M7, o tenente-coronel Valmor Racorti, comandante do BOPE (COE/GATE); pela PRF, Thiago Paulo Pereira de Santana, chefe da Delegacia de Guarulhos; e pela GCM Guarulhos, o inspetor geral Adjomar Sousa da Silva, CoordOp, o inspetor geral Ângelo Lapazini, comandante do ROMU (Ronda Ostensiva Municipal) e o inspetor geral José Aparecido Vitor, comandante do Canil.

O objetivo da simulação foi o emprego de um Sistema de Comando e Controle de Incidentes visando ocorrências de furto de caixas eletrônicos, assalto a bancos, ataques do chamado “novo cangaço” e outros tipos de ações de terrorismo criminal.

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Numa interação com a comunidade, foi realizada uma análise de riscos com os pontos da região onde esse tipo de crime poderia ocorrer e elaborado um plano de ação entre todos os órgãos envolvidos. Em todas as etapas foi reforçada a questão da integração através da confiança; os órgãos se reuniram e trabalharam para propor soluções para uma resposta integrada e visando ações preventivas.


No momento da simulação, os efetivos envolvidos sabiam apenas que ocorreria uma atividade criminosa, porém sem maiores detalhes. A partir do início do “ataque”, reagiram de acordo com as ações previstas nas possíveis respostas previamente discutidas.

Os “meliantes”, armados com fuzis 7.62 mm e 5.56 mm, sequestraram um carro-forte, fizeram reféns, plantaram explosivos e atuaram da mesma forma que as quadrilhas agem nos ataques em que uma cidade ou região é cercada, atirando indiscriminadamente com armamento pesado e procurando espalhar o terror. Durante a resposta foram empregadas técnicas de negociação, foi testado o uso de viatura blindada do CPChq (Comando de Policiamento de Choque) e o emprego de atiradores designados (snipers). Na sequência da eliminação da “quadrilha”, entrou em ação uma equipe de desativação de explosivos, que muitas vezes são deixados para trás pelos criminosos nessas ações.

Videoclipe da simulação no Canal ARTE DA GUERRA.

Houve emprego de áudio e vídeo em tempo real, através do uso de drones e de câmeras locais do setor privado, criando uma “consciência situacional” que permitiu organizar o Teatro de Operações de forma a abreviar ao máximo os momentos de caos e preservar vidas. Em suma, foi uma atuação dos órgãos públicos e de segurança de forma ordenada e organizada, visando a preservação da vida e a garantia da lei, gerando uma resposta para a sociedade.

A ideia é levar essas simulações também para o interior do estado de São Paulo. Esse tipo de exercício é parte da prevenção, pois quando a criminalidade percebe que os órgãos públicos e a sociedade estão atuando de forma integrada e organizada, fica muito mais difícil realizar suas ações criminosas.

Informações gentilmente proporcionadas pelo tenente-coronel PM Valmor Racorti, do 4º BPChq.


*Albert Caballé Marimón possui formação superior em marketing. Depois de atuar trinta e sete anos em empresas nacionais e multinacionais, há cinco anos dedica-se à atividade de pesquisador nas áreas de História Militar, Defesa e Geopolítica. É fotógrafo profissional e editor do blog Velho General. Já atuou na cobertura de eventos como a Feira LAAD, o Exercício CRUZEX, a Operação Acolhida, o Exercício Treme Cerrado e proferiu palestras na AFA, Academia da Força Aérea. É colaborador do Canal Arte da Guerra. E-mail caballe@gmail.com.

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