Independência ou Morte!


Por Albert Caballé Marimón*


Imagem: Pixabay/TheDigitalArtist /Pete Linforth.

Há cento e noventa e oito anos Dom Pedro, encorajado por Dona Leopoldina e por José Bonifácio, entre outros patriotas, contou com o apoio do povo brasileiro para declarar a independência. Hoje, alvo de ataques de vários tipos, o Brasil novamente precisa dos bons brasileiros. É hora de, mais uma vez, declarar independência.


Em 7 de setembro de 1822, o então príncipe regente Dom Pedro de Alcântara governava o Brasil em nome do pai, Dom João VI, rei de Portugal. Ao retornar de uma viagem a Santos, a comitiva foi alcançada por emissários vindos do Rio de Janeiro às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo.

Os emissários eram o major Antônio Ramos Cordeiro e Paulo Bregaro, oficial do Supremo Tribunal Militar, na condição de correio-real (hoje Patrono dos Carteiros). Traziam correspondências urgentes: cartas de sua esposa e imperatriz, Dona Leopoldina, de José Bonifácio e duas de Lisboa: uma de seu pai e outra das Cortes portuguesas, esta última exigindo seu regresso imediato e ordenando a prisão de José Bonifácio.

Após a leitura das mensagens assistido pela comitiva, Dom Pedro, disse: “Amigos, as Cortes portuguesas querem escravizar-nos e perseguem-nos. De hoje em diante nossas relações estão rompidas. Nenhum laço nos une mais!” Arrancando do chapéu o laço azul e branco, decretado pelas Cortes como símbolo da nação portuguesa, atirou-o ao chão, dizendo: “Laços fora, soldados! Viva a independência e a liberdade do Brasil!” Desembainhou a espada e bradou: “Pelo meu sangue, pela minha honra, juro fazer a liberdade do Brasil. Brasileiros, a nossa divisa de hoje em diante será o dístico Independência ou Morte e as nossas cores verde e amarelo, em substituição às das Cortes.”

Estava assim, proclamada a nossa independência, libertando o Brasil de Portugal e consagrando o 7 de Setembro como nossa data magna.

Hoje, passados 198 anos, o Brasil precisa novamente de libertação. Não dos portugueses – nossos irmãos –, mas de nós mesmos. Precisamos nos libertar dos atentados contra o amor à pátria, dos ataques aos valores do conservadorismo, tão caros à grande maioria dos brasileiros, e das influências nefastas de interesses escusos, que não tem outro objetivo senão o de nos dividir para obter vantagens.

Precisamos nos libertar do “progressismo” – não no sentido do Progresso que ilustra nossa bandeira e nos norteia, mas aquele que visa a progressão de pautas nefastas e alheias ao interesse nacional. Se, felizmente, os “progressistas” são relativamente poucos em relação ao todo da população, infelizmente são bem organizados. E, astutos, estão encastelados em áreas a partir das quais podem exercer maior influência: entre outros setores, controlam grande parte do meio artístico, da grande imprensa e do sistema educacional, além de boa parcela da classe política.

Se de um lado vivemos ataques à liberdade de expressão e os que ousam questionar determinadas decisões e posturas são perseguidos, de outro criticar atitudes antipatrióticas ou, simplesmente não financiar produções de viés esquerdista é classificado como “censura”.

Determinados veículos de imprensa, tão consagrados quanto irresponsáveis, martelam mentiras e difundem valores duvidosos diuturnamente, mas defender valores conservadores é taxado de “propagar fake news” ou “discurso de ódio” e tenta-se ridicularizar atitudes patrióticas.

Cidadãos chegam a ser presos e perseguidos pelo simples fato de não usar uma máscara, mas condenados perigosos são libertados sob qualquer pretexto e ladrões e corruptos, condenados em várias instâncias, são liberados para atuar incessantemente contra o país.

No momento em que, mais uma vez, há uma campanha internacional contra a Amazônia, infelizmente apoiada por maus brasileiros, é hora de expor as mentiras ao mundo e encontrar alternativas comerciais àqueles que travestem de defesa do meio-ambiente suas intenções de destruir nosso pujante agronegócio.

As eleições municipais estão próximas. É o momento de mostrar aos que desejam servir-se dos cargos públicos para interesses escusos que eles não terão mais vez, é hora de deixar claro que maus políticos não são mais bem-vindos.

É tempo de mostrar aos que desejam destruir os valores familiares e patrióticos que o Brasil é muito maior do que os seus inimigos. Os maus brasileiros devem descobrir que não agirão mais impunemente; que suas mentiras serão expostas, seus ataques serão respondidos e suas trincheiras serão destruídas.

É hora de, mais uma vez, declarar independência. O Brasil precisa daqueles que o amam; precisa, mais do que nunca, dos bons brasileiros, que devem mais uma vez bradar, em uníssono:

INDEPENDÊNCIA OU MORTE!


*Albert Caballé Marimón possui formação superior em marketing. Depois de atuar trinta e sete anos em empresas nacionais e multinacionais, há cinco anos dedica-se à atividade de pesquisador nas áreas de História Militar, Defesa e Geopolítica. É fotógrafo profissional e editor do blog Velho General. Já atuou na cobertura de eventos como a Feira LAAD, o Exercício CRUZEX, a Operação Acolhida e proferiu palestras na AFA, Academia da Força Aérea. É colaborador da revista Tecnologia & Defesa e do Canal Arte da Guerra. E-mail caballe@gmail.com.


6 comentários sobre “Independência ou Morte!

    1. Nachash, há várias frentes. Votar em candidatos sérios, a começar pelas próximas eleições municipais. Não dar audiência a veículos de mídia que jogam contra o país. Contestar falsas notícias dos grandes veículos. Aliás, não consumir, não assinar tais veículos. Confrontar atitudes como a do tal sleeping giants e contrapor ou seja, boicotar as empresas que se submetem a eles, e fazer com que elas saibam disso através de seus canais de relacionamento com o consumidor. Esclarecer as pessoas sobre o que está acontecendo. Enfim, fazer e mostrar o que é certo, e confrontar o que é errado. Agradeço por nos seguir! Muito obrigado!

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