Radar Semanal 07/05/2021

O submarino JS Soryu (SS-501) da Força de Autodefesa Marítima do Japão chega a Guam para uma visita ao porto (Foto: Lauren Spaziano/US Navy).

Nesta edição do Radar, a China está em foco: uma avaliação sobre as possibilidades de defesa de Taiwan; uma análise sobre a aproximação, preocupante para os EUA, entre a China e a Rússia; e as possíveis atividades dos submarinos japoneses num eventual conflito com a China. E, para quebrar um pouco o assunto China, um artigo especula sobre a retirada dos EUA no Afeganistão e possíveis implicações para o Reino Unido e a OTAN.

Pelo menos sete mortos em ataque do Talibã a posto avançado do exército no Afeganistão

Combatentes do Talibã no Afeganistão em março de 2020 (Foto: Wali Sabawoon/NurPhoto/Getty Images).

Pelo acordo de 2020 entre o governo Trump e o Talibã, as forças estrangeiras se retirariam do país em 1º de maio, mas Biden anunciou que as forças dos EUA só completariam a retirada em 11 de setembro, mais de quatro meses depois do acordo anterior.

A retirada das tropas dos EUA do Afeganistão

Soldados americanos protegem o rosto da areia levantada pelo rotor de um helicóptero evacuando feridos em uma área próxima de Kandahar, no Afeganistão, em 23 de agosto de 2011 (Foto: AFP).

Apesar da promessa de retirada das tropas americanas do Afeganistão em 1º de maio o governo Joe Biden estendeu o prazo, adiando a retirada para a icônica data de 11 de setembro. Obviamente essa decisão desagradou ao Talibã, que declarou que isso abre caminho para “ações que se julguem adequadas contra as tropas de ocupação”. Os EUA finalmente encerrarão esta guerra?

A Rússia não precisa de conselhos dos EUA sobre sua política no Afeganistão, afirma o enviado especial

O Enviado Presidencial Especial da Rússia para o Afeganistão, Zamir Kabulov (Foto: MFA Rússia).

O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou anteriormente que Washington havia solicitado que outros países “fizessem mais para trazer a paz ao Afeganistão”.

Talibã pode lançar ofensiva após decisão dos EUA de adiar a retirada das tropas

Militares americanos (Foto: Jalil Rezayee/EPA-EFE).

O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou em 14 de abril que o país iniciaria a retirada das tropas do Afeganistão em 1º de maio e concluiriam o processo até 11 de setembro deste ano.

Biden parece pronto para ampliar a presença das tropas dos EUA no Afeganistão

Nesta foto de arquivo de 28 de novembro de 2019, soldados armados montam guarda na carreata enquanto o presidente Donald Trump fala durante uma visita surpresa do Dia de Ação de Graças às tropas no Campo Aéreo de Bagram, Afeganistão (Foto: Alex Brandon/AP).

Militares argumentam que partir agora, com o Talibã em uma posição de força e o governo afegão frágil, arrisca a perda do que foi ganho em 20 anos de combates.

Talibã adverte EUA contra extensão de presença militar

Militantes do Talibã (Foto: Ishtiaq Mahsud/AP).

O alerta chega no momento em que a Alemanha estende sua presença militar até 2022.

ISI, a agência de inteligência militar do Paquistão

O ISI (Inter-Services Intelligence), a principal agência de inteligência do Paquistão, é responsável pela segurança nacional do país. No entanto, desde seu início as autoridades paquistanesas lhe atribuíram também atividades relacionadas à política interna, e a organização acabou por acumular enorme poder e influência.

“De Oppresso Liber”: a Primeira Missão no Afeganistão

A ponta de lança da resposta dos EUA aos ataques de setembro de 2001 foi a mais famosa unidade das Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos: os Boinas Verdes. Apoiando a Aliança do Norte do Afeganistão, eles derrotaram o Talibã numa campanha que culminou com a tomada da cidade de Mazar-i Sharif.