Afeganistão: um eterno campo de batalha geopolítico

Um T-62 em posição de tiro em algum lugar nas montanhas Hindu Kush, no Afeganistão, entre 1984 e 1985 (Foto: Sergey Novikov, da 5º Cia. Aerotransportada do Exército Vermelho/Wikimedia Commons).

Em sentido geográfico e histórico, o Afeganistão é um lugar difícil e os afegãos são pessoas difíceis. Quando a tecnologia trava uma guerra contra as montanhas, geralmente as montanhas vencem. E no Afeganistão, foram as Hindu Kush que finalmente saíram vitoriosas. Inegavelmente, os Estados Unidos e a OTAN falharam nessa invasão equivocada, ficando com nada além de humilhação.

Terrorismo em Moçambique

Militantes do ISIS (Foto: The Reference/Jericho Walls).

A quantidade de mortes e a crise humanitária gerada pelos deslocados fazem com que a situação em Moçambique seja gravíssima, existindo ainda o risco de espalhar o terrorismo islâmico pela África Austral, problema até então pouco comum na região.

Radar Semanal 25/06/21

O Secretário-geral do Partido Comunista da China, Xi Jinping (Foto: Pavel Golovkin/AFP).

Nesta edição do Radar: artigo avalia a atuação de Xi Jinping à frente do PCCh; uma avaliação do orçamento americano para 2022, que mostraria que Biden não prioriza a Defesa; uma análise do porque a OTAN falhou no Afeganistão; e a evolução dos exercícios conjuntos sino-russos, no que parece se encaminhar para uma aliança militar.

“Com os senhores derrotados, os escravos não podem lutar”: o Talibã antevê a vitória após a saída dos EUA

Combatentes talibãs no leste da província de Nangarhar em imagem de 2016 (Foto: Rahman Safi/Xinhua).

“Os arrogantes americanos pensaram que poderiam varrer o Talibã da face da terra”, disse Mullah Misbah, comandante insurgente na devastada província de Ghazni, em uma entrevista à AFP. “Mas o Talibã derrotou os americanos e seus aliados e, se Deus quiser, um regime islâmico será estabelecido no Afeganistão agora que eles estão partindo.”

Paquistão diz não às bases militares dos EUA em seu território

Foto: Anadolu.

Islamabad também nega acordo com Washington sobre futuras operações de contraterrorismo no Afeganistão.

Muito sobre a retirada dos EUA do Afeganistão não está claro

Foto de arquivo de abril de 2014. Forças dos EUA e o comando afegão patrulham a vila de Pandola perto do local de um atentado a bomba no distrito de Achin, Jalalabad, a leste de Cabul, no Afeganistão (Foto: Rahmat Gul/AP).

Ainda há muitas dúvidas sobre a retirada das tropas americanas do Afeganistão. O que os EUA farão, por exemplo, se o Talibã aproveitar a saída dos militares americanos para tomar o poder?

Talibã pode usar equipamento militar dos EUA conforme tropas americanas deixam o Afeganistão

Legisladores americanos mostraram preocupação com falta de detalhes sobre o pós-retirada, incluindo o destino de intérpretes afegãos, a capacidade dos EUA de conduzir missões de contraterrorismo na região e o potencial de equipamentos sendo usados contra aliados no futuro.

Principal general dos EUA no Oriente Médio recomendará plano pós-retirada para o Afeganistão

O general Kenneth McKenzie Jr., comandante do Comando Central dos EUA (Foto: Manuel Balce Ceneta/AP).

Líderes militares tentam descobrir a melhor forma de cumprir a ordem de Biden de retirar todas as tropas do Afeganistão até setembro, ao mesmo tempo em que mantém apoio às forças afegãs.

Talibã declara cessar-fogo afegão de três dias

Militantes do Talibã (Foto: Ishtiaq Mahsud/AP).

Anúncio segue-se a um aumento nos ataques do grupo islâmico contra as forças do governo e vem um dia depois de explosões em uma escola para meninas em Cabul que fizeram várias vítimas.

Radar Semanal 07/05/2021

O submarino JS Soryu (SS-501) da Força de Autodefesa Marítima do Japão chega a Guam para uma visita ao porto (Foto: Lauren Spaziano/US Navy).

Nesta edição do Radar, a China está em foco: uma avaliação sobre as possibilidades de defesa de Taiwan; uma análise sobre a aproximação, preocupante para os EUA, entre a China e a Rússia; e as possíveis atividades dos submarinos japoneses num eventual conflito com a China. E, para quebrar um pouco o assunto China, um artigo especula sobre a retirada dos EUA no Afeganistão e possíveis implicações para o Reino Unido e a OTAN.