Radar Semanal 02/07/21

Meninas ensaiam na Praça Tiananmen, Pequim, antes do desfile comemorativo do 100º aniversário da fundação do Partido Comunista Chinês (Foto: Foreign Policy).

Nesta edição do Radar, trazemos uma matéria sobre a realização de jogos de guerra conjuntos entre os EUA e o Japão, em preparação para um possível confronto com a China por Taiwan; um artigo explana como a OTAN vem evoluindo sua concepção sobre ataques cibernéticos; uma avaliação da relação entre a União Europeia e a Turquia; e uma análise mostra que o partido chinês mantém uma consistência nacionalista ao longo de seus 100 anos de existência.

Xi Jinping: Rejuvenescimento nacional da China é uma “inevitabilidade histórica”

O presidente chinês, Xi Jinping, discursa durante as comemorações do 100º aniversário da fundação do Partido Comunista da China (Foto: Reuters).

Em discurso no centenário de fundação do PCC, o presidente Xi Jinping exaltou o curso “irreversível” da China, de colônia humilhada a grande potência, apresentando-se de forma desafiadora aos rivais, afirmando que ninguém terá permissão para “nos intimidar, nos oprimir”.

Pequim se prepara para o centenário do PCCh

Polícia se posiciona durante ensaio de exibição de fogos de artifício perto do Estádio Nacional em 25 de junho de 2021 (Foto: Thomas Peter/Reuters).

Aniversário foi precedido por repressão a potenciais atividades dissidentes, incluindo prisões sob uma lei que proíbe a difamação de heróis nacionais e um site online para denúncias.

A evolução do estudo do átomo e o início da corrida armamentista nuclear

No primeiro de uma série de artigos sobre a questão nuclear, Alessandro Andrade Lima aborda desde a descoberta do átomo e a evolução das pesquisas, até o desenvolvimento das armas nucleares e o início da corrida armamentista nuclear durante a Guerra Fria.

China encara um balanço financeiro

Tomando por base o caso recente do Alibaba/Ant Group, é difícil discernir se acontecimentos incomuns são um sinal da fraqueza ou força de Pequim. A repressão a conglomerados de tecnologia trará medo em Pequim de que seu crescente controle sobre dados e informações, que o Partido Comunista da China deseja monopolizar, se traduzirão em poder político e romperão falhas históricas regionais e socioeconômicas da China? Ou Pequim está apenas se flexionando a serviço de uma política prudente?

A República Popular da China

Este extenso e acurado ensaio demonstra que, apesar das muitas preocupações com o renascimento do “Império Russo” liderado pelo presidente Vladimir Putin, no contexto de um mundo multipolarizado que está se formando a maior ameaça à liderança dos Estados Unidos parte principalmente da China, liderada por Xi Jinping.

Os planos chineses para os próximos cinco anos

Na revisão de seu Plano Quinquenal, a China reforça a liderança de Xi Jinping, mostra que o Partido Comunista Chinês continua forte e mais uma vez demonstra que o país possui planos para executar suas estratégias. A dúvida que resta é se os seus adversários também têm planos para competir à altura.

O relatório do Pentágono sobre a China

Recente relatório anual do Pentágono sobre a China para o congresso americano analisa em profundidade as políticas, estratégias, doutrinas e meios materiais do Exército de Libertação Popular da China, e conclui que a o crescimento e a modernização chinesa já equiparam ou ultrapassam as forças armadas americanas em diversos aspectos.

Para onde vai a China?

Xi Jinping se apresenta como o homem que levará o país a alcançar o “sonho chinês”, ou seja, transformar a China em um país socialista moderno, próspero, forte, democrático, culturalmente avançado e harmonioso, em 2049, ano do centenário da República Popular da China; e pretende estar no poder em boa parte da jornada. Sua capacidade de liderar o país definirá o ritmo com que a China avançará sobre seus objetivos estratégicos.