O avanço geopolítico da Rússia de Vladimir Putin

Com o fim da URSS e a queda do Pacto de Varsóvia, no início dos anos 1990, a Rússia perdeu os “estados-tampão” que lhe traziam segurança; Vladimir Putin, em discurso proferido em 2005, afirmou que essa foi a maior catástrofe geopolítica da história da Rússia. Desde o início de suas gestões –como primeiro-ministro e como presidente –, ele vem trabalhando para restabelecer os “amortecedores estratégicos” perdidos. Continuar lendo O avanço geopolítico da Rússia de Vladimir Putin

Inteligência Cultural: novos parâmetros na formação do oficial ante a nova geração de conflitos

Após um prolongado predomínio das disciplinas da área de exatas e tecnológicas, o alvorecer do século XXI parece apontar uma tendência ao resgate das Ciências Humanas na educação militar. Tudo se deveu ao impacto de uma nova geração de conflitos e também à introdução do conceito de Inteligência Cultural. A relação entre estes dois novos sistemas tem indicado novas perspectivas para a formação militar em modernas forças armadas, tendo em vista as necessidades do combatente ideal para uma nova modalidade de conflitos. A Inteligência Cultural incorpora a capacidade de interagir de forma eficaz com pessoas de históricos culturais diferentes. O impacto das guerras da atualidade não se resume somente à ação bélica em si, mas também se dá sob a vertente cultural, se fazendo sentir nas fases de abordagem, invasão e ocupação, até a pacificação, interagindo com sociedades e organizações possuindo culturas e códigos sociais bastante diversos. A presente comunicação científica, se valendo de fontes bibliográficas e documentais, aborda a Inteligência Cultural e sua adoção como parâmetro para a educação militar superior. Continuar lendo Inteligência Cultural: novos parâmetros na formação do oficial ante a nova geração de conflitos

Uma mensagem para Garcia

O ensaio “Uma mensagem para Garcia” foi escrito em 1900 por Elbert Hubbard. Pode-se questionar seu moralismo – e muitos o fazem – mas, do ponto de vista de liderança, a questão central do ensaio permanece atual. Pessoas com iniciativa e perseverança para “fazer as coisas”, mesmo quando não há um superior hierárquico observando, sempre foram essenciais em qualquer organização, e continuarão a ser. Continuar lendo Uma mensagem para Garcia

Táticas suicidas terroristas: Suicidas-Bomba

Ataques terroristas suicidas com uso de IED têm se tornado uma tática frequente. A atomização e fragmentação do terrorismo, seja devido à autorradicalização ou pelo retorno de combatentes estrangeiros aos países de origem, fomentam a atual onda de terrorismo jihadista doméstico. Nesse cenário, o presente artigo traz um breve histórico do conceito e modus operandi das táticas suicidas terroristas, a fim de possibilitar ao Estado preparar-se com novos desenhos de força de planejamento, respostas e recuperação em segurança pública mais eficientes e resilientes. Continuar lendo Táticas suicidas terroristas: Suicidas-Bomba

Holandeses no Brasil Colônia

O extenso e rico litoral do Brasil Colônia encorajou aventuras de diversos países e a Holanda não foi diferente, atuando em vários locais incluindo a Amazônia, Pernambuco, Bahia e o Espírito Santo. Em todos os casos, obtiveram êxito temporário até serem finalmente vencidos pelas lutas patrióticas dos luso-brasileiros e pela falência da Companhia das Índias Ocidentais, financiadora dessas operações. Continuar lendo Holandeses no Brasil Colônia

A busca da Rússia por profundidade estratégica

Profundidade estratégica sempre foi fundamental para a Rússia e sua importância está gravada de maneira indelével na memória do país. Nos últimos anos, o presidente russo, Vladimir Putin, vem realizando diversos movimentos estratégicos no sentido de recuperar o “amortecedor” perdido com a queda da URSS. Continuar lendo A busca da Rússia por profundidade estratégica

Fim da guerra (por enquanto) em Nagorno Karabakh

Uma conjunção de fatores levou o Azerbaijão a se sentir livre para atuar militarmente no Nagorno Karabakh, numa demonstração prática da máxima de Clausewitz. Ao mesmo tempo, o conflito pode indicar a nova realidade de um mundo multipolarizado, no qual a falta de freios impostos por potências hegemônicas ou organismos multilaterais abre espaço para que novas potências globais ou regionais atuem na defesa de seus interesses. Continuar lendo Fim da guerra (por enquanto) em Nagorno Karabakh