Vinte anos dos ataques de Onze de Setembro de 2001 aos Estados Unidos da América

A Torre Sul sendo atingida durante os ataques de 11 de setembro (Foto: NIST SIPA/Wikicommons).

Ao se retirar completamente do Afeganistão, os EUA viram uma página dolorosa de sua história e podem se concentrar em desafios que não existiam 20 anos atrás, mas que hoje conformam o tabuleiro geopolítico mundial.

Radar Semanal 10/09/21

O contratorpedeiro USS O’Kane, da Marinha americana, e a fragata INS Shivalik, da Marinha indiana, ancorados na Base Naval dos EUA de Guam em 21 de agosto, pouco antes do exercício naval conjunto Malabar 2021 (Foto: Valerie Maigue/US Navy).

Hoje no Radar, as posições de China e Rússia no Afeganistão; uma avaliação das divisões internas do Talibã, agora no poder; O secretário Lloyd Austin alerta para o perigo do recrudescimento da Al Qaeda num Afeganistão controlado pelo Talibã; E a estratégia marítima da Índia para contrabalançar a China.

ISIS: Do estado ao califado

Militantes do Estado Islâmico (Foto: Alliance/Abaca via DW).

A identidade organizacional do ISIS nunca foi uma entidade unitária. Ao invés disso, abrange uma dualidade frequentemente conflitante: Estado e Califado.

Afeganistão: um eterno campo de batalha geopolítico

Um T-62 em posição de tiro em algum lugar nas montanhas Hindu Kush, no Afeganistão, entre 1984 e 1985 (Foto: Sergey Novikov, da 5º Cia. Aerotransportada do Exército Vermelho/Wikimedia Commons).

Em sentido geográfico e histórico, o Afeganistão é um lugar difícil e os afegãos são pessoas difíceis. Quando a tecnologia trava uma guerra contra as montanhas, geralmente as montanhas vencem. E no Afeganistão, foram as Hindu Kush que finalmente saíram vitoriosas. Inegavelmente, os Estados Unidos e a OTAN falharam nessa invasão equivocada, ficando com nada além de humilhação.

Muito sobre a retirada dos EUA do Afeganistão não está claro

Foto de arquivo de abril de 2014. Forças dos EUA e o comando afegão patrulham a vila de Pandola perto do local de um atentado a bomba no distrito de Achin, Jalalabad, a leste de Cabul, no Afeganistão (Foto: Rahmat Gul/AP).

Ainda há muitas dúvidas sobre a retirada das tropas americanas do Afeganistão. O que os EUA farão, por exemplo, se o Talibã aproveitar a saída dos militares americanos para tomar o poder?

Principal general dos EUA no Oriente Médio recomendará plano pós-retirada para o Afeganistão

O general Kenneth McKenzie Jr., comandante do Comando Central dos EUA (Foto: Manuel Balce Ceneta/AP).

Líderes militares tentam descobrir a melhor forma de cumprir a ordem de Biden de retirar todas as tropas do Afeganistão até setembro, ao mesmo tempo em que mantém apoio às forças afegãs.

Radar Semanal 07/05/2021

O submarino JS Soryu (SS-501) da Força de Autodefesa Marítima do Japão chega a Guam para uma visita ao porto (Foto: Lauren Spaziano/US Navy).

Nesta edição do Radar, a China está em foco: uma avaliação sobre as possibilidades de defesa de Taiwan; uma análise sobre a aproximação, preocupante para os EUA, entre a China e a Rússia; e as possíveis atividades dos submarinos japoneses num eventual conflito com a China. E, para quebrar um pouco o assunto China, um artigo especula sobre a retirada dos EUA no Afeganistão e possíveis implicações para o Reino Unido e a OTAN.

A retirada das tropas dos EUA do Afeganistão

Soldados americanos protegem o rosto da areia levantada pelo rotor de um helicóptero evacuando feridos em uma área próxima de Kandahar, no Afeganistão, em 23 de agosto de 2011 (Foto: AFP).

Apesar da promessa de retirada das tropas americanas do Afeganistão em 1º de maio o governo Joe Biden estendeu o prazo, adiando a retirada para a icônica data de 11 de setembro. Obviamente essa decisão desagradou ao Talibã, que declarou que isso abre caminho para “ações que se julguem adequadas contra as tropas de ocupação”. Os EUA finalmente encerrarão esta guerra?

Radar Semanal 19/02/2021

Neste Radar, a China admite a morte de quatro militares nas escaramuças com a Índia em 2020; a radiografia de uma base de mísseis norte-coreana, pelo CSIS; uma tabela comparativa quantitativa das forças armadas dos países do Oriente Médio; artigo do War on the Rocks com reflexões sobre a Guerra do Golfo; e uma análise do Al-Monitor sobre a tríade Rússia-Irã-Turquia e a situação da Síria.

Nas monarquias árabes, o absolutismo pode estar diminuindo

As oito monarquias do mundo árabe estão entre as últimas monarquias absolutistas remanescentes na Terra. Em alguns aspectos, eles se mostraram surpreendentemente duráveis. Em comparação com as repúblicas árabes, Jordânia, Marrocos e os seis países do GCC (Gulf Cooperation Council, Conselho de Cooperação do Golfo) – Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã, Qatar, Bahrein e Kuwait – escaparam dos levantes da Primavera Árabe relativamente imperturbáveis. Mas alguns dos reinos árabes também estão enfrentando novos desafios que ameaçam encerrar décadas de governo monárquico.