Afeganistão: um eterno campo de batalha geopolítico

Um T-62 em posição de tiro em algum lugar nas montanhas Hindu Kush, no Afeganistão, entre 1984 e 1985 (Foto: Sergey Novikov, da 5º Cia. Aerotransportada do Exército Vermelho/Wikimedia Commons).

Em sentido geográfico e histórico, o Afeganistão é um lugar difícil e os afegãos são pessoas difíceis. Quando a tecnologia trava uma guerra contra as montanhas, geralmente as montanhas vencem. E no Afeganistão, foram as Hindu Kush que finalmente saíram vitoriosas. Inegavelmente, os Estados Unidos e a OTAN falharam nessa invasão equivocada, ficando com nada além de humilhação.

Muito sobre a retirada dos EUA do Afeganistão não está claro

Foto de arquivo de abril de 2014. Forças dos EUA e o comando afegão patrulham a vila de Pandola perto do local de um atentado a bomba no distrito de Achin, Jalalabad, a leste de Cabul, no Afeganistão (Foto: Rahmat Gul/AP).

Ainda há muitas dúvidas sobre a retirada das tropas americanas do Afeganistão. O que os EUA farão, por exemplo, se o Talibã aproveitar a saída dos militares americanos para tomar o poder?

Principal general dos EUA no Oriente Médio recomendará plano pós-retirada para o Afeganistão

O general Kenneth McKenzie Jr., comandante do Comando Central dos EUA (Foto: Manuel Balce Ceneta/AP).

Líderes militares tentam descobrir a melhor forma de cumprir a ordem de Biden de retirar todas as tropas do Afeganistão até setembro, ao mesmo tempo em que mantém apoio às forças afegãs.

Radar Semanal 07/05/2021

O submarino JS Soryu (SS-501) da Força de Autodefesa Marítima do Japão chega a Guam para uma visita ao porto (Foto: Lauren Spaziano/US Navy).

Nesta edição do Radar, a China está em foco: uma avaliação sobre as possibilidades de defesa de Taiwan; uma análise sobre a aproximação, preocupante para os EUA, entre a China e a Rússia; e as possíveis atividades dos submarinos japoneses num eventual conflito com a China. E, para quebrar um pouco o assunto China, um artigo especula sobre a retirada dos EUA no Afeganistão e possíveis implicações para o Reino Unido e a OTAN.

A retirada das tropas dos EUA do Afeganistão

Soldados americanos protegem o rosto da areia levantada pelo rotor de um helicóptero evacuando feridos em uma área próxima de Kandahar, no Afeganistão, em 23 de agosto de 2011 (Foto: AFP).

Apesar da promessa de retirada das tropas americanas do Afeganistão em 1º de maio o governo Joe Biden estendeu o prazo, adiando a retirada para a icônica data de 11 de setembro. Obviamente essa decisão desagradou ao Talibã, que declarou que isso abre caminho para “ações que se julguem adequadas contra as tropas de ocupação”. Os EUA finalmente encerrarão esta guerra?

Radar Semanal 19/02/2021

Neste Radar, a China admite a morte de quatro militares nas escaramuças com a Índia em 2020; a radiografia de uma base de mísseis norte-coreana, pelo CSIS; uma tabela comparativa quantitativa das forças armadas dos países do Oriente Médio; artigo do War on the Rocks com reflexões sobre a Guerra do Golfo; e uma análise do Al-Monitor sobre a tríade Rússia-Irã-Turquia e a situação da Síria.

Nas monarquias árabes, o absolutismo pode estar diminuindo

As oito monarquias do mundo árabe estão entre as últimas monarquias absolutistas remanescentes na Terra. Em alguns aspectos, eles se mostraram surpreendentemente duráveis. Em comparação com as repúblicas árabes, Jordânia, Marrocos e os seis países do GCC (Gulf Cooperation Council, Conselho de Cooperação do Golfo) – Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã, Qatar, Bahrein e Kuwait – escaparam dos levantes da Primavera Árabe relativamente imperturbáveis. Mas alguns dos reinos árabes também estão enfrentando novos desafios que ameaçam encerrar décadas de governo monárquico.

Táticas suicidas terroristas: Suicidas-Bomba

Ataques terroristas suicidas com uso de IED têm se tornado uma tática frequente. A atomização e fragmentação do terrorismo, seja devido à autorradicalização ou pelo retorno de combatentes estrangeiros aos países de origem, fomentam a atual onda de terrorismo jihadista doméstico. Nesse cenário, o presente artigo traz um breve histórico do conceito e modus operandi das táticas suicidas terroristas, a fim de possibilitar ao Estado preparar-se com novos desenhos de força de planejamento, respostas e recuperação em segurança pública mais eficientes e resilientes.

A ameaça do Atirador Ativo

As ocorrências de “Atirador Ativo”, ataques em locais de grande concentração de pessoas, são relativamente comuns nos EUA e anteriormente eram vistas como algo distante da realidade brasileira. No entanto, infelizmente, isso tem ocorrido com certa frequência no país. É necessário que os órgãos de segurança pública estejam preparados para lidar com esses casos, ao mesmo tempo em que a população deve saber como agir nessas situações.

Comunicação jihadista estratégica online

Os serviços de inteligência são a primeira linha de defesa contra a ciberjihad, fenômeno complexo e de mutação acelerada. Sem inteligência, é impossível antecipar e prevenir o terrorismo.