Afeganistão: um eterno campo de batalha geopolítico

Um T-62 em posição de tiro em algum lugar nas montanhas Hindu Kush, no Afeganistão, entre 1984 e 1985 (Foto: Sergey Novikov, da 5º Cia. Aerotransportada do Exército Vermelho/Wikimedia Commons).

Em sentido geográfico e histórico, o Afeganistão é um lugar difícil e os afegãos são pessoas difíceis. Quando a tecnologia trava uma guerra contra as montanhas, geralmente as montanhas vencem. E no Afeganistão, foram as Hindu Kush que finalmente saíram vitoriosas. Inegavelmente, os Estados Unidos e a OTAN falharam nessa invasão equivocada, ficando com nada além de humilhação.

Afeganistão: o Cemitério de Impérios e a nova realidade geopolítica na Ásia

Afegãos praticando Buzkashi, esporte nacional do país (Foto: Nasim Dadfar/Unsplash).

Depois de vinte anos, os Estados Unidos estão deixando o Afeganistão, encerrando aquela que foi a guerra mais longa de sua história. Essa retirada traz implicações e altera o cenário geopolítico, com impactos não apenas locais. Também traz oportunidades que poderiam ser aproveitadas pelo Brasil.

Radar Semanal 16/07/21

O ex-vice presidente dos EUA, Mike Pence (Foto: Erin Granzow).

Hoje no Radar, um artigo aborda os desafios da modernização da tríade nuclear dos EUA; a recente implantação de 16 aeronaves da força aérea chinesa próximo ao espaço aéreo da Malásia pode sugerir uma nova tática para a China afirmar suas reivindicações sobre o Mar do Sul da China; O ex-vice-presidente americano Mike Pence ingressou na The Heritage Foundation fazendo um forte discurso anti-China, que traduzimos nesta edição; O compromisso da Turquia de proteger o aeroporto de Cabul é arriscado, mas pode trazer recompensas estratégicas significativas.

Alemanha conclui retirada de tropas do Afeganistão

Militares do Bundeswehr (Forças Armadas alemãs) em um acampamento no Afeganistão, em 25 de março de 2018 (Foto: Michael Kappeler/Reuters).

Ministra da Defesa alemã disse que um capítulo histórico chega ao fim, acrescentando que esta foi uma implantação intensiva e desafiante para o Bundeswehr, que provou seu valor em combate.

Porta-aviões USS Ronald Reagan opera na 5ª Frota em apoio à retirada do Afeganistão

O porta-aviões USS Ronald Reagan navegando no Mar do Sul da China em 18 de junho de 2021 (Foto: Rawad Madanat/US Navy).

A US Navy disse que o porta-aviões irá operar com parceiros regionais e apoiar as forças americanas e da coalizão na retirada das tropas do Afeganistão.

Radar Semanal 25/06/21

O Secretário-geral do Partido Comunista da China, Xi Jinping (Foto: Pavel Golovkin/AFP).

Nesta edição do Radar: artigo avalia a atuação de Xi Jinping à frente do PCCh; uma avaliação do orçamento americano para 2022, que mostraria que Biden não prioriza a Defesa; uma análise do porque a OTAN falhou no Afeganistão; e a evolução dos exercícios conjuntos sino-russos, no que parece se encaminhar para uma aliança militar.

EUA manterão cerca de 650 tropas no Afeganistão após a retirada

Tropas de operações especiais dos EUA embarcam em aeronave no Afeganistão (Foto: Jaerett Engeseth/US Army).

Tropas atuarão na segurança da embaixada dos EUA e no aeroporto de Cabul; será deixado um sistema C-RAM, tropas para operá-lo, e uma tripulação para apoio de helicópteros.

“Com os senhores derrotados, os escravos não podem lutar”: o Talibã antevê a vitória após a saída dos EUA

Combatentes talibãs no leste da província de Nangarhar em imagem de 2016 (Foto: Rahman Safi/Xinhua).

“Os arrogantes americanos pensaram que poderiam varrer o Talibã da face da terra”, disse Mullah Misbah, comandante insurgente na devastada província de Ghazni, em uma entrevista à AFP. “Mas o Talibã derrotou os americanos e seus aliados e, se Deus quiser, um regime islâmico será estabelecido no Afeganistão agora que eles estão partindo.”

Cúpula da OTAN está em andamento com a Rússia e China na agenda

Jens Stoltemberg, secretário-geral da OTAN (Foto: Anadolu).

Rússia e China estão no topo das discussões, mas os líderes da Aliança também vão discutir a agenda da OTAN para 2030 e o apoio ao Afeganistão pós-retirada.

Cúpula da OTAN busca compromisso de Biden

O presidente dos EUA, Joe Biden (Foto: Jonathan Ernst/Reuters).

Líderes da OTAN buscarão garantias do presidente dos EUA, Joe Biden, de que a aliança pode contar com o apoio dos Estados Unidos, seu membro mais poderoso.