Radar Semanal 17/09/21

Livro de Bob Woodward e Robert Costa diz que o general Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, disse ao general chinês Li Zuocheng que o alertaria em caso de ataque dos EUA (Foto: AP).

Hoje no Radar: Perda de influência global dos EUA leva aliados a buscar outros apoios; Sem ONU e OTAN, europeus e asiáticos podem criar solução que Afeganistão não exporte terror; Nova aliança militar entre EUA, Reino Unido e Austrália deve aumentar tensões com Pequim; Biden defende Milley e Trump diz que nunca soube de ligações para a China.

Vinte anos dos ataques de Onze de Setembro de 2001 aos Estados Unidos da América

A Torre Sul sendo atingida durante os ataques de 11 de setembro (Foto: NIST SIPA/Wikicommons).

Ao se retirar completamente do Afeganistão, os EUA viram uma página dolorosa de sua história e podem se concentrar em desafios que não existiam 20 anos atrás, mas que hoje conformam o tabuleiro geopolítico mundial.

Como os EUA erraram com o 11 de setembro

Carros de combate do Exército dos EUA ocupam posições ao longo de uma estrada na zona desmilitarizada entre o Kuwait e o Iraque em 19 de março de 2003, antes da invasão do Iraque (Foto: Scott Nelson/Getty).

A guerra no Afeganistão durou 20 anos e custou aos americanos quase 2.500 mortos, mais de vinte mil feridos a um orçamento estimado entre um e mais de dois trilhões de dólares. Os EUA venceram a fase inicial da guerra desalojando o Talibã, mas abandonaram o Afeganistão em condições discutíveis e humilhantes. Onde eles erraram? Esta análise vai além do Afeganistão, como mostra este artigo.

Radar Semanal 10/09/21

O contratorpedeiro USS O’Kane, da Marinha americana, e a fragata INS Shivalik, da Marinha indiana, ancorados na Base Naval dos EUA de Guam em 21 de agosto, pouco antes do exercício naval conjunto Malabar 2021 (Foto: Valerie Maigue/US Navy).

Hoje no Radar, as posições de China e Rússia no Afeganistão; uma avaliação das divisões internas do Talibã, agora no poder; O secretário Lloyd Austin alerta para o perigo do recrudescimento da Al Qaeda num Afeganistão controlado pelo Talibã; E a estratégia marítima da Índia para contrabalançar a China.

ISIS-K: Ataques estridentes, organização discreta

Militantes do ISIS-K (Foto: Rahmat Gul|AP).

O ISIS-K representa uma ameaça significativa no Afeganistão depois dos recentes ataques suicidas em Cabul. Com a retirada das tropas dos Estados Unidos, a afiliada do ISIS se transformou na maior ameaça ao Talibã.

Radar Semanal 03/09/21

Foto: Phooey1990/Flickr.

A estratégia chinesa para o Oceano Índico; Rússia, China, Irã e Turquia avaliam como lidar com o Talibã no Afeganistão; e uma visão geral dos programas de mísseis balísticos de Israel e da Arábia Saudita.

As repercussões do fim da guerra no Afeganistão

Montagem com imagens de Joe Biden e tropas americanas no Afeganistão (Fotos: AP/Getty Images).

As cenas das aeronaves civis e militares sendo cercadas por pessoas desesperadas para fugir do Afeganistão ficará gravada na memória dos milhões de espectadores que acompanharam pela televisão e pela internet a reconquista de Cabul pelo Talibã. Trata-se de um daqueles eventos que, por seu simbolismo, será utilizado por historiadores no futuro para explicar os acontecimentos marcantes desta segunda década do século XXI.

Além de regozijar-se com a vitória do Talibã: A visão alternativa de um paquistanês comum

Imagem: The Quint.

A fulminante tomada do poder pelo Talibã no Afeganistão, forçando os Estados Unidos a uma humilhante e caótica retirada de Cabul, gerou certa satisfação no Paquistão, ainda que isso não traga benefícios tangíveis ao país. No entanto, a resposta oficial paquistanesa foi comedida e baseada em realidades preocupantes.

Radar Semanal 27/08/2021

O presidente Joe Biden fala sobre a situação em Cabul, Afeganistão, sendo questionado por repórteres na Casa Branca, na quinta-feira 26 de agosto (Foto: Drew Angerer/Getty Images).

Esta edição do Radar se concentra mais uma vez no Afeganistão. Além do desastroso desfecho da retirada aliada, muitas análises indicam que os recentes acontecimentos estão levando a uma quebra de confiança na liderança americana.

Por que o exército afegão evaporou?

Membros do Comando de Operações Especiais do exército afegão durante uma cerimônia de formatura em Cabul em julho de 2013 (Foto: Departamento de Defesa dos EUA).

Existem várias razões para o colapso do exército afegão, mas a negociação dúbia dos Estados Unidos com o Talibã foi a principal, e os insurgentes souberam explorar a incerteza de maneira brilhante.