
Com a transição energética deslocando a segurança do barril para minerais críticos, gestores brasileiros de supply chain devem integrar riscos geopolíticos, concentração de oferta e arquitetura monetária para garantir resiliência operacional e posicionar o Brasil como hub estratégico na economia de baixo carbono.
1. Introdução
A década de 2020 consolidou a transição energética como principal vetor de transformação estrutural das cadeias globais de suprimento, sobrepondo‑se em impacto a ondas anteriores de globalização, digitalização e just‑in‑time. A invasão da Ucrânia em 2022 e a guerra no Irã, com bloqueios parciais no Estreito de Ormuz, expuseram a vulnerabilidade das rotas fósseis tradicionais e geraram uma terceira crise energética em poucos anos, com forte volatilidade de preços e reprecificação de risco de rotas e fornecedores. Em paralelo, o avanço de veículos elétricos, geração eólica e solar, armazenamento em baterias e eletrificação em larga escala deslocou o foco da segurança energética do barril de petróleo para os minerais críticos, notadamente terras raras, lítio, níquel, cobalto e grafite.1 2 3 4 5 6 7 8
Nesse contexto, gestores de cadeias de suprimento precisam integrar, de forma sistemática, variáveis de geopolítica, concentração de oferta mineral, risco logístico, arquitetura monetária internacional e regimes tributários nacionais na tomada de decisão de sourcing, localização produtiva, dimensionamento de estoques e desenho de contratos. Para países como o Brasil – com matriz elétrica majoritariamente renovável, mas logística cara e tributação complexa – compreender essa reconfiguração é condição para preservar competitividade e capturar oportunidades na nova divisão internacional do trabalho.1 9 10 11 12 13 14 15 16
2. Transição Energética e Reconfiguração das Cadeias Fósseis
A guerra da Rússia na Ucrânia forçou a União Europeia a reduzir rapidamente a dependência de gás, petróleo e carvão russos, que antes respondiam por parcela relevante do abastecimento do bloco. Planos como o REPowerEU combinaram diversificação de fornecedores fósseis, aumento de estoques estratégicos, aceleração de renováveis e programas de eficiência energética, reposicionando contratos de longo prazo, rotas logísticas e investimentos em infraestrutura. Em paralelo, o fechamento ou a incerteza em torno do Estreito de Ormuz durante o conflito no Irã bloqueou parte importante do fluxo global de petróleo e GNL (GLP), pressionando fretes, prêmios de seguro e prazos de entrega e reforçando o caráter de “ponto único de falha” de choke points marítimos.2 3 4 5 6 17 18 19
Para as cadeias baseadas em combustíveis fósseis, esse cenário induz três movimentos principais de gestão: (i) diversificação de origens – inclusive com maior uso de contratos spot e arbitragem logística; (ii) reposicionamento de estoques ao longo da malha, com mais estoques avançados próximos a clientes críticos; e (iii) maior peso de critérios de risco político e de rota nas decisões de sourcing, mesmo que isso implique custos unitários maiores. Na prática, grandes compradores passam a aceitar pagar mais por moléculas menos expostas a riscos geopolíticos e logísticos, enquanto internalizam a transição para renováveis como hedge estratégico de longo prazo.5 6 20 21 22 23 24
3. Terras Raras, Minerais Críticos e Novas Dependências
Se a era do petróleo estruturou cadeias em torno de grandes produtores fósseis, a era da transição energética está organizando cadeias em torno de poucos países com capacidade integrada de mineração, refino e manufatura de componentes baseados em minerais críticos. A China responde por cerca de 70% da extração de terras raras, aproximadamente 90% da separação e processamento e mais de 90% da fabricação de ímãs permanentes usados em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas e aplicações de defesa. Além disso, o país concentra a maior parte da capacidade de processamento de lítio, cobalto, níquel e quase todo o crescimento projetado de grafite para baterias, segundo avaliações recentes da IEA (International Energy Agency, Agência Internacional de Energia).1 7 8 9 25
Do ponto de vista de gestão de cadeia de suprimentos, essa concentração cria um paradoxo: a transição reduz a exposição à volatilidade de combustíveis fósseis e a choke points como o Mar Negro, o Estreito de Ormuz ou o Mar Vermelho, mas aumenta a exposição a riscos de políticas industriais, controles de exportação, disputas tecnológicas e choques logísticos concentrados em poucos hubs asiáticos. Relatórios setoriais indicam que mais de três quartos da produção mundial de baterias em 2024 foram fabricados na China, com preços até 30% inferiores aos praticados na Europa, beneficiando‑se de economias de escala, integração vertical e acesso a minerais a custos reduzidos. Não por acaso, legislações e estratégias nacionais em EUA, Europa e outros países passaram a tratar minerais críticos e cadeias de terras raras como tema de segurança nacional e não apenas de política industrial.1 3 7 8 9 24 25

Para o profissional de SCM (Supply Chain Management), isso implica reclassificar fornecedores de componentes intensivos em minerais críticos em categorias de risco elevado, demandando: múltiplos fornecedores em diferentes jurisdições, contratos de longo prazo com cláusulas de segurança de fornecimento, investimentos em reciclagem e circularidade, alianças estratégicas com mineradoras e monitoramento contínuo de riscos regulatórios e geopolíticos.1 9 15 16 26
4. Política Energética Recente dos Estados Unidos
Os Estados Unidos consolidaram, na última década, uma posição de liderança na produção e exportação de energia, combinando recordes de petróleo, gás natural e GNL com políticas de incentivo à energia limpa. Em 2024, o país produziu cerca de 103 quadrilhões de BTU de energia primária, exportando em torno de 30% desse total; aproximadamente 55% da produção de petróleo e líquidos de gás natural e 20% do gás natural seco foram destinados ao exterior, com Europa e Ásia como principais destinos. No segmento de GNL, os EUA se tornaram o maior exportador global, respondendo por cerca de um quarto das exportações mundiais, com volumes anuais superiores a 100 milhões de toneladas e forte expansão após 2022 para suprir a demanda europeia em substituição ao gás russo.27 28 29
Paralelamente, o país implementou a Inflation Reduction Act (IRA), em 2022, com mais de 300 bilhões de dólares em créditos tributários para projetos de energia limpa, veículos elétricos, manufatura avançada e eficiência, desenhados para reduzir emissões até 2030 e induzir realocação de cadeias de manufatura para o território norte‑americano. Os créditos de produção (PTC) e de investimento (ITC), ampliados pela IRA, oferecem até cerca de 2,75 centavos de dólar por kWh para geração renovável elegível e até 30% de crédito de investimento para projetos que atendam requisitos de salário e conteúdo nacional. Mais recentemente, a One Big Beautiful Bill Act (OBBBA), aprovada em 2025, passou a desmontar ou reduzir vários desses incentivos, especialmente os voltados a consumidores e parte dos projetos corporativos, ao mesmo tempo em que agendas de “energy dominance” reforçam a expansão da oferta de óleo e gás e da infraestrutura de exportação.30 31 32 33 34 35
Do ponto de vista de gestão de cadeias de suprimentos globais, essa combinação – expansão agressiva de fósseis para exportação e incentivos seletivos para tecnologias limpas domésticas, posiciona os EUA simultaneamente como fornecedor estratégico de gás para Europa e Ásia e como competidor em manufatura de equipamentos de energia limpa. Para empresas brasileiras, isso significa um ambiente de maior competição em leilões e projetos globais de renováveis, ao mesmo tempo em que o gás norte‑americano se consolida como alternativa relevante na matriz de importações de combustíveis fósseis, influenciando preços, contratos logísticos e decisões de hedge de risco de abastecimento.5 18 27 28 29
5. Contratos Vinculados ao Dólar, De‑dolarização e Moeda Chinesa
Outro eixo crítico da reconfiguração das cadeias de suprimento energéticas e minerais é a contestação crescente do padrão dólar como moeda quase exclusiva de denominação e liquidação de contratos internacionais. Após as sanções financeiras impostas à Rússia em 2022, diversos países aceleraram estratégias de de‑dolarização, ampliando o uso de moedas locais e do renminbi em comércio exterior, especialmente em energia e commodities. A literatura recente sobre BRICS mostra que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul intensificaram acordos de liquidação em moedas nacionais e discutem mecanismos de pagamento alternativos que reduzam a exposição a sanções e à política monetária dos Estados Unidos.9 36 37 38 39
Casos concretos incluem o aumento das transações entre China e Rússia em yuan e rublos, com parte relevante do comércio bilateral já fora do dólar, assim como o acordo de 2023 entre Brasil e China para liquidação direta em real e yuan, eliminando a necessidade de dólares em grande parte do comércio bilateral. Estudos destacam ainda o debate em torno da aceitação de yuan em vendas de petróleo do Golfo para a China e a entrada de países como Arábia Saudita, Irã e Emirados Árabes em arranjos ligados aos BRICS, reforçando a tendência de diversificação monetária em contratos de energia. Relatos recentes apontam que, ao final de 2024, cerca de 90% do comércio da Rússia com parceiros BRICS já era liquidado em moedas nacionais, embora a transparência e a comparabilidade desses dados variem.9 36 37 38 39 40

Para a gestão de cadeias de suprimento, o avanço de contratos multi‑moeda e em renminbi implica novos vetores de risco e oportunidade. Empresas passam a lidar com uma cesta de riscos cambiais mais complexa, mas, ao mesmo tempo, podem reduzir a exposição ao dólar em rotas sensíveis a sanções ou a mudanças de política monetária norte‑americana. No caso brasileiro, a possibilidade de financiar e liquidar parte de projetos de infraestrutura e energia em yuan, combinada a investimentos chineses em logística e geração, tende a aprofundar a interdependência entre cadeias produtivas brasileiras e o ecossistema financeiro e industrial chinês.9 13 14 25 36 37 38
6. Implicações para o Brasil e Rearranjos de Cadeias Produtivas
O Brasil parte de uma posição singular: combina uma matriz elétrica majoritariamente renovável, com forte participação de hidrelétricas somada à rápida expansão de eólicas e solares, com uma logística estruturalmente cara, dependente de rodovias e com gargalos de infraestrutura e regulação. Estudos recentes estimam que os custos logísticos no país atingiram aproximadamente 15,5% do PIB em 2025, contra cerca de 12% em 2019, impulsionados por fretes rodoviários, custos de estoque e ineficiências portuárias e de armazenagem. Ao mesmo tempo, mais de 20% do diesel consumido no país é importado, com parcela relevante das importações vindo da Rússia, o que conecta diretamente a logística brasileira à geopolítica euro‑asiática.10 11 12 14
A reforma tributária em curso, com a migração de um sistema de tributação na origem para tributação no destino, tende a redesenhar o mapa de localização de centros de distribuição, plantas industriais e plataformas logísticas. Sob o novo regime, perde relevância a guerra fiscal entre estados e ganha peso a pura racionalidade logística: proximidade de mercados consumidores, acesso a portos eficientes, conexão com ferrovias e hidrovias e capacidade de captura de sinergias modais. Nesse cenário, corredores como Santos e eixos rodoviários estratégicos no Sudeste tendem a ganhar ainda mais centralidade, enquanto ativos logísticos em regiões escolhidas apenas por incentivos fiscais podem perder atratividade.10 12
Para cadeias associadas à transição energética – como fabricação de equipamentos eólicos e solares, produção de baterias, fertilizantes de baixo carbono, hidrogênio verde e combustíveis sustentáveis de aviação – o desafio é duplo. De um lado, há oportunidade de ancorar plantas industriais intensivas em energia no Brasil, aproveitando a disponibilidade relativa de eletricidade renovável competitiva e projetos de transmissão, green hubs portuários e investimentos previstos em energia e infraestrutura até 2030. De outro, a competitividade dessas cadeias dependerá da capacidade de reduzir o “custo Brasil logístico” via concessões bem desenhadas, integração intermodal, melhoria de governança portuária e simplificação regulatória.10 12 13 14
7. Diretrizes Estratégicas para Gestores de Cadeias de Suprimento no Brasil
À luz desse contexto, algumas diretrizes se destacam para gestores de SCM/SCD em empresas brasileiras, tanto em setores fósseis quanto em cadeias emergentes da transição energética.

a) Gestão integrada de risco geopolítico, energético, cambial e de rota: incorporar cenários de bloqueio parcial de rotas (Mar Negro, Ormuz, Mar Vermelho, estreitos asiáticos) e de mudanças súbitas em sanções financeiras e regimes de pagamento em análises de risco, avaliando impactos em prazos, custos de frete, seguros, necessidade de estoques e estrutura de moedas dos contratos.9 20 21 22 23 24 37
b) Diversificação e regionalização de fornecimento: reduzir dependência de um único país para minerais críticos, componentes de alto valor agregado e combustíveis, combinando importações de múltiplas origens, acordos de longo prazo e, quando economicamente viável, iniciativas de near-shoring ou friend‑shoring para países da região.1 8 9 25 41
c) Estratégia para minerais críticos e terras raras: mapear a exposição da empresa a componentes intensivos em terras raras, lítio, níquel, cobalto e grafite; renegociar contratos com foco em segurança de fornecimento, cláusulas de força maior e, quando fizer sentido, diversificação monetária; avaliar participação em consórcios, joint ventures ou programas públicos voltados à mineração responsável, reciclagem e reaproveitamento de materiais.1 9 15 16 26
d) Gestão de contratos multi‑moeda: desenvolver capacidades internas de tesouraria e gestão de risco cambial para lidar com contratos em dólar, euro, yuan e moedas locais, construindo políticas que considerem custos de hedge, exposição a sanções e objetivos estratégicos de longo prazo.9 36 37 38
e) Alinhamento com políticas públicas e incentivos: monitorar programas nacionais de transição energética, de hidrogênio verde, de modernização de infraestrutura logística e de crédito verde, de forma a posicionar projetos da cadeia de suprimentos para captura desses incentivos, inclusive em parceria com capitais estrangeiros.12 13 14 41
f) Redesenho de footprint logístico pós‑reforma tributária: reavaliar a malha de fábricas, centros de distribuição e hubs de consolidação à luz do novo sistema tributário, priorizando proximidade com grandes mercados, acesso a corredores logísticos eficientes e redução estrutural de lead times e estoques.10 12
8. Considerações Finais
A transição energética em curso não é apenas uma mudança de tecnologia de geração; é uma reconfiguração profunda de cadeias globais de suprimento, de relações de dependência entre países, de lógica de localização de ativos industriais e de arquitetura monetária internacional. Os choques provocados pelas guerras na Ucrânia e no Irã funcionam como testes de estresse desse novo sistema, ao mesmo tempo acelerando a busca por matrizes mais limpas e seguras e expondo fragilidades nas cadeias de minerais críticos, nos fluxos de combustíveis fósseis e na dependência de contratos indexados ao dólar. Nesse ambiente, a política energética norte‑americana, que combina liderança exportadora em fósseis com incentivos direcionados à energia limpa, e a crescente utilização do renminbi e de moedas locais em contratos internacionais tornam‑se variáveis centrais para qualquer análise de riscos e oportunidades em supply chain.1 2 3 5 6 9 15 16 20 21 23 24 27 30 31 32 36 37 38
Para o Brasil, a combinação de matriz relativamente limpa, abundância de recursos naturais e potencial logístico o coloca em posição de vantagem relativa, mas essa vantagem só se materializará em competitividade se houver ação coordenada entre setor privado e políticas públicas para reduzir custos logísticos, garantir previsibilidade regulatória, desenvolver capacidades de gestão multi‑moeda e construir estratégias sólidas de gestão de riscos geopolíticos e de abastecimento.10 11 12 13 14
Do ponto de vista de gestão de cadeias de suprimento, o desafio é sair de uma lógica puramente reativa a crises para uma abordagem estrutural de resiliência, que considere desde o desenho do portfólio de fornecedores até o posicionamento de ativos logísticos, a gestão cambial e a participação ativa em coalizões internacionais por cadeias de minerais críticos mais diversificadas e responsáveis. Em um mundo em que combustíveis fósseis deixam de ser o único eixo da geopolítica energética e o dólar deixa de ser a única âncora financeira, gestores de SCM terão papel central na competitividade das empresas brasileiras na próxima década.1 8 9 13 14 26
Referências
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