Alto funcionário militar israelense: Saída do acordo com o Irã foi um erro

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Brigadeiro-general Dror Shalom, em imagem de quando era chefe da Divisão de Pesquisa de Inteligência Militar do IDF (Gideon Markowicz/Israel Hayom).

Por Ben Armbruster*

Brigadeiro-general Dror Shalom, em imagem de quando era chefe da Divisão de Pesquisa de Inteligência Militar do IDF (Gideon Markowicz/Israel Hayom).

À portas fechadas, o chefe do escritório político-militar do Ministério da Defesa disse aquilo em que muitos no sistema de segurança de Israel realmente acreditam.


Um alto oficial militar israelense teria dito na semana passada durante uma reunião com funcionários dos departamentos de Estado e de Defesa dos EUA que foi um erro o presidente Trump se retirar do acordo nuclear com o Irã.

De acordo com a Axios, o brigadeiro-general aposentado Dror Shalom – que é chefe do escritório político-militar do Ministério da Defesa de Israel e anteriormente liderou a divisão de pesquisa e análise de inteligência militar do país – “enfatizou” em uma reunião privada que “a retirada do acordo com o Irã foi um erro que aproximou o Irã de uma arma nuclear e criou uma situação pior”.

Os comentários de Shalom contradizem a posição oficial do governo israelense, mas também se alinham com uma série de altas figuras do establishment de segurança israelense que disseram recentemente que a retirada do JCPOA foi um erro ou que os Estados Unidos deveriam negociar a reentrada.

Nesta semana foi adicionado a essa lista o ex-diretor de Inteligência Militar major-general da reserva Tamir Hayman, que disse ao jornal de direita Israel Hayom que a reintegração dos Estados Unidos ao acordo serviria aos interesses israelenses.


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“[A] situação que teria acontecido uma vez que o acordo nuclear terminasse [em 2030] não teria sido tão ruim quanto a situação atual, já que o Irã armazenou tanto material enriquecido e suas habilidades avançaram além do que o acordo permitia perseguir”, disse ele, acrescentando que, “portanto, minha conclusão é que, na realidade do aqui e agora, chegar a um acordo é a coisa certa.”

Hayman também disse que um JCPOA renovado “diminuiria a compensação da quantidade de urânio enriquecido que o Irã tem; isso atrasaria e nos daria muito tempo, porque o enriquecimento leva muito tempo”.

As negociações para retornar ao acordo entre Estados Unidos, Europa, China, Rússia e Irã entraram nos estágios finais, com a designação dos EUA da Guarda Revolucionária do Irã como um grupo terrorista estrangeiro – ato de Trump que tornou politicamente mais difícil para qualquer administração futura retornar ao JCPOA – supostamente sendo um dos últimos pontos de discórdia.

Ainda nesta semana, o senador Rand Paul – que recentemente começou a expressar apoio à reentrada no acordo – disse a um alto funcionário do governo Biden que deveria considerar seriamente a retirada do IRGC.

“Acho que temos que estar abertos a isso”, disse Paul.


Publicado no Responsible Statecraft.


*Ben Armbruster é editor-chefe da Responsible Statecraft. Ocupou cargos editoriais e de gerenciamento na Media Matters, ThinkProgress, ReThink Media e Win Without War. Seu trabalho foi publicado no Guardian, Salon, LobeLog, Globe Post entre outros. Bem é bacharel em história pela Universidade de Ohio e mestre em relações internacionais pelo King’s College London.

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