Governo Biden aprovou venda de US$ 735 milhões em armas para Israel

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Soldados israelenses estão ao lado de uma unidade de artilharia enquanto ela dispara perto da fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, do lado israelense em 17 de maio de 2021 (Foto: Amir Cohen/Reuters).

Soldados israelenses de uma unidade de artilharia disparando perto da fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, em 17 de maio de 2021 (Foto: Amir Cohen/Reuters).

A administração do presidente Joe Biden aprovou a venda potencial de US$ 735 milhões em armas guiadas de precisão para Israel, e fontes do Congresso disseram na segunda-feira que não se espera que os legisladores dos EUA se oponham ao acordo, apesar da violência entre Israel e militantes palestinos.

Três assessores do Congresso disseram que o Congresso foi oficialmente notificado sobre a venda comercial pretendida em 5 de maio, como parte do processo de revisão regular antes que grandes acordos de venda de armas estrangeiras possam ir adiante.

O Congresso foi informado da venda planejada em abril, como parte do processo normal de revisão informal antes da notificação formal em 5 de maio. Segundo a lei dos EUA, a notificação formal abre uma janela de 15 dias para o Congresso se opor à venda, o que não é esperado, apesar da violência em curso.

A venda de JDAM (Joint Direct Attack Munition) da Boeing era considerada rotina na época, antes do início, na última semana, das mais violentas hostilidades na região em anos.

Não houve objeções na época por parte dos líderes democratas e republicanos dos comitês de relações exteriores do Congresso que analisam essas vendas, disseram assessores.


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Solicitado a comentar, um porta-voz do Departamento de Estado observou que o departamento está restrito, sob as leis e regulamentos federais, de comentar publicamente ou confirmar detalhes de atividades de licenciamento relacionadas a vendas comerciais diretas, como o contrato de JDAM.

“Continuamos profundamente preocupados com a violência atual e estamos trabalhando para alcançar uma calma sustentável”, disse o porta-voz.

O forte apoio a Israel é um valor fundamental para os membros democratas e republicanos do Congresso dos EUA, apesar dos apelos de alguns dos democratas mais progressistas para tomar uma posição mais dura contra o governo do presidente israelense Benjamin Netanyahu.

A lei dos EUA permite que o Congresso se oponha às vendas de armas, mas é improvável que o faça neste caso. Como Israel está entre um punhado de países cujas negociações militares são aprovadas em um processo acelerado, a janela típica para objeções se fechará antes que os legisladores possam aprovar uma resolução de desaprovação, mesmo se estivessem inclinados a fazê-lo.

Fonte: Reuters.

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