Bloqueio do Canal de Suez fortalece argumentos para Nord Stream 2 e Rota do Mar do Norte

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Foto: Sovcomflot.

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O recente bloqueio do Canal de Suez após o encalhe do navio de contêineres Ever Given fortaleceu os argumentos em apoio à Rota do Mar do Norte, bem como aos gasodutos russos, como TurkStream e o projeto Nord Stream 2 em construção, disse Chris Weafer, co-fundador da empresa de análise Macro-Advisory em uma entrevista.

O Ever Given encalhou no Canal de Suez em 23 de março e ficou preso na hidrovia por seis dias, acumulando cerca de US$ 9,6 bilhões em mercadorias por dia, antes de ser finalmente reflutuado.

Enquanto a rota marítima vital estava bloqueada, funcionários da Rosatom, a Russian State Atomic Energy Corporation, promoveram os benefícios da rota mais curta do Mar do Norte, que conecta Europa e Ásia através do Oceano Ártico, e Weafer disse que o recente incidente teve um “saldo positivo” para a Rússia.

“Isso fortalece os argumentos para o Nord Stream 2, assim como para avaliar outras rotas da Ásia para a Europa, como a BRI (Belt and Road Initiative, o projeto chinês) e a Rota do Mar do Norte”, disse ele.

O Nord Stream 2 está em construção no Mar do Norte, apesar da crescente pressão política dos Estados Unidos e de alguns membros da União Europeia, mas Weafer disse que os gasodutos russos são cruciais para garantir um fornecimento consistente de energia.

“Isso reforça a mensagem de segurança e diversificação no fornecimento comercial, e é um resultado positivo para a rota do Mar do Norte, para o BRI e, particularmente, acho que para os oleodutos, porque são muito seguros, funcionam de A para B, enquanto que um petroleiro com GLP (gás liquefeito de petróleo) passando por Suez pode ser bloqueado”, comentou Weafer.

O navio russo de lançamento de oleodutos Akademik Cherskiy partiu para as águas territoriais da Dinamarca no início desta semana, antes de seu trabalho planejado no projeto Nord Stream 2. O gasoduto, que está sujeito a sanções dos EUA, é uma joint venture entre a russa Gazprom e cinco gigantes europeus de energia.

Fonte: Agência Sputnik.

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