Serve para todos: a mente estratégica de um Comandante

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Dwight D. Eisenhower (Foto: Associated Press).

As decisões importantes que levam à vitória muitas vezes passam por iniciativas que evitam possíveis erros, aquelas que poderiam causar uma derrota antes mesmo de iniciar o combate. Frequentemente são coisas simples e óbvias, mas nem sempre as enxergamos. Este é um dos fatores que diferenciam aqueles que aprendem a pensar estrategicamente.


Embora as razões possam ter naturezas diferentes, os princípios (corretos) que norteiam as decisões tomadas por um comandante que vence batalhas tem aplicabilidade para qualquer pessoa que se proponha a atingir um objetivo.

E, por incrível que pareça, a primeira preocupação que o comandante tem ao buscar a vitória em batalha é justamente a de não a perder. Trata-se de construir mecanismos que vão proporcionar uma segurança muito grande para a execução de suas decisões. Eles permitem que ele não erre antes de começar a acertar.

Para facilitar este entendimento, vamos usar o exemplo de uma decisão de batalha e depois trazê-la para as dificuldades de um jovem que encara os desafios do vestibular.

Em junho de 1944, os Estados Unidos e seus aliados decidiram invadir as praias da Normandia, na França que se encontrava sob controle dos exércitos de Hitler. Havia uma preocupação enorme no sentido de que os tanques de guerra alemães poderiam atacar os soldados aliados, ocasionando um massacre. Para eliminar esta possibilidade, o comandante norte-americano, general Dwight Eisenhower, ordenou que milhares de paraquedistas saltassem atrás das linhas alemãs e bloqueassem o caminho dos tanques inimigos para a praia. Funcionou muito bem, os aliados venceram a guerra 11 meses depois e Eisenhower acabou por se tornar o 34º presidente dos EUA dali a poucos anos.

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Resultados sensacionais, mas note que antes de vencer completamente, ele traçou estratégias que lhe davam razoável garantia de que não seria derrotado.

Agora vamos trazer este sucesso para o dia a dia?

Todos os anos se repete, em dias de exame de vestibular ou concurso público, a triste história daquele jovem que se preparou por muito tempo para a prova decisiva e, no entanto, é reprovado porque chegou atrasado ou esqueceu um documento. Na ânsia de buscar sua vitória (a aprovação no exame), ele não se preocupou com a possibilidade de ser derrotado antes mesmo de começar a lutar – isto é, nem poder fazer a prova.

Na guerra e na vida, a primeira preocupação do comandante (ou de qualquer decisor) é criar condições favoráveis para a vitória – e não deixar que ela escape por entre seus dedos.

Porque só temos chances de vencer se permanecermos no jogo.


*Robinson Farinazzo é capitão-de-fragata (Fuzileiro Naval) da reserva da Marinha do Brasil, expert em tecnologia aeronáutica e consultor de Defesa. Com mais de trinta e cinco anos de carreira militar, extensa experiência de campo e formação superior em Administração de Empresas, Robinson é editor do Canal Arte da Guerra no YouTube e articulista do Blog Velho General. E-mail: robinsonfarinazzo@gmail.com.

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8 comentários

  1. A concisão e a objetividade deste artigo (Modo Naval ativado!) faz com que iniciemos este ano novo com o pé direito!
    O primeiro passo para a vitória é criar-se um ambiente de “não-derrota” ou “to pave the way” (literalmente “pavimentar a estrada”) antes de iniciar as ações.
    Forte abraço!

  2. Excelente texto!
    Toda uma estratégia se constrói baseada em informações, na preparação e nas decisões!
    Mas são nos detalhes que se constrói a vitória ou abre caminho para a derrota!

  3. Excelente!! Como no xadrez, antes de fazer um movimento todas as possibilidades são calculadas, justamente prevendo o melhor lance do adversário.
    E assim levar vantagem na batalha!!!

  4. Excelente texto, gosto muito do Eisenhower, estrategista nato, utilizou todos os conceitos de logística a seu favor, cada dia que passa a logística se aproxima de se fincar como ciência das atividades essenciais. Sou técnico de aeronaves, mas estudei logística e pretendo me especializar em logística aeroportuária, essa “matéria” trouxe um vasto ganho de consciência situacional absurdo, tudo o que faço hoje, uso logística. Para ser um bom líder, um bom gestor, tem que ser logístico! Abraços.

    1. Felipe, fico feliz em saber que pudemos de alguma forma contribuir. Muito obrigado pelo comentário, forte abraço!

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