Saladino

Por Albert Caballé Marimón*


Saladino (Imagem: Beamskee/Devian Art).

Saladino, nobre guerreiro curdo, foi o mais destacado líder político e militar muçulmano na época das Cruzadas. Responsável pela retomada de Jerusalém, era amado pelos muçulmanos e, apesar de sua firmeza e oposição feroz aos cruzados, era respeitado por seus inimigos devido à forma justa e honrada com que tratava a todos.


De etnia curda e possivelmente o mais famoso herói muçulmano, Saladino – em árabe Salah al-Din Yusuf ibn Ayyub –, nasceu em 1137 ou 1138 em Tikrit, Mesopotâmia, às margens do rio Tigre (Atual Iraque. Tikrit é também cidade natal de Saddam Hussein) e morreu em Damasco, na atual Síria, em 4 de março de 1193. Homem de grande cultura, era conhecido por seus conhecimentos de filosofia, religião, ciência, matemática e poesia, além de ser grande conhecedor da história e cultura dos povos árabes.

Saladino fundou a Dinastia Aiúbida, assim batizada em homenagem a seu pai, Najm ad-Din Ayyub. Conquistou Jerusalém e fez fama como o mais destacado líder militar nas Cruzadas, sendo respeitado inclusive pelos ocidentais pela forma justa e honrosa com que tratou os cruzados.

Ainda bebê, sua família mudou-se para Aleppo, onde seu pai estava a serviço de Imad al-Din Zangi ibn Aq Sonqur[1], governador turco no norte da Síria. Durante a infância e adolescência, Saladino demonstrava mais interesse pelos estudos religiosos do que pelo treinamento militar.

FIGURA 01: estátua equestre de Saladino em Karak, Jordânia (Foto: Alchetron).

Quando Zangi morreu foi substituído por seu filho, Nur ad-Din[2], período em que o tio de Saladino, o seljúcida[3] Asad al-Din Shirkuh[4], destacou-se como importante comandante do exército. Sob a supervisão de Shirkuh, o jovem Saladino iniciou sua carreira militar e começou a aprender táticas e estratégias militares.

Shirkuh liderou três expedições militares ao Egito contra o governo cristão do Reino de Jerusalém, durante as quais desenvolveu-se uma forte rivalidade entre ele, Amalric I[5], o rei de Jerusalém, e Shawar[6], vizir xiita do Califado Fatímida[7] egípcio. Em 1169, com a morte de Shirkuh e o assassinato de Shawar, Saladino, então com 31 anos, foi nomeado comandante das tropas sírias no Egito e vizir do califado Fatímida, recebendo o título de “rei” (Malik), embora fosse comumente chamado de sultão.

Como líder de um exército estrangeiro (sírio), Saladino não tinha controle sobre as forças egípcias; além disso, os seljúcidas se recusavam a servir sob um curdo, portanto, sua posição era tênue e não se esperava que ele durasse muito. Ainda assim, em 1170, com apoio de Nur Ad-Din e de al-Mustanjid[8], califa da dinastia Abássida[9], Saladino havia consolidado seu poder sobre a maior parte do Egito. em 1171 ele aboliu a dinastia Fatímida, fraca e impopular, e formou uma aliança com o califado Abássida.

Saladino passou a perseguir o objetivo de unir os territórios muçulmanos da Síria, norte da Mesopotâmia, Palestina e Egito, no que foi bem sucedido por meio de sua habilidade diplomática, apoiada quando necessário pelo uso da força militar. Em 1173 ajudou o governante de Aswan[10] a repelir invasores da Núbia, enviando tropas lideradas por seu irmão Turan-Shah[11]. Nesse mesmo ano seu pai, Ayyub, faleceu devido às lesões resultantes de uma queda de cavalo.

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Em duas ocasiões, em 1171 e 1173, quando Nur ad-Din quis atacar o Reino de Jerusalém, Saladino não o apoiou; ele queria que o reino permanecesse como um estado-tampão entre o Egito e a Síria até que ele pudesse obter o controle também sobre a Síria.

Em tese Saladino continuava vassalo de Nur al-Din, mas ambos planejavam uma guerra contra o outro, até que a morte do emir por envenenamento, em 1174, encerrou a questão. Nesse mesmo ano, Saladino marchou sobre Damasco com um pequeno, mas bem disciplinado exército.

As conquistas se seguiram e em 1175 ele capturou Homs e Hama; em 1176 a Alta Mesopotâmia; em 1177, com um exército de 26.000 guerreiros, tomou a Palestina. Em abril de 1179 derrotou o rei Balduíno IV[12], líder dos cruzados, nas colinas de Golan.

Entre 1182 e 1184 tomou Sinjar, Beisan, Beirute, Kerak, e Aleppo, consolidando seu domínio sobre a Síria. Em 1186 assinou um acordo de paz com os Zengidas e assumiu controle sobre Mosul.

Consolidada a Dinastia Aiúbida, Saladino aos poucos criou uma reputação de líder firme, porém generoso e virtuoso, desprovido de crueldade, o que contrastava com a intensa rivalidade que até então impedia os muçulmanos de obter sucesso na resistência aos cruzados. Sob Saladino, eles se reorganizaram e rearmaram, tanto física quanto espiritualmente.

FIGURA 02: a Batalha de Montgisard (Obra de Charles-Philippe Larivière).

Luta contra os cruzados

Durante a consolidação de seu poder, Saladino procurou manter pouco contato com os cruzados. Em 25 de novembro de 1177 foi derrotado pelo rei Balduíno IV na Batalha de Montgisard[13], próximo à cidade de Ramla[14], atual território de Israel, mas obteve a revanche em agosto de 1179 quando derrotou o mesmo Balduíno na batalha do Vau de Jacó[15], nas proximidades de Jerusalém.

Um dos líderes cristãos que mais provocava Saladino era Renaud de Châtillon[16], que atacava o comércio muçulmano e as rotas de peregrinação e ameaçava atacar Meca com uma frota no Mar Vermelho.

A Batalha de Hattin

Em 4 de julho de 1187, Saladino enfrentou os cruzados na Batalha de Hattin, nas proximidades do vulcão extinto de Kurun Hattin. O exército cristão, liderado por Guy de Lusignan[17], rei de Jerusalém, e por Raimundo III[18], somava cerca de 60 mil homens. As tropas de Saladino contavam com 70 mil guerreiros. Depois de intensos combates, os cristãos foram trucidados pelas forças muçulmanas. Saladino capturou e executou Renaud de Chatillon e poupou a vida de Guy de Lusignan, enquanto Raimundo III conseguiu escapar.

Como resultado direto do confronto em Hattin, os muçulmanos, liderados por Saladino, voltaram a ser a potência militar dominante na Terra Santa, reconquistando Jerusalém e muitas outras cidades controladas pelos cruzados.

A retomada de Jerusalém

Entre os nobres cristãos que escaparam de Hattin estava Balian de Ibelin[19], que fugiu para Tiro[20] e depois pediu permissão a Saladino para resgatar sua esposa e família que estavam em Jerusalém. Saladino concordou, sob a condição que Balian não pegaria em armas e permaneceria na cidade apenas um dia.

No trajeto para Jerusalém, Balian foi convocado pela rainha Sibylla[21] e pelo Patriarca Heráclio, bispo de Cesaréia, para organizar a defesa da cidade. Preocupado com sua promessa a Saladino, Balian enviou uma delegação para informa-lo sobre a mudança de sua decisão. Mesmo irritado, Saladino permitiu que a família de Balian viajasse em segurança para Trípoli.

FIGURA 03: a Batalha de Hattin (Obra de Gustave Doré).

Em Jerusalém, Balian descobriu que a situação da cidade era crítica; ele tomou providências para abastece-la de comida e provisões e organizou a defesa. Em 20 de setembro de 1187, Saladino chegou com seu exército. Não desejando mais derramamento de sangue, Saladino tentou negociar uma rendição pacífica, mas as conversas foram infrutíferas e Saladino iniciou um cerco à cidade.

Os ataques iniciais se concentraram na Torre de Davi e no Portão de Damasco. Depois de vários dias de ataques com diversas máquinas de cerco, os homens de Saladino foram rechaçados pelas forças de Balian. Saladino então mudou o foco dos ataques para um trecho da muralha próximo ao Monte das Oliveiras, numa área em que não havia portão e na qual era mais difícil para as forças de Balian revidarem o ataque. A parede foi golpeada implacavelmente durante três dias por manganelas[22] e catapultas. Em 29 de setembro, uma seção ruiu, abrindo uma brecha.

Balian conseguiu evitar que os muçulmanos entrassem na cidade pela brecha, mas não tinha forças suficientes para expulsá-los. A situação se tornou  desesperadora e Balian se encontrou com Saladino, disposto a aceitar a rendição negociada que Saladino havia oferecido. Saladino recusou, pois agora seus homens estavam em pleno ataque; no entanto, foram mais uma vez repelidos e ele acabou concordando em negociar uma transição pacífica de poder.

FIGURA 04: local aproximado da Batalha de Hattin – “Os Chifres de Hattin”, Israel, em imagem de 2005 (Foto: Ondřej Žváček/Wikimedia Commons/CC BY 3.0).

Saladino estabeleceu como resgate para os cidadãos de Jerusalém o valor de dez bezants[23] para homens, cinco para mulheres e um para crianças. Os que não pudessem pagar seriam vendidos como escravos. Balian negociou e Saladino ofereceu 100 mil bezants por toda a população, mas Balian não tinha dinheiro. As discussões continuaram e, finalmente, Saladino concordou em resgatar 7.000 pessoas por 30.000 bezants.

Em 2 de outubro de 1187 Balian entregou a Saladino as chaves da Torre de Davi, selando a rendição. Em um ato de misericórdia, Saladino libertou muitos dos que seriam vendidos como escravos. Balian e outros nobres cristãos resgataram vários outros com seus próprios fundos. Saladino concedeu aos cristãos o controle da Igreja do Santo Sepulcro e permitiu peregrinações cristãs. Após quase noventa anos, os cruzados finalmente deixaram Jerusalém e Balian pôde voltar para sua família em Trípoli.

Depois de Jerusalém

A derrota em Hattin e a queda de Jerusalém motivaram a Terceira Cruzada, desencadeada pelo Papa Gregório VIII. O esforço para essa nova cruzada iniciou-se em 1189 e seu principal objetivo acabou sendo a retomada de Jerusalém.

Em 1191 Saladino foi derrotado por Ricardo I[24] da Inglaterra na Batalha de Arsuf[25]. Apesar disso, o relacionamento entre Saladino e Ricardo era de respeito mútuo. Quando Ricardo foi ferido, Saladino ofereceu os serviços de seu médico pessoal; e quando o monarca inglês perdeu seu cavalo em Arsuf, Saladino presenteou-o com dois animais. Eles chegaram inclusive a planejar o casamento da irmã de Ricardo com o irmão de Saladino. Em 1192 chegaram a um acordo sobre Jerusalém, pelo qual a cidade permaneceria sob controle muçulmano, mas ficaria aberta às peregrinações cristãs.

FIGURA 05: reconstrução do estandarte de Saladino, apresentando a águia (Thespoondragon/CC0 1.0).

Morte e legado

Saladino faleceu aos 56 anos de idade em Damasco, em 1193, não muito tempo depois da partida de Ricardo. Sua morte não se deveu a ferimentos de batalha, mas a uma doença misteriosa. Relatos históricos dizem que Saladino teve ataques de uma “febre biliosa” e fortes dores de cabeça que duraram duas semanas.

Seus médicos o teriam sangrado e aplicado enemas[26] sem sucesso. No fim, ele não conseguia sequer tomar água e suou profusamente antes de entrar em coma e morrer. Atualmente estudiosos acreditam que sua morte se deveu à febre tifoide, bactéria que infectou o Oriente Médio naquele período.

Saladino, cujo nome significa “Luz da Fé”, “Justiça da Fé” ou “Arma da Fé”, foi e continua sendo até hoje uma inspiração para os muçulmanos. Conta-se que, ao morrer, ele possuía apenas uma moeda de ouro e quarenta de prata, quantia insuficiente para pagar por seu próprio funeral; ele teria distribuído sua fortuna aos pobres de sua dinastia.

Apesar de sua firme oposição aos cristãos, era tido em alta consideração na Europa, tanto assim que o próprio Dante o incluiu entre as almas virtuosas pagãs do Limbo, o Primeiro Círculo do Inferno na Divina Comédia.

No Iraque atual, a província onde está a cidade de Tikrit, leva seu nome. Sua tumba, na Mesquita Umayyad, em Damasco, é uma grande atração turística.

A “Águia de Saladino”, ou Águia Egípcia, é um símbolo de unidade e faz parte do brasão de armas de diversos países do Oriente Médio, como o Egito, o Iraque, Iêmen, Jordânia e Palestina.


*Albert Caballé Marimón possui formação superior em marketing. Depois de atuar trinta e sete anos em empresas nacionais e multinacionais, há cinco anos dedica-se à atividade de pesquisador nas áreas de História Militar, Defesa e Geopolítica. É fotógrafo profissional e editor do blog Velho General. Já atuou na cobertura de eventos como a Feira LAAD, o Exercício CRUZEX, a Operação Acolhida e proferiu palestras na AFA, Academia da Força Aérea. É colaborador do Canal Arte da Guerra. Pode ser contatado pelo e-mail caballe@gmail.com.


Notas

[1] Imad al-Din Zengi (1085-1146) foi um nobre turco que governou Mosul, Aleppo, Hama e Edessa. Foi o fundador da dinastia Zengida.

[2] Nur ad-Din Abu al-Qasim Maḥmud ibn Imad ad-Din Zengi (1118-1174), frequentemente abreviado para Nur ad-Din, era um membro da dinastia turca Zengida, que governou a província síria do Império Seljúcida. Ele reinou de 1146 a 1174.

[3] O Império Seljúcida foi um império islâmico sunita medieval, de origem turco-persa fundado pelos turcos oguzes que controlavam uma área vasta que se estendia da Cordilheira Indocuche até a Anatólia oriental, e da Ásia Central ao Golfo Pérsico.

[4] Asad ad-Din Shirkuh bin Shadhi, também conhecido como Shirkuh, (morto em 1169) foi um comandante militar curdo e tio de Saladino. Seus esforços militares e diplomáticos no Egito foram um fator-chave no estabelecimento da Dinastia Aiúbida naquele país.

[5] Amalric (1136-1174) foi rei de Jerusalém a partir de 1163. Sucedeu a seu irmão mais velho Balduíno III.

[6] Shawar ibn Mujir al-Sa’di (morto em 1169) foi vizir da Dinastia Fatímida do Egito de dezembro de 1162 até seu assassinato em 1169 pelo general Shirkuh, tio de Saladino.

[7] O Califado Fatímida foi um califado formado por uma dinastia xiita ismaelita, de origem árabe, que reinou no norte da África entre 909 e 1048 e no Egito entre 969 e 1171.

[8] Al-Mustanjid (1124-1170) foi o califa abássida em Bagdá de 1160 a 1170.

[9] O Califado Abássida foi o terceiro califado islâmico. Foi fundado em 750 pelos descendentes de Abas ibne Abdal Mutalibe, tio mais jovem de Maomé, e exterminado por três anos em 1258, quando os mongóis saquearam Bagdá. Retomou o poder no Egito em 1261 e permaneceu até 1519, quando o poder foi transferido para o Império Otomano.

[10] Aswan (Assuão ou Assuã) é uma cidade no sul do Egito, capital da província de mesmo nome. Está localizada na margem leste do Nilo.

[11] Shams ad-Din Turanshah ibn Ayyub al-Malik al-Mu’azzam Shams ad-Dawla Fakhr ad-Din ou apenas Turan-Shah (morto em 1180) foi emir Aiúbida do Iêmen (1174-1176), Damasco (1176-1179), Baalbek (1178–1179) e Alexandria. Fortaleceu a posição de seu irmão Saladino no Egito e liderou as conquistas Aiúbidas na Núbia e no Iêmen.

[12] Balduíno IV de Jerusalém (1161-1185), chamado de “o Leproso”, foi rei de Jerusalém de 1174 até à sua morte. Era filho do rei Amalric I, irmão da rainha Sibylla de Anjou, tio do seu sucessor Balduíno de Monferrato e meio-irmão da rainha Isabel I de Jerusalém.

[13] A Batalha de Montgisard, em 25 de novembro de 1177 em Montgisard, no Levante (atual Israel), colocou o rei Balduíno IV, aos 16 anos e com lepra, liderando uma força em menor número contra as tropas de Saladino naquele que se tornou um dos combates mais notáveis da Idade Média. Historiadores muçulmanos consideraram a derrota de Saladino tão severa que só foi compensada dez anos depois na Batalha de Hattin em 1187.

[14] Ramla é uma cidade no centro de Israel. Foi fundada por volta de 705-715 pelo omíada Sulayman ibn Abd al-Malik. Ao longo da história foi conquistada inúmeras vezes pelos abássidas, ikhshididas, fatímidas, seljúcidas, cruzados, mamelucos, turcos otomanos, britânicos e israelenses.

[15] A Batalha do Vau de Jacó foi travada no final de agosto de 1179 entre o Reino Latino de Jerusalém e as forças muçulmanas de Saladino, que cercaram a fortificação conhecida por Fortaleza de Chastelet. A vitória de Saladino representou um grande revés para o estado cristão.

[16] Renaud de Châtillon (1125–1187) foi príncipe da Antióquia (1153-1160 ou 1161), e Lorde da Transjordânia e do Hebron (de 1175 até sua morte). De família nobre francesa, participou da Segunda Cruzada em 1147. Estabeleceu-se no Reino de Jerusalém e serviu no exército real como mercenário.

[17] Guy de Lusignan (1150–1194) foi rei do Reino de Jerusalém de 1186 a 1192 por direito de casamento com Sibylla de Jerusalém e rei de Chipre de 1192 a 1194. Com a piora do estado de saúde de seu cunhado, Balduíno IV, Sibylla nomeou Guy regente de seu enteado, Balduíno V. Balduíno IV morreu em 1185 e Balduíno V em 1186, e Sibylla e Guy assumiram o trono. Seu reinado foi marcado pelas hostilidades com Saladino.

[18] Raimundo III de Trípoli (1140-1187) foi conde de Trípoli desde 1152 e príncipe da Galileia, por direito da sua esposa Esquiva de Bures, desde 1171, até sua morte. Era filho do conde Raimundo II de Trípoli com Hodierna, filha do rei Balduíno II de Jerusalém.

[19] Balian de Ibelin (1143-1193) foi um nobre cruzado do Reino de Jerusalém. Foi o senhor de Ibelin de 1170-1193. Foi responsável pela defesa da cidade durante o cerco de Jerusalém em 1187 por Saladino.

[20] Tiro é uma cidade fenícia localizada no atual Líbano, na costa do Mediterrâneo.

[21] Sibylla (1160–1190) foi a condessa de Jaffa e Ascalão desde 1176 e rainha de Jerusalém de 1186 a 1190. Filha mais velha do rei Amalric de Jerusalém e de Agnes de Courtenay, ela era irmã do rei Balduíno IV e mãe de Balduíno V de Jerusalém.

[22] A manganela era uma máquina de sítio, espécie de catapulta, usada para lançar pedras e projéteis contra os muros de fortificações. Também era utilizada em campos de batalha.

[23] Na Idade Média, o termo besante (ou bezant) era usado para referir-se a várias moedas de ouro provenientes do oriente.

[24] Ricardo I (1157-1199) foi rei da Inglaterra de 1189 até sua morte. Era conhecido como Ricardo Coração de Leão devido à sua reputação como líder militar e guerreiro.

[25] A Batalha de Arsuf, durante a Terceira Cruzada, ocorreu quando forças cristãs lideradas por Ricardo I da Inglaterra derrotaram as forças muçulmanas de Saladino. A batalha teve lugar nos arredores da cidade de Arsuf, onde Saladino atacou o exército de Ricardo quando este seguia de Acre para Jaffa.

[26] O enema é a prática de introdução de água no ânus para lavagem intestinal, purgação ou administração de medicamentos.

Referências

CARTWRIGHT, Mark. Battle of Hattin. Ancient History Encyclopedia, 30 de outubro de 2018. Disponível em: https://www.ancient.eu/Battle_of_Hattin/.

Eagle of Saladin. Wikipedia, the Free Encyclopedia. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Eagle_of_Saladin.

Saladin Biography. Biography Base. Disponível em: http://www.biographybase.com/biography/Saladin.html.

Saladin biography. TheFamousPeople.com. Disponível em: https://www.thefamouspeople.com/profiles/saladin-6161.php.

HICKMAN, Kennedy. The Crusades: The Siege of Jerusalem. ThoughtCo, 8 de março de 2018. Disponível em: https://www.thoughtco.com/crusades-siege-of-jerusalem-2360716.

DALEY, Jason. The Legendary Sultan Saladin Was Likely Killed by Typhoid. Smithsonian Magazine, 8 de maio de 2018. Disponível em: https://www.smithsonianmag.com/smart-news/legendary-sultan-saladin-was-likely-killed-typhoid-180968995/

12 comentários sobre “Saladino

  1. Muito interessante, Albert. Se você puder um dia fazer um artigo sobre A queda dos Templários. Sugiro os livros da Barbara Frale que é uma historiadora do Vaticano.

    Curtido por 1 pessoa

  2. História maravilhosa. Saladino foi e será inspiração para grandes líderes.
    O filme que trata desse momento da história, tirando a licença poética do cinema mostra a figura mítica que ele construiu ao redor de si.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Excelente artigo como sempre! Eu li o livro 1099, a primeira cruzada (Conor Kostick), ao discorrer da história é comentado sobre Saladino e a conquista de Jerusalém. Ele foi muito misericordioso, em comparação ao cruzados, ao entrar na cidade, ele manteve o controle sobre suas tropas e proibiu pilhagem e abuso, sob pena física a quem não obedecesse. Claramente foi um comandante brilhante, sabia que a destruição de templos só traria uma nova cruzada sobre a cidade. Embora pareça muita bondade pra ser verdade, os relatos de seus feitos na 3º cruzada são confirmados tanto muçulmanos quanto por cristãos, o que confirma suas ações.

    Curtido por 1 pessoa

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