Poder aéreo na Guerra do Vietnã: visão geral

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Claudio Calaza Por Claudio Passos Calaza*

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Imagem: Adam Tooby.

A Guerra do Vietnã, conflito de longa duração que acabou sendo extremamente traumático para os EUA, foi um evento de grandes proporções em diversos sentidos. Especificamente na guerra aérea, foi marcado por operações de grande porte e perdas impressionantes. Foi também um período em que muitas novas tecnologias foram implementadas e novas doutrinas foram desenvolvidas e testadas.


O objetivo deste artigo é demonstrar os principais aspectos do emprego do Poder Aéreo na Guerra do Vietnã. Serão discutidas algumas perspectivas interessantes sobre a Guerra Aérea naquele conflito, algumas das quais abordadas no curso de História Militar da AFA (Academia da Força Aérea), especialmente no CFOAV (Curso de Formação de Oficiais Aviadores), no qual damos ênfase à história do Poder Aéreo.

Apresentamos a seguir considerações gerais sobre alguns dos aspectos mais importantes do emprego do Poder Aéreo na Guerra do Vietnã:

  1. Foi a maior e mais duradoura campanha aérea dos Estados Unidos, superando a Segunda Guerra Mundial em diversos aspectos, especialmente nos bombardeios aéreos. Os americanos despejaram mais bombas sobre a Indochina entre 1964 e 1972 do que durante toda a Segunda Guerra Mundial sobre o Japão e sobre a Alemanha separadamente. Foram 623 mil toneladas sobre a Europa e outras 503 mil toneladas no teatro do Pacífico. Na Guerra da Coreia foram lançadas outras 653 mil toneladas. Durante o conflito do Vietnã foram lançados 1.039 milhões de toneladas de bombas, incluindo os territórios do próprio Vietnã, do Laos e do Camboja[1]. É importante salientar que o Vietnã foi o mais longo conflito do século XX. Apenas a USAF (United States Air Force, Força Aérea Americana) realizou 5,25 milhões de missões aéreas no Sudoeste Asiático[2].
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Helicópteros Bell UH-1D Iroquois do Exército Americano transportam elementos de infantaria a nordeste de Cu Chi, Vietnã do Sul, 1966 (Foto: James K. F. Dung/National Archives and Records Administration).

  1. A Guerra do Vietnã assistiu a um intenso emprego das diversas modalidades de aviação: asas rotativas, transporte, bombardeio, reconhecimento e caça. Merece destaque o fato de que o mais importante e expressivo uso de aviação no Vietnã foi com helicópteros. O UH-1 Iroquois acabou se tornando símbolo da própria guerra, e o conflito terminou por ser um marco na formulação da doutrina de asas rotativas. A aviação de bombardeio foi extensivamente utilizada, bem como as operações de logística e transporte de tropas. O conflito na Indochina também registrou as mais intensas operações de reabastecimento em voo da história. Os combates aéreos – aviação de caça – representaram um parcela pouco expressiva nas operações aéreas.
  2. Os americanos empregaram o poder aéreo acreditando que ele poderia ser decisivo. Pretendiam atingir rapidamente os objetivos políticos da guerra apenas com operações aéreas de bombardeio e interdição, evitando ao máximo o envolvimento de tropas. Isso mostrou que generais da USAF permaneciam fielmente apegados às antigas doutrinas de poder aéreo de Giulio Douhet[3] e hiperestimavam o potencial da aviação de bombardeio. As campanhas de bombardeio aéreo durante o conflito no Vietnã foram de modo geral consideradas malsucedidas, pois contribuíram pouco ou nada para alcançar os objetivos políticos ou militares pretendidos.
  3. Desenvolvimento e emprego de novas tecnologias e aeronaves: o conflito vietnamita assistiu a uma guerra aérea bem diferente daquele da Coreia, com alto nível de sofisticação tecnológica especialmente imposto pelos EUA. Os jatos agora são supersônicos e o conflito registrou o advento das armas inteligentes, mísseis guiados de diversas categorias e alvos, da guerra eletrônica (por exemplo, aeronaves Wild Weasel[4] e sistemas de radar mais desenvolvidos e precisos). O Vietnã foi cenário de experimentação e estreia de diversas aeronaves e sistemas de combate, além de também estimular a inovação e o desenvolvimento científico no campo militar. Apesar de ser um conflito regional e assimétrico, os EUA fizeram do Vietnã um palco para exibir toda a sua tecnologia e poderio militar de forma dissuasória no contexto da Guerra Fria. Possuíam melhores aeronaves e sistemas aeroespaciais em relação à URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), apesar de estarem atrás na corrida espacial.Banner-Strip-Apoie
  4. Confronto aéreo assimétrico e irregular: a USAF era uma força aérea moderna e poderosa, concebida para um conflito simétrico contra a URSS, e repentinamente foi colocada no campo de batalha para apoiar uma força amiga em uma guerra civil de guerrilha, numa região de selva tropical, tendo que enfrentar defesas aéreas de uma força aérea tecnologicamente inferior. É um erro acreditar que a FAVN (Força Aérea do Vietnã do Norte) e a USAF travaram um combate de igual para igual. Os soviéticos não entregaram o que tinham de melhor e nem estavam no mesmo nível que os americanos naquele momento. A USAF combatia com caças de 3ª geração equipados com armas inteligentes e sistemas eletrônicos sofisticados, enquanto a FAVN começou a guerra com caças obsoletos de 2ª geração dotados de armas internas e canhões antiaéreos com miras óticas. Com a evolução do conflito vieram os mísseis SAM (Surface-to-Air-Missile, Míssil Superfície-Ar) e os MiG-21 fornecidos pela URSS, mas os EUA sempre estiveram à frente nesse campo. Os norte-vietnamitas jamais combateram no ar de igual para igual, nem em poderio, nem em tecnologia.
  5. As operações aéreas foram os elementos mais caros da Guerra do Vietnã. O custo financeiro somente para a USAF foi de 3,1 trilhões de dólares (Wiest, McNab[5]). Os americanos perderam cerca de 10 mil aeronaves no conflito.

A escalada do envolvimento direto de tropas americanas foi precipitada pela necessidade de proteção terrestre das bases aéreas americanas no Vietnã do Sul – Bien Hoa, Pleiku e Da Nang. Os Fuzileiros Navais chegam ao Vietnã em 8 de março de 1965 como a primeira tropa de emprego direto para dar proteção terrestre às bases. Depois passaram a se engajar em missões de patrulha e na escalada da demanda de mais tropas.

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F-105 Thunderchief “Wild Weasel” com míssil antirradiação AGM-45 Shrike (Foto: USAF).

A USAF e a Cavalaria Aérea do Exército Americano já estavam engajadas diretamente na guerra desde o governo John F. Kennedy[6]. A Operação Ranch Hand[7] começou em 1962. Após o Relatório Taylor-Rostow[8] e as pressões de Robert S. McNamara[9], Kennedy acabou autorizando o envio de tripulantes para operar os helicópteros H-21 Shawnee do Vietnã do Sul em missões de combate.

O Poder Aéreo americano, assim como os demais setores militares, atuou com alto grau de limitação. A condução política da guerra cerceava em demasia o planejamento dos generais, impondo-lhes muitas e descabidas restrições. O presidente Lyndon B. Johnson[10] adotou a política de bombardeio aéreo persuasório, privilegiando o poder decisório de seus assessores políticos em detrimento de seus generais na seleção de alvos para bombardeio. A capacidade do alto-comando militar americano de selecionar alvos considerados sensíveis ou estrategicamente importantes foi tolhida. A cúpula da Casa Branca temia uma escalada da guerra com envolvimento da China. A escolha dos alvos na Operação Rolling Thunder era decidida na Casa Branca.

Durante algum tempo, os pilotos americanos não tinham autorização para atacar as bases aéreas do Vietnã do Norte, apesar de encontrarem por lá muitos MiGs estacionados e vulneráveis. Também não podiam atacar as posições de mísseis SAM sem autorização da liderança política, que raramente era dada e quando acontecia, era tardia e os pilotos encontravam o local vazio, pois os mísseis já tinham sido deslocados. O Capitão Bill Jenkins[11], da USAF, afirmou mais tarde que “As regras de engajamento eram tão complexas que eu preferiria ter um advogado sentado no banco traseiro ao invés do operador de radar”.

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A História da Guerra do Vietnã

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Ignoravam-se as informações dos pilotos e tripulações nas missões e na posterior seleção de alvos. Persistia-se por semanas bombardeando os mesmos alvos considerados irrelevantes pelos próprios pilotos. Isso provocou um alto grau de frustração por parte dos tripulantes. Os pilotos decolavam com restrições e limites em armas e combustível, sendo proibidos de fazerem missões de retorno contra alvos de oportunidade após atingirem os alvos principais, em contraste, por exemplo, com a atuação dos pilotos brasileiros do 1º GAv Ca na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.

A Guerra Aérea no Vietnã pode ser resumida em duas fases ou duas grandes Campanhas Aéreas principais. Essas campanhas, com intervalos determinados de tempo, caracterizam muito bem o aspecto irregular do conflito aéreo. Não houve uma guerra aérea contínua como aconteceu na Segunda Guerra Mundial ou na Guerra da Coréia.

  • Operação Rolling Thunder (“Trovão Retumbante”, durante o governo Lyndon Johnson, de março de 1965 a novembro de 1968), após o incidente do Golfo de Tonkin e ataque às bases aéreas americanas no Vietnã do Sul. Foi uma grande campanha de bombardeio aéreo gradual e sistemático contra o Vietnã do Norte. Esta foi umas das campanhas de bombardeio aéreo mais intensas e duradouras da história. Tinha como objetivo enfraquecer o esforço de guerra do Vietnã do Norte destruindo alvos militares e de infraestrutura para quebrar o ímpeto de luta – romper o moral – norte-vietnamita em favor da unificação, demonstrando a incrível extensão do poder militar americano. Prevista para durar oito semanas, jamais atingiu seus objetivos e perdurou por mais de três anos. Envolveu predominantemente caças e caças-bombardeiros da USAF e da United States Navy (US Navy, a marinha americana). Enquanto a Marinha atacava alvos próximos à costa e tinha que penetrar até 30 km de defesas, a força aérea penetrava 160 km de espaço aéreo defendido sobrevoando grandes áreas cegas. Algumas rotas tinham mais defesas antiaéreas e eram empregados pilotos mais qualificados. Os pilotos evitavam voar em linha reta por muito tempo, sempre subindo e descendo e virando constantemente, pois os canhões antiaéreos de 85 mm e 100 mm eram guiados por radar. Os combates aéreos começaram nessa fase da guerra. Dentro do contexto da Rolling Thunder aconteceu também a Operação Bolo[12].
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Um Boeing B-52D Stratofortress da Força Aérea dos EUA despeja sua carga de bombas sobre o Vietnã do Norte durante a Operação Linebacker II (Foto: USAF).

  • Operações Linebacker I e II (durante o governo Richard Nixon[13], de maio a dezembro de 1972). As Linebackers foram também campanhas de bombardeio estratégico empreendidas pela USAF e pela aviação da US Navy contra o Vietnã do Norte. O objetivo era conter o avanço da invasão das forças comunistas sobre o Sul, permitindo sobrevida ao governo de Saigon, e, ainda, forçar o governo de Hanói a ir à mesa de negociações. Sobre a Operação Linebacker, Nixon confidenciou a Henry Kissinger[14]: “aqueles desgraçados nunca foram bombardeados como serão desta vez”. Nos próximos cinco meses e meio, mais de 200 mil toneladas de bombas caíram sobre o Norte enquanto os americanos terminavam sua derradeira retirada de tropas. Os bombardeios aéreos foram mais pesados e a principal aeronave empregada foi o Boeing B-52.

A Operação Rolling Thunder despejou 864 mil toneladas de munição, a Linebacker 1 mais de 155 mil toneladas e a Linebacker 2 mais de 20 mil toneladas[15].

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Tropas do norte-vietnamitas guarnecendo um canhão antiaéreo de 37 mm (Foto: Sovfoto/Getty Images).

As defesas aéreas norte-vietnamitas eram formadas pela tríade AAA/GCI[16] + Mísseis SAM + MiGs. Em agosto de 1964 as defesas do Vietnã do Norte eram compostas por quase 1.500 canhões antiaéreos, 22 radares de alerta e quatro radares de controle de tiro. O reconhecimento aéreo em 1965 determinou que havia duas mil peças de artilharia antiaérea, sendo a maioria de 37 mm e 57 mm, e poucas peças de 85 mm e 100 mm. Havia mais armas de menor calibre ameaçando os caças em altitude mais baixas. Em março de 1965 eram 31 radares de alerta, dois de determinação de altitude e nove de controle de tiro. No final da Rolling Thunder já eram cerca de 200 radares com três centros de comando e depois um mais centro de comando no sul do país. O sistema de defesa aérea do Vietnã do Norte contava com radares e se iniciou ainda em 1965. No dia 5 de abril de 1965 uma aeronave de reconhecimento U-2 tirou fotos de bases de mísseis superfície-ar SA-2. No início teria sido fácil atacar as baterias de mísseis SAM sem muitas perdas, mas isso foi proibido por ser considerado uma escalada do conflito; McNamara inclusive chegou a acreditar que eles não usariam os mísseis SA-2. As bases de mísseis SAM foram atacadas apenas no início de 1966, quando já estavam bem integradas e mesmo assim não se podia atacar todo o sistema. No verão de 1966 a artilharia antiaérea no Vietnã do Norte era formidável, com sete mil peças de todos os calibres e concentrada principalmente em Hanói e Haifong. No início 1966 estava mais bem integrada aos SAM e aos MiGs. O aumento da rede de mísseis SAM pode ser observado pelas perdas. Em 1965 foram disparados 180 mísseis SA-2 com 11 perdas. Na Linebacker II em 1972, em 11 dias foram perdidos 15 B-52 e três caças. Inicialmente as defesas ficavam concentradas em um raio de 50-70 km ao redor de Hanói e depois se estenderam para as ferrovias no norte e nordeste. A quantidade de sites de mísseis SAM se manteve em 200 após 1967, mas tinham muita mobilidade para aumentar sua capacidade de sobrevivência[17].


*Claudio Passos Calaza é coronel dentista da reserva da Força Aérea Brasileira, mestre em Ciências Aeronáuticas e especialista em História Militar e Aeronáutica. Atua, desde 2007, como instrutor da disciplina de História Militar na Divisão de Ensino da Academia da Força Aérea, em Pirassununga. É autor do livro “1964 – Precursores da Academia da Força Aérea – O Novo Ninho das Águias”.


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Notas

[1] Berger, Carl, ed. (1977). The United States Air Force in Southeast Asia, 1961–1973. Washington, DC: Office of Air Force History. OCLC 2819373. P 366.

[2] SHAW JR, Frederick J. The Cold War & Beyond: Chronology of the United States Air Force 1947-1997. DIANE Publishing, 1997.

[3] Giulio Douhet (1869-1930), general italiano e teórico do poder aéreo, foi um dos principais defensores do bombardeio estratégico.

[4] Wild Weasel foi nome-código dado pela USAF a aeronaves equipadas com mísseis antirradiação com missão de supressão das defesas aéreas inimigas.

[5] História Ilustrada da Guerra do Vietnã, Andrew Wiest & Chris McNab.

[6] John Fitzgerald Kennedy (1917-1963) foi o 35º presidente dos Estados Unidos, de 1961 até seu assassinato em Dallas, no Texas, em 1963.

[7] A Operação Ranch Hand durou de 1962 a 1971, tendo sido realizadas cerca de 20 mil missões. Parte do programa de guerra química conhecido por Operação Trail Dust, durante a Operação Ranch Hand foram pulverizados de cerca de 76.000 m3 de desfolhantes e herbicidas em áreas rurais do Vietnã do Sul na tentativa de privar o Vietcong de alimentos e cobertura da vegetação.

[8] O relatório Taylor-Rostow, escrito pelo general Maxwell Taylor e W.W. Rostow, foi publicado em novembro de 1961 e tratava da situação no Vietnã em relação às operações vietcongues no sul do país. A conclusão do relatório apontava para a necessidade de um aprimoramento do treinamento das tropas da ARVN (Army of the Republic of Vietnam, Exército da República do Vietnã), expansão do emprego de helicópteros em missões de contrainsurgência contra os comunistas, aumento do bombardeio do Norte e o emprego de tropas de combate dos EUA.

[9] Robert Strange McNamara foi Secretário de Defesa dos Estados Unidos de 1961 a 1968 nos mandatos dos presidentes John Kennedy e Lyndon Johnson. Desempenhou um papel importante na escalada do envolvimento dos EUA na guerra.

[10] Lyndon Baines Johnson era vice-presidente de John Kennedy, tornando-se o 36º presidente americano (1963-1969) após o assassinato deste.

[11] William T. Jenkins, formado na Academia da Força Aérea dos EUA em Colorado Springs, Colorado, classe de 1969, foi condecorado com uma Estrela de Prata por suas ações na Guerra do Vietnã.

[12] A Operação Bolo foi um bem-sucedido estratagema conduzido pela USAF em resposta às perdas sofridas durante a Operação Rolling Thunder de 1966, quando caças norte-vietnamitas evitaram as escoltas norte-americanos e atacaram os bombardeiros que voavam em rotas pré-definidas. Em janeiro de 1967, caças F-4 Phantom II da USAF realizaram uma missão ao longo das rotas de voo normalmente usadas pelos bombardeiros. O ardil funcionou e atraiu os MiG-21 norte-vietnamitas, cujos pilotos esperavam encontrar bombardeiros pesados. Em vez disso, foram surpreendidos pelos F-4, muito mais ágeis, que acabaram abatendo vários MiGs.

[13] Richard Milhous Nixon foi o 37º presidente dos EUA, de 1969 a 1974. Renunciou em agosto de 1974 devido a seu envolvimento no escândalo Watergate.

[14] Henry Alfred Kissinger (1923) é político, diplomata e especialista em geopolítica. Foi Secretário de Estado dos EUA e Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA nas administrações de Richard Nixon e Gerald Ford.

[15] Smith, John (2000). The Linebacker Raids: The Bombing of North Vietnam, 1972. Cassel Military.

[16] Ground-controlled interception. A interceptação controlada pelo solo é uma tática de defesa aérea na qual uma ou mais estações de radar ou outras estações de observação são ligadas a um centro de comunicações de comando que guia as aeronaves interceptadoras até um alvo aéreo. Foi um sistema desenvolvido pelos britânicos na 1ª Grande Guerra e, depois, aperfeiçoado pelos mesmos na 2ª Guerra Mundial durante a Batalha da Grã-Bretanha.

[17] SCHUSTER, Carl O. The Rise of North Vietnam’s Air Defenses’. HistoryNet. com, 2016.

Referências

SHAW JR, Frederick J. The Cold War & Beyond: Chronology of the United States Air Force 1947-1997. DIANE Publishing, 1997.

WIEST, Andrew & MCNAB, Chris. História da Guerra do Vietnã. M. Books do Brasil Editora, 2016.

SMITH, John (2000). The Linebacker Raids: The Bombing of North Vietnam, 1972. Cassel Military.

BERGER, Carl, ed. (1977). The United States Air Force in Southeast Asia, 1961–1973. Washington, DC: Office of Air Force History. OCLC 2819373. P 366.


 

4 comentários sobre “Poder aéreo na Guerra do Vietnã: visão geral

  1. PARABÉNS PELO ARTIGO, NÃO SABIA DAS TOMADAS DE DECISÕES DE POLÍTICOS NAS OPERAÇÕES MILITARES DA FORÇA AÉREA AMERICANA, FIQUEI IMPRESSIONADO COM TAIS DECISÕES.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Gerir guerras é para quem é do ramo…. imaginem os nossos políticos dando “pitacos”. Seria a derrota antes dos embates.
    Bom o artigo. O Velho General têm surpreendido seus leitores dia após dia, artigo após artigo. Tá certo que estamos às vésperas dos dias dos pais… Presentes assim são sempre apreciados.
    Obrigado por nos brindar com excelentes artigos.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Muito obrigado José! Procuramos trazer pessoas que escrevam com propriedade sobre os assuntos, e é muito bom receber comentários como os seus. Um forte abraço, e feliz dia dos pais!

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