Afeganistão: um eterno campo de batalha geopolítico

Um T-62 em posição de tiro em algum lugar nas montanhas Hindu Kush, no Afeganistão, entre 1984 e 1985 (Foto: Sergey Novikov, da 5º Cia. Aerotransportada do Exército Vermelho/Wikimedia Commons).

Em sentido geográfico e histórico, o Afeganistão é um lugar difícil e os afegãos são pessoas difíceis. Quando a tecnologia trava uma guerra contra as montanhas, geralmente as montanhas vencem. E no Afeganistão, foram as Hindu Kush que finalmente saíram vitoriosas. Inegavelmente, os Estados Unidos e a OTAN falharam nessa invasão equivocada, ficando com nada além de humilhação.

Afeganistão: o Cemitério de Impérios e a nova realidade geopolítica na Ásia

Afegãos praticando Buzkashi, esporte nacional do país (Foto: Nasim Dadfar/Unsplash).

Depois de vinte anos, os Estados Unidos estão deixando o Afeganistão, encerrando aquela que foi a guerra mais longa de sua história. Essa retirada traz implicações e altera o cenário geopolítico, com impactos não apenas locais. Também traz oportunidades que poderiam ser aproveitadas pelo Brasil.

“Com os senhores derrotados, os escravos não podem lutar”: o Talibã antevê a vitória após a saída dos EUA

Combatentes talibãs no leste da província de Nangarhar em imagem de 2016 (Foto: Rahman Safi/Xinhua).

“Os arrogantes americanos pensaram que poderiam varrer o Talibã da face da terra”, disse Mullah Misbah, comandante insurgente na devastada província de Ghazni, em uma entrevista à AFP. “Mas o Talibã derrotou os americanos e seus aliados e, se Deus quiser, um regime islâmico será estabelecido no Afeganistão agora que eles estão partindo.”

Perfil: Ebrahim Raisi, eleito presidente do Irã

Ebrahim Raisi, eleito presidente do Irã (Foto: Atta Kenare/AFP).

O atual chefe do Poder Judiciário iraniano, o conservador Ebrahim Raisi, foi eleito próximo presidente do Irã em um momento extremamente crítico para o país. Quem é Raisi e quais são suas ideias e posições?

Líder iraniano: sauditas presos pelos EUA no Pântano da Guerra do Iêmen

O Aiatolá Ali Khamenei sublinhou o fracasso de Riad e Washington em forçar os iemenitas a se renderem, dizendo que os EUA prenderam os sauditas no pântano da guerra do Iêmen.

ISI, a agência de inteligência militar do Paquistão

O ISI (Inter-Services Intelligence), a principal agência de inteligência do Paquistão, é responsável pela segurança nacional do país. No entanto, desde seu início as autoridades paquistanesas lhe atribuíram também atividades relacionadas à política interna, e a organização acabou por acumular enorme poder e influência.

A visita de Lavrov ao Oriente Médio

Embora seja nebuloso – e arriscado – tentar adivinhar os rumos da política dos Estados Unidos para o Oriente Médio, não há dúvida de que os relacionamentos estão mudando. A visita de Sergei Lavrov ao Oriente Médio, na semana passada, mostra que Moscou está atenta, e procura capitalizar sobre as mudanças de rumo implementadas por Biden.

Os A-4 da Força Aérea do Kuwait na Guerra do Golfo

Após dois dias de intensos combates durante a invasão iraquiana do Kuwait, as forças kuwaitianas foram derrotadas. No entanto, muitos pilotos conseguiram escapar para a Arábia Saudita levando suas aeronaves e puderam retornar ao combate posteriormente. Entre essas aeronaves, estavam os McDonnell Douglas A-4KU e TA-4KU Skyhawk, alguns dos quais voam hoje no Esquadrão VF-1 da Marinha do Brasil.

Cronologia do programa nuclear iraniano

Embora não seja possível determinar com certeza se o programa nuclear iraniano contempla a construção de armas, é fato que, ao longo dos anos, o país desenvolveu uma série de tecnologias, como enriquecimento de urânio e sistemas de mísseis, que tornam isso possível em um espaço de tempo relativamente curto. Teerã sempre negou essa possibilidade, afirmando que seu programa se destina a fins pacíficos.

B-52 sobrevoam o Oriente Médio – mais uma vez

Biden parece decidido a restabelecer o tratado nuclear com o Irã, mas ao fazer disso um objetivo fundamental de seu governo, pode levar os iranianos a acreditar que ele está desesperado pelo acordo. De seu lado, Teerã, ao parecer inflexível, aposta que criará problemas políticos para Biden e exige concessões antes de considerar um retorno.