Infográfico: áreas sob controle do Talibã e do governo no Afeganistão

Combatentes talibãs no leste da província de Nangarhar em imagem de 2016 (Foto: Rahman Safi/Xinhua).

Infográfico: Enquanto o Talibã intensifica seus ataques e expande os territórios que controla, as forças de segurança afegãs mantêm o controle total de cerca de 22% dos distritos em todo o país.

Radar Semanal 30/07/21

Imagem: Erika Wittlieb/Pixabay.

Nesta edição do Radar: Forças dos EUA sofrem derrota em simulação de combate em Taiwan e alarmam Joint Chiefs; Tunísia enfrenta sua pior crise política desde a Primavera Árabe; Crise afegã se deteriora e China quer substituir os EUA; Negociação é única saída para o Afeganistão.

Afeganistão: um eterno campo de batalha geopolítico

Um T-62 em posição de tiro em algum lugar nas montanhas Hindu Kush, no Afeganistão, entre 1984 e 1985 (Foto: Sergey Novikov, da 5º Cia. Aerotransportada do Exército Vermelho/Wikimedia Commons).

Em sentido geográfico e histórico, o Afeganistão é um lugar difícil e os afegãos são pessoas difíceis. Quando a tecnologia trava uma guerra contra as montanhas, geralmente as montanhas vencem. E no Afeganistão, foram as Hindu Kush que finalmente saíram vitoriosas. Inegavelmente, os Estados Unidos e a OTAN falharam nessa invasão equivocada, ficando com nada além de humilhação.

Afeganistão: o Cemitério de Impérios e a nova realidade geopolítica na Ásia

Afegãos praticando Buzkashi, esporte nacional do país (Foto: Nasim Dadfar/Unsplash).

Depois de vinte anos, os Estados Unidos estão deixando o Afeganistão, encerrando aquela que foi a guerra mais longa de sua história. Essa retirada traz implicações e altera o cenário geopolítico, com impactos não apenas locais. Também traz oportunidades que poderiam ser aproveitadas pelo Brasil.

Alemanha conclui retirada de tropas do Afeganistão

Militares do Bundeswehr (Forças Armadas alemãs) em um acampamento no Afeganistão, em 25 de março de 2018 (Foto: Michael Kappeler/Reuters).

Ministra da Defesa alemã disse que um capítulo histórico chega ao fim, acrescentando que esta foi uma implantação intensiva e desafiante para o Bundeswehr, que provou seu valor em combate.

Porta-aviões USS Ronald Reagan opera na 5ª Frota em apoio à retirada do Afeganistão

O porta-aviões USS Ronald Reagan navegando no Mar do Sul da China em 18 de junho de 2021 (Foto: Rawad Madanat/US Navy).

A US Navy disse que o porta-aviões irá operar com parceiros regionais e apoiar as forças americanas e da coalizão na retirada das tropas do Afeganistão.

Conflito não declarado? Aumentam combates dos EUA contra milícias apoiadas pelo Irã

Militares americanos observam jato F-16 em cerimônia de recepção de quatro dessas aeronaves em uma base militar em Balad, Iraque, 20 de julho de 2015 (Foto: Thaier Al-Sudani/Reuters).

Para os democratas, a questão é se o padrão de ataques e contra-ataques não equivale a um conflito não declarado, com risco de os EUA tropeçarem em uma guerra direta com o Irã sem envolvimento do congresso.

Aeronaves americanas atacam milícia apoiada pelo Irã no Iraque e Síria; militares iraquianos condenam

Vista aérea da sede militar dos Estados Unidos, o Pentágono, em 28 de setembro de 2008 (Foto: Jason Reed/Reuters).

Saeed Khatibzadeh, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, disse que as ações dos americanos estão “interrompendo a segurança na região, e uma das vítimas disso serão os EUA”.

Irã afirma que não fornecerá imagens de usinas nucleares à AIEA após o término do acordo

Trabalhador em uma bicicleta passa em frente ao prédio do reator da usina nuclear de Bushehr, no Irã, em 2010 (Foto: Majid Asgaripour/AP).

Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do parlamento do Irã, disse que o acordo expirou e que “as informações registradas nunca serão fornecidas à Agência Internacional de Energia Atômica”.

Forças italianas expulsas de base do Oriente Médio devido a embargo de armas dos Emirados Árabes Unidos

Um caça Eurofighter F-2000A da força aérea italiana em Al Udeid, Qatar no Qatar (Foto: The Aviationist).

Segundo um membro da comissão de defesa do parlamento italiano, o partido M5S cometeu um grande erro estratégico; ele disse que a Itália investiu muito lá e esperava expandir sua presença.