A superpotência regional turca

Soldados americanos ao lado de veículo militar turco nos arredores de Tel Abyad, na Síria, perto da fronteira com a Turquia, em setembro de 2019 (Foto: Delil Souleiman/Agência France Presse/Getty Images).

Com uma população que em 2020 atingiu a marca de 82 milhões de habitantes e um contingente militar ativo de 355 mil soldados, a Turquia aspira ascender ao posto de “superpotência regional” nos próximos anos.

Vinte anos dos ataques de Onze de Setembro de 2001 aos Estados Unidos da América

A Torre Sul sendo atingida durante os ataques de 11 de setembro (Foto: NIST SIPA/Wikicommons).

Ao se retirar completamente do Afeganistão, os EUA viram uma página dolorosa de sua história e podem se concentrar em desafios que não existiam 20 anos atrás, mas que hoje conformam o tabuleiro geopolítico mundial.

Como os EUA erraram com o 11 de setembro

Carros de combate do Exército dos EUA ocupam posições ao longo de uma estrada na zona desmilitarizada entre o Kuwait e o Iraque em 19 de março de 2003, antes da invasão do Iraque (Foto: Scott Nelson/Getty).

A guerra no Afeganistão durou 20 anos e custou aos americanos quase 2.500 mortos, mais de vinte mil feridos a um orçamento estimado entre um e mais de dois trilhões de dólares. Os EUA venceram a fase inicial da guerra desalojando o Talibã, mas abandonaram o Afeganistão em condições discutíveis e humilhantes. Onde eles erraram? Esta análise vai além do Afeganistão, como mostra este artigo.

ISIS-K: Ataques estridentes, organização discreta

Militantes do ISIS-K (Foto: Rahmat Gul|AP).

O ISIS-K representa uma ameaça significativa no Afeganistão depois dos recentes ataques suicidas em Cabul. Com a retirada das tropas dos Estados Unidos, a afiliada do ISIS se transformou na maior ameaça ao Talibã.

O acordo econômico China-Irã e suas consequências no campo militar

Aeronaves militares revisadas entregues à Força Aérea do Irã em 20 de fevereiro de 2020 (Foto: MEHR).

O acordo bilionário firmado entre a China e o Irã, e o consequente estreitamento dos laços entre os países, deverá abrir caminho para contratos de exportação de aeronaves chinesas ao país persa, além de oportunidades nos mercados de aviação militar do Oriente Médio.

Radar Semanal 03/09/21

Foto: Phooey1990/Flickr.

A estratégia chinesa para o Oceano Índico; Rússia, China, Irã e Turquia avaliam como lidar com o Talibã no Afeganistão; e uma visão geral dos programas de mísseis balísticos de Israel e da Arábia Saudita.

As repercussões do fim da guerra no Afeganistão

Montagem com imagens de Joe Biden e tropas americanas no Afeganistão (Fotos: AP/Getty Images).

As cenas das aeronaves civis e militares sendo cercadas por pessoas desesperadas para fugir do Afeganistão ficará gravada na memória dos milhões de espectadores que acompanharam pela televisão e pela internet a reconquista de Cabul pelo Talibã. Trata-se de um daqueles eventos que, por seu simbolismo, será utilizado por historiadores no futuro para explicar os acontecimentos marcantes desta segunda década do século XXI.

Além de regozijar-se com a vitória do Talibã: A visão alternativa de um paquistanês comum

Imagem: The Quint.

A fulminante tomada do poder pelo Talibã no Afeganistão, forçando os Estados Unidos a uma humilhante e caótica retirada de Cabul, gerou certa satisfação no Paquistão, ainda que isso não traga benefícios tangíveis ao país. No entanto, a resposta oficial paquistanesa foi comedida e baseada em realidades preocupantes.

Por que o exército afegão evaporou?

Membros do Comando de Operações Especiais do exército afegão durante uma cerimônia de formatura em Cabul em julho de 2013 (Foto: Departamento de Defesa dos EUA).

Existem várias razões para o colapso do exército afegão, mas a negociação dúbia dos Estados Unidos com o Talibã foi a principal, e os insurgentes souberam explorar a incerteza de maneira brilhante.

Cemitério de Impérios

Combatentes do Talibã assumem o controle do palácio presidencial em Cabul, Afeganistão (Foto: Zabi Karimi/AP Photo).

Depois de vinte anos, milhares de mortos e bilhões de dólares, os Estados Unidos deixam o Afeganistão. Ao retomar o controle do país, o Talibã inclui os EUA na lista de impérios sepultados e alimenta o mito da invencibilidade afegã.