Cronologia do programa nuclear iraniano

Embora não seja possível determinar com certeza se o programa nuclear iraniano contempla a construção de armas, é fato que, ao longo dos anos, o país desenvolveu uma série de tecnologias, como enriquecimento de urânio e sistemas de mísseis, que tornam isso possível em um espaço de tempo relativamente curto. Teerã sempre negou essa possibilidade, afirmando que seu programa se destina a fins pacíficos.

O reconhecimento árabe de Israel redefine o Oriente Médio

Os “Acordos de Abraão”, como ficaram conhecidos os tratados pelos quais diversos países árabes vêm normalizando suas relações com Israel, estão mudando a configuração do Oriente Médio. Se anteriormente era Israel que enfrentava a hostilidade unificada dos países da região, a situação se inverteu e agora o Irã parece estar se isolando.

Um ano intenso no Oriente Médio

O ano de 2020 começou com alto grau de tensão no Oriente Médio, com a morte do general Qassim Suleimani, das IRGC, pelos EUA em janeiro. Entre os vários acontecimentos que se desenvolveram desde então, Israel normalizou relações diplomáticas com diversos países árabes com mediação dos EUA de Donald Trump, surpreendendo a muitos. Israel, Arábia Saudita e Irã estão atentos à nova administração norte-americana, que, prometendo retornar ao JCPA, pode definitivamente aproximar os sauditas dos israelenses contra o Irã. No entanto, no Oriente Médio, surpresas nunca devem realmente surpreender.

Radar Semanal 11/12/2020

Entre os assuntos desta semana, algumas matérias sobre armamento nuclear, exercícios marítimos no Indo-Pacífico e atividades no Golfo Pérsico; EUA devem sancionar Turquia pelo S-400, e um militar da US Navy rebaixado. E, claro, não poderia faltar um artigo sobre Chuck Yeager.

Radar Semanal 04/12/2020

O novo navio de assalto chinês, uma análise sobre a capacidade de defesa da Europa sem os EUA, um relatório da atual situação da Síria, novos navios de combate da Marinha de Israel; comentários de Netanyahu sobre as acusações iranianas a respeito do assassinato do cientista nuclear, e uma liberação do Departamento de Justiça americano para venda de armamento a seis países, entre eles o Brasil.

A utilidade e moralidade do assassinato

A recente morte de Mohsen Fakhrizadeh, o cientista nuclear iraniano, suscita discussões a respeito da moralidade do emprego de assassinatos como ferramenta geopolítica. Neste artigo, George Friedman, articulista do Geopolitical Futures, discute essa questão, iniciando sua análise a partir do ponto de vista da praticidade da execução.