Radar Semanal 02/04/2021

O presidente russo, Vladimir Putin, em Sochi, Rússia, outubro de 2019 (Foto: Sergei Chirikov/Reuters).

As recentes implantações de tropas russas próximo da Ucrânia; uma análise do novo modelo de forças do Reino Unido; as apostas e barganhas que mantém Putin no poder na Rússia; Um sumário das capacidades desestabilizadoras do Irã no Oriente Médio; e o uso de inteligência artificial para analisar a cada vez maior massa de dados coletada pela marinha dos EUA.

Para o Irã, armas nucleares podem esperar

Com uma população se afastando cada vez mais da religião e tendendo a preferir um governo secular, o regime dos aiatolás do Irã estaria mais inclinado a priorizar a recuperação da economia, gravemente afetada pelas sanções e pela pandemia do Covid-19, do que a obtenção de armas nucleares.

Um ano intenso no Oriente Médio

O ano de 2020 começou com alto grau de tensão no Oriente Médio, com a morte do general Qassim Suleimani, das IRGC, pelos EUA em janeiro. Entre os vários acontecimentos que se desenvolveram desde então, Israel normalizou relações diplomáticas com diversos países árabes com mediação dos EUA de Donald Trump, surpreendendo a muitos. Israel, Arábia Saudita e Irã estão atentos à nova administração norte-americana, que, prometendo retornar ao JCPA, pode definitivamente aproximar os sauditas dos israelenses contra o Irã. No entanto, no Oriente Médio, surpresas nunca devem realmente surpreender.

Táticas suicidas terroristas: Suicidas-Bomba

Ataques terroristas suicidas com uso de IED têm se tornado uma tática frequente. A atomização e fragmentação do terrorismo, seja devido à autorradicalização ou pelo retorno de combatentes estrangeiros aos países de origem, fomentam a atual onda de terrorismo jihadista doméstico. Nesse cenário, o presente artigo traz um breve histórico do conceito e modus operandi das táticas suicidas terroristas, a fim de possibilitar ao Estado preparar-se com novos desenhos de força de planejamento, respostas e recuperação em segurança pública mais eficientes e resilientes.

Mudanças na geopolítica do Oriente Médio

Os “Acordos de Abraão”, como vem sendo chamados os tratados entre Israel e, até o momento, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, com anuência da Arábia Saudita, indicam uma mudança importante na região. Palestinos, que percebem uma redução do apoio árabe à sua causa, e iranianos, que vem sendo vistos como o principal fator de risco na região, são os maiores insatisfeitos com o contexto que vem se desenhando.

Explosão em Beirute (atualizações)

Duas explosões atingiram a capital libanesa de Beirute ontem às 18h00 (horário local). Ainda não há confirmação do total de vítimas e danos, mas as estimativas mostram prejuízos gigantescos em vidas e perdas materiais. Tampouco há ainda indicações seguras sobre as causas; o foco neste momento é nos trabalhos de resgate às vítimas e combate às chamas.

Explosão em Beirute

Uma enorme explosão atingiu a capital libanesa de Beirute nesta terça-feira, com muitos mortos na explosão e na onda de choque resultante. A causa da explosão, que se originou na área do porto da cidade, ainda não foi esclarecida.

Israel, Hezbollah e o Conflito Assimétrico

Uma análise da Guerra do Líbano de 2006 (ou Guerra Israel-Hezbollah), feita na época, sob o ponto de vista dos conceitos de Guerra Assimétrica, pelo general Álvaro Pinheiro.

Perfil: Hezbollah

O Hezbollah, grupo político e militar xiita baseado no Líbano, estabeleceu-se em 1982. Classificado como organização terrorista por diversos países, detém grande influência no Líbano e mantém estreitas relações com o Irã e com Bashar Al-Assad na Síria.

Perfil: Líbano

Breve perfil do Líbano, país com alta taxa de alfabetização que, com sua cultura mercantil, tem sido um tradicional centro comercial para o Oriente Médio. O país sofreu com uma longa guerra civil durante a qual surgiu o Hezbollah.