Afeganistão: um eterno campo de batalha geopolítico

Um T-62 em posição de tiro em algum lugar nas montanhas Hindu Kush, no Afeganistão, entre 1984 e 1985 (Foto: Sergey Novikov, da 5º Cia. Aerotransportada do Exército Vermelho/Wikimedia Commons).

Em sentido geográfico e histórico, o Afeganistão é um lugar difícil e os afegãos são pessoas difíceis. Quando a tecnologia trava uma guerra contra as montanhas, geralmente as montanhas vencem. E no Afeganistão, foram as Hindu Kush que finalmente saíram vitoriosas. Inegavelmente, os Estados Unidos e a OTAN falharam nessa invasão equivocada, ficando com nada além de humilhação.

Afeganistão: o Cemitério de Impérios e a nova realidade geopolítica na Ásia

Afegãos praticando Buzkashi, esporte nacional do país (Foto: Nasim Dadfar/Unsplash).

Depois de vinte anos, os Estados Unidos estão deixando o Afeganistão, encerrando aquela que foi a guerra mais longa de sua história. Essa retirada traz implicações e altera o cenário geopolítico, com impactos não apenas locais. Também traz oportunidades que poderiam ser aproveitadas pelo Brasil.

Muito sobre a retirada dos EUA do Afeganistão não está claro

Foto de arquivo de abril de 2014. Forças dos EUA e o comando afegão patrulham a vila de Pandola perto do local de um atentado a bomba no distrito de Achin, Jalalabad, a leste de Cabul, no Afeganistão (Foto: Rahmat Gul/AP).

Ainda há muitas dúvidas sobre a retirada das tropas americanas do Afeganistão. O que os EUA farão, por exemplo, se o Talibã aproveitar a saída dos militares americanos para tomar o poder?