Radar Semanal 03/12/2021

Os presidentes dos EUA, Joe Biden, e da Rússia, Vladimir Putin, em Genebra (Alexander Zemlianichenko/AFP).

**Exclusivo Assinantes** Vladimir Putin sempre teve bom olho para oportunidades, e sente cheiro de sangue no Ocidente; Presa entre Rússia e EUA, a Índia procura evitar sanções; Londres deve colher os maiores benefícios do AUKUS; EUA, Rússia e China quebraram os paradigmas que construíram no fim da Guerra Fria; Uma declaração de fim da guerra entre as Coreias terá impacto bastante limitado.

Infográfico: a busca da China por carvão

Imagem: SCMP.

Uma das causas da baixa nos estoques chineses de carvão é a proibição que Pequim impôs à importação de carvão da Austrália, visando pressionar Canberra sobre uma série de questões.

O caso do submarino franco-australiano pode afundar a estratégia indo-pacífica da UE?

Bandeiras da União Europeia e da Austrália (Foto: AIIA).

**Exclusivo Assinantes** A decisão da Austrália de rescindir o contrato de A$ 90 bilhões com a França para forjar uma nova aliança com os EUA e o Reino Unido foi um choque para a Europa. Ironicamente, o anúncio veio poucas horas antes de a UE lançar a sua própria Estratégia Indo-Pacífico.

O acordo Estados Unidos–Austrália e os limites da estratégia anti-China dos EUA

O presidente francês, Emmanuel Macron, e o então primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, no convés do HMAS Waller, um submarino classe Collins da Marinha Real da Austrália, em Sydney, maio de 2018 (Foto: Brendan Esposito/AFP).

A União Europeia quer um caminho intermediário entre China e EUA, e o anúncio AUKUS, com o cancelamento do acordo australiano com a França, mostra que isso será difícil. A UE geralmente considera os EUA seu aliado mais próximo, mas o bloco tem laços econômicos profundos com a China, tanto como mercado de exportação quanto como fornecedor.

A nova aliança militar entre EUA, Reino Unido e Austrália

Joe Biden (Jim Watson/AFP); Scott Morrison (Rohan Thomson/AFP); Boris Johnson (Christopher Furlong/Reuters).

Anúncio enfatiza que o sistema internacional está se reacomodando, e os movimentos das grandes potências exigem atenção dos demais países, para não verem comprometidos seus próprios interesses estratégicos.

As alianças americanas no Indo-Pacífico

Embarcações das marinhas da Índia, EUA, Japão e Austrália participando do exercício Malabar 2020. O porta-aviões USS Nimitz, da Marinha americana, o submarino INS Khanderi e o porta-aviões INS Vikramaditya, da Marinha indiana, podem ser vistos na imagem (Foto: Marinha da Índia).

As alianças dos Estados Unidos na região do Indo-Pacífico vão além do recém anunciado pacto AUKUS, e incluem também o diálogo Quad e o mais antigo Five Eyes.

Radar Semanal 24/09/21

Embarcações da Força de Autodefesa Marítima do Japão, da Marinha dos EUA, e da Marinha Indiana em exercício conjunto na Baía de Bengala em 17 de julho de 2017 (Foto: Kyodo).

*EXCLUSIVO ASSINANTES* Submarino do AUKUS pode abrir precedentes; satélites comerciais estão transformando a inteligência; os EUA excluem Índia e Japão da aliança com Austrália e Reino Unido; o Quad, coalizão entre EUA, Austrália, Índia e Japão, ainda está por mostrar seu valor.

Por que a Austrália rejeitou a França

O presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, discutiram o projeto do submarino da Austrália durante a XIII Cúpula do G20 realizada em Buenos Aires, Argentina, em novembro/dezembro de 2018 (Foto: Lukas Coch/AAP).

As circunstâncias mudaram desde 2016 e o apoio para a frota de submarinos da Marinha australiana se tornou uma questão de interesse nacional fundamental. Portanto, a decisão da Austrália foi a respeito de geopolítica, e não apenas um contrato comercial.

Com o AUKUS, os anglo-saxões deixaram os europeus em uma sinuca

Montagem com imagens Shutterstock/PNGWing.

*Exclusivo Assinantes* A diplomacia da União Europeia é movida pela emoção e por uma compreensão superficial das políticas dos Estados Unidos e do Reino Unido. Os líderes europeus subestimaram Boris Johnson e superestimaram Joe Biden, uma combinação ruim.

O AUKUS e os desafios para a Austrália

O HMS Astute, submarino da marinha britânica que deu nome à classe. Ao fundo, o destroier HMS Dauntless (Foto: Ministério da Defesa britânico).

Com o anúncio do AUKUS, a perspectiva australiana de operar submarinos nucleares é animadora, mas também apresenta desafios de enorme complexidade – além de custos astronômicos.