Geopolítica da Turquia: A Inconquistável

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Imagem meramente ilustrativa, gerada por inteligência artificial.

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A Turquia transformou sua vulnerabilidade em força: oscilando entre a OTAN e o BRICS, sua “inconquistabilidade” estratégica a torna indispensável às potências. O jogo duplo de Ancara ensina o Brasil a construir autonomia e proteger sua soberania em um mundo multipolar.


Em tempos de eleições presidenciais no Brasil, é relevantíssimo que a sociedade organizada note a pouca atenção conferida à geopolítica internacional e à defesa de nossa soberania nos projetos de governo dos eventuais candidatos à Presidência da República. Assim, o presente artigo busca despertar a sociedade brasileira para a sua responsabilidade de cobrar e exigir o debate sobre política externa, diplomacia internacional e política de defesa, que busque proteger nossa soberania diante de interesses de potências nucleares.

Dito isso, a Turquia ocupa uma posição geográfica ímpar, situando-se literalmente sobre a linha divisória entre a Europa e a Ásia, entre o Mar Negro e o Mediterrâneo. Este posicionamento estratégico, aliado a uma história de independência feroz e a uma política externa calculista, transformou o país num ator geopolítico singular.


A Turquia como ponte entre a Europa e a Ásia. O mapa evidencia a posição geográfica singular da Turquia: 97% de seu território na Anatólia (Ásia) e 3% na Trácia Oriental (Europa), com fronteiras com oito países e banhado por quatro mares. O corredor formado pelo Estreito do Bósforo, o Mar de Mármara e os Dardanelos constitui a única saída natural do Mar Negro para os mares quentes, um ponto de estrangulamento vital.

Assim, enquanto o Brasil busca definir seu próprio espaço em um mundo multipolar, a trajetória turca oferece um estudo de caso valioso sobre como navegar as complexas correntes entre o Ocidente e um mundo em ascensão, representado por blocos como o BRICS.

A política externa turca é um clássico jogo de soma variável, onde Ancara busca maximizar seus ganhos jogando em múltiplas tabuleiros simultaneamente.

Ao flertar com o BRICS enquanto mantém sua posição na OTAN, a Turquia utiliza uma estratégia de hedging (proteção de apostas) para criar um Dilema do Prisioneiro1 para seus aliados ocidentais: ou oferecem concessões reais (como modernização de caças ou avanço na UE) ou perdem um ator estratégico para o bloco rival.

Esse movimento gera um Equilíbrio de Nash2 imperfeito, onde a melhor resposta de cada potência (EUA, Rússia, China) é não ignorar a Turquia, mas cortejá-la, garantindo a Ancara um payoff desproporcional ao seu tamanho real.

O resultado previsível é um Jogo de “Chicken”3 (galinha) calculado, onde a Turquia aposta que sua geografia e poder militar são valiosos demais para serem descartados, forçando as grandes potências a recuar e aceitar sua autonomia como um fato consumado.


Os três jogos da Teoria dos Jogos aplicados à Turquia. A política externa turca funciona como um jogo de soma variável em que Ancara joga em múltiplos tabuleiros simultaneamente. Primeiro, o “hedging” cria um Dilema do Prisioneiro para os aliados ocidentais: conceder benefícios reais ou perder um ator estratégico para o BRICS. Depois, gera-se um Equilíbrio de Nash imperfeito, no qual a melhor resposta de EUA, Rússia e China é cortejar Ancara, garantindo-lhe um ganho desproporcional ao seu tamanho real. Por fim, um Jogo de Galinha calculado aposta que a geografia e o poder militar turcos são valiosos demais para serem descartados, forçando as grandes potências a aceitar sua autonomia.

Síntese Histórica da Turquia

A Turquia moderna, fundada sobre as cinzas do Império Otomano em 1923 por Mustafa Kemal Atatürk, é uma nação com 85 milhões de habitantes que ocupa uma posição geográfica ímpar, com 97% de seu território na Ásia (Anatólia) e 3% na Europa (Trácia Oriental), fazendo fronteira com oito países e banhada por quatro mares (Mediterrâneo, Egeu, Mármara e Negro).


Os principais dados da Turquia que fundamentam sua atuação geopolítica: fundada em 1923 por Mustafa Kemal Atatürk sobre as cinzas do Império Otomano, reúne hoje cerca de 85 milhões de habitantes, a 17ª maior economia do mundo (PIB de cerca de US$ 1,59 trilhão) e o segundo maior contingente militar da OTAN, com 355 mil soldados ativos. Esse arsenal demográfico, econômico e militar constitui a base material sobre a qual Ancara constrói sua estratégia de autonomia.

Marcos Toyansk4, em dissertação de mestrado apresentada à Universidade de São Paulo (FFLECH) em 2007, intitulada: “Turquia: dicotomias e ambivalências de uma possível potência regional”, afirmou que:

(…) o ponto de partida para a análise da posição de poder da Turquia começa pela análise da sua geografia. Inicialmente, efetua-se uma observação do terreno em que opera a Turquia, o grande continente Eurasiático, analisando sucintamente os fundamentos geopolíticos da Turquia para, enfim, percorrermos algumas teorias geopolíticas.

E sobre a geografia e topografia da Turquia, afirma que:

Partindo de um importante elemento formulador da política externa, o fator geofísico se destaca pelas duas características mais relevantes da topografia da Turquia: os estreitos que ligam os mares Negro e Egeu e o elevado da Anatólia, que constituem rotas entre as planícies russas e os mares quentes – Mediterrâneo e o Golfo Pérsico –, essenciais para o movimento centrífugo da federação continental russa, formando uma ponte entre a Europa e a Ásia, o Sul e o Norte.

Já sua economia5 é a 17ª maior do mundo com um PIB de aproximadamente US 1,59 trilhão, lideradas por veículos, máquinas, joias e produtos têxteis, tendo como principais parceiros a Alemanha, os EUA, o Reino Unido e a Rússia.

Do outro lado da balança comercial, a Turquia importa cerca de US$ 340 bilhões, predominantemente em combustíveis minerais (especialmente gás natural e petróleo da Rússia e do Irã), máquinas, produtos químicos e metais preciosos, o que mantém um déficit comercial crônico que desafia sua política econômica.


A Turquia exporta cerca de US$ 340 bilhões, puxados por veículos, máquinas, joias e produtos têxteis, mas importa valores praticamente equivalentes, com grande peso de combustíveis minerais, especialmente gás natural e petróleo da Rússia e do Irã. O resultado é um déficit comercial crônico que desafia a política econômica de Ancara e compõe, ao lado da fragilidade energética, um dos fatores que impulsionam sua estratégia de hedging entre o Ocidente e o Oriente. Nota: as proporções dos painéis de composição são aproximações editoriais para fins ilustrativos, baseadas nas categorias citadas no artigo.

Sob o aspecto geográfico, o país é dividido em 81 províncias (iller), com Istambul como seu polo financeiro e populacional (15 milhões de habitantes), Ancara como capital política e centro administrativo, e Esmirna (Izmir) como principal porta do Egeu, enquanto as regiões da Capadócia e do Sudeste Asiático (próximo à Síria e ao Iraque) abrigam tensões étnicas e questões curdas que permeiam sua segurança interna.

Quanto às forças armadas, ostenta o segundo maior contingente da OTAN com cerca de 355 mil soldados ativos, que representam um pilar central de sua soberania e poder de barganha, mantendo uma indústria de defesa crescente que produz desde drones (como os famosos Bayraktar) até navios de guerra, reduzindo a dependência externa e consolidando sua posição como potência militar regional.

A agência de notícia britânica Reuters6 publicou reportagem em junho de 2026, onde diz que a “Turquia pretende aumentar as vendas de equipamentos de defesa em meio ao rearme do Ocidente e às mudanças nas alianças”, como o avião de combate não tripulado Kızılelma.

Veja-se que a Exposição Internacional de Defesa e Aeroespacial SAHA 2026 em Istambul, em 8 de maio de 2026, destacou a dominância de sistemas autônomos multiambientais, veículos não tripulados avançados e o avanço da autonomia bélica com mais de 140 equipamentos expostos, com forte ênfase no caça não tripulado Baykar Kızılelma e novos torpedos/submersíveis autônomos.

Aliás, a cooperação entre Brasil e Turquia7 na área de defesa vem se consolidando nos últimos anos com base em diálogo institucional, eventos estratégicos e iniciativas de cooperação industrial e tecnológica. Esse relacionamento inclui a assinatura do Acordo de Cooperação de Indústria de Defesa, em 2022, e a participação recorrente de delegações e empresas turcas nas edições 2019 e 2023 da LAAD Defence & Security, no Rio de Janeiro.

Já em 2025, durante a LAAD, foi firmado um Memorando de Entendimento entre a Embraer e a Turkish Aerospace Industries (TAI), voltado à prospecção de cooperação industrial, reforçando o interesse crescente de empresas turcas em parcerias com a Base Industrial de Defesa (BID) brasileira.


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Na tese de doutorado “Entre leste e oeste: a política externa turca na Era de Erdoğan (2002-2023)”, defendida na UFRJ em 2024, Dominique Marques de Souza analisa a postura internacional da Turquia diante das potências do Ocidente (OTAN e UE) e do Leste (sobretudo a Rússia). Inserindo o país nos contextos geopolítico, político e ideológico global, a autora examina as tensões e os conflitos que marcam a relação turca com o bloco ocidental:

Algumas questões ocorridas nas relações entre Turquia e o Ocidente ferem o orgulho e a estratégia turca, o que faz o governo do AKP questionar algumas definições, como os tratados fronteiriços com a Grécia. Em 2016, pouco após a tentativa de Golpe de Estado na Turquia, Erdoğan passou a questionar cada vez mais os acordos fronteiriços com a Grécia e isto traria muita instabilidade nas relações entre ambos. Assim, a Turquia estaria criando um conflito não somente com a Grécia, mas também com a própria UE, uma vez que isto afetaria as próprias fronteiras da UE em si (Aitoro, 2016).

Este arsenal histórico-político, econômico, demográfico e geográfico – nunca conquistado por invasores estrangeiros, embora tenha sido dividido pelas potências aliadas após a Primeira Guerra Mundial através do Tratado de Sèvres (1920), posteriormente revogado pela Guerra de Independência – fornece a base material sobre a qual a Turquia constrói sua audaciosa estratégia de autonomia entre o Ocidente e o Oriente.

A Geopolítica da “Inconquistabilidade”

A Turquia moderna, herdeira do outrora poderoso Império Otomano, construiu sua identidade geopolítica sobre uma base de resiliência e autonomia. Apesar de ter sido um território cobiçado e palco de disputas entre potências, nunca foi efetivamente conquistada, forjando uma cultura política que valoriza a soberania como princípio inegociável.

Esta “inconquistabilidade” é tanto geográfica quanto estratégica, notadamente por sua posição de “ponte” e “barreira” entre continentes. Seu maior ativo, controlar os Estreitos Turcos (Bósforo, Mar de Mármara e Dardanelos) é dominar a única saída do Mar Negro, um ponto de estrangulamento (chokepoint) de importância vital para a Rússia, a Europa e o comércio global. É essa geografia que dita a complexa dança diplomática de Ancara, entre Moscou, Pequim, Washington e Bruxelas.


O sistema de estreitos turcos constitui a única saída natural do Mar Negro para os mares quentes, um chokepoint de importância vital para a Rússia, para a Europa e para o comércio global. A essa geografia se soma uma história de resistência: dividido pelas potências aliadas no Tratado de Sèvres, o país revogou o tratado pela Guerra de Independência e fundou a República em 1923, jamais sendo efetivamente conquistado por invasores estrangeiros. É essa condição de “ponte” e “barreira” entre continentes que dita a complexa dança diplomática de Ancara entre Moscou, Pequim, Washington e Bruxelas.

O Jogo Duplo: Entre a OTAN e o BRICS

A decisão da Turquia de solicitar formalmente a adesão ao BRICS, em setembro de 2024, foi o movimento mais recente e audacioso em sua estratégia de equilibrismo. Como membro da OTAN desde 1952 e detentora do segundo maior exército da aliança, o pedido turco pegou muitos de seus aliados ocidentais de surpresa, levantando questões fundamentais sobre a coesão do bloco.

No entanto, mais do que um rompimento, essa atitude parece ser um ato calculado de hedging – uma aposta em múltiplas alternativas para maximizar ganhos e minimizar riscos.

A insatisfação com o processo de adesão à União Europeia, estagnado por décadas, e as tensões com os EUA, especialmente após a compra do sistema de defesa russo S-400 e a consequente exclusão do programa de caças F-35, são combustíveis para essa busca por alternativas.


A cronologia evidencia a escalada do hedging turco ao longo de sete décadas: da adesão à OTAN em 1952, com o segundo maior exército do bloco, às décadas de negociações estagnadas com a União Europeia, passando pela compra do sistema russo S-400 em 2019 e a consequente exclusão do programa dos caças F-35, até o pedido formal de adesão ao BRICS em setembro de 2024, o movimento turco mais audacioso, que pegou os aliados ocidentais de surpresa e reafirmou a busca de Ancara por autonomia entre o Ocidente e o Oriente.

O BRICS surge, assim, como ferramenta de negociação. Para a Turquia, o bloco é uma plataforma que:

Diversifica Parcerias Econômicas: Abrindo portas para novos mercados e investimentos, especialmente da China, reduzindo a dependência de um Ocidente que a mantém à porta.

Fortalece a Posição Negocial: Serve como um “trunfo” nas negociações com a OTAN e a UE. A mensagem implícita é clara: se o Ocidente não oferecer vantagens significativas, Ancara tem para onde ir.

Reforça a Autonomia Estratégica: Permite que a Turquia se posicione como um polo de poder independente (swing state), capaz de mediar conflitos e atuar em múltiplas frentes, desde a guerra na Ucrânia até as tensões no Oriente Médio.

Publicações de julho de 2026 do think tank Atlantic Council8, afirma que: “os presidentes Donald Trump e Recep Tayyip Erdogan têm se esforçado para manter um tom positivo e uma agenda construtiva, mas ainda há muita incerteza sobre o futuro das relações EUA-Turquia e o que elas representam para a OTAN de forma mais ampla.

Lições para o Brasil: Navegando a Multipolaridade

A experiência turca, embora em um contexto geopolítico distinto, oferece três lições essenciais para a política externa brasileira, não só em um ano de eleição presidencial, mas sobretudo de ameaças à nossa soberania, vejamos.

A Turquia demonstra que a busca por “autonomia estratégica” – a capacidade de tomar decisões independentes de grandes potências – é um objetivo válido, mas deve ser perseguida com pragmatismo. Para o Brasil, isso significa não se alinhar cegamente a nenhum bloco, mas construir pontes com todos.

Acreça-se que a participação ativa no BRICS, na OTAN (como parceiro) e em fóruns globais, não deve ser vista como uma escolha excludente, mas como parte de um portfólio diversificado de relações internacionais.

O equívoco seria tentar replicar o papel turco de “mediador” em conflitos sem ter a capacidade militar, geográfica e histórica para tal.

Se, por um lado, para a Turquia o BRICS é uma ferramenta para obter concessões do Ocidente e acessar novos mercados, por outro, para o Brasil, o bloco deve ser encarado com a mesma seriedade. Não é uma alternativa ao Ocidente, mas um complemento que amplia o leque de opções.

Tampouco a “ameaça” de se aproximar do Oriente pode ser usada para renegociar termos com parceiros tradicionais, mas com cautela. O Brasil deve evitar ser percebido como um “ator problemático”, mas sim como um parceiro valioso e necessário para todos, cuja adesão a um bloco não compromete sua credibilidade em outro.

Vislumbra-se assim que a força da Turquia reside em sua geografia. O Brasil, embora não controle um chokepoint marítimo vital, possui uma posição geográfica única na América do Sul, com vastos recursos naturais e uma bacia amazônica estratégica.

Ora, a chave não é apenas possuir recursos, mas usá-los como alavancas diplomáticas e econômicas. Assim como a Turquia atrai investimentos chineses (como a fábrica da BYD) e media conflitos, o Brasil pode usar sua agenda ambiental e segurança alimentar e energética para se tornar um parceiro indispensável, tanto para o Ocidente, quanto para o Oriente.


A experiência turca oferece ao Brasil um roteiro para navegar a multipolaridade sem subserviência: construir pontes com todos os blocos como portfólio diversificado de relações; encarar o BRICS como complemento que amplia opções, e não como alternativa ao Ocidente, evitando a percepção de “ator problemático”; e converter a posição geográfica única, a agenda ambiental e a segurança alimentar e energética em alavancas diplomáticas. Em um mundo em que as grandes potências disputam a hegemonia, a influência não vem do alinhamento cego, mas de uma autonomia robusta ancorada em interesses nacionais claros – a arte de se tornar parceiro confiável e indispensável para todos.

À Guisa de Conclusão

À luz do apresentado, podemos encetar algumas asserções mais ou menos definitivas, que podem ser aproveitadas pelo Brasil como estratégia de relação com potências nucleares, que proteja nossa soberania e interesses nacionais.

A Turquia de Erdogan é um mestre no jogo do xadrez geopolítico, um ator que transformou sua posição periférica em centralidade. Seu jogo duplo entre a OTAN e o BRICS é uma aposta arriscada, mas que até o momento tem rendido dividendos táticos.

Para o Brasil, o exemplo turco é um alerta e um guia: em um mundo onde as grandes potências disputam a hegemonia, o caminho para a influência não é a subserviência a um bloco, mas a construção de uma autonomia robusta, ancorada em interesses nacionais claros e na capacidade de ser um parceiro confiável e, acima de tudo, “indispensável” para todos.

A “inconquistabilidade” turca é, em última análise, a arte de transformar vulnerabilidade em força. O Brasil tem o potencial, mas não o tempo, para aprender essa lição, pois não se vê, nos projetos de governo dos atuais presidenciáveis, foco algum em geopolítica internacional ou defesa da nossa soberania.

Notas

1 O “dilema do prisioneiro” é um conceito da Teoria dos Jogos que mostra por que duas pessoas podem não cooperar, mesmo que fazer isso seja o melhor para ambas. Na situação proposta, dois suspeitos são interrogados separadamente e têm a opção de se calar (cooperar com o parceiro) ou confessar o crime (trair). Como a traição individual sempre oferece uma vantagem maior do que o risco de ser traído, a escolha racional de cada um os leva a confessar. O resultado final é pior para os dois do que se tivessem confiado um no outro e permanecido em silêncio.

2 O equilíbrio de Nash é um conceito da teoria dos jogos onde participantes em uma interação escolhem suas melhores estratégias. Ocorre quando nenhum jogador tem incentivo para mudar sua estratégia de forma unilateral, pois cada um fez a melhor escolha possível considerando as ações dos outros. Trata-se de uma situação de estabilidade ideal na teoria dos jogos, onde a decisão individual de cada participante é a melhor resposta às decisões dos demais envolvidos.

3 O Jogo de Chicken (ou Jogo da Galinha) é um modelo de conflito na Teoria dos Jogos que ilustra uma situação de impasse entre dois jogadores em rota de colisão direta. A dinâmica baseia-se em um teste de coragem e blefe: o jogador que desvia primeiro perde o prestígio e é rotulado como o “covarde” (“chicken”), enquanto o que mantém o curso vence; contudo, se nenhum dos dois ceder ou desviar, ambos sofrem o pior cenário possível, resultando em destruição mútua.

4 Guimarais, Marcos Toyansk Silva. Turquia: dicotomias e ambivalências de uma possível potência regional. Tese de Mestrado. 2007. Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

5 República da Türkiye. Ministério dos Negócios Estrangeiros. Economic Outlook of Türkiye.

6 Sezer, Can; Gumrukcu, Tuvan. Turkey targets more defence sales as West rearms, alliances shift. Reuters, 5 de junho de 2026. Disponível em: https://www.reuters.com/business/aerospace-defense/turkey-targets-more-defence-sales-west-rearms-alliances-shift-2026-06-05/.

7 L’acosta, Helena. SAHA 2026 – SEPROD amplia cooperação com a Turquia. Tecnologia & Defesa, 8 de maio de 2026. Disponível em: https://tecnodefesa.com.br/saha-2025-seprod-amplia-cooperacao-em-feira-aeroespacial-na-turquia/.

8 Outzen, Rich. US-Turkish relations: Impact on NATO and the Middle East. Atlantic Council, 1º de julho de 2026. Disponível em: https://www.atlanticcouncil.org/in-depth-research-reports/report/us-turkish-relations-impact-on-nato-and-the-middle-east/.

Referências

GUIMARAIS, Marcos Toyansk Silva. Turquia: dicotomias e ambivalências de uma possível potência regional. Dissertação de Mestrado em Geografia. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, 2007.

SOUZA, Dominique Marques de. Entre leste e oeste: a política externa turca na era de Erdoğan (2002-2023). Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 2024.

OUTZEN, Rich. US-Turkish relations: Impact on NATO and the Middle East. Atlantic Council, 1º de julho de 2026. Disponível em: https://www.atlanticcouncil.org/in-depth-research-reports/report/us-turkish-relations-impact-on-nato-and-the-middle-east/.

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