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Imagem: Donna Kirby/Pixabay.

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O sistema ideológico globalista: é melhor o diabo que conhecemos, ou um novo?


Introdução

Creio que a primeira e uma das mais importantes referências intelectuais que possuo é Friedrich Nietzsche; e ele sempre me provê com respostas para assuntos demasiadamente complexos. Não por acaso, ele pode ser considerado como um dos pais fundadores do pós-modernismo, um paradigma analítico-filosófico possuidor de imensa fluidez.

Os desafios apresentados pela modernidade, com suas contradições, conflitos profundos entre visões de mundo aparentemente opostas, descentramentos e ressignificações constantes, em um “processo sem fim de rupturas e fragmentações em seu próprio interior” (HALL, 2006) a tornam uma verdadeira encruzilhada, cheia de obstáculos a serem removidos para que os caminhos tornem-se claros e possibilitem que o intelectual moderno decida conscientemente qual seguir, em consequência, movendo levemente a civilização da qual faz parte para um ou outro lado.

Terreno fértil para aplicação da filosofia do martelo (NIETZSCHE, 2017). Para o bem ou para o mal, a Civilização Ocidental é aquela da qual fazemos parte, herdeiros de suas conquistas e vergonhas. Ela permanece parada em frente àquela encruzilhada, com alguns de seus filhos esforçando-se para limpar o caminho e outros a criarem ainda mais obstáculos.

É chegada a hora de refazer o que Nietzsche tentou há mais de 100 anos atrás, dobrar a modernidade (e o Ocidente) sobre si mesma (PETERS, 2000), num exercício de transvaloração capaz de ressignificar nossa moral e encontrar pontos que nos permitam estabelecer bases comuns, uma terceira via que nos propicie trabalhar em conjunto na determinação do caminho a ser seguido. Para tal, não há lugar melhor para começar do que martelando os obstáculos que barram nosso intelecto, descobrindo assim, quais ideais reativos sustentam-se sobre pés de barro (NIETZSCHE, 2017).

Obviamente, este é um trabalho para muitas mãos e muitas vidas, algo que exige uma determinação bem maior do que a maioria está disposta a doar, entretanto, é nossa responsabilidade para com as futuras gerações deixar o caminho menos atulhado do que o encontramos; e, como escreveu C. S. Lewis em A abolição do homem (LEWIS, 2017), se considerarmos que temos, de fato, aquela responsabilidade para com nossos descendentes, então, pela antiga filosofia taoísta simbolizada no Yin-Yang e presente em muitas culturas através de diferentes nomes, de modo a manter o equilíbrio universal, teremos a mesma responsabilidade para com os antepassados que, com seu sangue e suor, limparam o caminho até este local no qual tão ingratamente nos posicionamos e, por vezes, nos julgamos arrogantemente aptos a ressignificar conforme apetecer à moral vigente, condenando impiedosamente as ações e pensamentos passados que não mais o fazem, numa sina revolucionária que, sutilmente, nada mais é do que a repetição dos mesmos erros por perspectivas diferentes.

É imperativo que evitemos “jogar fora a água do banho com o bebê ainda dentro”. Neste ensaio, propor-me-ei a destrinchar partes do zeitgeist atual, suas dinâmicas de força, entendimentos e perspectivas; então, começarei a martelar.

O Sistema

Um internacionalista, ao analisar determinada questão, exprime a tendência de buscar por respostas em um nível de análise superior, visando entender como a estrutura dada afeta tal questão. No quesito cultural (com “cultura” aqui compreendida muito além de estereótipos ou construções sociais, mas como um elemento implícito profundamente determinante das visões de mundo de um povo, um sistema de comunicação compartilhado a integrá-las, assimilado não por escolha (ERIKSEN, 2002) ou mera imposição etnocêntrica, mas herdada e possuidora de um caráter crucial para que, tanto indivíduos quanto povos, apreendam suas próprias noções de identidade e destino), existem algumas ferramentas que considero particularmente úteis ao serem empregadas em nível sistêmico.

A noção gramsciana de cultura hegemônica é crucial para o entendimento de uma sociedade pós-moderna, compreendida como hiperindustrial e massificada (PETERS, 2000), e que outros ramos da ciência humana a denominarão globalizada. Quando casada com a noção foucaultiana de Sistema, um poder disciplinador invisível e onipresente, é possível inferir então que a cultura hegemônica é aquela utilizada pelo Sistema para docilizar os corpos num nível psicológico e ideológico, prevenindo suas revoltas ou enfurecendo-os contra uma ameaça a ele.

Os meios de controle social são bem conhecidos (igrejas, escolas, universidades, quartéis, etc.), porém, novos e importantes fatores foram incorporados a toda essa problemática pelas tecnologias massificadas e unificadoras do século XXI.

Internet, redes sociais e o aumento da interdependência complexa através da globalização possibilitaram o surgimento de megacorporações transnacionais (CTN), não mais restritas ao âmbito comercial, nem devidamente subordinadas aos Estados, estendendo-se agora para rincões até então inacessíveis ao Sistema que as incorporou (ou foi incorporado por elas). A esfera privada não é mais o santuário da família.

As casas agora abrigam tentáculos dessas CTN numa infinidade de telas que se abrem às ideologias sistêmicas, mirando a identidade de cada indivíduo, descentrando-o, categorizando-o, hierarquizando-o, normalizando ou excluindo ideias e ações (HALL, 2006), num intrincado exercício de poder que, de uma perspectiva sistêmica, é meramente o movimento de forças sociais como peças de um jogo, mas que no nível humano, trata-se de pessoas e suas vidas.

Uma vez que o Sistema consolida-se no poder, excluindo possíveis rivais e estabelecendo sua retroalimentação, a cultura hegemônica deixa de se preocupar com seu próprio desenvolvimento, passando a focar sua atenção no exercício de poder externo; eis a tendência autoritária e emburrecedora a dominar toda cultura hegemônica ou, como diria Milton Santos, de modo mais elegante: os fatores hegemônicos passam a contagiar os outros com uma lógica redutora, numa tirania incontrolável, cega e contraditória (SANTOS, 2000).


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Portanto, não me parece exagero algum a proposta daquele geógrafo brasileiro de classificar a contemporaneidade globalizada como a Era da Perversidade; muito menos a de Said, em Orientalismo, ao afirmar que o pesquisador deve ter claramente definido o seu posicionamento na estrutura da dominação cultural (SAID, 2007); ou a de Eriksen, ao afirmar que o antropólogo deve exercer seu papel de imperialista cultural com ética e respeito (ERIKSEN, 2002), tornando essencial, portanto, a compreensão aprofundada desta estrutura e das forças envolvidas.

O Sistema requer oposição, pois, caso atinja um grau deveras elevado de hegemonia, é de sua tendência a degeneração em sociedades de controle, nas quais os diversos aparatos de poder em sua rede, Estado, megacorporações, mídia, escolas e universidades passam a ditar aspectos de prerrogativa anteriormente exclusiva do indivíduo e a punir aqueles desviantes da norma. O sistema de governo, a cultura, a moral, a ideologia, não aparentam ter grande determinância no nível de autoritarismo dessas sociedades, haja vista que elas foram reproduzidas com sucesso em nações portadoras de grande variação destes fatores antes da degeneração sistêmica, da Alemanha nazista à China comunista.

Portanto, as democracias ocidentais, aparentemente tão civilizadas e progressistas, não se encontram mais bem preparadas para enfrentar tal tipo de degeneração autoritária, passível de executar até então impensáveis atrocidades humanas. Temos ídolos de barro por escudos. O que realmente definirá o caminho a ser seguido nada mais é do que a bem conhecida disputa de poder. Analisemos-na.

Ao fundir-se a cultura hegemônica e os interesses sistêmicos, com a escusa do universalismo, é apenas natural o surgimento de uma contracultura (afinal, o equilíbrio universal precisa ser mantido). Dado o caráter cíclico da história, é possível distinguir a repetição de tal macrodinâmica de conflito em diferentes tempos, da mesma forma como são bem conhecidas nas Relações Internacionais as sucessivas contestações hegemônicas e instaurações de ordens mundiais, fenômeno documentado primeiramente por Tucídides em sua análise da Guerra do Peloponeso, há mais de 2.400 anos.

Aquela dinâmica de conflito cultural deu-se também repetidamente em diferentes sociedades ao longo da história, desde patrícios e plebeus no Império Romano, aristocratas e burgueses no contexto da queda dos regimes absolutistas na Europa, na guerra civil entre comunistas e nacionalistas chineses, assim como na entre nortistas e sulistas estadunidenses após a abolição da escravatura ou no golpe de Estado dado por republicanos contra monarquistas aqui no Brasil e, atualmente, com o avanço da integração e da redução temporal-espacial derivadas da globalização, ganha escala e contornos transnacionais a envolverem o Ocidente como um todo. É minha posição que esta dinâmica se apresenta como um dos principais motores da História. Eis aí um grande essencialismo…

A Guerra Cultural

Emerge então a questão: qual é a cultura hegemônica atual e é qual a contracultura? Minha posição será deveras polêmica e muitos intelectuais mais experientes do que eu, discordarão fortemente. Entretanto, dadas as evidências empíricas, sinto-me seguro a manter-me onde estou, afirmando que a cultura hegemônica do Ocidente no século XXI é progressista, de caráter pós- modernista (ou globalista) e a que contracultura é conservadora, de caráter humanista/essencialista.

Voltando a Foucault, é preciso analisar o Sistema como um todo e não apenas suas partes para chegar àquela conclusão. Vejamos a ideologia defendida por cada ator relevante: megacorporações que vão dos ramos de varejo ao de tecnologia, grande mídia, burocracias estatais, universidades e (Organizações Intergovernamentais Internacionais (OIG) todas adotam o mesmo tipo de posicionamento ideológico pós-moderno, mais facilmente notado através de seu caráter identitário.

Alguns exemplos vão desde a ironicamente chamada “discriminação positiva” (“Programa de trainee da Magazine Luiza para negros causa polêmica”, [s.d.]), a campanhas de marketing rudemente travestidas de pautas sociais (“BIA contra Assédio Moral, Sexual e Virtual”, Banco Bradesco, [s.d.]), governos progressistas fazendo uso pouco convencional do aparato estatal (“Exército da Argentina terá de cumprir cotas para travestis e trans”, 2020), a indústria cultural não mais tendo o entretenimento ou a arte como únicas prioridades (“Oscar terá regras de diversidade para indicados a melhor filme a partir de 2024”, 2020) e, principalmente, alguns dos maiores e mais poderosos atores supostamente neoliberais, embora melhor definidos como globalistas, dedicando grande esforço a pautas que, por uma lógica simplista, seriam contrárias a seus interesses (“Racism and racial injustice”, World Economic Forum, [s.d.]).

Isso não é algo natural, são sintomas de uma cultura hegemônica buscando impor sua ideologia por meios cruzados, abusando de jogos identitários (HOFBAUER, 2009) de modo a utilizar as parcelas sociais cujas identidades já foram devidamente descentradas como massa de manobra, perversamente reforçando os aparatos de engenharia e controle social numa escala global. “Desse modo, vivemos cercados, por todos os lados, por esse sistema ideológico tecido ao redor do consumo e da informação ideologizadas” (SANTOS, 2000).

A partir desse breve olhar sobre o que considero a atual cultura hegemônica, abre-se a oportunidade para explanar acerca da contracultura. Entretanto, certa contextualização histórica faz-se também interessante para melhor expor as ironias de nosso tempo.

Utilizemos o bem difundido exemplo americano dos anos 1950 e 1960 por paralelo. Naquela época, a hegemonia cultural encontrava-se com um campo conservador em franca degeneração, incapaz de adaptar-se aos novos pensamentos das gerações mais jovens e às rápidas mudanças estruturais, tais quais as novas tecnologias.

Um conservadorismo que padeceu dos mesmos problemas sofridos por todas as culturas hegemônicas: emburrecimento e totalitarismo. Em sua visão, o normal, o desejável e o correto, eram a típica família branca de classe média-alta: a esposa cuidando da casa em seu vestido de bolinhas, o marido saindo para trabalhar de paletó e chapéu, os meninos brincando de polícia e ladrão e as meninas de boneca, tudo bem sustentado por grandes empresas que direcionavam seus produtos para este público-alvo e instituições de ensino que trabalhavam por aquela ótica. Esta é, de fato, uma boa organização familiar, contudo, ao ser imposta naquele período, não mais era capaz de abarcar a realidade social de forma eficaz, gerando choques graves com famílias negras e de mães solteiras, por exemplo, além de castrar demasiadamente o ímpeto da juventude por novidades (a música foi um bom exemplo), algo importante para o desenvolvimento das sociedades.


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O crepúsculo dos ídolos ou a filosofia a golpes de martelo

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Então veio a contracultura, um movimento maciço de rebeldia e oposição a este sistema cultural decadente, trazendo inesperados desenvolvimentos, como os movimentos hippie e punk, e a luta por direitos civis para negros, mulheres e homossexuais, entre muitos outros. Uma contracultura progressista.

Avancemos para os anos 2000 e 2010, o período cultural que se estende até hoje. Qual é o normal, o desejável, o certo propagado pelos jornais, instituições de ensino, filmes e músicas? Qual é o politicamente correto? Perceba que as posições se alteraram, a cultura hegemônica de hoje é progressista e, como diria o polemista Paul Joseph Watson, o conservadorismo é a nova contracultura.

A onda conservadora de meados da década de 2010, por ironia do destino ou não, surgiu da mesma forma que o movimento hippie da década de 1960, uma resposta popular maciça contra uma cultura decadente, elitista, autoritária e emburrecida, simplificadora da realidade social, a constantemente distorcê-la e incapaz de abarcá-la adequadamente.

Apologética conservadora

Tenho ,e sentido crescentemente tentado a traçar um paralelo entre o emergente Conservadorismo e a classe média. Milton Santos novamente nos provê com um interessante insight. Segundo ele, a esperança de uma alteração política para um caminho mais humanista no contexto da globalização encontra-se justamente nos subalternos, aqueles excluídos ou atacados pelo Sistema. Embora tenha escrito pouco mais de uma década antes da onda conservadora, ele alertou para o papel histórico da classe média em tal contexto globalizado (também conhecido como pós-modernidade).

A partir do exemplo brasileiro, ele liga a emergência da classe média ao período do Milagre Econômico, quando seu desenvolvimento financeiro e qualitativo a colocou numa posição passiva, inclusive perante o regime militar, dando-lhe a impressão de se concretizar como uma força social, porém, enfraquecendo sua noção de cidadania; “uma sócia despreocupada do crescimento e do poder, com os quais se confundia” (SANTOS, 2000).

Tal ilusão já vinha sendo quebrada no período em que Santos escreveu e hoje ela tornou-se inegável. Os salários já não rendem, a educação dos filhos torna-se um desafio cada vez maior, o desemprego paira como uma sombra sobre as famílias e o peso político, mesmo se juntado em multidões, parece não influenciar mais do que uma pluma nos rumos nacionais. “A certeza de não mais influir politicamente é fortalecida nas classes médias, levando-as, não raro, a reagir negativamente, isto é, a desejar menos política e menos participação, quando a reação correta poderia e deveria ser exatamente a oposta” (SANTOS, 2000).

No entanto, a situação tende a piorar para a classe média que adota tal atitude negativa, forçando-a a adotar uma nova tática, com um auxílio até então inesperado: a tecnologia. Com a escassez a atingir suas aspirações materiais e o sistema ideológico globalista atacando suas crenças morais e espirituais, a classe média, agora mais ilustrada, vê-se obrigada a lutar para recuperar aquela cidadania deixada escapulir durante sua ascensão nos anos 1970 e 1980, visando recuperar não apenas seu poder político, mas fazer valer a vontade popular em seu próprio território em detrimento dos interesses sistêmicos transnacionais.

“Nas condições brasileiras atuais, as novas circunstâncias podem levar as classes médias a forçar uma mudança substancial do ideário e das práticas políticas, que incluam uma maior responsabilidade ideológica e a correspondente representatividade político-eleitoral dos partidos” (SANTOS, 2000).

Eis, na minha opinião, a onda conservadora a varrer não apenas o Brasil, mas também os Estados Unidos e, em bem menor intensidade, a Europa a partir da segunda década do milênio. Aqui ressalto o caráter esquizofrênico do polo progressista, a “resistência” que conta com o apoio do grande capital internacional; não se pode ser simultaneamente  a contracultura e a cultura hegemônica.

Uma doce utopia

Embora já esteja mais do que claro meu apreço pelo atual conservadorismo, apesar dos riscos trazidos por tal afirmação, a proposta final que aqui trago não envolve a vitória conservadora na Guerra Cultural. Está também claro que isso se transformaria apenas em outra mudança de ciclo, novamente a instauração de mais uma cultura hegemônica a ser apropriada pelo Sistema. É preciso romper, ou melhor, equilibrar este ciclo. Nem a visão de mundo conservadora nem a progressista são capazes, por si só, de adequadamente endereçar uma quantidade suficiente de questões sociais para, ao menos, retirar a nação desse estado de constante crise.

Embora, ao serem analisadas objetivamente, deixando de lado as tensões e ódios mesquinhos, num real exercício de política e cidadania de modo a hierarquizar a inegociabilidade de suas respectivas demandas, fazendo concessões de acordo com tal hierarquização, uma sociedade saudável e bem desenvolvida seria capaz de, talvez, com o perdão da utopia, encontrar um Tao, um caminho do meio, um passo para a iluminação, como sonhava C. S. Lewis em A abolição do homem (LEWIS, 2017).

Isto, em detrimento de propostas revolucionárias visionárias de uma completa desconstrução e reconstrução não apenas do Sistema, como também do próprio ser humano, um movimento de desfecho incerto e demasiadamente perigoso se cooptado sistemicamente, pois abre oportunidades de controle e engenharia sociais até então inéditas. O risco do caminho revolucionário não vale a aposta de toda uma civilização, afinal, como prega o velho ditado: “é melhor o diabo que conhecemos”.

Referências bibliográficas

BIA contra Assédio Moral, Sexual e Virtual: Banco Bradesco. Disponível em: banco.bradesco/aliadosbia/.

ERIKSEN, T. H. Confessions of a useful idiot, or, why culture should be brought back in. p. 13, 2002.

Exército da Argentina terá de cumprir cotas para travestis e trans. Gazeta do Povo, 24 de novembro de 2020. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/breves/exercito-da-argentina-tera-de-cumprir-cotas-para-travestis-e-trans/.

HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. [s.l.] TupyKurumin, 2006.

HOFBAUER, A. Entre olhares antropológicos e perspectivas dos estudos culturais e pós-coloniais: consensos e dissensos no trato das diferenças. Antropolítica – Revista Contemporânea de Antropologia, n. 27, 2009.

LEWIS, C. S. A abolição do homem. 1ª ed. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2017.

NIETZSCHE, F. Crepúsculo dos ídolos ou A filosofia a golpes de martelo. 5ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017.

Oscar terá regras de diversidade para indicados a melhor filme a partir de 2024. O Globo, 9 de setembro de 2020. Disponível em: https://oglobo.globo.com/cultura/oscar-tera-regras-de-diversidade-para-indicados-melhor-filme-partir-de-2024-24630054.

PETERS, M. Pós-estruturalismo e filosofia da diferença: uma introdução. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.

Programa de trainee da Magazine Luiza para negros causa polêmica. Correio Brasiliense, 19 de setembro de 2020. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2020/09/4876581-magazine-luiza-e-um-dos-assuntos-mais-comentados-no-twitter.html.

Racism and racial injustice. World Economic Forum. Disponível em: https://www.weforum.org/focus/racism-and-racial-injustice/.

SAID, E. W. Orientalismo: O Oriente como invenção do Ocidente. [s.l.] Editora Companhia das Letras, 2007.

SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamemto [sic] único à consciência universal. Rio de Janeiro: Editora Record, 2000.

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1 comentário

  1. Bela abordagem. Vale ler e refletir. Parabéns, refletir bem e acredito que vc está com razão, mas ainda não está claro para uma boa maioria essa diferença e por isso o risco que corremos é d e estar em busca um diabo novo.

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