O colapso da CPI e a Honra Militar

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Alea Jacta Est


“O que está em jogo é a reputação das Forças Armadas, em especial da Força Terrestre, com seus valores, história e heróis. Está em jogo a soberania nacional. Estamos em uma guerra de narrativas, como já foi mencionado, e a cultura e a ordenação do soldado brasileiro têm que prevalecer nesse momento. Não há como recuar.”


A infame Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ultrapassa os limites da moral e da honradez daqueles que são submetidos aos seus interrogatórios. As médicas MAYRA ISABEL CORREIA PINHEIRO e NISE HITOMI YAMAGUCHI, bem como o ex-Chanceler ERNESTO HENRIQUE FRAGA ARAÚJO e o ex-Secretário de Comunicação FÁBIO WANJGARTEN tiveram suas reputações sendo destroçadas e desrespeitadas, em todos os sentidos, durante as oitivas. Enfrentaram um verdadeiro Tribunal Islâmico.

Depois, aconteceram as inquirições do general–de-divisão EDUARDO PAZUELLO, ex-ministro da Saúde, e do coronel ELCIO FRANCO, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, quando foram, também, vilipendiados em suas argumentações, taxados de mentirosos, sendo que agora deixarão de ser testemunhas e passarão à condição de investigados. Um absurdo! Seus sigilos telefônicos e temáticos, assim como contas bancárias, serão devassados. Está-se pervertendo a privacidade de homens dignos e honrados, que cumpriam uma missão para a qual foram designados.

Tanto o general PAZUELLO, como o coronel ELCIO têm uma folha de serviço ilibada e impoluta dedicada ao Brasil, conhecida por seus superiores, pares e subordinados. Além de possuírem todos os cursos da carreira, exerceram funções administrativas as mais complexas nas unidades militares, incluindo as operacionais. Ambos são paraquedistas e forças especiais, conhecidos, dentro do Exército como FE. Para o leitor e a leitora, um FE é o profissional militar preparado para operações irregulares, de insurgência, de terrorismo, qualificado em penetração nas resistências inimigas, com aprestamento psicológico, enfim, homens capacitados e prontos a doar suas vidas pela Pátria. Em um sentido figurativo, são verdadeiros “rambos”.

Aqueles que os investigam, todos senadores da República, consagram-se como possuidores das piores práticas de moralidade e ética, já afamados, não cabendo pormenorizar, pois é do conhecimento público. Aliado aos mesmos, há uma mídia comprometida em conclusões tendenciosas, visando denegrir o Governo. É o esgoto da comunicação tradicional aliada a grupos oposicionistas, na busca de denegrir a imagem do Presidente da República.

Voltando ao general PAZUELLO e ao coronel ÉLCIO, o que se percebe é o intuito de ferir as Forças Armadas, em especial o Exército Brasileiro. Faz parte do complô narrativo, dentro de uma guerra híbrida, buscando destruir a imagem de uma instituição com maior pontuação de reconhecimento no contexto nacional.

Chegou a hora de um posicionamento das Forças Armadas. O general PAZUELLO e o coronel ÉLCIO não podem ficar sozinhos diante desse covarde ataque da CPI. Não deverão ficar para trás, no linguajar das ações táticas. O passado de uma instituição não pode ser maculado por um grupelho de parlamentares, comprovadamente devedores da Justiça, de pretérito manchado nos atributos da honestidade e honradez.

Essa mesma Justiça, sob a concatenação da Suprema Corte (STF), vai arbitrar uma punição àqueles militares. Hoje, a mesma apontada como iníqua pela sociedade, já que solta condenados, narcotraficantes, políticos corruptos e até um ex-presidente sentenciado em primeira instância, segunda instância (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) e terceira instância (Superior Tribunal de Justiça), tudo em decisão monocrática, habilitando-o a concorrer cargos eletivos.

A Nação observa isso tudo indignada, com um grito entalado na garganta, pedindo equanimidade legal nos atos jurídicos. Clama, evidentemente, por uma ação efetiva das Forças Armadas, diante de atos autocráticos por parte do “establishment”.

Mas o pior disso tudo é como o cadete do 4º ano da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e da Academia da Força Aérea (AFA), bem como o seu congênere, aspirante da Escola Naval (EN), vão interpretar o que estão fazendo com um general três estrelas e um coronel full? E mais, qual será a apreciação de um sargento novinho, recém diplomado em uma escola de formação da sua Força Singular, em ver um oficial general e um coronel tendo suas vidas privadas passadas a limpo, por terem feito o que era regulamentar naquela função? Esses graduados, prontos para adentrar à tropa e conduzirem jovens recrutas, terão discernimento para interpretar essa arbitrariedade? A partir daí, segundos-tenentes e terceiros-sargentos vão manter o senso de justiça aprendidos nas salas de aula dos seus respectivos cursos?

Enfim, tudo isso vai impactar em uma Instituição que prima pela hierarquia e respeito entre superiores e subordinados. Ao verem chefes sendo perseguidos e molestados, cognominados como farsantes, por questões pífias e forjadas, a partir de políticos desonrados e às voltas com os ditames dos tribunais, questionam como serão seus futuros na carreira.

Enxergo, nesse instante, um posicionamento forte diante da extrapolação dessa CPI. Não permitir que isso aconteça com esses militares é a tomada de decisão mais acertada. Vai-se dizer que os militares não vão cumprir um rito jurídico. Dane-se! O escândalo, às vezes, é necessário, e isso consta no Livro Sagrado, em especial no Novo Testamento. O que está em jogo é a reputação das Forças Armadas, em especial da Força Terrestre, com seus valores, história e heróis. Está em jogo a soberania nacional. Estamos em uma guerra de narrativas, como já foi mencionado, e a cultura e a ordenação do soldado brasileiro têm que prevalecer nesse momento. Não há como recuar.

Em seis de dezembro de 1868, em Itororó, Caxias, Patrono do Exército, com 65 anos, diante das tropas paraguaias, conclamou: SIGAM-ME OS QUE FOREM BRASILEIROS. Já em Tuiuti, Mallet, Patrono da Artilharia, ao perceber a aproximação da carga da cavalaria inimiga, pronunciou: ELES QUE VENHAM, POR AQUI NÃO PASSARÃO.

Mas foram as participações do nosso Exército que deixaram um lastro significativo em seus anais. 1922 (Dezoitos do Forte), 1930 (Revolução de 30), 1932 (Revolução Constitucionalista), 1935 (Intentona Comunista), 1937 (Estado Novo), 1943 (Força Expedicionária Brasileira – FEB), 1955 (Novembrada) e 1964 (Contrarrevolução Democrática). E mais recentemente, as missões de paz pelo mundo afora, de Suez ao Haiti, culminando com as operações Carro-Pipa e Acolhida, com a participação, nesta última, inclusive, do general PAZUELLO e do coronel ÉLCIO. Por fim, nomes como dos generais CÂNDIDO RONDON, MASCARENHAS DE MORAIS, CORDEIRO DE FARIA, JUAREZ TÁVORA, CASTELO BRANCO, que, ao longo do tempo, mostraram o quilate da oficialidade do Exército, são motivos para afastar qualquer investigação àqueles oficiais que deram suas contribuições ao Ministério da Saúde.

Se hoje há vacinas sendo aplicadas, se existe um plano de vacinação, se há uma perfeita distribuição logística, se fechou-se um contrato de transferência de tecnologia para fabricação doméstica de imunizantes, enfim, deve-se ao general PAZUELLO e ao coronel ELCIO. Portanto, fica o meu repúdio e o do povo em vê-los serem julgados por meros aventureiros, criaturas que não honram seus mandatos como homens públicos.

O que acontecer daqui em diante ficará registrado na história. Pode-se consignar como herói ou como vendilhão da pátria. Aqueles que nos antecederam deixaram um rastro de exemplos dignificantes. Cabe aos decisores do momento, em posições de mando, em cima das posturas dos que nos antecederam, além da interpretação das efemérides, se posicionarem da melhor forma possível, para que as Forças Armadas de hoje escrevam crônicas a serem honradas pelas futuras gerações.

Por fim, ao concluir esta proclamação relativa à injustiça que o general PAZUELLO e o coronel ÉLCIO estão sofrendo, visando atingir, unicamente, o Exército Brasileiro e o Presidente da República, recorro à frase enunciada por JÚLIO CESAR, antes de atravessar o rio Rubicão e tomar o Senado Romano:

ALEA JACTA EST (A SORTE ESTÁ LANÇADA)

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3 comentários

  1. Concordo com o senhor. É para ontem a resposta a ser dada a esse estabilishment corrupto e imoral. Mas o que acontece que não se materializa? Seria, talvez, devido ao fato de os militares durante os anos de PT terem se sentido muito à vontade naquela esfera de poder? Ou, também, não será que boa parte dos militares são do tipo “melancia”, assim como o Santos Cruz que quer ser vice do Lula? Acho triste essa situação, mas a resposta ao estabilishment não ocorre por não haver vontade no interior das instituições militares. Talvez reine aí uma imensa zona de conforto. Abraço a todos.

  2. Concordo plenamente em gênero, número e grau. E já é sem tempo, pois nossa dignidade, nossas leis e nosso honra já foi ultrajada por estes senhores que não merecem a posição extraordinária nas quais estão inseridos, e pior, com apoio espúrio de falsos legisladores e traidores da defesa das leis. Que nosso povo se erga com soberania defendendoa honra e a coisa certa, sem tergiversações.

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