Parceria russo-chinesa é mais extensa do que aliança político-militar, diz Lavrov

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Ministro das Relações Exteriores da Rússia,Sergey Lavrov, (Foto: Ministério das Relações Exteriores da Rússia/Tass).

Ministro das Relações Exteriores da Rússia,Sergey Lavrov, (Foto: Ministério das Relações Exteriores da Rússia/Tass).

A ampla parceria entre a Rússia e a China é mais do que uma aliança político-militar tradicional, disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, nesta terça-feira em um vídeo para os participantes da conferência internacional “Rússia e China: Cooperação em uma Nova Era”.

Lavrov observou que o Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável entre a República Popular da China e a Federação Russa, assinado em 2001, se baseia nas normas geralmente reconhecidas do direito internacional, principalmente nos objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas.

“O documento consagra acordos de apoio mútuo quando se trata de proteger a unidade do estado e integridade territorial, recusando-se a usar armas nucleares primeiro e recusando-se a mirar armas estratégicas umas contra as outras. Formulou um princípio segundo o qual as partes devem ‘respeitar a escolha recíproca para os rumos do desenvolvimento político, econômico, social e cultural’. As partes devem entrar em contato imediatamente se houver ameaça de agressão contra uma delas. Países terceiros não são permitidos em nossos territórios em detrimento da soberania, segurança e integridade territorial uns dos outros”, frisou o ministro.

“Assim, sem criar uma aliança político-militar formal, formamos uma base legal para a coordenação mais próxima em questões estrategicamente importantes que dizem respeito aos principais interesses de nossos estados. Essencialmente, a parceria abrangente russo-chinesa é mais do que uma aliança político-militar tradicional”, concluiu o alto diplomata russo.

Segundo ele, o artigo do tratado que trata sobre a falta de reivindicações territoriais mútuas, que diz que ambas as partes “estão decididas a fazer esforços ativos para construir uma fronteira entre os dois países em que prevaleçam a paz e a amizade duradouras” é de importância fundamental.

“Sua inclusão no texto ajudou a regular totalmente o chamado problema de fronteira, melhorando radicalmente a confiança mútua”, observou Lavrov.


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Tratado russo-chinês

O Tratado Russo-Chinês de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável continua a ser um documento eficaz que permite ajustar a cooperação estratégica entre Moscou e Pequim às novas realidades, afirmou o Ministro das Relações Exteriores da Rússia.

“O tratado de base, cujo 20º aniversário será celebrado em julho, é uma base sólida para as relações russo-chinesas. Estamos confiantes de que continuará sendo um documento eficaz e funcional que possibilita o desenvolvimento e o ajuste fino de nossa cooperação estratégica para as realidades mutáveis ​​desta nova era. Uma era que exige de todos nós – especialistas, diplomatas e políticos – atenção constante aos novos desafios e oportunidades, tendências e previsões”, disse o principal diplomata russo.

O chanceler reiterou que este documento foi assinado em 16 de julho de 2001, em Moscou, pelo presidente russo Vladimir Putin e Jiang Zemin, então presidente da República Popular da China.

“Ao virar esta nova página, as partes expressaram a intenção de transmitir a amizade entre os seus povos de geração em geração. A natureza das relações bilaterais de ‘uma parceria baseada na igualdade de confiança e interação estratégica’ que foi declarada anteriormente a nível político foi juridicamente confirmado. Assim, sem exagero, este histórico ato jurídico internacional documentou a formação de um novo modelo de nossas conexões transnacionais e sua passagem a patamares completamente novos”, observou o diplomata-chefe.

Fonte: Tass.

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