ISI, a agência de inteligência militar do Paquistão

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Capa-ISI

Montagem com o emblema do ISI e a bandeira do Paquistão.

Assinantes do VG tiveram acesso antecipado a este artigo. O ISI (Inter-Services Intelligence), a principal agência de inteligência do Paquistão, é responsável pela segurança nacional do país. No entanto, desde seu início as autoridades paquistanesas lhe atribuíram também atividades relacionadas à política interna, e a organização acabou por acumular enorme poder e influência.


O que se sabe sobre agências de inteligência sugere que agir de forma ilegal não é incomum para essas organizações. Mesmo em democracias supostamente estáveis, os governos nem sempre conseguem manter total controle sobre elas. Não raro, a CIA (Central Intelligence Agency, Agência Central de Inteligência) ou o FBI (Federal Bureau of Investigation, equivalente americano de nossa Polícia Federal) agem em desacordo com os governos americanos; mas como trabalham sob um grande manto de sigilo, não é fácil encontrar evidências consistentes de suas ações. Dada a natureza dessas organizações, suas operações podem nunca ser conhecidas do público em geral.

A comunidade de inteligência do Paquistão é uma das mais temidas do planeta. O ISI (Inter-Service Intelligence, Inteligência Interserviços), que responde ao Estado-Maior do Ministério da Defesa, já realizou grandes operações no estrangeiro, tais como o financiamento e treinamento de afegãos na guerrilha contra a União Soviética nos anos 1980, o armamento e treinamento do Talibã antes dos atentados terroristas contra os Estados Unidos em setembro de 2001 e, supõe-se, forneceu apoio aos separatistas no disputado território da Caxemira.

O ISI é o maior serviço de inteligência do Paquistão; além dele, os três ramos das forças armadas paquistanesas mantêm seus próprios serviços de inteligência tática. O país conta também com o Bureau de Inteligência (IB, Intelligence Bureau), responsável pela vigilância doméstica. De acordo com a constituição paquistanesa, o ISI deveria responder ao primeiro-ministro, mas na prática é um braço dos militares do país. É uma instituição semiautônoma que já derrubou a liderança civil do Paquistão ou o governou durante boa parte do tempo desde a sua independência. Sem dúvida, é a mais poderosa e mais politizada agência do país.

O ISI foi fundado em 1948 pelo major-general Robert Cawthome[1], com o objetivo de facilitar a coleta e compartilhamento de inteligência entre os três ramos das forças armadas paquistanesas. Com sede em Islamabad, seu número exato de funcionários é desconhecido, mas estimativas sugerem pelo menos 25 mil pessoas. Acredita-se que outras cerca de 30 mil atuam como informantes e funções relacionadas. O ISI emprega agentes aposentados e militantes sob sua influência ou patrocínio, incluindo o Talibã no Afeganistão e Paquistão e vários grupos extremistas na Caxemira, região pela qual o Paquistão e a Índia já foram à guerra.


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De acordo com Javid Ahmad, analista do Modern War Institute de West Point, o ISI não hesita em forjar alianças com grupos religiosos extremistas ou partidos políticos para atingir seus objetivos, que incluem o controle do Paquistão. De acordo com ele, a agência combina táticas antigas e novas, incluindo intimidação, sequestros, detenções arbitrárias, tortura e assassinatos. Executa operações de sabotagem, psicológicas e campanhas de influência.

Oficialmente, a função do ISI é zelar pela segurança nacional e, como tal, atua na coleta de informações e desenvolve operações relacionadas a ameaças externas ao Paquistão. No entanto, autoridades do país sempre lhe designaram atividades políticas. Ainda nos anos 1950, o general Mohammad Ayub Khan[2] ordenou o monitoramento de políticos oposicionistas do Paquistão Oriental, porque ele não confiava nos policiais bengaleses do CID (Criminal Investigation Department, Departamento de Investigação Criminal).

Da mesma forma, em 1973, o primeiro-ministro Zulfikar Ali Bhutto[3] empregou o ISI na coleta de inteligência no Baluchistão, depois da descoberta de um depósito de armas, supostamente enviadas pelo Iraque para ajudar os separatistas. Ele tampouco confiava nos policiais balúchis do CID. O general Muhammad Zia-ul-Haq[4], ditador militar do Paquistão de 1977 a 1988, encarregou o ISI de apoiar o movimento Mohajir Qomi na Província de Sindh, como forma de contrabalançar o Partido Popular do Paquistão, liderado por Benazir Bhutto[5].

Mas o maior impulso para a importância adquirida pelo ISI ocorreu durante a Jihad afegã dos anos 1980, quando a instituição recebeu a tarefa de estabelecer bases no Paquistão onde os Mujahidin (guerreiros islâmicos) seriam doutrinados e treinados para lutar uma guerra santa contra o Exército Vermelho Soviético que invadiu o Afeganistão em 1979.

Muhammad Zia ul-Haq, primeiro líder islâmico paquistanês e forte aliado dos EUA contra a expansão soviética, promoveu o ISI como um canal indispensável através do qual toda a ajuda e armamento fluiriam. Foi Zia, não a CIA, que decidiu quais grupos receberiam apoio.


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Durante este período, os islâmicos criaram milhares de escolas islâmicas (as madrassas), onde centenas de milhares de alunos foram doutrinados, a maioria vindos das tribos falantes do idioma pashto de ambos os lados da fronteira do Paquistão com o Afeganistão. Este esforço recebeu forte apoio dos Estados Unidos e da Arábia Saudita. Embora o ISI não tenha tido envolvimento direto na criação das madrassas, os alunos ali doutrinados foram convocados para as operações da jihad no Afeganistão e, mais tarde, na Caxemira indiana.

Quando os soviéticos se retiraram do Afeganistão em 1989 e os americanos saíram sem garantir uma transferência de poder aos políticos afegãos, irrompeu uma luta sangrenta pelo poder entre as facções rivais afegãs. O Paquistão apoiou os Talibãs Pashtun e a Índia deu apoio à Aliança do Norte. Os Talibãs foram vitoriosos e, com isso, a influência paquistanesa no Afeganistão aumentou consideravelmente.

Nesse processo, alguns oficiais do ISI se tornaram islâmicos radicais, embora o ISI continuasse sendo uma organização profissional com foco principal na segurança nacional paquistanesa. A jihad da Caxemira, que ganhou impulso depois da saída da União Soviética do Afeganistão, foi liderada por organizações militantes paquistanesas, como a Laskhar-e-Toyyaba[6] e a Jaish-e-Muhammad[7], que apoiaram ativamente a revolta popular de muçulmanos da Caxemira contra o domínio indiano. Como resultado, acabaram se envolvendo em conflitos violentos com tropas indianas. Posteriormente, expandiram suas atividades para a Índia, o que resultou em atentados terroristas na Caxemira indiana e outras partes da Índia. Há fortes suspeitas de que o ISI manteve conexões muito próximas com a Laskhar-e-Toyyaba e com a Jaish-e-Muhammad.

De acordo com o tenente-general Michael Flynn, ex-diretor de inteligência do JSOC (Joint Special Operations Command, Comando de Operações Especiais Conjuntas) e da DIA (Defense Intelligence Agency, Agência de Inteligência de Defesa), autor do relatório Fixing Intel: A Blueprint for Making Intelligence Relevant in Afghanistan, o Paquistão tinha inteligência superior, enquanto a CIA simplesmente não tinha a experiência necessária para vencer a guerra no Afeganistão.

Owen Stirrs, ex-analista da DIA e autor do livro Pakistan’s ISI, afirma que o ISI é muito mais do que simplesmente uma agência de inteligência, mas que dirige de facto o estado paquistanês. Stirrs defende a tese de que tudo o que acontece no país pode ser atribuído à agência, o que certamente implica que nenhum governo funcionará de forma independente enquanto o ISI detiver o poder político do país.


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Atuação fora do Oriente Médio

As atividades do ISI não se limitam ao Paquistão e Oriente Médio. Siegfried O. Wolf, analista do South Asia Democratic Forum, afirmou em agosto de 2020 que o ISI se envolveu na formação e treinamento de 40 guerrilheiros Rohingya, em Mianmar, do grupo Jamaat-ul-Mujahideen Bangladesh[8]. Segundo o analista, o principal objetivo do ISI seria a desestabilização dos países da região, o que confirmaria que Islamabad continua a apoiar o terrorismo.

Em 2008, depois do atentado em Mumbai, na Índia, que matou 174 pessoas, pelo grupo terrorista Laskhar-e-Toyyaba, foi estabelecida uma ligação com cidadãos paquistaneses que viviam em Brescia, na Itália, que teriam financiado e apoiado a coordenação do ataque.

Recentemente circularam notícias de que o ISI utilizaria organizações criminosas na França e na Tailândia como fachada para suas operações. Há também suspeitas de que organizações não governamentais e sem fins lucrativos que militam pela Caxemira nos Estados Unidos e cidades europeias são financiadas pelo ISI e utilizadas para encobrir atividades da agência.

Cumplicidade com o Talibã e a Al-Qaeda

Os líderes do Paquistão muitas vezes usaram habilidades do ISI para obter vantagens, especialmente em relação ao relacionamento do Paquistão com o Talibã. Direta ou indiretamente, o ISI nunca deixou de apoiar o Talibã, mesmo depois de 2001, quando o Paquistão se aliou aos EUA na guerra contra a Al-Qaeda e o Talibã. O jornalista britânico-paquistanês Ahmed Rashid escreveu:

“Mesmo enquanto alguns funcionários do ISI ajudavam oficiais dos EUA a localizar alvos do Talibã para bombardeiros americanos [em 2002], outros elementos do ISI injetavam novos armamentos para o Talibã. No lado afegão da fronteira, os agentes de inteligência [da Aliança do Norte] faziam listas dos caminhões do ISI que chegavam e as entregavam à CIA.”

Isso continua mais ou menos da mesma forma até hoje, especialmente na fronteira do Afeganistão com o Paquistão. De acordo com Steve Coll, em seu livro Ghost Wars: The Secret History of the CIA, Afghanistan, and bin Laden, from the Soviet Invasion to September 10, 2001:


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“No outono de 1998, relatórios da CIA e outras agências de inteligência americana documentaram muitas ligações entre o ISI, o Talibã, Bin Laden e militantes islâmicos operando no Afeganistão. Relatórios americanos classificados mostraram que a inteligência do Paquistão mantinha cerca de oito estações dentro do Afeganistão, equipadas por oficiais do ISI da ativa ou aposentados sob contrato. Relatórios da CIA mostraram que oficiais da inteligência paquistanesa em nível de coronel se reuniram com Bin Laden ou seus representantes para coordenar o acesso a campos de treinamento para combatentes voluntários com destino à Caxemira.”

A eficiência do ISI é incontestável: muitos dos envolvidos no atentado do 11 de Setembro mais procurados, entre eles Khalid Sheikh Mohammed[9], Abu Faraj al Libbi[10], Ibn Sheikh al Libbi[11] e Abu Zubaidah[12] foram capturados pelo ISI.

Ao negociar com o Talibã, os americanos apenas confirmam o que o ISI disse a eles há 20 anos: a paz no Afeganistão passa necessariamente pelo diálogo com o Talibã.

Poder

Dadas as suas atribuições primárias e seu envolvimento em operações com objetivos políticos, não surpreende que o ISI tenha acumulado muito mais poder e influência do que seria de esperar. Além disso, dado o fato de que os militares dominam a política paquistanesa, o ISI, como principal agência de inteligência militar, passou a ser muito temida.

Benazir Bhutto, ex-primeira-ministra paquistanesa, assassinada em 2007, disse uma vez que o ISI era um “estado dentro do estado”. Pervez Musharraf[13], ex-presidente do Paquistão, descreveu o ISI como “a primeira linha de defesa” do país. Em 2011, o International Business Times[14] classificou o ISI como a “melhor agência de inteligência do mundo”. Essas citações refletem a influência e o poder que a agência adquiriu. No entanto, a militância pode estar se tornando, ou já ter se tornado, um problema. Conforme disse Benazir Bhutto em 2007, em uma de suas últimas entrevistas:

“Hoje, os militantes estão se tornando em mais um pequeno estado dentro do estado, e isso está levando pessoas a dizer que o Paquistão está à beira de ser chamado de estado falido. Mas esta é uma crise para o Paquistão: a menos que lidemos com os extremistas e os terroristas, todo o nosso estado pode naufragar.”



Apoio ao combate à pandemia

Programas de vigilância e sistemas de rastreamento de contatos desenvolvidos pelo ISI no combate ao terrorismo têm sido usados pelo Paquistão em medidas de controle da pandemia do Covid-19. Os sistemas são empregados para rastrear pessoas que podem ter tido contato com indivíduos que testaram positivo para o vírus.

O primeiro-ministro do país, Imran Khan, disse em abril de 2020 que “o ISI nos deu um ótimo sistema de monitoração e rastreamento”, acrescentando que o método “foi originalmente usado contra o terrorismo, mas agora é útil contra o coronavírus”.

Grupos militantes como a Anistia Internacional acusam o ISI de empregar esses sistemas para sequestrar ativistas dos direitos humanos ao invés de utilizá-los apenas contra alvos legítimos de segurança.

Conclusão

Diferente da CIA e outras agências, o ISI é uma organização militar com hierarquia e disciplina fortemente estabelecidas. Governos civis já tentaram coloca-lo sob seu controle. Em 2008, por exemplo, o governo do Partido Popular do Paquistão manifestou sua decisão de colocar o ISI sob controle administrativo, financeiro e operacional do Ministério do Interior. No entanto, a decisão foi revertida em 24 horas.

No final de 2020, a agência parece estar consolidando seu poder, tornando-se mais forte do que nunca. Em novembro, o primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan[15], aprovou a criação do NICC (National Intelligence Coordination Committee, Comitê de Coordenação de Inteligência Nacional), que colocará todas as agências de inteligência do país sob controle do ISI.

Referências

Inter-Service Intelligence Directorate, Pakistani government agency. Encyclopaedia Britannica. Disponível em: https://www.britannica.com/topic/Inter-Service-Intelligence-Directorate.

MARINO, Francesca. Italy: The latest ISI outpost. First Post, 2 de fevereiro de 2019. Disponível em: https://www.firstpost.com/world/italy-the-latest-isi-outpost-6010711.html.

HASHIM, Asad. Pakistan using intelligence services to track coronavirus cases. Aljazeera, 24 de abril de 2020. Disponível em: https://www.aljazeera.com/news/2020/4/24/pakistan-using-intelligence-services-to-track-coronavirus-cases.

ROBERTS, Mark J. Pakistan’s Inter-Services Directorate: A State within a State? National Defense University Press, Joint Force Quarterly ed. 48, 1º trimestre de 2008. Disponível em: https://apps.dtic.mil/dtic/tr/fulltext/u2/a615259.pdf.

ALAM, Kamal. Pakistan’s ISI as a counter-terror fighting force – is it worth the hype? TRT World, 6 de novembro de 2018. Disponível em: https://www.trtworld.com/opinion/pakistan-s-isi-as-a-counter-terror-fighting-force-is-it-worth-the-hype-21415.

Pakistan’s ISI training terror groups in Myanmar. WION News, 15 de agosto de 2020. Disponível em: https://www.wionews.com/south-asia/pakistans-isi-training-terror-groups-in-myanmar-320851.

AHMAD, Javid. Pakistan’s Secret War Machine. National Interest, 7 de maio de 2018. Disponível em: https://nationalinterest.org/feature/pakistans-secret-war-machine-25733.

TRISTAM, Pierre. Profile of Pakistan’s Inter-Services Intelligence. ThoughtCo, 26 de outubro de 2019. Disponível em: https://www.thoughtco.com/pakistans-isi-or-inter-services-intelligence-2353442.

CHAZAN, David. Profile: Pakistan’s military intelligence agency. BBC News, 9 de janeiro de 2002. Disponível em: http://news.bbc.co.uk/2/hi/south_asia/1750265.stm.

Notas

[1] Robert Bill Cawthome nasceu na Austrália e foi major-general do Exército Indiano Britânico na Índia Britânica. Após a independência do Paquistão e da Índia, mudou-se para o Paquistão e entrou para o novo exército do país. Teve participação decisiva na criação da inteligência militar paquistanesa e atuou em várias funções relevantes no exército do país. Ao se aposentar voltou ao Reino Unido e viveu lá até sua morte.

[2] Muhammad Ayub Khan (1907-1974), foi um general do Exército do Paquistão. Depois de comandar as Forças Armadas do país, foi Ministro do Interior, Ministro da Defesa e Presidente do Paquistão.

[3] Zulfikar Ali Bhutto (1928-1979), líder do Partido Popular do Paquistão, foi presidente e primeiro-ministro do país. Era pai de Benazir Bhutto, que veio a ser duas vezes primeira-ministra paquistanesa.

[4] Muhammad Zia-ul-Haq (1924-1988), político e militar paquistanês, foi presidente do país.

[5] Benazir Bhutto (1953-2007), advogada e política paquistanesa, foi duas vezes primeira-ministra do país. Bhutto foi a primeira mulher a chefiar o governo de um país de maioria muçulmana.

[6] Laskhar-e-Toyyaba (sigla LeT; literalmente “Exército do Bem”, mas também traduzido como “Exército dos Justos” ou “Exército dos Puros”) é uma organização terrorista islâmica paquistanesa. Foi fundada em 1987 por Hafiz Saeed, Abdullah Azzam e Zafar Iqbal com financiamento de Osama bin Laden.

[7] Jaish-e-Mohammad (sigla JeM, literalmente “O Exército de Maomé”), é uma organização islâmica militante armada com sede no Paquistão cujo objetivo é separar a Caxemira da Índia. Fundada por Masood Azhar após ser libertado da prisão na Índia em 2000, foi oficialmente banida do Paquistão em 2002, mas continua a operar no país.

[8] O Jamaat-ul-Mujahideen Bangladesh, abreviado JMB, é uma organização terrorista islâmica fundada em abril de 1998 em Dhaka.

[9] Khalid Sheikh Mohammed, militante islâmico paquistanês, é considerado o principal arquiteto dos ataques de 11 de setembro. Foi capturado em março de 2003 em uma operação conjunta da CIA e do ISI, e atualmente está preso em Guantánamo.

[10] Abu Faraj al-Libbi é o nome falso de um líbio acusado de ser membro da Al-Qaeda. Seu nome verdadeiro é Mustafa Faraj Muhammad Masud al-Jadid al-Uzaybi. Ele foi capturado em maio de 2005 pelo ISI e está preso em Guantánamo.

[11] Ibn al-Shaykh al-Libi (1963-2009), cidadão líbio, comandou o campo de treinamento Khaldan, no Afeganistão, usado para os ataques de 11 de setembro. Foi capturado pelo ISI em novembro de 2001 e transferido para o exército dos EUA em janeiro de 2002. Em maio de 2009, o governo informou que ele se suicidou na prisão. A Human Rights Watch pediu uma investigação sobre sua morte, e o jornal The New York Times noticiou que ele foi torturado até a morte.

[12] Abu Zubaydah é um palestino acusado de ter atuado no campo de treinamento da Al Qaeda em Khaldan, no Afeganistão, onde supervisionava o fluxo de recrutas e obtinha passaportes e documentos para o pessoal que se transferia. Ele também teria atuado como instrutor. Zubaydah foi capturado no Paquistão em março de 2002 e está detido pelos EUA em Guantánamo.

[13] Syed Pervez Musharraf (Nova Délhi, Índia, 1943) é general do exército e político paquistanês. Foi presidente de 2001 até 2008. Renunciou depois de uma campanha pelo seu impeachment.

[14] Veja em: https://www.ibtimes.co.uk/intelligence-agencies-world-2011-261075. O IBT, International Business Times, lançado em 2005, pertence à IBT Media (fruto de uma separação da Newsweek em 2018). O IBT é uma das maiores fontes de notícias on-line do mundo, com quarenta milhões de visitantes por mês.

[15] Imran Ahmad Khan Niazi (Lahore, Paquistão, 1952) é o atual primeiro-ministro do Paquistão. Khan foi um proeminente jogador de críquete, e entrou para a política ao se aposentar do esporte, nos anos 2000.

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