Segunda participação de Aldo Rebelo no Canal Arte da Guerra

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Capa-Aldo-Rebelo

Aldo Rebelo (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil).

Em sua segunda participação no Canal Arte da Guerra, desta vez numa entrevista ao vivo no programa Café com Defesa que foi ao ar em 13 de fevereiro de 2021, Aldo Rebelo conversou com o editor do canal, o comandante Robinson Farinazzo, com Albert Caballé Marimón, do Velho General, e com o comandante Francisco Novellino, do site Mar e Defesa.


Mais uma vez demonstrando sua preocupação com o país, Rebelo respondeu a perguntas sobre a situação atual do Brasil, permeando suas respostas com passagens da história, mais uma vez mostrando a importância do conhecimento histórico na contextualização da realidade atual.

  • Discorreu sobre a pauta de Defesa, comentando que o baixo interesse da sociedade se deve a uma provável baixa percepção dos riscos enfrentados pelo país;
  • Narrou episódios da história brasileira e sugeriu uma união nacionalista para a resolução de alguns problemas. Como exemplos desta união mencionou a Batalha de Guararapes, na qual brasileiros no século XVII de diferentes raças (índios, negros e europeus) se uniram para expulsar o invasor holandês, com destaque para rancheiros como Felipe Camarão, Henrique Dias, juntamente com André Vidal de Negreiros. Lembrou que o general Zenildo Zoroastro de Lucena classificou esta batalha como a origem do Exército Brasileiro. Outro exemplo foi a união da dissidência da família real dos Bragança com José Bonifácio para conseguir a Independência do Brasil. Comentando sobre a Nova República, discorreu sobre a união do general Góes Monteiro com Getúlio Vargas durante o combate ao Movimento Tenentista e finalizou mencionando o reconhecimento do presidente Geisel aos governos africanos marxistas, numa demonstração amigável de respeito estadista, apesar da bipolaridade daquela época (Capitalismo x Comunismo);
  • Rechaçou veementemente o recente documento de cidadãos brasileiros solicitando a criação de uma “CPI Americana no Brasil” em tom crítico aos que defendem tal iniciativa, classificados pelo ex-ministro como “pessoas da esquerda progressista”;
  • Criticou a condução do atual governo brasileiro ao privilegiar os EUA em detrimento da Índia, com a provável intenção de se conseguir um possível favorecimento aos fármacos americanos;
  • Discordou do relacionamento mantido pelo atual governo brasileiro com os países vizinhos, sugerindo uma política mais centrada nos países do cone sul. Opinou que o atual governo atua na contramão de fatos como quando presidente Figueiredo conduziu a política externa durante a Guerra das Malvinas em 1982, ou seja, uma política mantendo a neutralidade, mas visando o bem-estar do país vizinho. Criticou indiretamente um artigo do atual chanceler Ernesto Araújo classificando a eleição de Donald Trump como “se fosse a salvação do Ocidente”;
  • Ainda sobre a política externa brasileira, sugeriu que o posicionamento brasileiro fosse pautado levando em consideração a “Teoria dos Círculos Concêntricos” (são 3). Ao mesmo tempo, enfatizou que a maior ameaça ao Brasil é a divisão causada pela “ideologia de gênero”. Para a união do país, sugeriu a criação de uma coesão para a reindustrialização do país, que beneficiaria também a Ciência e Tecnologia. Para exemplificar esse tipo de iniciativa, mencionou o projeto do primeiro computador brasileiro, desenvolvido pela UNICAMP e a Marinha, que devido ao vínculo com a Armada, foi apelidado de “Cisne Branco”. Pouco tempo depois, foi criado outro programa de informática, desta vez com cooperação entre a USP e a FAB, que, em contraposição, foi chamado de “Patinho Feio”. Sobre a Teoria dos Círculos Concêntricos, sugeriu primeiro “arrumar a casa” (1º Círculo), ou seja, resolver os problemas internos, para posteriormente, cuidar das situações regionais (2º Círculo), sempre evitando provocações ou cisões com países vizinhos. Disse que tais cisões podem gerar margens para que países vizinhos fiquem acuados, impelidos a abrir espaço para apoio estrangeiro (por exemplo, Venezuela x China x Rússia). O ex-ministro deu a entender que após a resolução dos dois primeiros Círculos, o Brasil teria força para se concentrar nas questões internacionais (3º Círculo), podendo fazer alianças com as demais potências, pois assim conseguiria acesso à créditos internacionais para financiamento dos projetos;

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  • Referindo-se especificamente aos EUA, exaltou a importância do Brasil durante a II Guerra Mundial, pois além do fornecimento de borracha – matéria-prima essencial para equipamentos militares –, a base de Natal foi a instalação militar mais movimentada durante o conflito;
  • Ao comentar sobre os EUA e a China, iniciou tratando sobre os EUA, ressaltando que, durante a história, nem sempre este país foi um aliado brasileiro. Para exemplificar, mencionou o financiamento de rebeliões internas durante a “Confederação do Equador”, na qual foram cedidos aos rebeldes cerca de US$ 800 mil com a presença de um cidadão americano chamado James H. Rogers, executado pelo Governo Imperial juntamente com o revoltoso Frei Caneca. Também mencionou a sabotagem do governo americano aos programas nuclear e espacial brasileiros, sendo que o programa nuclear brasileiro vinculado à Marinha foi justamente uma resposta a esta interferência. Ao citar a China, ressaltou que o modelo político chinês é diferente do escolhido pelos brasileiros e afirmou que apesar desta diferença, a política externa deveria ser pautada pelos interesses das nações. Como exemplos de parceiras com os chineses, mencionou a abertura das relações diplomáticas durante o governo do presidente Geisel, o que posteriormente possibilitou desenvolvimento de programas tecnológicos durante os governos de Sarney, FHC e Lula. Por isso, finalizou esta fala enfatizando a necessidade de uma política de manutenção da neutralidade com as maiores potências mundiais, aproveitando assim o que elas têm de melhor a oferecer, segundo os interesses da nação brasileira;
  • Defendeu a existência de uma agenda permanente no Congresso Nacional para tratar de Defesa e reclamou da “alienação do cidadão brasileiro” causada pelas universidades ao construírem a narrativa de que as forças armadas são uma ameaça à Democracia. Também criticou o pensamento liberal, o qual sobrepunha e impedia os interesses do bem comum brasileiro. A existência desta agenda poderia amenizar a falta de um lobby no Congresso, já que as forças armadas estão impossibilitadas de fazer paralisações ou greves, pois são pautadas pela hierarquia e disciplina;
  • Sugeriu um “Movimento de Construção” pautado no que ele chamou de “O 5º Grande Movimento”. Assim, o ex-ministro explicou cronologicamente os primeiros quatro movimentos para discorrer finalmente sobre o quinto:
    • Primeiro Movimento: Chamado de “Base física”, o qual foi concretizado pelo Descobrimento do Brasil e posterior exploração dos Bandeirantes;
    • Segundo Movimento: Independência, que foi importante para evitar a desfragmentação territorial, tal como ocorreu na América Espanhola;
    • Terceiro Movimento: Consolidação da Independência. A saída de Dom Pedro I do Brasil gerou um vácuo de poder, já que o sucessor, Dom Pedro II, era menor de idade. Assim, o país foi governado por Regentes até que atingisse a maioridade. Rebelo ressaltou que a Regência somente foi possível pelo papel garantidor mantido pelo Exército e pela Marinha;
    • Quarto Movimento: Republicano. Mencionou que os problemas atuais brasileiros ainda giram em torno deste movimento, o qual foi muito desenvolvido durante os tempos de Getúlio Vargas. Comentou acerca de Getúlio não possuir uma ideologia de direita ou esquerda, pois foi atacado tanto pelo Movimento Tenentista (comunista), como pelo Integralista (nacionalista e considerado à direita no aspecto político);
    • Enfim, sugeriu que o Quinto Movimento poderia ser batizado de “Reconstrução do Brasil em Unidade”. E para isso, tal ação deveria ser centrada em três eixos:
      • Crescimento econômico com a reindustrialização do país;
      • Redução das Desigualdades: mencionou como fator negativo contemporâneo a necessidade de milhões de brasileiros receberem auxílio do governo federal durante a pandemia do Covid-19;
      • Manutenção da Democracia: ao discorrer sobre este tópico, criticou a tendência de uma dedicação excessiva dos brasileiros à indústria do entretenimento pueril.

Assista à entrevista completa:

https://youtu.be/fevJkbgIBJU

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