As tensões entre as maiores potências militares do planeta

Imagem: Space News.

Uma série de acontecimentos envolvendo os EUA, a Rússia e a China demonstram que as relações entre as principais potências militares do planeta vivem um momento de tensionamento bem acima da normalidade.

EUA estariam preocupados pela China estar pronta para “flertar com ideia de unificar” Taiwan

Formação da marinha chinesa (Foto: Li Gang/AP/Xinhua).

Embora os EUA não questionem oficialmente que Taiwan faz parte da China, Washington tem aumentado atividade naval no Estreito de Taiwan sob pretexto de garantir a livre passagem.

Radar Semanal 26/03/2021

Foto: Prefectura Naval Argentina.

Nesta edição do Radar, uma análise do SCMP sobre a união de China e Rússia frente às sanções americanas; artigo da Foreign Affairs avalia que a atual competição entre China e EUA, embora perigosa, não configura uma nova Guerra Fria; no Defense News, os exercícios militares greco-sauditas e possíveis impactos nas relações com os turcos; na Time, as estimativas dos impactos globais do bloqueio no Canal de Suez; e uma análise da expansão da influência chinesa na América do Sul, especialmente na Argentina, e a fraca reação dos EUA.

Radar Semanal 12/03/2021

Destaques para o orçamento de Defesa da China para 2021; a Arábia Saudita retoma negociação dos S-400 com a Rússia; empresa de defesa francesa apresenta blindado inovador; China deve construir hidroelétrica em novo ponto de atrito com a Índia; e um bombardeiro B-1B pousa pela primeira vez na região do Círculo Polar Ártico, irritando a Rússia.

A ascenção da China, a hegemonia norte-americana e a Armadilha de Tucídides

A impressionante velocidade do crescimento da China e sua expansão nos campos econômico, tecnológico e militar levam inevitavelmente a um choque com os interesses dos Estados Unidos, a potência – até então – hegemônica. Com o acirramento das tensões devido à forte competição, conseguirão estes países evitar a Armadilha de Tucídides?

Crise em Mianmar

A crise desencadeada pelo golpe de estado em Mianmar, antiga Birmânia, no último dia 1º de fevereiro, oferece uma interessante possibilidade de avaliar as posições e comportamentos das potências em confronto: de um lado a China, com interesses econômicos no país, e do outro, o novo governo dos EUA (e, em sua esteira, a UE), eleito sob a bandeira da defesa dos direitos humanos.

A disputa de EUA e China pela hegemonia global

No início dos anos 1970, sob a liderança do secretário de estado Henry Kissinger e do presidente Richard Nixon, os EUA se aproximaram da China, visando afastar o país asiático da influência da União Soviética. Desde então o Dragão vem crescendo econômica e militarmente, expandindo sua influência e agora ameaça a hegemonia dos EUA.

China encara um balanço financeiro

Tomando por base o caso recente do Alibaba/Ant Group, é difícil discernir se acontecimentos incomuns são um sinal da fraqueza ou força de Pequim. A repressão a conglomerados de tecnologia trará medo em Pequim de que seu crescente controle sobre dados e informações, que o Partido Comunista da China deseja monopolizar, se traduzirão em poder político e romperão falhas históricas regionais e socioeconômicas da China? Ou Pequim está apenas se flexionando a serviço de uma política prudente?

Os planos chineses para os próximos cinco anos

Na revisão de seu Plano Quinquenal, a China reforça a liderança de Xi Jinping, mostra que o Partido Comunista Chinês continua forte e mais uma vez demonstra que o país possui planos para executar suas estratégias. A dúvida que resta é se os seus adversários também têm planos para competir à altura.

Radar Semanal 23/10/2020

A questão dos Uigures na China, instalação de mísseis hipersônicos em todos os destroieres americanos da classe Arleigh Burke, um novo drone vietnamita e o conflito do Nagorno-Karabakh estão entre os assuntos abordados no Radar desta semana.