Radar Semanal 02/07/21

Meninas ensaiam na Praça Tiananmen, Pequim, antes do desfile comemorativo do 100º aniversário da fundação do Partido Comunista Chinês (Foto: Foreign Policy).

Nesta edição do Radar, trazemos uma matéria sobre a realização de jogos de guerra conjuntos entre os EUA e o Japão, em preparação para um possível confronto com a China por Taiwan; um artigo explana como a OTAN vem evoluindo sua concepção sobre ataques cibernéticos; uma avaliação da relação entre a União Europeia e a Turquia; e uma análise mostra que o partido chinês mantém uma consistência nacionalista ao longo de seus 100 anos de existência.

Xi Jinping: Rejuvenescimento nacional da China é uma “inevitabilidade histórica”

O presidente chinês, Xi Jinping, discursa durante as comemorações do 100º aniversário da fundação do Partido Comunista da China (Foto: Reuters).

Em discurso no centenário de fundação do PCC, o presidente Xi Jinping exaltou o curso “irreversível” da China, de colônia humilhada a grande potência, apresentando-se de forma desafiadora aos rivais, afirmando que ninguém terá permissão para “nos intimidar, nos oprimir”.

A ascenção da China, a hegemonia norte-americana e a Armadilha de Tucídides

A impressionante velocidade do crescimento da China e sua expansão nos campos econômico, tecnológico e militar levam inevitavelmente a um choque com os interesses dos Estados Unidos, a potência – até então – hegemônica. Com o acirramento das tensões devido à forte competição, conseguirão estes países evitar a Armadilha de Tucídides?

O Império do Mao

Considerando a declaração de Xi Jinping de estabelecer hegemonia global até 2050, a ameaça de retomar Taiwan por via militar, a criação de Ilhas artificiais no Mar do Sul da China, a instalação de bases militares em vários territórios (inclusive o Ártico) e silenciosamente controlando instituições internacionais (vide OMS), a China é hoje uma potência disruptiva da ordem internacional.