Reflexões sobre Poder: A China, o Ocidente e o Brasil

Imagem: VG.

Com a queda da URSS e o fim da bipolaridade da Guerra Fria, os Estados Unidos se consolidaram como potência hegemônica, impondo sua visão e valores durante as décadas seguintes. No Século XXI, o crescimento da China e consequente embate com os EUA requer uma análise cuidadosa. O fato é que avaliar a ascensão da China por uma ótica puramente ocidental levará inevitavelmente a erros de avaliação.

Um novo diabo

Imagem: Donna Kirby/Pixabay.

O sistema ideológico globalista: é melhor o diabo que conhecemos, ou um novo?

Estados Unidos, China e a transição de poder no Século XXI

Imagem: Theasis/Getty Images.

A geopolítica contemporânea não está reeditando o sistema bipolar vivido durante a Guerra Fria, mas passando por uma crise de transição típica da disputa entre um poder hegemônico e outro ascendente, tal como ocorreu durante as décadas anteriores à Primeira Guerra Mundial. Resta saber como essa dinâmica será processada no século XXI.

A ascenção da China, a hegemonia norte-americana e a Armadilha de Tucídides

A impressionante velocidade do crescimento da China e sua expansão nos campos econômico, tecnológico e militar levam inevitavelmente a um choque com os interesses dos Estados Unidos, a potência – até então – hegemônica. Com o acirramento das tensões devido à forte competição, conseguirão estes países evitar a Armadilha de Tucídides?

A disputa de EUA e China pela hegemonia global

No início dos anos 1970, sob a liderança do secretário de estado Henry Kissinger e do presidente Richard Nixon, os EUA se aproximaram da China, visando afastar o país asiático da influência da União Soviética. Desde então o Dragão vem crescendo econômica e militarmente, expandindo sua influência e agora ameaça a hegemonia dos EUA.

O Império do Mao

Considerando a declaração de Xi Jinping de estabelecer hegemonia global até 2050, a ameaça de retomar Taiwan por via militar, a criação de Ilhas artificiais no Mar do Sul da China, a instalação de bases militares em vários territórios (inclusive o Ártico) e silenciosamente controlando instituições internacionais (vide OMS), a China é hoje uma potência disruptiva da ordem internacional.