Radar Semanal 23/07/2021

Foto: Geopolitical Monitor.

A edição desta semana do Radar traz uma análise da situação de Cuba, com quatro possíveis desfechos; um sumário das ações da Rússia em suas zonas de influência; uma avaliação da política americana para o Sul do Cáucaso; e a notícia de que a China quer maior aproximação de seus militares com o público.

Truques sujos e planos mirabolantes: a Operação Mongoose

Fidel Castro diverte-se com as notícias de um plano para seu assassinato, por volta de 1959 (Foto: Bettmann/Getty Images).

Fidel Castro foi uma das figuras mais conhecidas da Guerra Fria. Ele foi especialmente famoso nos Estados Unidos porque os funcionários do governo americano estavam desesperados para vê-lo destituído do poder. O presidente Kennedy gastou mais tempo com Cuba do que com qualquer outro problema de política externa durante seu mandato.

Putin elogia contribuição “inestimável” de Raúl Castro para as relações russo-cubanas

Vladimir Putin (Foto: Mikhail Klimentyev/Escritório de Informação e Imprensa Presidencial Russa/Tass).

Raúl Castro deixou o cargo de Primeiro Secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, dizendo que não aceitaria ofertas para permanecer nas estruturas de topo do Partido, mas ainda seria um “lutador da Revolução”.

Especulando sobre a China e Cuba

Num exercício de imaginação, o autor procura traçar um paralelo entre a situação geopolítica da Guerra Fria, envolvendo os EUA e a URSS durante a crise dos mísseis em Cuba, e a atual disputa entre os Estados Unidos e a China, criando um cenário hipotético, mas, nas suas próprias palavras, intrigante. Dado o cenário especulado, cabe a pergunta: Poderia Cuba ser tão importante para a China quanto foi para a União Soviética?

Batalha de Wizna, as “Termópilas Polonesas”: entre o mito e o fato (Parte 1)

Afoito, quase desesperado, o soldado de artilharia Seweryn Biegański pedala furiosamente pela estrada que atravessa a floresta, rumando na direção de Góra Strękowa, 36 km ao sul. Ele saiu do Forte Osowiec, cidadela que se manteve inexpugnável por seis meses e meio na I Guerra e não foi tomada pelos alemães nem mesmo com o uso de armas químicas. Tem pressa e precisa ter mesmo. É manhã de 10 de setembro de 1939, décimo dia da invasão alemã à Polônia, e Biegański leva uma mensagem ao capitão Władysław Raginis, comandante do setor Wizna.

O avanço globalista na civilização ocidental

As ideias e conceitos do Globalismo vem avançando no Ocidente, entrando em choque com os valores do Conservadorismo. Este artigo apresenta uma análise através da metodologia Global Business Network para avaliar fatores-chave de ambas as correntes de pensamento, procurando identificar os possíveis cenários que podem surgir a partir deste confronto.

Diagnóstico da (in)segurança

A população não se atém às estatísticas do crime e sim aos fatos que geram a sensação de insegurança e reforçam o medo concreto. É imperativo que a lei penal brasileira seja menos benevolente com criminosos, deixando de conceder benefícios e regimes carcerários alternativos. Diante do clima de insegurança, medo e descrédito nas instituições responsáveis pela segurança da população, tem surgido soluções imediatistas que não resolvem os problemas.

Obama, Trump e Biden: consistência na política externa

Embora se espere que a política externa dos Estados Unidos sob a próxima administração Biden se afaste de alguns dos princípios-chave da política do presidente Donald Trump, como o “America First”, George Friedman, analista do Geopolitical Futures, aponta para uma grande possibilidade de continuidade, especialmente no que diz respeito às relações com a China e a Rússia.

Satélites militares: Compendium

O reconhecimento por satélites afetou profundamente a Guerra Fria, mas era uma atividade realizada sob tanto sigilo que suas contribuições para a estabilidade internacional durante esse período não foram amplamente divulgadas. A compilação Satélites militares: Compendium, de autoria de Junior Miranda, que ora disponibilizamos para download, procura fornecer um painel geral sobre os projetos espaciais militares de alguns países nas últimas décadas.

Energia nuclear no Brasil atinge nova marca mundial

Operando por 13 meses consecutivos com fator de capacidade de 99,43%, Angra 2 estabelece uma nova marca mundial de tempo de operação contínua, mostrando que o Brasil não pode se dar ao luxo de abrir mão de uma fonte energética com tal grau de segurança operacional e de garantia de fornecimento, com economicidade e impactos ambientais próximos de zero.