DOSSIÊ VG
Ed. 2 de junho de 2026
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CENÁRIO ESTRATÉGICO
Na primeira terça-feira de junho, o mundo acordou com dois movimentos simultâneos que revelam a lógica da nova ordem internacional: a diplomacia sendo usada como arma de informação e o comércio sendo usado como instrumento de coerção política. No Oriente Médio, Trump não enviou um bombardeiro – vazou uma conversa. A briga com Netanyahu, com direito a xingamentos e ameaças, foi deliberadamente entregue à imprensa para convencer o Irã de que Washington tem autoridade real sobre Tel Aviv. Funcionou: Teerã retomou as negociações horas depois.
No Brasil, o governo acordou com a proposta americana de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, apresentada como disputa comercial, mas chegando semanas após a classificação do PCC e CV como entidades terroristas e a visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca. A coincidência de timing é difícil de ignorar. Enquanto isso, a Rússia lançou um dos maiores ataques aéreos da guerra contra Kiev, declarou que o conflito entrou em um “novo paradigma” e deixou claro que não há negociação possível sem a capitulação ucraniana.
O mundo de junho de 2026 é um lugar onde as guerras se travam em múltiplos domínios ao mesmo tempo, e o Brasil está no centro de pelo menos dois deles.
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