Cerimônia alusiva ao 213º aniversário do Corpo de Fuzileiros Navais

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Capa-Fuzileiros

Banda Marcial dos Fuzileiros Navais apresentou-se na cerimônia (Foto: Alexandre Manfrim/CCOMSOD).

Rio de Janeiro (RJ), 05/03/2021 – Música, história e homenagens marcaram a cerimônia alusiva ao aniversário de 213 anos do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) na Fortaleza de São José da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, na noite dessa quarta quarta-feira (04). A solenidade restrita devido à pandemia, contou com a presença do Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, do Comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior, e do Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, almirante Paulo Martino Zuccaro.

Durante a cerimônia, apresentações da Banda Marcial dos Fuzileiros Navais intercalaram a exibição de vídeos, homenagens, projeções, entrega de medalhas e narração da história do CFN. O conjunto musical cativou o público por sua apresentação não só musical, mas também visual: enquanto tocavam, os integrantes faziam evoluções formando figuras como uma âncora. Houve ainda salva de tiros de canhão.


O Ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, discursou na cerimônia (Foto: Alexandre Manfrim/CCOMSOD).

Ao dirigir-se aos presentes, o ministro Fernando Azevedo falou da emoção que sentia presenciando cada momento da comemoração. Ele atuações de destaque do CFN, como a Operação Covid-19, de combate aos efeitos do novo coronavírus, e a Operação Verde Brasil 2, de enfrentamento aos crimes ambientais.

“Os fuzileiros contribuem diretamente para o desenvolvimento do nosso país, seja por meio do Programa Forças no Esporte, que vem mudando a vida de milhares de crianças e adolescentes, ou com a incorporação pioneira de mulheres como oficiais combatentes”, enalteceu.


O Comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior, também prestigiou a cerimônia (Foto: Alexandre Manfrim/CCOMSOD).

O Comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior, disse que “o CFN continuará honrando a Marinha como força estratégica por excelência, expedicionária e de pronto emprego”.

Ao longo de 213 anos, diversos momentos marcaram a história do CFN. Uma delas foi a primeira apresentação da Oração à Bandeira, pelo poeta Olavo Bilac, no Pátio da Fortaleza de São José em 1915. O poema recebeu a composição musical de Francisco Braga e se transformou no Hino à Bandeira Nacional.

O feito foi relembrado pelas sargentos Patrícia Monção, Laís Souza e Fernanda Gualberto que entoaram o hino. A Banda dos Fuzileiros ainda executou Mulher, de Erasmo Carlos, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, aos 20 anos do ingresso da mulher nas fileiras do CFN e ao primeiro ano em que as aspirantes da Escola Naval puderam optar por ingressar nos corpos da Armada, de Fuzileiros Navais ou de Intendentes.


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O Comandante do Comando Militar do Leste, general José Eduardo Pereira, e o Comandante do Comando Aéreo Leste (III COMAR), major-brigadeiro-do-ar Luiz Guilherme Silveira de Medeiros, também prestigiaram a cerimônia, representando, respectivamente, o Comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, e o Comandante da Força Aérea, tenente-brigadeiro-do-ar Antonio Carlos Moretti Bermudez.

Presença histórica

Em 7 de março de 1808, a Família Real Portuguesa aportou no Brasil sob escolta da Brigada Real da Marinha, sendo essa a origem histórica do Corpo de Fuzileiros Navais. Desde então, a corporação militar está presente em diversos momentos marcantes da história do Brasil. Em 1809, o príncipe regente concedeu à Brigada Real da Marinha a Fortaleza de São José, como prêmio ao sucesso na invasão à colônia francesa Caiena. Até hoje, o local é a sede do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais.

O CFN tem como lema ADSUMUS, que significa “aqui estamos”. A frase representa o comprometimento dos militares com a Marinha e com a população brasileira. Além disso, reforça a disponibilidade de cada um deles para cumprir qualquer missão que lhes seja confiada.

Fonte: Ministério da Defesa / Centro de Comunicação Social da Defesa (CCOMSOD) / Texto: Mariana Alvarenga.

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