
Destruído em 12 dias e reconstruído em meses: como o Irã perdeu metade de sua capacidade de lançamento, recebeu apoio da China, reconfigurou sua doutrina e voltou a disparar centenas de mísseis – e por que esse arsenal não pode ser facilmente eliminado por meios militares.
Sumário Executivo
O arsenal de mísseis iranianos constitui o pilar central da estratégia de deterrência e projeção de força do Irã, combinando uma vasta gama de sistemas de armas com uma rede de veículos lançadores móveis (TELs – Transporter Erector Launchers, Transportador Eretor Lançador) que conferem mobilidade, dispersão e sobrevivência ao programa. No período coberto por esta análise (últimos três anos, de março de 2023 a março de 2026), o arsenal iraniano passou por um ciclo completo de construção, consumo maciço em combate, degradação severa e reconstrução acelerada.
De acordo com as informações encontradas na pesquisa, antes da Guerra de 12 Dias (13–24 de junho de 2025), o Irã dispunha de um estoque estimado em 2.500 a 3.000 mísseis balísticos e aproximadamente 300 a 400 TELs operacionais. O conflito resultou no disparo de aproximadamente 500 mísseis contra Israel, na destruição de mais de 120 TELs e na degradação de 50 a 67% da capacidade de lançamento. Apesar dessas perdas, o Irã iniciou imediatamente um esforço de reconstrução apoiado por transferências tecnológicas e de insumos da China, notadamente o perclorato de sódio – componente crítico do propelente de combustível sólido.

Em dezembro de 2025, os estoques “pesados” de mísseis balísticos haviam sido reconstituídos a cerca de 2.000 unidades, e em março de 2026, durante a Operação Fúria Épica (ataque conjunto EUA-Israel), o Irã ainda era capaz de disparar 150 a 200 mísseis contra Israel, aproximadamente 140 contra os Emirados Árabes Unidos e 63 contra o Catar. Essa capacidade, embora inferior à anterior, demonstra a resiliência do programa e a dificuldade de sua eliminação completa por meios militares.
Período de Cobertura: Março 2023 – Março 2026.
Foco: Mísseis balísticos, de cruzeiro, antinavio e de curto/médio alcance; veículos lançadores (TELs) | capacidade produtiva | estoques | degradação de capacidades | uso em conflitos recentes.
Parte I: Panorama Geral do Arsenal de mísseis
O programa de mísseis iraniano é o maior e mais diversificado do Oriente Médio, desenvolvido ao longo de décadas com base em tecnologia norte-coreana, soviética e, progressivamente, de desenvolvimento doméstico.
O arsenal abrange quatro categorias principais: mísseis balísticos de curto e médio alcance (SRBM e MRBM), mísseis de cruzeiro de lançamento terrestre (LACM), mísseis antinavio balísticos e sistemas de defesa aérea com lançadores móveis. A tabela a seguir apresenta uma síntese dos principais sistemas, com base nas estimativas mais recentes disponíveis:

A capacidade produtiva iraniana é estimada em dezenas de mísseis por mês, com gargalo crítico no fornecimento de perclorato de sódio para os sistemas de combustível sólido. O objetivo estratégico declarado é alcançar um estoque de 8.000 mísseis balísticos no longo prazo.

Parte II: Veículos Lançadores Móveis (TELs)
Os TELs são o elemento que transforma o arsenal de mísseis iranianos em uma ameaça operacionalmente viável. Sem plataformas de lançamento móveis, os mísseis seriam vulneráveis a ataques preventivos em depósitos fixos. A mobilidade dos TELs permite dispersão, ocultamento e relançamento em múltiplos locais, dificultando a neutralização completa do arsenal.
Tipos de TELs Identificados
Lançadores de Mísseis Balísticos:
Os lançadores de mísseis balísticos iranianos são veículos road-mobile de múltiplos eixos, capazes de operar em terrenos variados. Os principais sistemas identificados incluem os lançadores do Haj Qassem (MRBM, 1.400 km), do Shahab-3 e variantes (MRBM, 800–2.000 km), do Fateh-110 e variantes (SRBM, 300–700 km) e do Qiam-1 (SRBM, 700–800 km).
Lançadores de Defesa Aérea:
O sistema Raad possui um TEL de três eixos carregando três mísseis, com comprimento de 7,36 m, diâmetro de 0,76 m, peso de lançamento de aproximadamente 3.000 kg e carga de 450 a 500 kg, com radares integrados de detecção e controle de fogo. O sistema Sayyad (variantes 2, 3 e 3G) opera em lançadores móveis integrados com capacidade de detecção de 150 km e rastreamento eletro-óptico.
Lançadores de Foguetes Múltiplos (MLRS):
O sistema Zelzal e o Fajr-3 (calibre 240 mm) operam em configurações de lançadores múltiplos, com mobilidade em estradas e capacidade de dispersão rápida.

Parte III: A Guerra de 12 Dias (Junho 2025) — Consumo e Degradação
A Guerra de 12 Dias (13–24 de junho de 2025), denominada Operação Rising Lion por Israel, representou o maior teste operacional do arsenal de mísseis iranianos e resultou em sua degradação mais severa desde a criação do programa.
Consumo de Mísseis e Efetividade
O Irã disparou aproximadamente 500 mísseis balísticos contra Israel ao longo do conflito, com estimativas de estoques iniciais entre 2.500 e 3.000 unidades. A análise acadêmica publicada na revista Middle East Policy estima que até 500 mísseis foram produzidos pelo Irã em 2024–2025, indicando que o conflito consumiu praticamente toda a produção recente do programa.
Destruição de TELs e Infraestrutura
A destruição de lançadores foi um dos objetivos prioritários das operações israelenses. Segundo a IDF e o JINSA, mais de 120 TELs foram destruídos, representando aproximadamente um terço do arsenal total de lançadores. Estimativas mais amplas, incluindo danos e inoperabilidade, apontam para a neutralização de 50 a 67% da capacidade de lançamento. Além dos TELs, o conflito resultou na destruição de 70 baterias de defesa aérea e danos a 35 instalações de produção de mísseis. O IISS identificou supostas limitações estruturais na estratégia de mísseis iranianos reveladas pelo conflito, incluindo a vulnerabilidade dos TELs a ataques de precisão.

Parte IV: Reconstrução e Recuperação (Julho 2025 – Fevereiro 2026)
Imediatamente após o cessar-fogo, o Irã iniciou um esforço acelerado de reconstrução de seu arsenal, apoiado por transferências de insumos e tecnologia da China.
Importações Críticas e Capacidade Produtiva
O principal gargalo identificado na reconstrução foi o fornecimento de perclorato de sódio, componente essencial do propelente de combustível sólido utilizado nos mísseis mais modernos do arsenal iraniano. Agências de inteligência ocidentais documentaram o recebimento de pelo menos mais de 1.000 toneladas desse insumo provenientes da China em 2025. O ISW registrou o recebimento de remessas crescentes já em outubro de 2025, e o Hudson Institute estimou que essa quantidade seria suficiente para produzir várias centenas de mísseis de combustível sólido.
O Departamento de Estado dos EUA impôs sanções em maio de 2025 contra entidades chinesas e iranianas envolvidas nessas transferências, e legisladores americanos pressionaram por investigações adicionais em novembro de 2025. A União Europeia reintroduziu sanções em 29 de setembro de 2025, e o embargo de armas da ONU foi igualmente restabelecido. Apesar dessas medidas, o Irã continuou recebendo tecnologia e componentes críticos, demonstrando a limitação das sanções como instrumento de contenção.

Reconstrução de Infraestrutura e TELs
Imagens de satélite analisadas pelo New York Times e pelo CSIS em fevereiro de 2026 mostraram reparos rápidos em instalações de mísseis danificadas e reconstrução de infraestrutura de lançamento. O Le Monde observou, contudo, que a efetividade dos métodos de reparação era limitada, com muitos TELs reparados apresentando capacidade operacional reduzida.
Em dezembro de 2025, o ISW estimou que os estoques “pesados” de mísseis balísticos haviam sido reconstituídos a cerca de 2.000 unidades, e o Israel Alma Research Center avaliou que o objetivo estratégico iraniano de longo prazo permanecia em 8.000 mísseis balísticos.
Estratégia Revisada de Mobilidade e Dispersão
A experiência da Guerra de 12 Dias levou o Irã a revisar sua doutrina operacional de TELs. A nova estratégia enfatiza o endurecimento das chamadas “cidades de mísseis” (missile cities) – instalações subterrâneas e dispersas –, a descentralização das estruturas de comando, o aumento da mobilidade dos lançadores e a aceitação de danos iniciais como condição para preservar a capacidade de segundo ataque. Essa abordagem de resistência assimétrica busca garantir que, mesmo depois de ataques severos, o Irã mantenha capacidade residual de retaliação.
Parte V: Operação Fúria Épica e Retaliação Iraniana (Março 2026)
Em fevereiro e março de 2026, os Estados Unidos e Israel conduziram a Operação Fúria Épica, uma campanha de ataques que incluiu a morte de lideranças militares iranianas de alto escalão e ataques a instalações de produção de mísseis e lançadores.

Retaliação Iraniana
Apesar da degradação, o Irã demonstrou uma capacidade significativa de retaliação:

Os ataques iranianos atingiram infraestrutura civil e militar, incluindo bases militares, aeroportos, hotéis e instalações portuárias nos países do Golfo. A CNN reportou que a retaliação “abalou os vizinhos do Golfo”, enquanto o ISW avaliou que o Irã enfrentava dificuldades para coordenar barragens maiores e mais coordenadas, com ataques de 9 a 30 mísseis por salva, em contraste com as duas a três unidades disparadas em junho de 2025.
Impacto em TELs
A Operação Fúria Épica incluiu ataques específicos a lançadores de mísseis, com vídeos divulgados pelas Forças de Defesa de Israel mostrando a suposta destruição de veículos de lançamento de mísseis balísticos e sistemas de defesa. O Critical Threats Project e o ISW documentaram a destruição contínua de lançadores e instalações de armazenamento, o que em tese limitaria progressivamente a capacidade iraniana de resposta.
Parte VI: Sanções e Impacto na Produção
O regime de sanções internacionais representa um fator de contenção relevante, embora de eficácia limitada diante da capacidade iraniana de contorná-lo com apoio chinês. O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou em novembro de 2025 a disrupção de redes transnacionais iranianas de produção de mísseis e UAVs. As sanções da ONU foram reintroduzidas em setembro de 2025, e a UE seguiu com medidas equivalentes. A Columbia University Center on Global Energy Policy avaliou o impacto dessas sanções no programa de mísseis após a Guerra de 12 dias, concluindo que, embora as restrições possam aumentar o custo e o tempo de reconstrução, não são suficientes para impedir a recuperação do arsenal.
O lead time estimado para o Irã encontrar fornecedores alternativos de perclorato de sódio é de 18 a 24 meses, o que representa uma janela de vulnerabilidade que poderia ser explorada por pressão diplomática e sanções coordenadas.
Parte VII: Análise Estratégica Consolidada
Capacidades Residuais e Trajetória de Recuperação
O senso comum entre as análises revisadas na pesquisa aponta para um arsenal iraniano que, embora severamente degradado em junho de 2025, mantém capacidade operacional substancial e está em processo de recuperação acelerada. Os principais indicadores são:

Vulnerabilidades Estruturais
As análises convergem na identificação de vulnerabilidades estruturais que limitam a efetividade do arsenal iraniano:
A precisão limitada de grande parte dos mísseis iranianos, com CEP (Circular Error Probable) de centenas de metros em alguns casos, pode reduzir sua efetividade contra alvos militares de alta precisão, tornando-os mais adequados para ataques de área e intimidação. De acordo com as fontes encontradas na pesquisa, a dependência de importações de componentes críticos, especialmente perclorato de sódio, cria um ponto de vulnerabilidade que pode ser explorado por sanções coordenadas – muito embora esse expediente tenha se mostrado ineficiente.
Implicações para a Deterrência Regional
A capacidade iraniana de disparar centenas de mísseis contra múltiplos alvos regionais simultaneamente, mesmo após perdas severas, demonstra que o programa de mísseis do Irã é resiliente o suficiente para manter uma função de deterrência significativa. O RAND Corporation avaliou que o Irã opera segundo uma lógica de guerras limitadas, buscando impor custos suficientes para dissuadir adversários sem escalar para um conflito existencial.
A estratégia revisada de resistência assimétrica, com ênfase em mobilidade de TELs, dispersão em “cidades de mísseis” e aceitação de danos iniciais para preservar capacidade de segundo ataque, indica que o Irã está se adaptando para lidar com ataques aéreos de precisão e operações de negação de mobilidade. A Arms Control Association argumentou que, mesmo após os ataques de fevereiro e março de 2026, o programa de mísseis iraniano não representava uma ameaça iminente de eliminação. No momento em que esta análise é escrita, assa afirmação ainda está por ser comprovada.
O papel da China como fornecedor de insumos críticos e tecnologia representa um fator estrutural que limita a eficácia de sanções. O Hudson Institute e o Asia Times documentaram que a China forneceu mais de 1.000 toneladas de perclorato de sódio ao Irã em 2025, apesar das sanções, configurando o que o Hudson Institute denominou uma dimensão sino-iraniana do conflito.
Conclusão
O arsenal de mísseis e lançadores iranianos passou, entre 2023 e 2026, por uma transformação dramática: de um programa em aceleração pré-conflito, para uma capacidade severamente degradada e, em seguida, para uma recuperação talvez parcial, mas substancial. A Guerra de 12 Dias de junho de 2025 demonstrou o alcance do programa – o Irã foi capaz de saturar as defesas israelenses com centenas de mísseis.
A reconstrução acelerada com apoio chinês, a adaptação doutrinária para maior mobilidade e dispersão de TELs, e a manutenção da capacidade de disparar centenas de mísseis em março de 2026, indicam que o programa não pode ser eliminado por meios militares sem uma campanha sustentada e de larga escala. A dependência de importações de componentes críticos representa a principal alavanca de pressão disponível para os adversários do Irã, mas sua eficácia depende de coordenação internacional que inclua a China – o que permanece improvável.
A trajetória mais provável, com base nas fontes analisadas, é a de um arsenal iraniano que, ainda que degradado em relação ao pico pré-guerra de 2025, continua sendo uma ameaça operacional relevante para Israel, para os países do Golfo e para as forças americanas na região por um horizonte de pelo menos alguns anos.
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