A missão aérea da operação que matou Osama Bin Laden

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Albert-VF1 Por Albert Caballé Marimón*

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O Chinook “Crazy Horse Airlines Co.” do 160º SOAR, Task Force Sword1 em 2001. Doug Englen está na última fila, à esquerda, “brincando”, abraçando um soldado (Foto: The Military Times/Cortesia de Doug Englen).

Douglas Englen, aviador do 160º SOAR, foi um dos planejadores, piloto e líder da parte aérea da Operação Lança de Netuno, que eliminou Osama Bin Laden no Paquistão em 2011. Recém-aposentado, Englen contou esta história em entrevista à jornalista e documentarista Alex Quade publicada no The Military Times. Neste artigo, apresentamos o relato da missão aérea da operação que matou o líder da Al-Qaeda.


Tinham se passado apenas trinta segundos do início missão de eliminar Osama Bin Laden em maio de 2011, quando o piloto de Chinook de operações especiais, Chief Warrant Officer 5 Douglas Englen, ouviu o chamado “Black Hawk down” no rádio.

O piloto do Black Hawk-2 alertou Englen – o encarregado da operação aérea naquela noite – que o Black Hawk-1 tinha acabado de cair no interior do complexo em Abbottabad, onde estava o mentor do 11 de Setembro.

Englen, o planejador da parte aérea da Operação Lança de Netuno, ficou irritado.

Sua equipe no Chinook-1 e outra equipe no Chinook-2 estavam montando um ponto de reabastecimento para os dois Black Hawks a cerca de 48 quilômetros ao norte. Mas seu Chinook seguiu imediatamente para a área objetivo para pegar os operadores e a tripulação aérea. Enquanto isso, o outro Chinook ficou no ponto de reabastecimento. Englen não sabia qual era a gravidade do acidente, e tudo o que podia fazer era voar para lá o mais rápido possível.

Ele havia estudado a área do complexo de Bin Laden por vários meses e sabia exatamente a posição de tudo, mesmo sem usar um mapa. Quando sobrevoou Abbottabad, tudo lhe pareceu tão familiar que era como voar sobre sua cidade natal, Clarksville, no Tennessee.

Depois de receber a chamada, Englen chegou em menos de dez minutos. Ao chegar, ele viu as luzes da polícia, a confusão e o helicóptero caído. Quando estava prestes a pousar, o team master chief disse-lhe pelo rádio para se afastar, pois o detonador estava pronto para explodir o helicóptero acidentado.

Englen estava a cerca de cem pés da aeronave quando ela explodiu, a pressão chegando a empurrar a sua aeronave. Ele fez um círculo apertado, voltou e aterrissou em meio à fumaça da explosão. Pousou a leste do complexo, bem ao lado dele.

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O Chief Warrant Officer 5 do exército americano Douglas Englen num helicóptero Chinook MH-47 prestes a decolar em local não revelado (Foto: The Military Times/Cortesia de Douglas Englen).

Englen contou essa história pela primeira vez – e talvez a última, pois ele vive de acordo com um código de conduta profissional que evita discutir suas atividades. Ele só está contando esse caso porque o ex-diretor da CIA, Leon Panetta e o ex-comandante da força, o almirante William McRaven, o encorajaram.

McRaven disse que Englen é, sem dúvida, o melhor aviador do Exército de sua geração, e afirmou que ele salvou sua pele mais vezes do que ele pode contar. Em um discurso no Murray State College, em fevereiro, um mês antes de Englen se aposentar, McRaven disse que “existem poucas pessoas da geração do 11 de setembro que foram tão heroicas e corajosas quanto Doug Englen”, sem revelar detalhes específicos.

A operação de Osama Bin Laden é apenas mais uma das inúmeras missões classificadas de que ele participou, e sobre as quais o público pouco sabe.

Englen não só foi o piloto de um MH-47 (versão de operações especiais do Chinook), mas foi o líder do voo, o que quer dizer que ele era encarregado não apenas da sua aeronave, mas era responsável pelo planejamento, execução e orquestração do voo. Isso significa que ele está entre os 10% melhores aviadores do 160º SOAR (Special Operations Aviation Regiment, Regimento de Aviação de Operações Especiais).

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Englen pilotando um MH-47 em exercícios de treinamento (Foto: The Military Times/Cortesia do 160º SOAR).

O 160º é a única força de aviação de operações especiais de precisão de asa rotativa do Departamento de Defesa. Ela se originou após a tentativa fracassada de resgate de reféns no Irã em 1981. A principal razão pela qual os aviadores do 160º são considerados “especiais” é seu processo de seleção, treinamento e recursos. Eles são tidos como os melhores entre os melhores.

Englen, especificamente, tem mais de 7.000 horas de voo, das quais cerca de 4.500 usando óculos de visão noturna. Somente no Iraque e no Afeganistão, ele realizou mais de 2.500 missões. Seus 34 deployments representam seis anos e nove meses de tempo de combate longe de sua esposa e seus quatro filhos.

Osama Bin Laden

Englen participou de caçadas a Osama Bin Laden três vezes antes da Operação Lança de Netuno. A primeira vez foi em Tora Bora em 2001; a segunda em 2006 no vale Shigal, a nordeste de Jalalabad; e a terceira em 2008 entre o Khost Bowl e o vale de Tirah, no Afeganistão, ao lado do Paquistão.

Ele disse que houveram outras tentativas, mas a partir de 2008 o governo não permitiu mais que atravessassem a fronteira do Paquistão para perseguir Bin Laden. Isso durou até 2011, quando a Operação Lança de Netuno foi aprovada.

Planejamento

Englen acabara de treinar as tripulações do 160º em guerra eletrônica: ataques de inserção profunda contra ameaças inimigas com uma rede de defesa aérea. Suas aeronaves tinham recebido novos equipamentos, que ele mesmo ajudou a certificar.

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Ele foi selecionado não apenas por conhecer muito bem esse tipo de operação, mas porque já tinha resgatado o comandante da força terrestre várias vezes em diversas operações. Eles já tinham um relacionamento extremamente próximo, com confiança e lealdade.

Devido a questões de segurança, bem poucas pessoas estavam envolvidas no planejamento da missão. A operação não deveria ser divulgada nem mesmo na comunidade de operações especiais. Os planejadores trabalharam durante quase quatro meses na sede da CIA em Langley, no estado da Virgínia. Eles se instalaram na gráfica da CIA porque ficava fora do prédio principal, e isso reduzia a exposição a outros membros do Comando de Operações Especiais que visitavam regularmente a agência. O restante da tripulação aérea e da força terrestre só foram trazidos duas semanas e meia antes da missão.

A cada dois dias, Englen auxiliava no briefing do diretor da CIA, Leon Panetta, e do almirante Mike Mullen, presidente do Estado-Maior Conjunto. Ele falou com o presidente Barack Obama em duas ocasiões, mas era William McRaven quem falava em 90% das vezes.

Englen contou que o vice-presidente Joe Biden conversou com ele diversas vezes nesse período. Biden parecia realmente preocupado com ele e sua família, e perguntava coisas como quantos filhos ele tinha, quanto tempo tinha de serviço, como a família lidava com o tempo que ele passava longe de casa, etc. Englen diz que eram perguntas genuínas e atenciosas, mas que, um dia, educadamente, disse a Biden: “senhor, se não se importa, eu preciso prestar atenção”.

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O plano previa o uso de quatro aeronaves: dois Chinook e dois Black Hawk, mais silenciosos (eles emitem uma assinatura de radar menor). A função dos Black Hawk era levar a força terrestre rapidamente ao objetivo. Os Chinook seriam uma força de reserva – combustível e operadores extras, para o caso de algo acontecer, como um acidente. Essa foi a primeira contingência planejada: um acidente com um dos Black Hawk. Quando receberam autorização para prosseguir, trouxeram o restante da força terrestre e das tripulações aéreas.

Esterilização

A missão era do tipo “faça ou morra”. Eles deviam “matá-lo/capturá-lo”. E se fossem abatidos, eles tinham que ter certeza de que estavam estéreis. Ser “estéril” significa que não podiam ter nenhuma identificação; documentos, name tags, emblemas de unidade, fotos de família, alianças, ou seja, absolutamente nada que pudesse identifica-los se fossem capturados. Segundo Englen, além da pistola M9 e do rifle M4, ele “tinha algum dinheiro e alguns charutos para barganhar com possíveis captores, mas isso era tudo”.

O plano de SAR (Search and Rescue, Busca e Resgate) estava pronto. O problema, de acordo com Englen, é que esse tipo de operação não é um SAR padrão. São várias camadas de busca, resgate e recuperação. As tripulações foram aos helicópteros para verificações finais e se certificarem que não havia nenhum item pessoal a bordo. As alianças de casamento e todos os documentos e objetos pessoais foram guardados em malas. “Tínhamos alguns caras que sabiam onde estavam nossas malas, caso algo acontecesse”, disse Englen.

Infiltração

Havia uma disputa entre as equipes de Black Hawk e de Chinook. Englen, como planejador e o líder de voo, recomendou infiltrar primeiro os Black Hawk. Os Chinook ficariam como reserva.

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Ilustração do MH-X “Silent Hawk”, versão stealth do helicóptero Black Hawk (Imagem: Aviationgraphic.com).

A competitividade entre as tripulações aéreas continuou. Depois de alguma discussão, Englen disse que escolheu a ferramenta certa para a força terrestre (o Black Hawk), ao invés dele mesmo (piloto de Chinook) entrar primeiro. O plano principal era que os Chinook abastecessem os Black Hawk no Paquistão, no meio do nada. As equipes do Black Hawk teriam a “glória” de estar no objetivo dessa operação histórica e capturar Bin Laden.

Englen disse que quando eles partiram ele lhes desejou boa sorte: “vejo vocês na volta”. E eles responderam: “basta nos dar combustível, suas cadelas!”. Essa foi a famosa última frase do piloto do helicóptero que caiu.

Paquistão

Os Black Hawk partiram de Jalalabad 45 minutos à frente dos Chinook que, como força de reserva, voaram diretamente para o ponto de reabastecimento no Paquistão. Atravessar o país foi emocionante. Os membros da tripulação na parte de trás da aeronave perguntavam a todo instante “estamos no Paquistão, certo?”, e quanto mais voavam para o interior, mais percebiam o contraste: o país era completamente diferente, muito mais próspero do que o Afeganistão.

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Infográfico do complexo onde Bin Laden foi morto no Paquistão (Fonte: adaptação com imagem da CIA).

Era possível ver luzes se apagando e acendendo; Englen disse que podia-se dizer que eles estavam acordando o Paquistão, porque isso não era normal: uma aeronave voando entre 23h30 e meia-noite não era comum, pois os militares paquistaneses não voam muito à noite.

Embora a população local percebesse que algo anormal estava acontecendo (começou a tuitar e ligar para a polícia), as equipes não receberam indicação de nenhuma atividade da força aérea ou dos militares paquistaneses; mas sabiam que, em algum momento eles viriam. Eles chegaram ao objetivo sem causar muita confusão, mas quando a aeronave se acidentou nos primeiros trinta segundos da missão, eles realmente acordaram toda a região.

No objetivo

Ouvir “Black Hawk down” no rádio mudou tudo. O Chinook de Englen voou por Abbottabad para buscar os operadores e a tripulação aérea, chegando ao objetivo dez minutos depois da chamada. Mais tarde o diretor da CIA, Leon Panetta perguntaria: “por que diabos você caiu?”.

Estava mais quente do que o esperado e as equipes do MH-60 estavam com mais combustível do que o previsto. E eles levavam mais um operador de última hora. Aquela tripulação (de Black Hawk) – que disse as famosas últimas palavras para as tripulações de Chinook antes de deixar Jalalabad, “basta nos dar combustível, suas cadelas” – tinha calculado mal e perdeu sustentação ao entrar no pátio.

Em retrospecto, diz Englen, eles provavelmente poderiam ter realizado toda a missão com os dois Chinook. Naquela condição, não teriam caído, porque os Chinook tem maior sustentação.

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26 de fevereiro de 2012; populares assistem à demolição, pelas forças de segurança do Paquistão, do complexo onde Bin Laden foi morto em Abbottabad, no noroeste do país (Foto: Aamir Qureshi/AFP/Getty Images).

No objetivo, os chefes de equipe fizeram uma contagem de cabeças; eles tinham que acertar o número para garantir que teriam a quantidade correta de combustível. Além disso, além das pessoas a bordo, tinham mais um tanque de oitocentos galões de combustível, portanto não havia muito espaço. Enquanto eles carregavam o pessoal, o Chinook estava vulnerável. Não havia ninguém para proteger a aeronave e a tripulação enquanto estavam no solo. Eles ficaram no chão por provavelmente cerca de um minuto e meio. Parece nada, mas para um aviador de operações especiais é uma eternidade.

Englen diz que os aviadores pensam num prazo de dez a quinze segundos numa situação assim. Afinal, quanto tempo leva para os operadores pularem para dentro de um helicóptero? Mas carregar coisas como, por exemplo, a bolsa com o corpo de Bin Laden e todo o material apreendido no complexo, muda tudo.

Os operadores das miniguns do Chinook vigiaram a área. Viram moradores do bairro ao redor do complexo entrar do lado direito em direção à confusão e ficaram de olho. Englen explicou que era um ambiente diferente. Não havia um “inimigo” no Paquistão além de Bin Laden e seu pessoal dentro do complexo. Portanto, mesmo se tivessem sido baleados, seria difícil até devolver o fogo. Não era esse o objetivo, e as regras de engajamento eram muito diferentes do que no Afeganistão.

Assim que o último operador estava a bordo da aeronave, os chefes de tripulação entraram e eles subiram. Quando partiram, usaram toda a potência: estavam com o peso máximo que a aeronave podia suportar.

Exfiltração

O Chinook de Englen voltou para Jalalabad, no Afeganistão, e o Black Hawk restante seguiu ao local de reabastecimento a cerca de 48 quilômetros ao norte de Abbottabad. O outro Chinook estava pronto para a chegada do Black Hawk, a aeronave desligada e as mangueiras de combustível preparadas.

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O Chief Warrant Officer 5 Doug Englen numa foto “selfie” em seu último voo no exército. A imagem mostra o interior da parte traseira do Chinook MH-47 (Foto: Cortesia de Doug Englen).

Ele permaneceu pelo tempo que foi necessário para chegar, desligar, esperar, reabastecer o Black Hawk, recolher as mangueiras de reabastecimento, ligar a aeronave e partir. Durante todo esse tempo, eles estavam sentados no chão, vulneráveis ​​numa nação soberana, depois de invadir seu espaço aéreo e atacar um complexo. O Chinook ficou no solo por cerca de vinte a vinte e cinco minutos.

Enquanto isso, no caminho de volta, o Chinook de Englen foi engajado três vezes por um F-16 paquistanês. Como ele já havia antecipado e planejado essa possibilidade, foi capaz de derrota-lo e evadir-se do caça.

“Foi como um combate eletrônico. O míssil nunca saiu do trilho, eu pude evadi-lo eletronicamente. É tudo o que vou dizer. Mas ele estava me procurando e me caçando, e por três vezes chegou muito perto de lançar um míssil”, disse Englen.

Ele já havia feito isso antes com outros caças em outras missões, e por isso foi escolhido. Englen foi um dos poucos que treinou as tripulações do 160º nesse tipo de ação. Ainda assim, eles correram um altíssimo risco: “usamos todas as técnicas e táticas do manual. E funcionou”, afirmou Englen.

Mas o risco era diferente dependendo do ponto de vista. Dentro do complexo de Bin Laden, o risco para a força terrestre era alto, e é por isso que foram feitas comparações e comentários do tipo “apenas mais uma noite no Afeganistão”, onde as operações ocorriam várias vezes por noite.

Já para os helicópteros, se o risco era razoavelmente baixo no objetivo, era extremamente alto durante as quase quatro horas de voo. De acordo com Englen, esse risco seria típico dos primeiros dias do Iraque, quando havia defesa aérea e era necessário empregar táticas de guerra eletrônica.

No entanto, voar de volta ao Afeganistão gerou um sentimento incomumente agradável. “Nós nos sentimos seguros”, disse Englen, “o que é algo estranho de se dizer sobre uma zona de guerra no Afeganistão”.

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Doug Englen, à esquerda, e o almirante William McRaven dos US Navy Seals em fevereiro de 2020 após o discurso de McRaven no Murray State College (Foto: The Military Times/Cortesia de Doug Englen).

Exumando Bin Laden

Assim que desembarcaram em Jalalabad, um C-130 transportou a equipe para a Base Aérea de Bagram para ajudar a exumar o corpo de Bin Laden. Tiraram-no da bolsa, inspecionaram e colheram amostras para verificação. Depois puseram-no de volta na bolsa e o levaram para um MV-22 Osprey dos marines. “Um segundo-sargento fuzileiro estava irritado como você não acreditaria, pois eles tiveram que ficar duas horas com os rotores girando esperando por nós”, disse Englen.

A equipe aérea dos marines não sabia o que eles estavam fazendo ou para onde estavam indo. Quando Englen e os operadores chegaram com a bolsa com o corpo, eles expressaram frustração. O sargento tentou gritar algo do tipo “que diabos, por que estamos aqui, o que está acontecendo?”, lembrou Englen. Ele colocou a mão no sargento e apontou para a sacola.

“Você sabe quem é esse?” disse Englen. O sargento olhou para ele e Englen respondeu: “esse é o número um”. O sargento fez uma saudação e imediatamente mudou de tom, disse Englen. A tripulação do Osprey subiu a rampa e partiu. Voaram com uma escolta até o USS Carl Vinson e sepultaram Osama Bin Laden ao norte do Mar Arábico.

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Nos Estados Unidos, houve um anúncio-surpresa de que o presidente Barack Obama falaria à nação, e houveram conjecturas sobre o atraso de quase uma hora entre o momento do anúncio e o início do pronunciamento do presidente.

Alguns especularam que o atraso ocorreu porque a maioria do pessoal da mídia estava num jantar dos correspondentes da Casa Branca, e teria levado algum tempo para traze-los de volta. Houve até relatos sobre representantes da mídia levemente embriagados ao reportarem as notícias.

Mas a verdade é que o atraso se deu porque os operadores estavam se divertindo em Bagram. “Eu sou um dos que escreveu o relatório que atrasou o Obama em cerca de 45 minutos”, disse Englen. O grupo estava comemorando com o comandante da força terrestre. Então, um oficial se aproximou deles e disse: “Ei, seus idiotas. O presidente está esperando seu sumário executivo!”. No seu relatório, Englen deu um mínimo de detalhes sobre a parte aérea da operação, com cuidado para não expor informações contextuais.

Minutos depois que terminaram o sumário, Obama desceu o famoso corredor da Casa Branca até o púlpito para dar ao mundo a notícia: os Estados Unidos tinham realizado o ataque que matou Osama Bin Laden, o líder da Al Qaeda.

Nota

1 A Task Force Sword (ou Task Force 11, em referência ao 11 de setembro) é a designação do grupo de forças de operações especiais dos EUA que persegue alvos terroristas de alto valor no Afeganistão e no Iraque desde outubro de 2001.

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*Albert Caballé Marimón possui formação superior em marketing, é fotógrafo profissional e editor do blog Velho General. Já atuou na cobertura de eventos como a Feira LAAD, o Exercício CRUZEX e a Operação Acolhida. É colaborador da revista Tecnologia & Defesa e do Canal Arte da Guerra, onde, entre outras atividades, mantém uma resenha semanal de filmes e documentários militares. Entre suas atividades, já proferiu palestras para os cadetes da Academia da Força Aérea. Pode ser contatado através do e-mail caballe@gmail.com.


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