A Privatização dos Top Gun

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JP-Moralez-1.png Por João Paulo Moralez*

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F-35A da USAF voando com aeronaves da ATAC, Airborne Tactical Advantage Company (Foto: Divulgação)


Artigo publicado na Revista Tecnologia & Defesa nº 157

Nos últimos anos os EUA têm assistido a um vertiginoso crescimento das empresas privadas especializadas em fornecer treinamento adversário, mais conhecido como aggressor, para as forças aéreas dos EUA. Além de mais baratos, fornecem maior gama de opções de aeronaves com diferentes desempenhos ao mesmo tempo em que contam com experientes pilotos militares aposentados.


SGA-2019-Selo-100pxÉ verão. O sol do meio-dia é o responsável por elevar a temperatura para a 35°C. Na taxiway, quatro jatos supersônicos se deslocam devagar em direção à cabeceira da pista para, em poucos instantes, rasgarem o intenso azul do céu para o cumprimento de mais uma missão de combate. Eles compõem uma importante força adversária, a Red Air, que vai contrapor nos céus outros caças que visam derrotá-los. Sob as suas asas estão tanques de combustível e sensores, enquanto a fuselagem ostenta uma camuflagem em tons de cinza, branco e preto.

A Red Air vai voar com uma formação mista e inusitada: dois MiG-21Bis e dois Mirage F-1M que vão se opor contra os caças Boeing F-15 e Lockheed Martin F-16 da United States Air Force (USAF, Força Aérea norte-americana).

Não se trata de uma guerra ou conflito localizado contra algum outro país, mas um treinamento com um dos esquadrões atuando como força adversária, os famosos Aggressors, utilizando para tal aeronaves de caça de velocidade, desempenho e características de combate diferentes daqueles que fazem parte do inventário das Forças Armadas norte-americanas e, assim, aumentar a experiência dos militares através de treinamentos específicos.

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Top Gun

Após a Guerra da Coreia e, com o advento de algumas tecnologias que passaram a ser embarcadas nas aeronaves de combate, os EUA deram menor ênfase para o treinamento dos pilotos na arena do dogfight por acreditarem que, a partir de então, que os inimigos seriam destruídos pelos mísseis guiados pelos radares de bordo. Dessa forma, seguindo nessa teoria e doutrina, as variantes iniciais do McDonnell Douglas Phantom II foram desenvolvidas sem dispor de armamento interno de cano, como o canhão.

Entretanto, a prática mostrou-se completamente diferente. A tecnologia ainda não estava madura o suficiente e o resultado é que os mísseis não conseguiam atingir os seus alvos. Assim, os F-4 passaram a entrar na arena do dogfight vindo a ser destruídos pelos MiG norte-vietnamita na proporção de dois para um.

Algo precisava ser feito nesse sentido. A US Navy (Marinha norte-americana) optou em abrir, em 3 de março de 1969, a sua própria escola para proporcionar esse tipo de treinamento específico, criando a Advanced Fighter Weapons School, ou Top Gun, como é mundialmente conhecida.

Para a escola foram selecionados os melhores e mais experientes pilotos de caça que eram instrutores e principalmente aqueles com experiência nos mais recentes conflitos armados em que os EUA haviam participado até então.

Através de um curso de quatro semanas de duração, os alunos enfrentavam aeronaves de características e performance muito distintas uma das outras, com os instrutores utilizando táticas e doutrinas semelhantes à dos seus inimigos, além de estabelecer regras para limitar a ação dos aviões dos alunos obrigando-os e buscar formas de manter a superioridade sobre o adversário.

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Eram voados, no início, os caças Douglas A-4 Skyhawk e Northrop T-38 Talon, esses últimos emprestados USAF. Posteriormente, os jatos da Northrop foram substituídos pelos F-5E/F Tiger II.

Ao término, os alunos voltavam para as suas unidades de combate de origem com o objetivo de se tornarem instrutores e difundir as doutrinas e lições aprendidas. A USAF, por sua vez, também criou um esquadrão com os mesmos propósitos.

Ao longo das décadas seguintes, com a escalada de tensão entre os blocos liderados pelos EUA e a antiga União Soviética, outras unidades aggressor foram criadas, incluindo por parte do US Marine Corps (USMC, Corpo de Fuzileiros Navais norte-americanos).

Mas o término da Guerra Fria acabou por impactar na redução dos orçamentos de defesa nos EUA. Diante dos cortes e, ao mesmo tempo, com um processo de esvaziamento de pilotos em busca de carreiras mais lucrativas como na aviação civil, a manutenção de aviões e esquadrões dedicados exclusivamente para a missão aggressor, em que ainda se exige muitas horas de voo para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de doutrinas, ficou cada vez mais difícil. Tanto que atualmente existem apenas dois esquadrões na Força Aérea, três na Marinha e um nos Fuzileiros, representando quase um terço do que havia no passado.

Do público para o privado

Das quatro maiores Forças Aéreas do planeta, os EUA detêm duas delas. A própria USAF em si e a US Navy. E apesar da quantidade de aeronaves, bases, pilotos e horas voadas ser incomparável com qualquer outra nação do mundo, para os padrões norte-americanos a prontidão dos seus jatos de combate e a quantidade de pilotos está no limite mínimo. A obsolescência dos seus meios é também uma das preocupações.


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A Draken International também treina com forças aéreas de outras nações, como é o caso desses Lockheed Martin F-16 da Bélgica e Dinamarca (Foto: Divulgação)


Dessa maneira foi preciso buscar alternativas para tornar a sua operação mais eficiente, ou seja, fazer mais com menos. É aí que se inserem as companhias privadas oferecendo serviço de aggressors terceirizados.

A modalidade começou a tomar mais vulto a partir dos anos 2000, mas foram nos últimos 10 anos que os maiores contratos passaram a ser assinados.

Em 2018, para se ter uma ideia, somente a Força Aérea reservou 400 milhões de dólares adquirindo 40.000 horas de voo para serem utilizadas em 12 bases aéreas distintas.

As vantagens são inúmeras. As Forças pagam por um serviço sem ter que se preocupar com custos de manutenção, seguro, controle de horas de voo, disponibilidade dos aviões, gerenciamento dos recursos humanos e, por fim, dispor de pessoas e aeronaves exclusivamente para essa missão. A parte operacional dessas empresas funciona de maneira semelhante aos esquadrões de caça da atualidade, incluindo na sua estruturação, divisão e composição. Quase a totalidade dos seus pilotos são ex-militares com milhares de horas de voo, experiência em conflitos e vários tendo sido instrutores nas escolas aggressors.

Outra vantagem incomparável é a possibilidade de contar com uma variedade de modelos de aeronaves de combate atuando como agressores. Além de terem desempenhos e capacidades distintas, as empresas possuem frotas mistas de aeronaves de diferentes gerações entre si, de conceitos, doutrinas e de fabricantes do ocidente ao oriente. Trata-se de uma riqueza e possibilidades a serem exploradas que anteriormente era difícil de se obter até mesmo nos exercícios multinacionais realizados com esse propósito.


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Nessa formação liderada por um Hawker Hunter Mk.58 (ex-Força Aérea Suíça) com um IAI Kfir C2 e um Aero L-39ZA Albatross fica evidente a variedade de modelos de jatos de combate numa mesma empresa privada, no caso, a ATAC (Foto: Divulgação)


Atualmente existem quatro principais empresas nos EUA que fornecem esse tipo de treinamento. A Draken International, com sede em Lakeland (Florida), conta com 21 jatos de treinamento avançado e ataque monoplace Aero L-159 Alca; 13 caças Douglas A-4K Skyhawk (mono e biplace); nove jatos de treinamento avançado biplace Aermacchi MB-339; 29 jatos de combate de projeto da antiga União Soviética MiG-21 Bis, UM e MF; cinco jatos de treinamento avançado e ataque leve Aero L-39 Albatross; 22 caças Dassault Mirage F-1M (mono e biplace); e 12 caças Atlas Cheetah.

A empresa possui em seus aviões equipamentos embarcados semelhantes ao dos caças de 4ª geração como radar APG-66 e Grifo-L, radar warning receivers (RWR), head-up display (HUD), Hands On Throttle-And-Stick (HOTAS) além de serem compatíveis com pods de guerra eletrônica e ataque eletrônico.

Ao contrário do que era feito no passado, onde o enfoque eram os combates aéreos na arena do dogfight, atualmente as empresas como a Draken International oferecem também o reabastecimento em voo; simulação de uma força adversária para cumprir missões de ataque ao solo; guerra eletrônica; ataque eletrônico; ataques com mísseis ar-solo e superfície-superfície contra navios e outros alvos.

A Airborne Tactical Advantage Company (ATAC), com sede em Newport News (Virginia) e uma concorrente direta da Draken International possui uma força ainda mais robusta. A empresa adquiriu 63 Dassault Mirage F-1M da França, dois quais entre 40 e 45 serão colocados em serviço e os demais utilizados como fonte de peças de reposição. A ATAC também está modernizando a frota com radares de varredura eletrônica ativa (AESA) com o objetivo de aperfeiçoar ainda mais as missões de combate como força adversária.

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A empresa também possui seis IAI Kfir C2, 18 Hawker Hunter Mk.58 (mono e biplace) e quatro Aero L-39ZA Albatross. As missões são semelhantes à da Draken International, entretanto realiza ainda o treinamento de Joint Terminal Attack Controller (ou Guia Aéreo Avançado), membros esses situados em solo e que orientam os ataques aos alvos selecionados ou coordenam as missões de apoio aéreo aproximado. Também simulam ataque com mísseis subsônicos e supersônicos em diferentes perfis voo; e guerra eletrônica.

Já a Tactical Air Support localizada em Reno (Nevada), é menor em termos de frota e menos avançada tecnologicamente em relação as suas aeronaves de combate e os aviônicos embarcados. São quatro jatos de treinamento avançado Canadair CF-5D (biplace); 16 caças Northrop F-5E (monoplace) e a sua plataforma de treinamento, de cinco Northrop F-5F (todos os 21 adquiridos da Jordânia); dois Aero L-29 Delfin (biplace); e um SIAI-Marchetti SF.260TP a pistão, biplace.

Designados F-5 AT (Advanced Tiger), as aeronaves passaram por modernizações que incluíram a instalação de HUD; HOTAS; RWR; infrared search-and-track (IRST); radar de varredura mecânica Duotech Nemesis (atua na banda X e nos modos combate aéreo, ar-ar e ar-superfície); datalink; telas multifuncionais coloridas de cristal líquido em substituição a alguns instrumentos analógicos do cockpit; e moving map da Garmin (uma versão do G3000).

Os seus sistemas permitem simular radares, sistemas de armas como os avançados mísseis ar-ar IRIS-T guiado por infravermelho e realizar guerra eletrônica.

A empresa garante que, com a sua frota de F-5E/F AT, oferece um adversário com eletrônica de 4ª geração numa plataforma de 3ª, proporcionando assim menores custos de operação.

A empresa, curiosamente, foi a operadora do Embraer EMB-314 Super Tucano civil que foi levado para os EUA em fevereiro de 2008 num leasing para a EP Aviation, subsidiária da antiga empresa privada de segurança Blackwater. Com a matrícula N314GT, este EMB-314 participou do programa Imminent Fury por parte da US Navy para avaliar uma aeronave de ataque e apoio aéreo aproximado de baixíssimo custo de aquisição e operação se comparado a outros modelos de jatos de combate em serviço nos EUA.


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Comparando a sua frota de F-5E/F aos caças de 4ª geração após terem passado por modernização, a Tactical Air Support proporciona vários tipos de treinamento de combate dissimilar e JTAC (Foto: Divulgação)


Com o término do programa o Super Tucano passou, em novembro de 2012, para a propriedade da Tactical Air Support que o operou em missões de treinamento avançado de pilotos, de apoio aéreo aproximado e de JTAC. Enfim, em maio de 2017 o Super Tucano foi vendido para a Sierra Nevada Corporation.

Por fim, outro exemplo que tem chamado a atenção e se difere em muitos das empresas mencionadas pelo tipo de avião operado é a Valkyrie Aero.

Com sede em Mesa (Arizona), a empresa adquiriu 12 EMB-312 F Tucano dos estoques da França. Essas aeronaves tinham 2/3 da sua vida em fadiga disponível quando foram precocemente retiradas de serviço em 2009, após permanecerem em torno de 15 anos em operação.

Tendo dois pontos subalares disponíveis – ao invés dos tradicionais quatro, a Valkyrie Aero realizou várias modificações que permitiram a colocação de um sensor EO/IR e designador laser MX-15 L3 Wescam montado na posição ventral abaixo no motor; cabine compatível para operação com óculos de visão noturna; gravação de dados e voz para debriefing; e rádios com comunicação segura.

Além disso, compatibilizou o emprego de até dois pods de metralhadoras Gatling M134D de calibre 7,62mm e 3.000 munições cada; pods de metralhadora M3P FN Herstal HMP de calibre .50 polegada (12.7 mm) e 250 tiros cada; FN Herstal RMP LC com metralhadora M3P e três tubos para foguetes de 70 mm; ou o Twin MAG Pod com duas metralhadoras MAG 58P de calibre 7,62 mm e 500 munições no total.

Em termos de foguetes dispõe de capacidade para empregar até oito High Velocity Aircraft Rocket (HVAR) de 127 mm divididos em dois pods; lançadores de até sete foguetes de 37 mm cada ou sete SBAT 70 mm cada. Pode lançar até duas bombas de emprego geral Mk.81 e Mk. 82 e, para treinamento, até 12 bombas de exercício BEX-11 ou a BDU-33/Mk.76 (11 kg). Os tanques subalares compreendem até dois de 330 litros ou dois de 660 litros cada.


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A Valkyrie Aero, com sua frota de turboélices de treinamento avançado e ataque leve Embraer EMB-312F Tucano e Shorts S-312 Tucano está oferecendo treinamentos diversos de JTAC, ataque ao solo, ISR e outros (Foto: Divulgação)


A Valkyrie Aero também comprou 20 Short S.312 Tucano T.Mk1, todos dos estoques da Royal Air Force (RAF, Força Aérea do Reino Unido). Para esses tipos também foram disponibilizados os mesmos armamentos com a possibilidade de transportar cargas externas em até quatro pontos subalares.

Fundada em fevereiro de 2018, a empresa é especializada em treinamentos de JTAC para missões de apoio aéreo aproximado, ISR (inteligência, vigilância e reconhecimento) e aggressor. Segundo a Valkyrie Aero, a combinação entre desempenho, custo, sustentabilidade de operação, a fácil integração de novos sistemas e tecnologias fizeram com que o Tucano e Shorts Tucano fossem a decisão ideal para esse tipo de negócio.

Milhões de dólares

Em termos de contratos, mencionando apenas os mais recentes, a Draken International conquistou em junho de 2018 um contrato avaliado em 280 milhões de dólares por um período de cinco anos com a USAF voando em torno de 5.600 horas por ano em treinamento adversário. Serão feitos voos de combate além do alcance visual; dogfight; combates dissimilares; missões ofensivas e defensivas.

Com o USMC e a US Navy, um contrato de 10 anos e 250 milhões prevê a certificação e qualificação de JTAC.

A ATAC, por sua vez, ganhou um contrato para fornecer o treinamento de JTAC e Controlador Aéreo Avançado Embarcado (quando este vai a bordo das aeronaves) para a US Navy. Neste caso serão usadas as aeronaves L-39 Albatross, T-27 Tucano da Valkyrie e AT-6 Wolverine, já que a ATAC faz parte do grupo Textron que é fabricante do AT-6.

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A Tactical Air Support, por sua vez, venceu uma concorrência de 125,4 milhões de dólares para o período de cinco anos com o objetivo de treinar e qualificar JTAC e Controlador Aéreo Avançado Embarcado. As operações serão desencadeadas na Naval Air Station em Fallon (Nevada), mas incluirão a Marine Corps Air Station Cherry Point (Carolina do Norte) e a Marine Corps Air Ground Combat Center em Twenty-Nine Palms. Outro contrato com a US Navy, estipulado em 106,7 milhões de dólares e pelo período de cinco anos vai utilizar os caças F-5E/F AT e fornecer o treinamento de guerra eletrônica, ataque eletrônico e demais táticas de combate incluindo de ameaças contra navios.


*João Paulo Moralez é jornalista pós-graduado com dezessete anos de experiência no segmento de aviação e na cobertura de eventos e operações militares. Atua em veículos nacionais e internacionais da área tais como Tecnologia & Defesa, Força Aérea, Air Forces Monthly e Combat Aircraft. É autor dos livros Aviação do Exército – 25 anos, EMB-312 Tucano Brazil’s turboprop success story, e EMB-314 Super Tucano Brazil’s turboprop success story continues. É coprodutor do documentário http://www.tucano35.com. E-mail: joaopaulo@hunterpress.com.br


 

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  7 comments for “A Privatização dos Top Gun

  1. João Bernardes
    22/07/2019 às 13:43

    Oi,como estão?

    Esses F-5 AT em termos de melhorias são iguais ou melhores que nossos F-5 BR?

    Curtido por 1 pessoa

    • 22/07/2019 às 15:04

      Olá João, vou encaminhar a pergunta ao João Paulo, autor do artigo. Obrigado por acompanhar o blog!

      Curtir

    • João Paulo Moralez
      22/07/2019 às 15:31

      Olá João!

      Os F-5AT não são melhores que os F-5BR pois não dispõe de uma aviônica tão avançada como é o caso de radar, cockpit e sistemas de missão. O enfoque dos F-5AT é mais o treinamento.

      Um abraço!

      Curtido por 1 pessoa

      • João Bernardes
        23/07/2019 às 12:58

        Ah simm,muito bom! Obrigado pelo esclarecimento e pela atenção! Um abraço!

        Curtido por 1 pessoa

      • 23/07/2019 às 15:39

        Nós é que agradecemos!

        Curtir

  2. Diego
    29/07/2019 às 22:04

    Boa noite, mesmo sendo aeronaves para treinamento, são números fantásticos para uma empresa particular.

    Curtido por 1 pessoa

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