A “Morte Silenciosa”: o Embraer/SNC EMB-314/A-29 Super Tucano – Parte 2

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Reis Por Luiz Reis

Leia a Primeira Parte deste artigo, que mostra o desenvolvimento da aeronave


USO OPERACIONAL

Afeganistão

Em 2011, o Super Tucano foi declarado o vencedor da competição de contratos de Suporte Aéreo Leve dos EUA sobre o Hawker Beechcraft AT-6B Texan II. O contrato foi cancelado em 2012, devido a um apelo da Hawker Beechcraft quando sua proposta foi desqualificada durante o processo de aquisição, mas recontratado em 2013. Vinte dessas aeronaves foram compradas para a Força Aérea Afegã (AAF, Afghan Air Force).

Os primeiros quatro aviões chegaram ao Afeganistão em janeiro de 2016, com outros quatro recebidos antes do final de 2016. Os pilotos dos A-29 afegãos receberam instrução na Base Aérea Moody, da USAF (Moody AFB, Air Force Base), na Geórgia, e retornaram ao Afeganistão prontos para o combate. O Pentágono comprou os Super Tucanos em um contrato de US$ 427 milhões com a SNC e a Embraer, com a aeronave sendo produzida nas instalações da Embraer no Aeroporto Internacional de Jacksonville, em Jacksonville, Flórida.


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Um piloto de A-29 Super Tucano da Força Aérea Afegã em treinamento na província de Loghar, Afeganistão, 9 de maio de 2017 (Foto: USAF/Staff Sgt. John Raven)


As primeiras quatro aeronaves chegaram ao Aeroporto Internacional Hamid Karzai, em Cabul, Afeganistão, no dia 15 de janeiro de 2016. Em 2017, a Força Aérea Afegã realizou cerca de 2.000 ataques aéreos, cerca de 40 por semana. A AAF teve um recorde em outubro, com mais de 80 missões numa única semana. Em março de 2018, a AAF tinha 12 A-29 em serviço. Em 22 de março de 2018, a Força Aérea Afegã lançou uma bomba GBU-58 Paveway II de um Super Tucano A-29 em combate, marcando a primeira vez que os militares afegãos lançaram uma arma guiada por laser contra o Taleban.

Brasil

Em agosto de 2001, a Força Aérea Brasileira concedeu à Embraer um contrato para 76 aeronaves Super Tucano/ALX com opções para mais 23. Um total de 99 aeronaves foram adquiridas de um contrato estimado em US$ 214 milhões; 66 dessas aeronaves são versões de dois lugares, basicamente para treinamento avançado, sendo designadas A-29B. As 33 aeronaves remanescentes são a versão A-29A ALX de assento único (até o momento o Brasil é o único usuário dessa versão monoposto). A primeira aeronave foi entregue em dezembro de 2003. Em setembro de 2007, 50 aeronaves haviam entrado em operação. A 99ª e última aeronave foi entregue em junho de 2012.


©2018 Albert Caballe Marimon

A-29B Super Tucano da FAB – Força Aérea Brasileira decolando durante o Exercício CRUZEX 2018, em novembro de 2018 (Foto: Albert Caballé Marimón)


Uma das principais missões da aeronave é a patrulha de fronteira no âmbito do programa SIVAM. No dia 3 de junho de 2009, dois A-29 Super Tucanos da Força Aérea Brasileira, guiados por um Embraer E-99, interceptaram um Cessna U206G envolvido em atividades de tráfico de drogas. Vindo da Bolívia, o Cessna foi interceptado na região de Alta Floresta d’Oeste e, após esgotar todos os procedimentos, um dos Super Tucanos disparou um tiro de advertência de suas metralhadoras de 12,7 mm, após o qual a aeronave seguiu os Super Tucanos para pousar no Aeroporto de Cacoal e ser apreendida. Este incidente foi o primeiro uso dos poderes concedidos sob a “Lei do Abate”, que foi promulgada em outubro de 2004 para regulamentar e legislar sobre a derrubada de voos ilegais.

O A-29A/B Super Tucano está sempre presente nas operações e exercícios da FAB, nos quais se destacam as participações nas “Operações Ágata” desde 2011 e no exercício internacional CRUZEX, desde 2006. O A-29 também é a atual aeronave do Esquadrão de Demonstração Aéreo (EDA), mais conhecido como a “Esquadrilha da Fumaça”, que opera as aeronaves desde 2015, as quais substituiram o T-27 Tucano.

Chile

Em agosto de 2008, a Força Aérea do Chile (FACh) assinou um contrato avaliado em US$ 120 milhões por 12 A-29B. O contrato inclui um amplo pacote de suporte logístico integrado e um sistema avançado de treinamento e suporte à operação (TOSS, Training and Operation Support System), abrangendo não apenas a aeronave, mas também um conjunto integrado para estações de apoio no solo. O TOSS da FACh consiste em três sistemas: uma estação de planejamento de missão na qual o instrutor e o aluno programam todas as fases de voo, definindo os vários parâmetros de cada fase juntamente com a navegação, comunicações, metas e simulações; uma estação de debriefing da missão, capacitando os alunos com a capacidade de rever todos os aspectos e fases do voo, permitindo examinar os erros e corrigi-los para a próxima missão; e um simulador de voo.


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A-29B Super Tucano da FACh – Fuerza Aerea Chilena (Foto: FACh)


As quatro primeiras aeronaves chegaram em dezembro de 2009, com as entregas restantes ocorrendo em março, abril e maio do ano seguinte. As aeronaves são baseadas na Base Aérea de Los Cóndores (a 45 km de Iquique) e são usadas para instrução tática na 1ª Brigada Aérea do Grupo de Aviação nº 1. O cockpit totalmente digital do Super Tucano permite que os alunos façam uma transição suave entre o T -35 Pillán (treinador básico) e o caça avançado Lockheed Martin F-16.

Colômbia

Um total de 25 Super Tucanos (da variante A-29B) foi comprado pela Força Aérea da Colômbia (FAC) em um negócio de US$ 234 milhões, comprado diretamente da Embraer. As primeiras três aeronaves chegaram no dia 14 de dezembro de 2006 em Bogotá. Mais duas aeronaves foram entregues ainda em dezembro de 2006, mais 10 no primeiro semestre de 2007, e o restante em junho de 2008. A versão colombiana do Super Tucano foi equipada com um telêmetro laser e capacitada para lançar bombas a laser de fabricação israelense, dando a ela um grande poder de fogo contra alvos no solo.

Em 18 de janeiro de 2007, um esquadrão de Super Tucanos da Força Aérea colombiana lançou a primeira missão de combate desse tipo, atacando as posições das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARCs) na selva com bombas Mark 82. Este ataque fez uso do recurso de ponto de impacto constantemente computado (CCIP, Continuously Computed Impact Point) do Super Tucano; o desempenho da aeronave em ação foi um sucesso relatado. Posteriormente, os membros das FARCs passaram a apelidar a aeronave de “Morte Silenciosa” devido a ela não fazer barulho como uma aeronave a jato, por ser turboélice, e quando é percebida a sua presença, ela está praticamente em cima do alvo e atacando.


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A-29B da FAC – Fuerza Aérea Colombiana (Foto: FAC)


Em 11 de julho de 2012, a primeira aeronave foi perdida perto da cidade de Jambalo, quando a aeronave estava participando de uma operação contra as FARCs; rebeldes afirmam que derrubaram a aeronave com fogo de metralhadora .50, mas a Força Aérea Colombiana refutou as alegações do grupo rebelde após a inspeção dos destroços da aeronave, constatando que a mesma teve uma falha de motor e caiu.

A operação mais famosa dos Super Tucanos colombianos foi em 2008 quando a Força Aérea Colombiana usou uma aeronave armada com bombas guiadas a laser Griffin dentro do espaço aéreo equatoriano durante a “Operação Fênix”, para destruir uma célula guerrilheira e matar o segundo em comando das FARCs, Raúl Reyes. Este evento levou a uma ruptura diplomática entre os dois países.

Equador

A Força Aérea do Equador (FAE) opera 18 Super Tucanos; eles estão estabelecidos na Base Aérea de Manta em dois esquadrões: 2313 “Halcones” (usados para vigilância de fronteiras e treinamento de voo) e 2311 “Dragones” (usados para contra insurgência). Os Super Tucanos equatorianos usam o motor PT6A-68A, que desenvolve apenas 1.250 shp.

Em 23 de março de 2009, a Embraer anunciou que as negociações sobre um acordo com a FAE foram finalmente concluídas. O acordo cobre o fornecimento de 24 Super Tucanos (da variante A-29B) para substituir as veteranas aeronaves de ataque Cessna A-37B Dragonfly, e reforçar o controle sobre o espaço aéreo do país.


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A-29B Super Tucano da Força Aérea Equatoriana (Foto: Kfir2010/Wikimedia Commons)


Em maio de 2010, depois de receber seu sexto Super Tucano de um contrato de US $ 270 milhões, o Equador anunciou uma redução em seu pedido para o Embraer EMB-314 Super Tucano de 24 para 18 aeronaves para liberar fundos para comprar alguns caças usados da Força Aérea Sul-Africana (SAAF) Denel (Atlas) Cheetah C Ao cortar seu pedido para o tipo EMB-314, o Ministério da Defesa declarou que a economia permitiriam que ele comprasse os Cheetah de segunda mão e reforçasse o componente de defesa antiaérea da Força Aérea Equatoriana.

Honduras

Em setembro de 2011, o chefe da Força Aérea Hondurenha (FAH) disse que Honduras deveria adquirir quatro Super Tucanos. Em 7 de fevereiro de 2012, ministros do governo hondurenho informaram o Ministério do Comércio brasileiro sobre o interesse em adquirir um grande número de Super Tucanos. No entanto, devido à situação econômica, o governo foi forçado a reparar seu inventário de aeronaves antigas, em vez de prosseguir com a compra de oito aeronaves EMB-314.

Em 17 de outubro de 2014, o Ministério de Relações Exteriores e Cooperação Internacional anunciou a autorização para a aquisição de dois novos Embraer A-29B Super Tucanos pela FAH após a aprovação do Conselho Nacional de Segurança e Defesa do país. Honduras procurava comprar novos Super Tucanos há vários anos, mas até então não conseguira financiar uma compra. Como parte do acordo, seis dos antigos Embraer EMB-312A Tucanos da FAH, adquiridos em 1984, seriam reformados e atualizados pelo fabricante. Originalmente operados apenas pela Academia Militar de Aviación em Palmerola para treinamento, eles foram recentemente armados para missões antidrogas. Apenas três estavam em boas condições de voo, já que o acordo brasileiro foi assinado para que a aeronave fosse atualizada e as outras três voltassem a ser operacionais novamente. Juntamente com os dois recém-adquiridos Super Tucanos isso aumentou os esforços para manter a segurança dentro do país.


Assista ao Vídeo 604 do CANAL ARTE DA GUERRA: Super Tucano A-29: Painel com Analistas Militares/2ª Parte


Indonésia

No final de janeiro de 2010 a Força Aérea da Indonésia (TNI-AU) designou o turboélice Embraer EMB-314 Super Tucano do Brasil como o substituto preferido de seus veteranos Rockwell OV-10 Bronco. A Indonésia assinou um memorando de entendimento com a Embraer durante a exposição Indo Defense 2010, em Jacarta. A Indonésia encomendou oito EMB-314 Super Tucanos a princípio, com uma opção para outros oito nos mesmos termos. O primeiro Super Tucanos estava programado para chegar em 2012, e o pedido também incluía estações de apoio terrestre e um pacote de logística. Foi noticiado que o fabricante de aviões estatais Indonesian Aerospace (IAe) seria usado para trabalhos de manutenção, e eles também esperavam que a empresa acabasse fabricando algumas peças e componentes. Contratos subsequentes chegaram a um total de 16 Super Tucanos para a Força Aérea da Indonésia.

Em 10 de julho de 2012, a Indonésia encomendou um segundo lote de oito aeronaves Super Tucano, juntamente com um simulador de voo completo. Isso elevou o total de pedidos para 16 aeronaves. Em agosto de 2012, a Indonésia recebeu os primeiros quatro aviões do lote inicial encomendado em novembro de 2010. A Embraer Defense entregou os primeiros quatro Super Tucanos da Indonésia em uma cerimônia realizada em sua instalação em Gavião Peixoto, São Paulo, Brasil. As entregas do segundo lote de Super Tucanos foram atrasadas em relação ao cronograma original por mais de sete meses. Por fim, em setembro de 2014, o segundo lote deixou a fábrica no Brasil em seu voo de translado para a Indonésia. As primeiras quatro aeronaves do segundo lote chegaram no país em novembro de 2015. As quatro ultimas aeronaves A-29B Super Tucanos deixaram o Brasil em 15 de fevereiro de 2016 e chegando à Base Aérea Malang Abdul Rachman Saleh da Indonésia em 29 de fevereiro de 2016. Um dos 16 aviões foi perdido em um acidente 10 de fevereiro de 2016. Atualmente Eles estão baseados na Base Aérea Malang Abdul Rachman Saleh, em Java Oriental, na ilha de Java, na Indonésia. Eles são operados pela Skadron Udara 21 (21º Esquadrão Aéreo).

Líbano

O Pentágono primeiro propôs fornecer ao Líbano um contrato para 10 EMB-314 em 2010, mas os libaneses não aceitaram por falta de recursos. Posteriormente seis Super Tucanos foram fornecidos para o Líbano via Estados Unidos, mas financiados pela Arábia Saudita em US$ 462 milhões. Os dois primeiros foram entregues em outubro de 2017, com mais quatro em junho de 2018.


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A-29 Super Tucano libanês em Hamat, norte de Beirute (Foto: Joseph Eid/AFP/Getty Images)


Nigéria

Em novembro de 2013, a Nigéria demonstrou interesse em adquirir doze novos Super Tucanos. Três aeronaves foram compradas do inventário da Força Aérea Brasileira no início de 2017. Em abril de 2017, os Estados Unidos indicaram que estariam tentando fechar um acordo para vender até 12 aeronaves por até US$ 600 milhões, temendo atrasos causados por preocupações de direitos humanos. Em agosto de 2017, o Departamento de Estado dos EUA aprovou a venda de 12 aeronaves e suprimentos e armas associados.

Em novembro de 2018, a Nigéria comprou 12 Super Tucanos da Sierra Nevada por US$ 329 milhões, dos quais seis devem ser equipados com modernos sistemas infravermelhos. As aeronaves estão programadas para serem entregues até maio de 2024.

Filipinas

As Filipinas cogitaram a aquisição de seis aeronaves Super Tucano para substituir o antigo OV-10 Bronco da Força Aérea das Filipinas (PAF). No dia 20 de junho de 2012, o Departamento de Defesa Nacional informou que um total de seis Embraer EMB-314 Super Tucanos seriam adquiridos. Em outubro de 2017, o Departamento de Defesa Nacional anunciou que estava perto de assinar um contrato com a Embraer para seis aeronaves Super Tucano com opções para um número indeterminado de aeronaves. No dia 1º de dezembro de 2017, a Embraer anunciou um pedido firme para seis aeronaves de ataque leve e treinamento A-29 Super Tucano da Força Aérea das Filipinas (PAF). As entregas das primeiras unidades estão previstas para meados de 2019.

República Dominicana

Em agosto de 2001, a Embraer anunciou a assinatura de um contrato com a República Dominicana para 10 aeronaves Super Tucano, para uso em missões de treinamento de pilotos, segurança interna, patrulhamento de fronteiras e tráfico de drogas. O pedido foi reduzido para oito aeronaves em janeiro de 2009, num total de US$ 93 milhões. As duas primeiras aeronaves Super Tucano foram entregues na República Dominicana em 18 de dezembro de 2009, três foram entregues em junho de 2010 e as três restantes em outubro de 2010.

Em fevereiro de 2011, o chefe de operações da Força Aérea da República Dominicana, coronel Hilton Cabral declarou: “Desde a introdução dos aviões Super Tucano e radares terrestres, as rotas aéreas ilícitas na República Dominicana caíram mais de 80%”. Em agosto de 2011, a Força Aérea Dominicana disse que, desde a entrega dos Super Tucanos em 2009, os voos de drogas foram afastados a ponto de não entrarem mais no espaço aéreo do país. Em maio de 2012, o presidente dominicano Leonel Fernández deu ordem às forças do exército para apoiar uma frota de Super Tucanos na luta antidrogas contra o Haiti.

Estados Unidos

Uso civil

Um Super Tucano foi comprado por uma subsidiária da Blackwater Worldwide, uma empresa militar privada americana. A aeronave não possuía as metralhadoras normalmente presas às asas. Em 2012, essa aeronave foi posteriormente adquirida pela Tactical Air Support, Inc., de Reno, Nevada.


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A-29B Super Tucano da Tactical Air Support (Foto: TacAir)


Uso militar

Operações Especiais

Em 2008, a Marinha dos EUA começou a testar o Super Tucano a pedido do Comando de Operações Especiais dos EUA por seu potencial uso para apoiar operações especiais de guerra, dando-lhe a designação oficial dos EUA A-29B.

Força Aérea dos EUA

Afeganistão

Em 2009, o Super Tucano foi oferecido em uma competição da Força Aérea dos EUA para 100 aeronaves de contra insurgência. Em 12 de abril de 2010, o Brasil assinou um pacto defensivo que abriu as negociações para a aquisição de 200 Super Tucanos pelos EUA. Em 16 de novembro de 2011, o AT-6 foi excluído do programa LAAR/LAS, efetivamente selecionando o Super Tucano. O protesto da Hawker Beechcraft contra sua exclusão foi inicialmente rejeitado. No entanto, após novo protesto da Hawker Beechcraft, ocorreu a suspensão do contrato em janeiro de 2012.

Para esta aquisição, os aviônicos serão fornecidos pela Elbit Systems of America. Sierra Nevada, o principal contratante dos EUA, estará construindo o Super Tucano em Jacksonville, na Flórida. O 81º Esquadrão de Caça, baseado na Moody Air Force Base, foi reativado em 15 de janeiro de 2015 e recebeu a aeronave A-29 e forneceu treinamento para pilotos e mantenedores da Força Aérea Afegã. Comprada pela Força Aérea Afegã, todas as 20 aeronaves estão planejadas para serem entregues aos afegãos em lotes até dezembro de 2018. Até que todos os A-29 sejam entregues à Força Aérea Afegã, eles não terão uma aeronave de apoio aéreo de asa fixa, mas terão opções de helicóptero de ataque.

Light Attack Experiment

Em agosto de 2017, a Força Aérea iniciou o “Light Attack Experiment” (Experiência de Ataque Leve) para avaliar possíveis aeronaves de ataque leve. Depois disso, decidiu continuar experimentando duas aeronaves não relacionadas ao desenvolvimento, o Textron Aviation AT-6B Wolverine, derivado do T-6 Texan II e o Sierra Nevada/Embraer A-29 Super Tucano. Os testes foram programados para serem conduzidos na Base Aérea de Davis-Monthan, Arizona, entre maio e julho de 2018. A experimentação examinará os requisitos de logística, questões de armas e sensores e a interoperabilidade futura com as forças parceiras.


Embraer EMB 314 Super Tucano A-29

Embraer EMB 314 Super Tucano A-29B no White Sands Missile Range durante o Experimento de Ataque Leve da USAF (Foto: USAF/Ethan D. Wagner)


A Força Aérea espera ter as informações necessárias para potencialmente comprar aeronaves de ataque leve em uma competição futura, sem conduzir uma demonstração de combate, com base em dados coletados durante a primeira rodada do experimento e dados futuros a serem coletados na próxima fase. experimentação. O A-29 Super Tucano sofreu um acidente fatal no White Sands Missile Range (WSMS), uma base de testes da USAF, no dia 22 de junho de 2018. Após esse acidente, os testes foram suspensos, e possivelmente serão retomados ainda em 2019.


Leia a Primeira Parte deste artigo, que mostra o desenvolvimento da aeronave


Não perca, na terceira e última parte: os contratos perdidos, os principais operadores e as especificações técnicas do A-29.


*Imagem de capa: dois Super Tucano da FAB – Força Aérea Brasileira preparam-se para aterrissar durante o Exercício CRUZEX 2018 (Foto: Albert Caballé Marimón)


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  19 comments for “A “Morte Silenciosa”: o Embraer/SNC EMB-314/A-29 Super Tucano – Parte 2

  1. supertucano
    16/05/2019 às 09:02

    Excelente artigo.

    Curtido por 2 pessoas

  2. PilotoDeGripen
    16/05/2019 às 09:28

    Ótima matéria, riqueza de detalhes em todos os parágrafos que li, realmente completo, é esse tipo de conteúdo que deveria ter mais visibilidade!! Abraços!

    Curtido por 2 pessoas

  3. dbatta
    16/05/2019 às 10:57

    Não sei se sãp pertinentes as perguntas, mas:
    a) O EMB 314 ainda tem ‘GAS” para evoluir? Existe mercado?
    b) Existe interesse numa atualização ou upgrade da aeronave pelos atuais utilizadores?
    c) Existem estudos para uma nova aeronave?

    No demais ótimas informações sobre o sucesso operacional do EMB 314.

    Curtido por 2 pessoas

    • Luiz Reis
      16/05/2019 às 12:16

      Vamos lá:
      a) Para evoluir, talvez com novas asas. Mercado tem bastante.
      b) No momento não, mas quem sabe daqui a uns anos, talvez depois de 2020, isso possa acontecer.
      c) No momento ainda não, pois o ST está cumprindo bem suas missões.
      Espero ter sido satisfatórias minhas respostas.

      Curtido por 2 pessoas

  4. ROBERTO CESAR FIORIN
    16/05/2019 às 12:42

    Unica coisa chata a sabee é que parece que os concorrentes noete americanos nunca aceitarão uma vitória do Super Tucano sem tentar embargar tudo, mesmo sabendo que SNC é americana mas defende um avião que não é 100% norte americano… parece coisa de republiqueta de bananas, quem perde nunca aceita, por que os jogos de interesses (mais obscuros) nunca acabam. Mas o avião se prova como a melhor aeronave em sua categoria já faz tempo, e ponto final.

    Curtido por 1 pessoa

    • 16/05/2019 às 12:54

      Na verdade, o outro concorrente, o Textron AT-6 Wolverine, é baseado no Pilatus PC-9, que é um projeto suíço; portanto ambos são “estrangeiros”. Vamos acompanhar pra ver no que dá. Grato por comentar!

      Curtido por 3 pessoas

      • Luiz Reis
        16/05/2019 às 19:14

        Sim, bem lembrado.

        Curtido por 2 pessoas

  5. 16/05/2019 às 18:30

    Vida longa aos ST! Bons serviços prestados e comprovada qualidade, o “Morte Silenciosa” ainda vai ajudar muito a combater insurgentes e traficantes por este mundo afora.

    Curtido por 3 pessoas

  6. 18/05/2019 às 21:38

    Interessante como A-29, dentro do que foi projetado é um projeto de sucesso, mostrando que há muito espaço para soluções diversas, como o de suporte de ataque leve, pois há inúmeros países, pequenos por sinal que esse tipo de caça se encaixa perfeitamente… Poucos são os países que realmente precisam e que podem manter como: Boeing, MiG, Sukhoi, LM, Dassault…

    Curtido por 2 pessoas

    • Luiz Reis
      19/05/2019 às 07:18

      Muito obrigado pelo comentário.

      Curtir

  7. 20/05/2019 às 20:07

    É Fusca dos Aviões….

    Curtido por 3 pessoas

    • Luiz Reis
      22/05/2019 às 07:56

      Com certeza! Obrigado pelo comentário!

      Curtir

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