O Rei Guerreiro: perfil do Rei Abdullah II da Jordânia

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Reis Por Luiz Reis

Durante a História, muitos monarcas efetivamente lideravam seus exércitos contra seus inimigos e lutavam bravamente lado a lado com suas tropas, sendo feridos ou até mortos por isso. Notáveis exemplos vão desde Alexandre o Grande da Macedônia, Átila o Huno, Ricardo Coração de Leão da Inglaterra, D. Sebastião de Portugal e mais recentemente Napoleão Bonaparte da França, dentre tantos outros.


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Rei Abdullah II na Base Aérea de Muwaffaq Salti em março de 2015 (jordanianroyals.tumblr.com)


Em pleno século XXI seria praticamente impossível acreditar que um rei arriscasse até a sua própria vida para lutar pelo seu país, mas isso surpreendentemente ainda existe na figura do rei Abdullah II da Jordânia, nascido de uma família que remete às origens do islamismo, que além dos seus estudos básicos, realizou intenso treinamento militar antes de inesperadamente subir ao trono.

O REI ABDULLAH II DA JORDÂNIA

Abdullah bin Al-Hussein nasceu no dia 30 de janeiro de 1962 em Amã, capital da Jordânia. Ele pertence à família hashemita, que governa a Jordânia desde 1921 e reivindica descendência agnática da filha de Maomé, Fatimah. Abdullah nasceu como o primeiro filho do rei Hussein e sua segunda esposa, a princesa, de origem britânica, Muna.


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Rei Hussein e Princesa Muna, os pais de Abdullah II (royalisticism.blogspot.com)


Como filho mais velho do rei, Abdullah era o príncipe herdeiro até que Hussein transferiu o título para o tio de Abdullah, o príncipe Hassan, em 1965. Abdullah começou seus estudos em Amã, continuando sua educação no exterior. Ele começou sua carreira militar em 1980 como cadete nas Forças Armadas da Jordânia, assumindo o comando das Forças Especiais do país em 1994, e tornou-se general em 1998.

Em janeiro de 1993, Abdullah conheceu Rania Al-Yassin, uma funcionária de marketing da Apple Inc., de ascendência palestina, em Amã, em um jantar organizado por sua irmã, a princesa Aisha. Eles noivaram dois meses depois, e o casamento foi celebrado em junho (Abdullah é o primeiro rei da Jordânia a ter apenas uma esposa). Eles tiveram quatro filhos: o príncipe herdeiro Hussein (que assumiu a função em 2009 após a destituição do príncipe Hamzah, meio-irmão do rei, em 2004), a princesa Iman, a princesa Salma e o príncipe Hashem. Poucas semanas antes de sua morte, em 1999, o rei Hussein nomeou Abdullah como seu herdeiro e Abdullah sucedeu seu pai.


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Rania Al Abdullah, esposa de Abdullah II e Rainha Consorte da Jordânia (www.queenrania.jo)


Abdullah tem uma grande popularidade local e internacional por manter a estabilidade jordaniana, e é conhecido por promover o diálogo inter-religioso e uma compreensão moderada do Islã. O terceiro líder árabe mais antigo, ele foi considerado pelo Royal Islamic Strategic Studies Center como o “muçulmano mais influente do mundo” em 2016. Abdullah é o guardião dos locais sagrados muçulmanos e cristãos em Jerusalém, uma posição ocupada por sua dinastia desde 1924.

Juventude e Família

Abdullah é o homônimo de seu bisavô, Abdullah I, que fundou a moderna Jordânia. A sua dinastia, os hashemitas, governou Meca por mais de 700 anos – do século X até a Casa de Saud conquistar Meca em 1925, fundando a Arábia Saudita – e governa a Jordânia desde 1921. Os hashemitas são a dinastia governante mais antiga do mundo muçulmano. De acordo com a tradição familiar, Abdullah é o descendente agnático da 41ª geração da filha de Maomé, Fatimah, e de seu marido, Ali, o quarto califa.

Como o filho mais velho de Hussein, Abdullah tornou-se ao nascer herdeiro do trono jordaniano sob a constituição de 1952. Devido à instabilidade política e os sucessivos atentados contra sua vida, o rei Hussein achou prudente nomear um herdeiro adulto em vez disso, escolhendo o tio de Abdullah, o príncipe Hassan, em 1965. Abdullah começou a estudar em 1966 no Islamic Educational College, em Amã, e continuou na St. Edmund’s School, na Inglaterra. Ele cursou o ensino médio na Eaglebrook School e na Deerfield Academy nos Estados Unidos da América.

Abdullah tem quatro irmãos e seis irmãs: Princesa Alia, Príncipe Faisal, Princesa Aisha, Princesa Zein, Princesa Haya, Príncipe Ali, Prince Hamza, Prince Hashem, Princesa Iman e Princesa Raiyah – sete deles meios-irmãos por parte de pai.

Carreira Militar

Ele começou sua carreira militar na Royal Military Academy Sandhurst, na Inglaterra, em 1980, enquanto era cadete nas Forças Armadas da Jordânia. Depois de Sandhurst, Abdullah foi comissionado como segundo tenente no Exército Britânico e serviu um ano na Grã-Bretanha e na Alemanha Ocidental como comandante de pelotão nos 13/18th Royal Hussars.

Abdullah foi admitido no Pembroke College, em Oxford, em 1982, onde completou um curso de estudos especiais de um ano em assuntos do Oriente Médio. Ele se juntou ao Exército Real da Jordânia em seu retorno para casa, servindo como primeiro tenente e depois como comandante de pelotão e comandante assistente de uma companhia na 40ª Brigada Blindada. Abdullah fez um curso de paraquedismo na Jordânia e, em 1985, fez o Curso Avançado de Oficiais de Blindados em Fort Knox, nos Estados Unidos. Tornou-se comandante de uma companhia de tanques na 91ª Brigada Blindada, com o posto de capitão. Abdullah também serviu na ala de helicópteros antitanque da Força Aérea da Jordânia, onde foi treinado para pilotar helicópteros de ataque Bell AH-1 Cobra.


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O jovem militar Abdullah (9gag.com)


O então príncipe frequentou então a Escola de Serviço Exterior Edmund A. Walsh na Georgetown University em Washington, D.C. em 1987, realizando estudos e pesquisas avançadas em assuntos internacionais. Ele voltou para casa para servir como subcomandante do 17º Batalhão Real de Tanques em 1989, depois sendo promovido a major. Abdullah participou de um curso de no British Staff College em 1990, e serviu no ano seguinte no Escritório do Inspetor Geral das Forças Armadas da Jordânia como representante do Corpo Blindado. Ele comandou um batalhão no 2º Regimento de Cavalaria Blindada em 1992 e foi promovido a coronel no ano seguinte, comandando a 40ª Brigada.

Em 1994, após se casar, Abdullah assumiu o comando das Forças Especiais da Jordânia e de outras unidades de elite como brigadeiro-general, reestruturando-as no Comando Conjunto de Operações Especiais dois anos depois. Ele logo foi promovido a major-general, participou de um curso de administração de recursos de defesa na Escola de Pós-Graduação da Marinha Americana e comandou uma caçada com as forças especiais de elite na busca de foras-da-lei em 1998. A operação teria terminado com sucesso, com seu nome cantado nas ruas de Amã.

Ascensão ao Trono

Abdullah se juntou a seu pai em várias missões, incluindo reuniões no exterior com líderes soviéticos e americanos. Ele foi ocasionalmente regente do rei Hussein durante a década de 1990, mesmo esse dever sendo principalmente realizado pelo irmão mais novo de Hussein, o príncipe herdeiro Hassan. Abdullah integrou a delegação do pai em visita a Moscou em 1987. Ele visitou frequentemente o Pentágono em Washington, onde fez lobby para aumentar a assistência militar à Jordânia. O príncipe se juntou a seu pai em viagens para visitar Hafez Al-Assad em Damasco e Saddam Hussein em Bagdá (antes da Guerra do Golfo de 1990). Abdullah comandou exercícios militares durante visitas de oficiais militares israelenses à Jordânia em 1997, e foi enviado para entregar uma mensagem a Muammar Gaddafi em 1998.


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Rei Abdullah II durante cerimônia na Real Academia Militar de Sandhurst (Getty Images)


O rei Hussein viajava frequentemente para os Estados Unidos para tratamento médico de um câncer, diagnosticado em 1992. Depois que Hussein voltou de uma ausência médica de seis meses da Jordânia no final de 1998, ele criticou ferozmente a gestão de assuntos jordanianos de seu irmão Hassan em uma carta pública, acusando-o de abusar de seus poderes constitucionais como regente. Em 24 de janeiro de 1999, duas semanas antes de sua morte, Hussein surpreendeu a todos – incluindo Abdullah, que achava que ele passaria a vida no exército – substituindo Hassan por seu filho como herdeiro aparente.

Hussein morreu por complicações do linfoma não-Hodgkin no dia 7 de fevereiro de 1999. Seu reinado de 47 anos se estendeu por quatro décadas turbulentas do conflito árabe-israelense e da Guerra Fria. Várias horas após o anúncio da morte de seu pai, Abdullah apareceu em uma sessão de emergência do parlamento jordaniano, onde sua nomeação ao trono foi aceita pela assembleia. A investidura de Abdullah (com o nome Rei Abdullah II da Jordânia) ocorreu no dia 9 de junho de 1999. Ele tinha 37 anos e sua esposa Rania, apenas 29 anos, a rainha mais jovem do mundo na época.

O Reinado de Abdullah II

Embora a Jordânia seja uma monarquia constitucional, o rei mantém amplos poderes executivo e legislativo; ele é chefe de Estado e comandante-em-chefe das Forças Armadas da Jordânia e nomeia o primeiro-ministro e os diretores das agências de segurança. O primeiro-ministro é livre para escolher seu gabinete. O Parlamento da Jordânia é composto por duas câmaras: o Senado e a Câmara dos Representantes, que servem como um controle do governo. O Senado é nomeado pelo rei, e a Câmara dos Representantes é eleita diretamente.

Quando Abdullah ascendeu ao trono como quarto rei da Jordânia, os observadores duvidaram de sua capacidade de administrar a crise econômica do país – um legado da Guerra do Golfo de 1990. O rei manteve a política moderada pró-ocidental de seu pai, apoiando o tratado de paz Israel-Jordânia de 1994, e a transição real levou os Estados Unidos e os países árabes do Golfo Pérsico a aumentarem sua ajuda. Nos primeiros anos do reinado de Abdullah, que então governava uma população de 4,5 milhões de habitantes, foi relatado que ele frequentemente se disfarçava e entrava em repartições públicas civis e militares para ver os problemas e os desafios da Jordânia em primeira mão.


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Rei Abdullah II em coletiva no Palácio Real da Jordânia (Yousef Allan/AFP)


Abdullah reprimiu a presença do Hamas na Jordânia em novembro de 1999, após apelos dos Estados Unidos, Israel e da Autoridade Palestina. A repressão ocorreu durante as negociações de paz entre Israel e a Autoridade Palestina. As conversações de paz entraram em colapso em um violento levante palestino, a Segunda Intifada, em setembro de 2000. Como resultado, a Jordânia enfrentou um declínio no turismo, uma das bases da economia da Jordânia, um país com poucos recursos naturais. Abdullah supostamente liderou os esforços para neutralizar a violência política.

Em 23 de junho de 2000, enquanto estava de férias nas ilhas gregas, Abdullah recebeu um telefonema do diretor de Mukhabarat (Diretoria de Inteligência da Jordânia) alertando sobre uma tentativa de assassinato contra ele pela Al-Qaeda. A trama era atacar o iate alugado de Abdullah e sua família com explosivos. Os ataques de 11 de setembro de 2001 contra alvos americanos foram duramente condenados por Abdullah. A Jordânia respondeu rapidamente aos pedidos americanos de assistência, promulgando legislação contra o terrorismo e mantendo um alto nível de vigilância. O Mukhabarat do país frustrou conspirações similares no ano seguinte contra alvos ocidentais, incluindo as embaixadas americana e britânica no Líbano.

Com o governo do então presidente norte-americano George W. Bush planejando um ataque ao Iraque, acusando Saddam Hussein de possuir armas de destruição em massa, Abdullah se opôs à intervenção americana. Em março de 2003, durante uma reunião com George W. Bush na Casa Branca, Abdullah tentou dissuadir o presidente de invadir o Iraque. Não conseguindo persuadir Bush, Abdullah rompeu com a oposição interna. Ele permitiu que baterias Patriot americanas fossem instaladas no deserto da Jordânia ao longo de sua fronteira com o Iraque, mas não permitiu que tropas da coalizão lançassem uma invasão da Jordânia.

O fundador da Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab Al-Zarqawi, assumiu a responsabilidade por um ataque terrorista em Amã no dia 9 de novembro de 2005. Foi o ataque mais mortífero na história da Jordânia; homens-bomba atacaram três hotéis, um dos quais hospedava um casamento. O ataque matou 60 pessoas e feriu 115. Em 2006, Al-Zarqawi foi morto em um ataque aéreo com a ajuda de agentes de inteligência jordanianos. O rei Abdullah e a Jordânia são vistos com desprezo pelos extremistas islâmicos pelo tratado de paz do país com Israel e sua relação com o Ocidente. A segurança da Jordânia foi reforçada e nenhum grande ataque terrorista foi relatado no país desde então.


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Rei Abdullah II (alghad.com)


Na década seguinte a Primavera Árabe atingiu a Jordânia. Os protestos jordanianos de 2011-12 foram motivados por queixas sobre uma economia conturbada: preços em alta, desemprego generalizado e um padrão de vida relativamente baixo. Embora alguns clamem pelo fim da monarquia, a maior parte da raiva dos manifestantes foi dirigida a políticos vistos como antidemocráticos, corruptos e irresponsáveis. A monarquia jordaniana foi o primeiro regime árabe a oferecer concessões políticas durante a Primavera Árabe.

Logo após a Jordânia se juntar à coalizão internacional contra o Estado Islâmico em meados de setembro de 2014, o aparato de segurança do país frustrou um ataque terrorista contra civis na Jordânia. No final de dezembro de 2014, um caça jordaniano F-16 caiu perto de Raqqa, na Síria, durante uma missão. Um vídeo foi postado online em 3 de fevereiro de 2015, mostrando o piloto da Jordânia Muath Al-Kasasbeh sendo queimado até a morte em uma gaiola; durante todo o mês de janeiro, a Jordânia havia negociado a libertação de Al-Kasasbeh. O grupo terrorista supostamente exigiu a libertação de Sajida Al-Rishawi em troca, um homem-bomba cujo cinturão não detonou nos atentados de 2005 em Amã.

A morte de Al-Kasasbeh estimulou a indignação no país, enquanto o rei estava ausente em uma visita de estado aos Estados Unidos. Antes de retornar à Jordânia, Abdullah rapidamente ratificou as sentenças de morte dadas a dois jihadistas iraquianos presos, Sajida Al-Rishawi e Ziad Al-Karbouly, que foram executados antes do amanhecer do dia seguinte. Na mesma noite, Abdullah foi recebido em Amã, aplaudido por multidões que se alinharam ao longo da estrada do aeroporto para expressar seu apoio. Sua decisão também recebeu apoio internacional. Como comandante-chefe, Abdullah lançou a “Operação Mártir Muath”, uma série de ataques aéreos contra alvos do EI durante a semana seguinte, tendo como alvo esconderijos de armas, campos de treinamento e instalações de extração de petróleo. Sua retaliação foi elogiada na Internet, onde ele foi apelidado de “O Rei Guerreiro”. Circulavam rumores de que ele pessoalmente liderou as surtidas e provavelmente tenha sido levemente ferido.

Após a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2017, Abdullah viajou para os EUA em uma visita oficial. Ele estava preocupado com as posições do novo governo sobre o conflito Israel-Palestina, especificamente, questões relativas aos assentamentos israelenses. Trump, após ouvir o rei, mudou de opinião sobre a forma como tratar a questão e recebeu muitos elogios por administrar bem a questão.


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O Rei Abdullah II da Jordânia despacha pára-quedistas de um Hércules C-130 durante seu comando das Forças Especiais da Jordânia (ilustração de Stuart Brown)


Seu reinado também é marcado por profundas reformas econômicas, políticas e sociais, que modernizaram o país e conseguiram diminuir os efeitos da crise econômica de 2008. Devido à sua formação militar, Abdullah acredita em um poderoso exército e seguiu uma política de “qualidade sobre quantidade”, ou seja, formando soldados bem treinados e bem equipados para cumprirem suas missões. Durante o primeiro ano de seu reinado, ele criou o KADDB – King Abdullah Design and Development Bureau (Gabinete de Design e Desenvolvimento do Rei Abdullah, em tradução livre), cujo objetivo é “proporcionar uma capacidade local para o fornecimento de serviços científicos e técnicos às Forças Armadas da Jordânia”. A empresa fabrica uma ampla variedade de produtos militares, que são apresentados na Exposição Internacional de Operações de Forças Especiais (SOFEX) – Abdullah é o patrono da SOFEX. Abdullah modernizou o exército, levando a Jordânia a adquirir armas avançadas e aumentar e atualizar sua frota de caças F-16. O exército jordaniano adquiriu modernos tanques Challenger I. O rei ocasionalmente treina com o exército jordaniano em exercícios militares usando munição real.

Com relação a sua vida pessoal, Abdullah listou paraquedismo, rali, mergulho, futebol e ficção científica entre seus principais interesses e passatempos. Ele também promove o turismo na Jordânia, tendo inclusive servido como guia e co-apresentador junto com Peter Greenberg no documentário Jordan: A Royal Tour para o Discovery Channel em 2002. O rei não tem mais permissão para pular de paraquedas desde sua ascensão, porém ainda assim realiza mergulhos e dirige sua própria motocicleta.


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O Rei Abdullah da Jordânia retratado com equipamento militar (publicado no Facebook)


Seu meio irmão o príncipe Ali afirmou que Abdullah é o maior torcedor da Seleção Jordaniana de Futebol. O próprio Abdullah foi presidente da Associação Jordaniana de Futebol até ascender ao trono, sendo sucedido na posição por Ali.

O rei também é um grande fã da franquia de ficção científica Star Trek. Durante uma visita aos Estados Unidos em 1996 enquanto ainda era príncipe, ele fez uma rápida aparição como figurante no episódio “Investigations” da série Star Trek: Voyager. Um parque temático de Star Trek tem previsão de inauguração em 2020 como parte do projeto para a promoção do turismo na região de Aqaba, com Abdullah sendo um dos principais investidores.

Seu interesse em cinema e televisão influenciou sua decisão para criar em 2008 o Instituto do Mar Vermelho de Artes Cinematográficas, um instituto de cinema sediado em Aqaba e realizado em parceria com Universidade do Sul da Califórnia.


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Abdullah no episódio “Investigations” da série Star Trek: Voyager


Abdullah publicou sua autobiografia, Our Last Best Chance: The Pursuit of Peace in a Time of Peril (“Nossa Última Esperança – A demanda da paz em tempos adversos”) em 2010. Ele documenta a primeira década de seu governo de uma maneira similar ao livro de 1962 de seu pai, Uneasy Lies the Head (“Inquietas Mentiras na Cabeça”, em tradução livre). O livro de Abdullah contém fatos relevantes sobre sua infância e os relatos de bastidores de encontros com várias figuras políticas.

Títulos e Estilos do Rei Abdullah II da Jordânia

  • 30 de janeiro de 1962 – 1 de março de 1965: “Sua Alteza Real, o Príncipe Herdeiro da Jordânia”
  • 1 de março de 1965 – 24 de janeiro de 1999: “Sua Alteza Real, o Príncipe Abdullah da Jordânia”
  • 24 de janeiro de 1999 – 7 de fevereiro de 1999: “Sua Alteza Real, o Príncipe Herdeiro da Jordânia”
  • 7 de fevereiro de 1999 – presente: “Sua Majestade, o Rei do Reino Hashemita da Jordânia”

CONCLUSÕES

O rei Abdullah II da Jordânia já está no seu 19º ano de reinado, a Jordânia é um país moderno, sem grandes problemas políticos, econômicos e sociais e militarmente preparado e treinado para enfrentar as mais diferentes ameaças, internas e externas. O povo jordaniano tem muito orgulho do seu rei, que enfrenta diretamente os problemas do país e literalmente “entra na luta” defendendo sua pátria. Um dos líderes mais respeitados do mundo árabe, o rei Abdullah manterá essa posição por muitos e muitos anos, pois é um soberano moderno e preparado para enfrentar os problemas do seu país e buscar as melhores soluções para eles.


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A Nossa Última Esperança – A demanda da paz em tempos adversos

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